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  • Cidadão, Cidadania
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    • era, em realidade, a comunidade a que podiam ser admitidos, com certas restrições, os estrangeiros, para ali gozarem muitos dos benefícios comuns aos israelitas natos. A naturalização, poder-se-ia dizer, ocorria quando um varão estrangeiro se circuncidava, concedendo-se-lhe assim a oportunidade de entrar de forma plena nos maiores privilégios da adoração de Jeová, até mesmo ao ponto de participar da festividade anual da Páscoa. — Êxo. 12:43- 49; Núm. 9:14.

      A cidadania romana garantia para a pessoa direitos e imunidades especiais, reconhecidos e honrados por todo o império. À guisa de exemplo, era ilegal torturar ou açoitar um cidadão romano com o fito de extrair uma confissão dele, tais formas de castigo sendo consideradas por demais servis e apropriadas apenas para escravos. Em Jerusalém, soldados romanos livraram Paulo duma turba judaica. Paulo, de início, não se identificou como cidadão romano, mas, quando estava prestes a ser chicoteado, disse a um oficial do exército que estava perto: “É lícito que açoiteis um homem que é romano e que não está condenado?” “Pois bem”, prossegue o relato, “ouvindo isso o oficial do exército, foi ter com o comandante militar e fez um relatório, dizendo: ‘Que pretendes fazer? Ora, este homem é romano’”. Quando se comprovou a veracidade do assunto, “os homens que estavam prestes a examiná-lo com tortura retiraram-se dele imediatamente; e o comandante militar ficou com medo ao averiguar que ele era romano e que o havia amarrado”. — Atos 21:27-39; 22:25-29; veja também Atos 16:37-40.

      Outra vantagem e privilégio usufruído sob a cidadania romana era o direito de recorrer da decisão dum governador provincial ao imperador de Roma, em casos de pena capital. Assim se deu que Paulo, quando argüía sua causa diante de Festo, declarou: “Estou [em pé] perante a cadeira de juiz de César, onde devo ser julgado. . . . nenhum homem me pode entregar a eles [os judeus] como favor. Apelo para César!” (Atos 25:10-12) Uma vez que se reivindicasse o direito e se tivesse interposto o recurso a Roma, não podia ser retirado. Assim, depois de examinar a causa de Paulo, o Rei Agripa II disse a Festo: “Este homem podia ter sido livrado, se não tivesse apelado para César.” — Atos 26:32.

      Havia vários modos de se obter a cidadania romana. Às vezes os imperadores concediam este favor especial a inteiras cidades ou distritos, ou a pessoas, em reconhecimento de serviços prestados. Também era possível, às vezes, comprar diretamente a cidadania por certa soma de dinheiro, sendo este o caso do comandante militar, Cláudio Lísias, que disse a Paulo: “Eu comprei estes direitos de cidadão por grande soma de dinheiro.” Júlio César possivelmente concedeu a cidadania romana a muitos judeus em reconhecimento dos serviços que prestaram ao Estado durante a guerra contra o Egito. Este pode ter sido o meio pelo qual o pai judeu de ‘Saulo de Tarso’ (Paulo) se tornou cidadão romano, honraria e distinção que transmitiu para seu filho como privilégio hereditário. Por este motivo, Paulo treplicou à réplica de Cláudio Lísias de ter comprado os direitos de cidadania, dizendo: “Mas eu até nasci com eles.” — Atos 13:7; 22:28; 23:26.

      CIDADANIA ESPIRITUAL

      Em suas cartas, Paulo também se refere à cidadania espiritual. Descreve os gentios incircuncisos que se tornaram israelitas espirituais como sendo aqueles que, certa vez, estavam sem Cristo, alienados de Israel e eram estranhos aos pactos, estando sem esperança, sem Deus, mas que estavam, “agora, em união com Cristo Jesus”. “Portanto, certamente”, continua ele nesta linha de idéias, “não sois mais estranhos e residentes forasteiros, mas sois concidadãos dos santos”. (Efé. 2:12, 13, 19) Foi especialmente significativo quando Paulo escreveu aos cristãos em Filipos, uma daquelas cidades às quais foi concedida a cidadania romana, onde dez anos antes se havia tripudiado sobre sua cidadania romana: “Quanto a nós, a nossa cidadania existe nos céus.” — Fil. 3:20.

