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BelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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do Seu templo. Os povos das nações, a quem Babilônia havia conquistado, não mais afluiriam para a adoração de Bel, nem se renderiam a seus adoradores, como se fosse ao principal deus do mundo. — Jer. 51:44.
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Bela, PortaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BELA, PORTA
Veja Porta, Portão.
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BelémAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BELÉM
[casa de pão]. Uma cidade dos altiplanos da Judéia, situada cerca de 8 km ao S de Jerusalém, defronte da principal estrada que ia de Jerusalém para Berseba. Acha-se situada numa altitude de uns 780 m acima do nível do mar. A região interiorana, embora rochosa, produz azeitonas, uvas e diferentes cereais. — Rute 1:22.
O nome anterior de Belém parece ter sido Efrata (ou Éfrata), que significa “frutificação; fertilidade”. Jacó sepultou Raquel “no caminho de Efrate, isto é, Belém”. (Gên. 35:19; 48:7) Entre os primeiros descendentes de Judá, filho de Jacó, acham-se mencionados “Salma, pai de Belém” (1 Crô. 2:51, 54) e “Hur, primogênito de Efrata, pai de Belém”. (1 Crô. 4:4) Esta expressão talvez aponte tais homens como sendo os antepassados dos israelitas que, mais tarde, ocuparam Belém. Quando os israelitas entraram em Canaã, Belém se situou no território de Judá, embora não seja especificamente mencionada em qualquer lista de cidades judéias, nem exista algo que indique seu tamanho ou seu destaque naquela época. Visto que havia outra Belém, no território de Zebulão (Jos. 19:10, 15), a cidade de Judá era usualmente diferençada pela referência a Efrata, ou por se chamá-la de “Belém de Judá”. — Juí. 17:7-9; 19:1, 2, 18.
Assim, o juiz Ibsã poderia ter vindo de Belém de Judá, mas a ausência de qualquer referência a Judá ou Efrata faz com que muitos o considerem como provindo da Belém de Zebulão. (Juí. 12:8-10) Elimeleque, sua esposa Noemi, e seus filhos, provinham de Belém, e para lá Noemi voltou junto com Rute, a Moabita. (Rute 1:1, 2, 19, 22) Boaz também era de Belém, e os eventos remanescentes do livro de Rute, envolvendo os ancestrais de Jesus (Mat. 1:5, 6) centralizam-se nesta cidade e em seus campos. — Rute 2:4; 4:11.
Davi, o filho de “Jessé, o belemita”, nasceu em Belém de Judá, cuidava das ovelhas de seu pai naquela localidade e foi, mais tarde, ungido ali por Samuel para ser o futuro rei de Israel. (1 Sam. 16:1, 4, 13, 18; 17:12, 15, 58; 20:6) Mais tarde, como fugitivo, Davi ansiava beber água duma cisterna de Belém, então local dum posto avançado filisteu. (2 Sam. 23:14, 15; 1 Crô. 11:16, 17) Pode-se notar que três poços ainda são encontrados do lado N da cidade. Elanã, um dos mais destacados guerreiros de Davi, era filho dum homem de Belém (2 Sam. 23:24), assim como eram os sobrinhos de Davi, Joabe, Abisai e Asael. Asael, de pés ligeiros, foi sepultado ali, depois de ser morto pelo poderoso Abner. — 2 Sam. 2:18-23, 32.
Apesar de estar situada num local central, numa das estradas principais, e em boa posição militarmente (visto situar-se em elevada altitude e ter sido construída num local que dominava uma serra de calcário), e embora fosse a cidade natal de Davi, Belém não foi escolhida para ser a capital de Davi. Não foi senão no reinado de Roboão, filho de Salomão, que Belém foi mencionada diretamente de novo, como estando incluída entre as cidades fortificadas por aquele rei. (2 Crô. 11:5, 6) Perto de Belém, o restante do povo deixado em Judá, depois da queda de Jerusalém diante de Babilônia, fez uma parada, antes de prosseguir na descida para o Egito. (Jer. 41:17) Homens de Belém achavam-se entre os que voltaram de Babilônia após o exílio. — Esd. 2:21; Nee. 7:26.
