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Antigo De DiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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homem”, a quem se ordena que todos os povos rendam obediência.
O título “Antigo de Dias” contrasta apropriadamente o Deus Eterno com as sucessivas potências mundiais que ascendem e caem, e representa Jeová em seu papel de Juiz Majestoso e Venerável de todos. — Sal. 90:2; 75:7.
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AntilíbanoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ANTILÍBANO
A mais oriental das duas cordilheiras que formam o sistema montanhoso do Líbano. A cordilheira do Antilíbano é paralela à cordilheira do Líbano por cerca de 104 km, estendendo-se do planalto de Basã, a E de Dã, até a grande planície de Emesa, não muito longe do sítio de Ribla. Entre as duas cordilheiras situa-se longo vale formado pelos rios Orontes e Litani (Leontes), sendo chamado Coele-Síria (“Síria Oca”) ou El Bicá. — Jos. 11:17.
Ao N, a serra se estreita e é interrompida por uma série de picos destacados. A massa central é mais ampla, mais elevada e mais acidentada, ao passo que a zona meridional é cortada pelos longos vales de torrente que levam para o E e o S. A E da cordilheira principal há uma série de platôs descendentes que gradualmente se abaixam ao nível das planícies de Damasco. A zona meridional inclui o monte Hermom, que atinge 2.814 m. A geologia destas montanhas é similar à da cordilheira do Líbano, e compõe-se mormente de pedra calcárea, apresentando penhascos cinzentos e picos redondos, cinzentos.
A cordilheira do Antilíbano é evidentemente mencionada no hebraico pelo nome “Amana” em O Cântico de Salomão 4:8 (Al), onde é mencionada em conexão com o monte Hermom. Ao passo que alguns consideram o Amana como sendo determinado pico montanhoso, parece, ao invés, referir-se quer à inteira cordilheira do Antilíbano quer a alguma parte dela. As cordilheiras de “Libana” e “Ammanana” são mencionadas em conjunto nas inscrições dos monarcas assírios, Tiglate-Pileser III e Senaqueribe. O rio Abana (moderno Barada) é também chamado “Amana” em 2 Reis 5:12, em alguns textos, e tal rio, o principal de Damasco, tem sua nascente na parte sul das montanhas do Antilíbano. Por isso, o nome pode referir-se quer àquela parte da cordilheira, quer à cordilheira como um todo.
Visto que a parte principal da cordilheira do Antilíbano não é recoberta de neve, possui poucos rios ou riachos. Nela cresce pouca vegetação, mas bosques esparsos do carvalho-anão (ou carvalhiça) e de juníperos são vistos em várias partes das encostas. Restam atualmente poucos cedros. As encostas mais baixas ainda mantêm vinhedos, olivais e pomares, como o faziam nos tempos bíblicos.
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AntílopeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ANTÍLOPE
[Heb., dishón, de uma raiz que significa “saltar, pular”]. Um animal ruminante incluído na lista dos animais permitidos como alimento para os israelitas. (Deut. 14:5) Existe incerteza quanto ao animal a que se quer referir pela palavra hebraica dishón.
O antílope adax, nativo das regiões desérticas da África do Norte e do Sudão, é com freqüência sugerido como correspondendo ao dishón das Escrituras Hebraicas. Este antílope mede cerca de um metro de altura nos ombros. Seus cascos fendidos, que se abrem em leque, o equipam admiravelmente para percorrer as areias soltas do deserto, onde consegue sobreviver sem água por períodos extremamente longos. Os chifres amplamente espalhados deste animal são contorcidos como um parafuso, dando de uma e meia a quase três voltas, e medem cerca de um metro ao longo da curvatura. Excetuando-se as marcas do abdome, da cauda, do traseiro e da face, que sempre permanecem brancas, a cor do antílope adax se torna mais escura no inverno, passando da cor de areia para uma cor acastanhada.
Outra possibilidade é o órix da Arábia, também um antílope do deserto. Diferente do antílope adax, o órix da Arábia possui cornos ligeiramente curvados para trás. Além das pernas e das marcas faciais marrom-escuras, seu pêlo é de cor branca.
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AntioquiaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ANTIOQUIA
1. A cidade de Antioquia, na Síria, foi fundada por Seleuco Nicátor pouco depois de ele e os generais Cassandro e Lisímaco ganharem a batalha decisiva de Ipsus, na Frígia, Ásia Menor, em 301 A.E.C. Ele escolheu esse local devido às suas vantagens militares e a chamou assim em honra a seu pai ou a seu filho, ambos chamados Antíoco. No local do que hoje é chamado de Antáquia, na Turquia, Antioquia foi fundada do lado S do navegável rio Orontes, numa curva a cerca de 32 km do mar Mediterrâneo. Estava localizada de tal modo, geograficamente, que podia com facilidade dominar o comércio de todo o NO da Síria, que percorria os caminhos entre o rio Eufrates e o mar Mediterrâneo. Logo se tornou um centro comercial, e suas manufaturas de itens luxuosos trouxeram prosperidade e riqueza à cidade cosmopolita. Para servir de porto de Antioquia, Seleuco também fundou a cidade costeira de Selêucia, assim chamada em honra a si mesmo. Antes de ser assassinado, em 281 A.E.C., transferiu a sede de seu governo de Babilônia para sua nova capital síria, Antioquia, onde a dinastia selêucida de reis continuou no poder até 64 A.E.C., quando o general Pompeu, romano, fez da Síria uma província romana. Antioquia não só se tornou a capital da província romana da Síria, mas também se tornou a terceira maior cidade do império, depois de Roma e Alexandria.