  • Cidade
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    • CIDADE

      Uma área compacta povoada, de tamanho, população ou importância maiores do que uma aldeia ou vila. A palavra hebraica ‘ir, traduzida “cidade”, ocorre cerca de 1.100 vezes nas Escrituras. Às vezes, a palavra qiryáh (cidadezinha ou vila) é usada como sinônimo, ou num paralelismo. Por exemplo: “Depois serás chamada Cidade [‘ir] de Justiça, Vila [qiryáh] Fiel”; ou: “Como é que não foi abandonada a cidade [‘ir] de louvor, a vila [qiryáth] de exultação?” — Isa. 1:26; Jer. 49:25.

      “Povoados”, “aldeias (cidades) dependentes” e “vilas”, também mencionadas nas Escrituras Hebraicas, diferençavam-se das “cidades” grandes e pequenas no sentido de que não eram comunidades muradas, mas estavam ligadas ao campo aberto. (1 Sam. 6:18) Se localizada na área suburbana ou nas proximidades imediatas duma cidade fortificada, grande ou pequena, tais comunidades eram descritas como “aldeias (cidades) dependentes”, literalmente “filhas” da cidade murada. (Núm. 21:25) A lei de Moisés também fazia uma distinção legal entre as cidades muradas, grandes e pequenas, e os povoados e vilas sem muros. Caso uma pessoa que morasse num povoado sem muros vendesse a sua casa, ela sempre retinha o direito de recompra, mas, se incapaz de fazê-lo, ela lhe era devolvida no ano do Jubileu. Quando, por outro lado, se vendia uma casa numa cidade murada, o vendedor tinha de readquiri-la no ano seguinte, ou a propriedade permanecia sendo irrevogavelmente do comprador, exceto no caso das cidades dos levitas. (Lev. 25:29-34) João chamou Belém de “a aldeia onde Davi costumava estar”, e Lucas (cônscio de que Roboão fortificara essa aldeia) falou dela como cidade. — João 7:42; Luc. 2:4; 2 Crô. 11:5, 6.

      O construtor da primeira cidade parece ter sido Caim, o filho assassino de Adão, que deu a ela o nome de seu filho, Enoque. (Gên. 4:17) Caso tenha havido outras cidades antes do Dilúvio, seus nomes desapareceram junto com elas no Dilúvio, em 2370 A.E.C. Após o Dilúvio, as cidades de Babel, Ereque, Acade e Calné, na, terra de Sinear, formaram o núcleo inicial do reino de Ninrode. Ele então o expandiu por construir Nínive, Reobote-Ir, Calá e Resem (descritas coletivamente como “a grande cidade”) ao N, no vale mesopotâmico. (Gên. 10:10-12) Por outro lado, os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó não construíram cidade alguma, mas viveram em tendas, como residentes temporários, mesmo quando visitavam pequenas cidades e aldeias em Canaã e no Egito; Abraão, desprovido de terras, teve até de comprar o campo de Macpela para enterrar a sua morta. (Heb. 11:9; Gên. 23:10-13) Os espias que entraram em Canaã relataram que havia muitas cidades tremendamente fortificadas naquela terra. — Núm. 13:28; Deut. 9:1.

      ESCOLHA DE LOCAIS

      A escolha do local para uma cidade dependia de vários fatores. Visto que a defesa era geralmente de capital importância, as cidades antigas costumeiramente se situavam em grandes elevações. Embora isto as expusesse à ampla visão, eram difíceis de alcançar. (Mat. 5:14) As cidades costeiras, e as situadas às margens dos rios, constituíam exceções. Além das barreiras naturais, muitas vezes se construíam muros maciços, ou um complexo de muros e torres, e, em alguns casos, rodeava-se a cidade de fossos. (2 Reis 9:17; Nee. 3:1 a 4: 23; 6:1-15; Dan. 9:25) À medida que as cidades cresciam, tornava-se por vezes necessário ampliar os muros para abranger maiores perímetros. As entradas por estes muros eram guarnecidas de fortes portas que podiam agüentar um prolongado sítio. Do lado de fora e além dos muros havia os campos, os pastos e os subúrbios que amiúde ficavam desguarnecidos durante os ataques. — Núm. 35:1-8; Jos. 21:41, 42.

