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ZinriAjuda ao Entendimento da Bíblia
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de Jeová. Esta pronta ação fez cessar o flagelo que já havia executado milhares de israelitas culpados. — Núm. 25:6-8, 14-18.
2. Quinto rei do reino de Israel, de dez tribos. Zinri governou em Tirza por sete dias, por volta de 951 AEC. Ele anteriormente fora o chefe da metade dos carros sob o Rei Elá, mas, quando o exército estava fora, em Gibetom, e o Rei Elá permanecera, Zinri o matou, bem como todo o restante da casa de Baasa, e fez-se rei. Seu governo foi brevíssimo porque o exército empossou a Onri como rei e, imediatamente, voltou para cercar Tirza, no que Zinri incendiou a casa do rei, que desabou sobre ele mesmo. Zinri se notabilizou por fazer o que era mau aos olhos de Jeová. (1 Reis 16:3, 4, 9-20) As últimas palavras de Jezabel lembravam as conseqüências que sobrevieram a Zinri. À medida que Jeú cavalgou em triunfo para dentro de Jezreel, ela zombou dele pela janela: “Foi tudo bem com Zinri, matador de seu senhor?” — 2 Reis 9:30, 31.
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ZíporaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ZÍPORA
[andorinha].
Esposa de Moisés. Zípora conheceu Moisés junto a um poço, quando ela e suas seis irmãs estavam dando de beber aos rebanhos do pai. Quando certos pastores entraram em cena e, como era costume deles, tentaram expulsar as moças, Moisés ajudou as jovens, até mesmo dando, ele próprio, de beber aos rebanhos. Por causa desta gentileza, foi convidado à casa de Zípora, e, por fim Jetro, pai sacerdotal dela, a concedeu em casamento a Moisés. (Êxo. 2:16-21) Zípora deu dois filhos a Moisés, Gersom e Eliézer. — Êxo. 2:22; 18:3, 4.
Quando Jeová mandou que Moisés voltasse ao Egito, Zípora e os dois filhos deles passaram a acompanhá-lo. Ao longo do caminho, ocorreu um incidente muito grave, o relato um tanto obscuro a respeito do assunto dizendo: “Ora, sucedeu na estrada, na pousada, que Jeová [LXX: “o anjo do Senhor”] foi encontrá-lo e procurava um modo de entregá-lo à morte. Por fim, Zípora tomou uma pederneira e cortou o prepúcio de seu filho, e fez que tocasse nos pés dele e disse: ‘É porque és para mim um noivo de sangue.’ Por conseguinte, ele o largou. Naquele tempo ela disse: ‘Noivo de sangue’, por causa da circuncisão.” — Êxo. 4:24-26.
Os peritos têm proposto muitas interpretações deste trecho. À guisa de exemplo, poder-se-ia raciocinar que era a vida do filho que corria perigo, em vista do que a lei da circuncisão declarava em Gênesis 17:14; que Zípora, e não Moisés, circuncidou o filho a fim de mostrar que ela abandonava qualquer oposição midianita à circuncisão que porventura tivesse; que ela lançou o prepúcio aos pés do anjo que ameaçava a vida do filho dela, para demonstrar sua obediência à lei de Jeová; que Zípora se dirigia a Jeová mediante seu anjo representativo quando exclamou: “És para mim um noivo de sangue”, fazendo isso para indicar sua aceitação duma posição de esposa no pacto da circuncisão, tendo a Jeová como marido. — Veja Jeremias 31:32.
Mas, não importa quão lógico pareça ser tal raciocínio, não há meios de se resolver, de modo bíblico, tais questões com absoluta certeza. Permanece a realidade que a leitura literal do hebraico antigo neste trecho acha-se encoberta pelas expressões idiomáticas empregadas a c. 3.500 anos atrás.
Pelo visto, Zípora esteve visitando os pais dela, pois, após o Êxodo, Zípora e seus dois filhos acompanharam Jetro na sua volta para junto de Moisés, no acampamento do deserto. (Êxo. 18:1-6) A presença recém-notada de Zípora ali, pelo visto, suscitou o ciúme de Miriã, irmã de Moisés, e esta (junto com Arão) aproveitou-se da formação cusita de Zípora como desculpa para se queixar de Moisés. (Núm. 12:1) Isto não indica que Zípora tinha morrido e que Moisés se tinha casado de novo com uma etíope, como se argúi comumente, pois, embora o termo “cusita” geralmente se refira aos etíopes, pode também abranger as pessoas da Arábia.
