-
Por que as grandes cidades entram em colapsoDespertai! — 1976 | 22 de junho
-
-
grandes cidades. Afirma Business Week sobre uma cidade que se debate para sobreviver: “Ela é dirigida por autoridades eleitas que, devido à natureza da política, amiúde dispõem duma filosofia administrativa de ‘hoje estamos aqui, amanhã desapareceremos’.”
Tal liderança transitória pode até exercer um efeito corrosivo sobre os hábitos dos servidores municipais, cuja produtividade, diz-se, está abaixo da dos outros trabalhadores. É preciso pagar a funcionários extras para se conseguir fazer o mesmo trabalho, drenando ainda mais as finanças municipais. Por quê? Um diretor de um dos maiores sindicatos de servidores municipais dos EUA expressa-se da seguinte forma: “Quando o servidor municipal descobre que a cidade não se interessa pelo modo como desempenha seu trabalho, ele também perde o interesse. . . . Desejamos sentir que somos disciplinados. A disciplina significa que alguém se importa. O que precisamos é de liderança.”
Antes de verdadeiramente importar-se, a tendência de muitas autoridades politicamente motivadas é “aplicar dinheiro” nos problemas municipais na esperança de que desapareçam. Deixando de atingir o âmago dos problemas, seus programas superficiais, orientados pelo dinheiro, amiúde atingem enormes proporções e sugam o sangue vital das cidades. As conseqüências desastrosas de tais diretrizes são agora sentidas em várias das grandes cidades do mundo.
Mesmo assim, a maioria dos governos nacionais está pronta para “resgatar” as cidades em dificuldades, transferindo assim a tensão para a nação inteira. De modo que seria um exagero afirmar que todas as grandes cidades enfrentam iminente colapso econômico. Algumas até mesmo parecem estar resolvendo tais problemas. Mas, o tempo não está do seu lado.
A luta de muitas cidades, atualmente, poderia ser bem descrita no seguinte relatório sobre a condição dos na Grã-Bretanha:
“Seu tecido está estragado e rompido. Seus serviços em geral diminuem de âmbito e efetividade, numa época em que se exige mais delas. É improvável que o governo nacional se recuse a ‘resgatar’ as cidades que fiquem tão falidas quanto Nova Iorque. Assim, parece provável que as cidades continuem a lutar, apresentando serviços cada vez menos eficazes, a um custo cada vez maior. Os padrões de vida continuarão a cair, como também os valores da vida nas cidades. A vida nas cidades, como o trânsito, provavelmente se arraste cada vez mais lentamente.”
Significa isso que a patópole da teoria de Patrick Geddes — a cidade decadente e moribunda — é o único proceder que resta no fim da estrada para as metrópoles da atualidade? Não existe solução alguma para as grandes cidades?
-
-
O único remédio para as dificuldades das cidadesDespertai! — 1976 | 22 de junho
-
-
O único remédio para as dificuldades das cidades
NÃO, o remédio para as dificuldades das cidades não é mais dinheiro e programas dadivosos. Esse tipo de “ajuda” só apressa as cidades para sua ruína. Não atinge os problemas subjacentes. Os líderes municipais mui amiúde vêm a “considerar a favela como enclave murado no qual se pode lançar algum dinheiro para mantê-lo quietinho”, escreve Sol Linowitz, presidente do Conselho Federal das Cidades dos EUA. “Esse conceito somente pode levar ao desastre.”
Então, qual é o remédio? Bem, os peritos afirmam ser necessárias algumas mudanças fundamentais. “Apólices [municipais] podem ajudar-nos a evitar o aperto financeiro”, afirma o Sr. Linowitz. “Mas, não lidaremos com os problemas centrais de nossas cidades a menos que aprendamos como inventar outro tipo de apólice — uma que una as pessoas . . . em confiança e respeito mútuos.” — Times de Nova Iorque, 25 de outubro de 1975.