      Um bom suprimento de água nas proximidades era absolutamente essencial, e não devia ser despercebido ao se escolher o local para uma cidade. Por este motivo, considerava-se ideal quando as cidades possuíam fontes ou poços dentro de seus limites. Em certos casos, notavelmente em Megido, Gezer e Jerusalém, havia túneis para água, aquedutos e canalizações subterrâneos que traziam água de fontes externas para dentro dos muros da cidade. (2 Sam. 5:8; 2 Reis 20:20; 2 Crô. 32:30) Não raro se construíam reservatórios e cisternas para captar e armazenar água durante a estação chuvosa, para ser usada numa época posterior. Em alguns casos, os terrenos estavam repletos de cisternas, à medida que cada família se empenhava em ter seu próprio suprimento de água. — 2 Crô. 26:10.

      Alvos e propósitos comuns na construção das cidades antigas levavam a grandes similaridades em seu formato e em sua disposição geral. E, visto que a passagem dos séculos fez pouquíssimas alterações, certas cidades atuais são bem parecidas com o que eram há dois ou três milênios. Ao entrar por suas portas, a pessoa chegava a um grande local aberto, a praça do mercado da cidade, a praça pública, onde se realizava todo o tipo de compra e venda, e onde se firmavam contratos, selados perante testemunhas. (Gên. 23:10-18; 2 Reis 7:1; Naum 2:4) Aqui se situava o foro público, onde se recebiam e transmitiam as novidades (Nee. 8:1, 3; Jer. 17:19), onde os anciãos e juízes da cidade efetuavam julgamentos (Rute 4:1-10), e onde o viajante talvez passasse a noite, se, por acaso, não lhe fosse demonstrada nenhuma hospitalidade pessoal. (Juí. 19:15-21) Às vezes havia, na cidade, outras acomodações disponíveis para o visitante. — Jos. 2:1; Juí. 16:1; Luc. 2:4-7; 10:35.

      O tamanho de muitas cidades antigas pode ser calculado à base do que restou de seus muros, mas as estatísticas demográficas podem apenas ser estimadas. O arqueólogo W. F. Albright calculou que Debir abrangia 3 hectares, possuindo de 150 a 250 casas. Caso se tome isto como base, Megido, com mais de 5 hectares poderia ter tido uma população entre 3.500 a 5.000, e Laquis, com mais de 7 hectares, entre 6.000 e 7.500 habitantes. Por outro lado, diz-se-nos que Nínive era uma metrópole imensa: “Nínive, a grande cidade, em que há mais de cento e vinte mil homens que absolutamente não sabem a diferença entre a sua direita e a sua esquerda.” — Jonas 4:11; 3:3.

      O nome dado às cidades mencionadas na Bíblia geralmente tinha significado e propósito — muitos de seus nomes revelam a localização, o caráter ou os ancestrais dos habitantes, e até mesmo significado profético. (Gên. 11:9; 21:31; Juí. 18:29) Às vezes, para diferençar uma cidade de outra, que tinha o mesmo nome, adicionava-se a localização tribal, como no caso de “Belém, em Judá”, pois havia também uma Belém em Zebulão. (Juí. 17:7; Jos. 19:10, 15) As cidades encravadas eram as que pertenciam a uma tribo, mas que se situavam no território de outra tribo. — Jos. 16:9.

  • Cidades-armazéns.
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    • CIDADES-ARMAZÉNS.

      Cidades especialmente destinadas a servir de centros governamentais de armazenagem. Estoques de provisões, tais como cereais, bem como de outras coisas, eram mantidos em depósitos e celeiros construídos nesses locais.

      Sob a opressão egípcia, os israelitas se viram obrigados a construir “cidades como lugares de armazenagem para Faraó, a saber, Pitom e Ramsés”. (Êxo. 1:11) Salomão também construiu cidades-armazéns. (1 Reis 9:17-19; 2 Crô. 8:4-6) Mais tarde, à medida que o Rei Jeosafá

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