A estrutura física da cidade fora disposta segundo o projeto de Alexandria, com grandes ruas, cheias de colunas, que se cruzavam, dando impressionante beleza ao esplendor dos prédios vizinhos. Era chamada “A Rainha do Oriente”, “Antioquia, a Bela”, “A Terceira Metrópole do Império Romano”, e era ímpar por possuir um sistema regular de iluminação das ruas. Apesar desta exibição exterior de beleza e laboriosidade, granjeou a reputação de ser moralmente corrupta graças à prática conspurcadora de ritos orgíacos em nome da religião. Dizia-se que os antioquianos eram “notoriamente dissolutos”. Juvenal disse que ‘o rio Orontes tinha desaguado no rio Tibre, inundando Roma com a superstição e a imoralidade do Oriente’.
CONEXÕES BÍBLICAS E HISTÓRIA POSTERIOR
Josefo registra que os selêucidas encorajaram os judeus a se estabelecer em Antioquia e lhes deram plenos direitos de cidadania, assim estabelecendo numerosa população judaica. A primeira menção de Antioquia na Bíblia é em relação a Nicolau de Antioquia, que se tornou cristão depois de ser prosélito da religião judaica. (Atos 6:5) A atividade cristã direta começou ali quando alguns dos discípulos espalharam-se até Antioquia, devido à tribulação surgida após a morte de Estêvão. (Atos 11:19, 20) Quando a congregação em Jerusalém ouviu falar que muitas pessoas de língua grega se tornavam crentes, enviaram Barnabé até Antioquia e, quando este observou o interesse florescente ali, trouxe Paulo de Tarso para ajudá-lo. (Atos 11:21-26) Ambos moraram ali por um ano, ensinando as pessoas, e Paulo depois disso usou Antioquia como base doméstica para suas excursões missionárias. Foi em Antioquia que, por providência divina, os discípulos foram pela primeira vez chamados “cristãos”. (Atos 11:26) A generosidade da congregação foi expressa quando enviaram uma administração de socorros (Atos 11:29) pelas mãos de Paulo e Barnabé, para o corpo governante em Jerusalém, por volta de 46 E.C. Isto coincidiu com grande fome que ocorria no tempo de Cláudio, conforme profetizada por Ágabo. (Atos 11:27, 28) Depois que retornaram a Antioquia, o espírito santo orientou que Paulo e Barnabé fossem separados para um trabalho especial, de modo que foram enviados na primeira viagem missionária de Paulo, em 47-48 E.C. Antes de ele iniciar sua segunda viagem missionária, e quando estava em Antioquia, surgiu a questão da circuncisão para os gentios, em 49 E.C., e o decreto do corpo governante em Jerusalém foi entregue por Paulo e Barnabé à congregação em Antioquia. (Atos 15:13-35) A segunda viagem missionária de Paulo, de 49-52 E.C., iniciou-se e terminou similarmente em Antioquia, e foi também aqui que Paulo corrigiu a ação transigente de Pedro de fazer discriminação entre judeus e gentios. — Gal. 2:11, 12.
2. Antioquia, na Pisídia, também foi fundada por Seleuco Nicátor, e assim chamada em honra ao pai dele, Antíoco. As ruinas da cidade se localizam perto de Ialvaque, na Turquia moderna. Situava-se na fronteira da Frígia e da Pisídia, e assim poderia ser reconhecida como sendo parte de uma ou de outra destas províncias, em épocas diferentes. Assim, o geógrafo grego, Estrabão, da primeira parte do primeiro século E.C., refere-se a ela como uma cidade da Frígia, voltada para a Pisídia, mas, como observa o New Standard Bible Dictionary (Novo Dicionário Bíblico Padrão), de Funk e Wagnalls (p. 51), “a maioria dos escritores falam dela como sendo da Pisídia”, assim como o faz Lucas. Esta identificação servia para distingui-la da Antioquia da Síria. (Veja PISÍDIA) Sob a regência romana, tornou-se uma cidade livre (189 A.E.C.), e Augusto mais tarde lhe conferiu a condição de colônia romana. Assim, tornou-se o centro da administração civil e militar no sul da Galácia. Em 39 A.E.C. Antioquia e toda a Pisídia foram dadas por Marco Antônio a Amintas, rei da Galácia, mostrando de novo a ligação da cidade com a Pisídia. Suas ruinas testificam que era uma cidade solidamente fortificada. Devido à sua localização, tornou-se parte da rota comercial entre a Cilícia e Éfeso, e continha uma população mista, incluindo muitos judeus, que estabeleceram ali uma sinagoga. Era uma cidade de língua grega, totalmente helenizada. Paulo a visitou duas vezes junto com Barnabé, em sua primeira viagem evangelizante, em 47-48 E.C., e pregou na sinagoga, encontrando muitos interessados. (Atos 13:14; 14:19-23) No entanto, ciumentos das multidões que ali compareciam, certos judeus atiçaram alguns dos principais homens e mulheres da cidade, e lançaram fora dela a Paulo e Barnabé. — Atos 13:45, 50; 2 Tim. 3:11.
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ÂntipasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ÂNTIPAS
Veja HERODES N.º 2.
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AntipátrideAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ANTIPÁTRIDE
[pertence a Antípater]. Uma cidade reconstruída por Herodes, o Grande, em 9 A.E.C., e assim chamada em honra a seu pai, Antípater. É identificada como a Ras el Ain, numa área bem regada e fértil na planície de Sarom. Foi para cá que o corpo principal da escolta do exército romano conduziu Paulo, viajando cerca de 64 km, à noite, partindo de Jerusalém e descendo as montanhas. (Atos 23:31) Esta localidade situava-se num entroncamento das estradas militares romanas que partiam respectivamente de Jerusalém e de Lida para a capital romana de Cesaréia. De
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