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ZiveAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ZIVE
Nome do segundo mês lunar do calendário sagrado, mas o oitavo do calendário secular dos israelitas. (1 Reis 6:1, 37) Corresponde a parte de abril e a parte de maio. Ao comentar 1 Reis 6:1, os Soncino Books of the Bible (Livros da Bíblia, de Soncino, Volume de Primeiro e de Segundo Reis, p. 39) afirmam a respeito do mês de zive: “Agora conhecido como iyyar, o segundo mês depois de nisã. Era chamado de zive (brilho) porque cai na época do ano em que a terra fica ‘abrilhantada’ de florescências e de flores.” O nome “iyyar” se encontra no Talmude judaico e em outras obras pós-exílicas.
O dia 14 de zive fornecia uma segunda oportunidade para os israelitas celebrarem a Páscoa, caso tivessem sido impedidos de celebrá-la em 14 de nisã, devido à ausência ou à impureza cerimonial. — Núm. 9:9-13; 2 Crô. 30:2, 3.
Foi no mês de zive que Salomão iniciou a construção do templo, e, cerca de 500 anos depois, no mesmo mês, Zorobabel começou a obra de reedificação do templo. — 1 Reis 6:1; Esd. 3:8.
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ZoãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ZOÃ
Antiga cidade egípcia, edificada sete anos depois de Hébron; assim sendo, ela já existia por volta da época em que Abraão entrou em Canaã (1943 AEC). (Núm. 13:22; Gên. 12:5; 13:18) O nome bíblico Zoã corresponde ao nome egípcio (d‘n-t) de um povoado localizado na parte NE da região do delta, c. 56 km a SO de Port Said. Mais conhecida pelo seu nome grego, Tânis, achava-se situada no ramo do Nilo conhecido como ramificação tanítica, que desde então ficou assoreado e reduzido a um canal.
No Salmo 78:12, 43, o “campo de Zoã” é empregado como paralelo da “terra do Egito”, ao relembrar os atos miraculosos de Jeová a favor de Israel, que levaram ao Êxodo. Isto tem feito com que alguns peritos sustentem que as reuniões de Moisés com Faraó ocorreram em Zoã.
Ao passo que não se pode eliminar por completo uma possível ligação com a corte de Faraó, é também inteiramente possível que a grande idade da cidade tenha movido o salmista a empregar Zoã de tal modo, ela sendo, aparentemente, uma das primeiras cidades fundadas no Egito. Ou, talvez seja de vido à sua proeminência e à sua localização na “entrada” do Egito para os procedentes da Palestina, sendo talvez a primeira grande cidade que a família de Jacó encontrou ao entrar no Egito. (Compare com Isaías 30:2-4.) Estando situada na costa do Mediterrâneo, no extremo N do Egito, seu “campo” podería até mesmo figuradamente referir-se a todo o vale do Nilo que se estende ao S dela, chegando até a fronteira S do Egito.
Não resta dúvida da importância da cidade de Zoã (Tânis), especialmente quanto ao intercâmbio comercial e às estruturas religiosas. Há evidência de muitas construções régias ali, desde a época das primitivas “dinastias” dos reis egípcios. Um grande templo foi construído, medindo c. 305 m de comprimento. O faraó Ramsés II ergueu imensa estátua monolítica de si mesmo, em Tânis, que media c. 29 m de altura e pesava por volta de 817 toneladas métricas. Os reis assírios, Esar-Hadom e Assurbanipal se referem a Zoã (chamada Sa’nu ou Si’nu nas inscrições cuneiformes) como cidade real sob um príncipe. Antes deles, o profeta Isaías, no pronunciamento divino contra o Egito, tinha-se referido aos “príncipes de Zoã” e os classificado junto com os de Nofe (Mênfis), desta forma indicando também a importância política de Zoã. (Isa. 19:1, 11-13) Diz-se que Tiraca, o governante etíope do Egito e contemporâneo de Isaías, utilizava-se de Zoã (Tânis) como base administrativa para o Egito setentrional.