Adicionalmente, recente conferência de várias centenas de cientistas, eruditos e outras pessoas de destaque em Houston, Texas, sugeriu outra mudança básica. Vários peritos, segundo relatado, instaram que, para evitar um “futuro sombrio e catastrófico . . . as pessoas deveriam obter o incentivo para retornar dos enormes centros urbanos para as zonas rurais e ser empregados em tarefas menores, de trabalho mais intenso”. — U. S. News & World Report, 3 de novembro de 1975, p. 88.
Mas, quão em breve acha que a maioria dos habitantes das cidades ‘aprenderão a inventar apólices de confiança e respeito mútuos’? Ou, pode imaginar a maioria dos comerciantes, industriais, e pessoas da cidade voltando para um modo de vida menos orientado para a produção, menos voltado para as conveniências modernas? Mesmo se os líderes políticos tentassem tais inovações, seriam bloqueados por forças além de seu controle. Pode-se achar em alguma parte o tipo de liderança e de poder, de visão ampla, necessários para se efetuar tais mudanças de longo alcance?
Necessária a Orientação Superior
Bem, considere a Fonte dos ciclos naturais maravilhosamente equilibrados e complexos da terra. Tais ciclos funcionam sem falhas quando os homens não mexem com eles. Não são o poder e a inteligência por trás destes sistemas obviamente bem sucedidos exatamente o tipo de orientação de que os humanos e suas cidades carecem terrivelmente? Tal Pessoa pode trazer êxito também à condição humana, porque Ele é “o Formador da terra e Aquele que a fez, . . . que não a criou simplesmente para nada, que a formou mesmo para ser habitada”. — Isa. 45:18.
Não pode haver dúvida de que o Criador da terra visava que ela fosse um lar feliz e confortável para seus habitantes. No entanto, rejeitaram os padrões do Criador e se desviaram de padrões de vida, que se harmonizavam com os ciclos naturais de Sua criação, para estilos de vida cada vez mais artificiais. Mas, como podem estes padrões de vida das grandes cidades, aparentemente “arraigados” ser modificados alguma vez?
Bem, visto que o modo de vida da grande cidade é parte dum sistema mundial de coisas que não funciona, o único remédio é substituí-lo por um sistema global que deveras funcione para o proveito de todos. O Criador do homem propôs tal sistema novo de administração, com o tipo de liderança e poder, de visão ampla, necessários para torná-lo bem sucedido. A Bíblia o chama de “reino de Deus” e é executado por meio de seu Filho, Jesus Cristo. — Mar. 1:15.
Mas, tal orientação dos assuntos da terra desde o céu, obviamente, não será bem recebida, quer pelos atuais chefes de estado quer pelos orgulhosos governos municipais, ávidos de poder. É por isso que a Bíblia afirma que o Reino, pelo qual oramos, “não passará a qualquer outro povo”. Antes, “esmiuçará e porá termo a todos estes reinos” antes de, com êxito, assumir o comando dos assuntos da terra. — Dan. 2:44.
Novo Modo de Vida
Assim, o reino de Deus fará completa limpeza de todos os vestígios do modo de este decadente sistema fazer as coisas. A terra será administrada de forma tão diferente que a profecia bíblica representa a sociedade humana mudada como sendo uma inteiramente “nova terra” Afirma que “não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram”. — 2 Ped. 3:7, 13; Rev. 21:1-5.
Podemos estar seguros de que, entre as causas anteriores de clamor e dor que passarão, estão as gigantescas metrópoles que apinham as pessoas em uma fileira após outra de edifícios de apartamentos de muitos andares, negando-lhes a luz solar, o ar fresco e a privatividade, e cercando-as de ruído e de irritação. Embora não saibamos a medida em que a vida comunitária prevalecerá naquela “nova terra”, deveras sabemos que jamais se permitirá que se torne de novo uma causa de opressão. Há alguns indícios disto através dos tratos passados de Deus com os humanos.