A conquista assíria do Egito, por Esar-Hadom e Assurbanipal, comprovou a ‘tolice’ dos conselheiros de Zoã. (Isa. 19:13) Daí, em 591 AEC, o profeta Ezequiel avisou a respeito de outra conquista por parte do Rei Nabucodonosor, de Babilônia, sendo ‘aceso um fogo em Zoã’. (Eze. 29:17; 30:1, 10, 14) Contudo, evidentemente Zoã (Tânis) se recuperou, e continuou a ser a principal cidade costeira do Egito até o período de Alexandre Magno. Depois disso, a nova cidade de Alexandria ofuscou a importância comercial de Zoã (Tânis) e ela declinou continuamente. Atualmente, apenas uma vila de pescadores permanece ali, e aquela área, certa vez uma rica região de pastos, é agora um charco e banhado de água salgada.
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ZoarAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ZOAR
[pequenez].
Cidade do “Distrito”, evidentemente situada, outrora, na beirada duma planície fértil. (Gên. 13:10-12) Pelo visto, o nome anterior de Zoar era Bela. Nos dias de Abraão, era governada por um rei que se rebelou, junto com os outros quatro do distrito, depois de doze anos de domínio por parte de Quedorlaomer, apenas para ser derrotado pelo monarca elamita e seus três aliados. (Gên. 14:1-11) Quando Jeová estava prestes a destruir Sodoma, Ló solicitou e obteve permissão para fugir de lá para Zoar, e esta cidade foi poupada. (Gên. 19:18-25) O medo fez com que, mais tarde, ele e suas duas filhas partissem de Zoar e se tornassem cavernícolas na região montanhosa próxima. — Gên. 19:30.
Predisse-se que, quando a catástrofe sobreviesse a Moabe, os que fugiríam de lá iriam para Zoar, e que o clamor por causa da devastação daquela nação seria ouvido “desde Zoar até Horonaim, até Eglate-Selisaia”, talvez indicando que Zoar era então uma cidade moabita. — Isa. 15:5; Jer. 48:34.
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ZodíacoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ZODÍACO
A respeito do Rei Josias, de Judá, 2 Reis 23:5 afirma: “E acabou com a atividade dos sacerdotes de deuses estrangeiros, a quem os reis de Judá haviam constituído para fazerem fumaça sacrificial nos altos nas cidades de Judá e nas cercanias de Jerusalém, e também dos que faziam fumaça sacrificial a Baal, ao sol e à lua, e às constelações do zodíaco, e a todo o exército dos céus.“ A expressão aqui traduzida “constelações do zodíaco” provém do vocábulo hebraico mazzalóhth, que ocorre apenas uma vez na Bíblia, embora a palavra Mazzaróhth, encontrada em Jó 38:32, possa estar relacionada. É o contexto que ajuda a tornar claro o seu significado.
A descoberta do que possa ser chamado de faixa zodiacal é geralmente atribuída aos primitivos babilônios. Eles, sem dúvida, observavam a trajetória anual aparente do sol entre as estrelas, trajetória esta conhecida agora como a eclíptica. Nesta faixa de 16 graus de largura, que se estende por 8 graus de cada lado da eclíptica, acha-se a área chamada zodíaco. Os primitivos astrônomos podiam observar que, no âmbito desta faixa ou cinturão, achavam-se as trajetórias aparentes do sol, da lua e dos principais planetas, conforme vislumbrados da terra. Não foi senão no século II AEC, contudo, que um astrônomo grego dividiu o zodíaco em doze partes iguais de 30 graus cada uma, e estas partes vieram a ser chamadas de “signos do zodíaco”, e receberam nomes segundo as constelações relacionadas. A palavra “zodíaco” provém do grego e significa “circulo dos animaizinhos”, uma vez que as doze constelações do zodíaco eram todas, originalmente, chamadas por nomes da vida animal ou marinha.
Estes signos, atualmente, não se assemelham às constelações cujos nomes lhes foram originalmente dados. Isto se deve ao que é conhecido como precessão dos equinócios, que resulta numa alteração gradual para O, por parte das constelações, de um grau a cada 70 anos, num
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