Depois de a terra ser purificada pelo dilúvio dos dias de Noé, Deus repetiu sua declaração original de intenções quanto aos humanos na terra: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra.” Mais tarde, esse propósito foi testado quando os homens decidiram, ao invés, concentrar-se numa grande cidade. “Construamos para nós uma cidade”, disseram, e “façamos para nós um nome célebre para que não sejamos espalhados por toda a superfície da terra”. Deus registrou seu desacordo com esse modo de fazer as coisas por meio de ações que deveras espalharam os perspectivos construtores da cidade “por toda a superfície da terra”. — Gên. 9:1; 11:4, 8.
Adicionalmente, a lei inspirada que mais tarde governou a nação de Israel continha provisões que não incentivavam o modo de vida das grandes cidades. Qualquer pessoa que morasse nos pequenos povoados, sem muros, de Israel e que vendesse sua casa, talvez devido à necessidade econômica, sempre tinha o imutável direito de comprá-la de novo. E, se o vendedor não pudesse comprar de novo sua casa, ela voltava para a família, de qualquer modo, quando chegasse o ano do Jubileu, a cada cinqüenta anos. Por outro lado, os que viviam nas cidades muradas maiores retinham o direito de compra por apenas ano, depois do que o novo dono tinha todos os direitos sobre a propriedade. Assim, a localidade mais rural era vantajosa. — Lev. 25:29-34.
Em vista de tais expressões do ponto de vista de Deus, um modo de vida mais agrícola sem dúvida predominará na “nova terra” que em breve se concretizará. A profecia bíblica ilustra o tipo de existência que Deus pode prover, nas seguintes palavras:
“Hão [certamente] de construir casas e as ocuparão; e hão [certamente] de plantar vinhedos e comer os seus frutos. . . . Meus escolhidos usufruirão plenamente o trabalho das suas próprias mãos.” — Isa. 65:17, 21, 22.
Daí, também, até mesmo as atitudes das pessoas refletirão seu novo meio ambiente e as normas de procedimento de seu governo justo, quando Deus ‘fizer novas todas as coisas’. Prevalecerão a confiança e o respeito mútuos, “pois a terra se encherá do conhecimento da glória de Jeová assim como as próprias águas cobrem o mar”. Este é o único remédio verdadeiro para as atribuladas grandes cidades da atualidade. — Rev. 21:5; Hab. 2:14.
[Fotos na página 11]
O Reino de Deus varrerá por completo este sistema decadente, transformando a terra num paraíso global.
-
-
A água que bebeDespertai! — 1976 | 22 de junho
-
-
A água que bebe
‘ÁGUA POTÁVEL’, escreveu certa vez Leonardo da Vinci, ‘pode ser saudável, insalubre, laxativa, sulfurosa, lamuriosa, irada, vermelha, amarela, verde, preta, azul, oleosa, gorda e magra’.
A água que bebe hoje provavelmente tem poucas destas qualidades. Mas, mesmo em nossos dias, cerca de meio milhão de pessoas, segundo se diz, ficam constantemente doentes por causa da água que bebem. Dez milhões delas podem morrer cada ano.
Surpreendentemente, até mesmo as nações desenvolvidas, que se orgulham de sua água “segura”, têm problemas agora. A lavoura e a indústria modernas introduzem crescente lista de substâncias químicas difíceis de remover e potencialmente perigosas nas fontes de água potável. “Parece que tudo que torna a vida mais fácil torna a água mais suja”, comentou um perito dos EUA, em audiências do Senado sobre esse problema.
A Vida Depende Dela
Apesar desses problemas, a água permanece sendo uma das substâncias mais maravilhosas e absolutamente essencial que se conhece. A própria existência da vida mesma na terra se baseia nela. Com efeito, a água constitui o ingrediente principal da maioria das coisas vivas. O corpo humano tem sido descrito como “virtual saco ambulante de fluidos precariamente contidos”. Cerca de dois terços de seu peso total é constituído de água, ao passo que até três quartos de seu cérebro e músculos o são.
Disto torna-se óbvio que a vida funciona
-