Conforme observado anteriormente, Belém não estava alistada entre as cidades de Judá nos relatos das divisões tribais; embora os livros da Bíblia a mencionem em relação a certos indivíduos, não parece ter sido, de outros modos, uma cidade destacada, nem tinha grande população — era uma “aldeia” quando Jesus estava na terra. (João 7:42) Por isso, o profeta Miquéias, em sua profecia messiânica, em Miquéias 5:2, podia referir-se a Belém Efrata como “pequena demais para chegar a estar entre os milhares de Judá”. Todavia, sua profecia mostrava que a pequena Belém gozaria da honra singular de ser a cidade de onde viria o Messias. O povo judeu entendia esta profecia como significando que o Messias, ou Cristo, nasceria naquela cidade e procederia dela (João 7:40-42), crença também expressa pelos principais sacerdotes e escribas. — Mat. 2:3-6.
Assim, embora Maria ficasse grávida em Nazaré da Galiléia, ela deu à luz Jesus em Belém da Judéia, a fim de cumprir a profecia divina. (Luc. 1:26-38; 2:4-7) Isto significou uma viagem que, pelas estradas atuais, abrange uma distância de cerca de 145 km, percorrendo uma região montanhosa.
Algum tempo depois do nascimento de Jesus, quando seus pais moravam, não num estábulo, mas numa casa, Belém foi visitada por alguns astrólogos orientais, que procuravam a “criancinha”. (Mat. 2:1-12) Embora a ação divina impedisse que a visita deles trouxesse a morte para o menino Jesus, a cidade de Belém e o território vizinho sofreram a perda de todas as crianças do sexo masculino com menos de dois anos de idade, assassinadas sob as ordens do Rei Herodes. (Mat. 2:12, 16) O escritor inspirado citou aqui a profecia de Jeremias 31:15 como se aplicando, de modo que Raquel (cujo túmulo jazia perto de Belém, e cujos filhos, mediante Benjamim, tinham sido, através da história israelita, apoiadores leais da dinastia davídica) é efetivamente representada como erguendo-se e chorando a perda destas criancinhas assassinadas. — Mat. 2:17, 18.
[Foto na página 206]
Aspecto atual de Belém.
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BelialAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BELIAL
[inutilidade; vocábulo composto de belí, “não, sem” e de yá‘al, “valor, utilidade, proveito”]. A qualidade ou estado de ser inútil, degradado, imprestável. O termo hebraico beliyá‘al é aplicado a idéias, a palavras e ao conselho (Deut. 15:9; Sal. 101:3; Naum 1:11), a circunstâncias (Sal. 41:8), e, mais freqüentemente, a homens imprestáveis da espécie mais baixa. Por exemplo, aos homens que induzem à adoração de outros deuses (Deut. 13:13); aos de Benjamim que cometeram o crime sexual em Gibeá (Juí. 19:22-27; 20:13); aos filhos iníquos de Eli (1 Sam. 2:12); ao insolente Nabal (1 Sam. 25:17, 25); aos opositores do ungido de Deus, Davi (2 Sam. 20:1; 22:5; 23:6; Sal. 18:4); aos inconstantes associados de Roboão (2 Crô. 13: 7); aos conspiradores de Jezabel contra Nabote (1 Reis 21:10, 13); e aos homens em geral que provocam contendas. (Pro. 6:12-14; 16:27; 19: 28) Haverá um fim completo de tais criaturas, pois Jeová promete: “Não mais passará por ti nenhum imprestável. Certamente será decepado na sua inteireza.” — Naum1:15; veja também 1 Samuel 1:16; 10:27; 30:22; Jó 34:18.
Na época em que se reiniciou a escrita da Bíblia, no primeiro século, “Belial” foi usado como nome para Satanás. Assim, quando Paulo escreveu, em 2 Coríntios 6:15, em sua série de contrastes paralelos, “que harmonia há entre Cristo e Belial?”, a conclusão usualmente tirada é de que “Belial” é Satanás; a Pesito siríaca assim traduz tal trecho.
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BelsazarAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BELSAZAR
(ou, Baltazar) [Acad., Belsharusur; Bel proteja o rei]. O primogênito de Nabonido, e co-regente de Nabonido nos últimos anos do Império Babilônico. Ele é mencionado no relato bíblico apenas pelo profeta Daniel, e, durante muito tempo, sua posição como “rei de Babilônia” foi negada pelos críticos da Bíblia. (Dan. 5:1, 9; 7:1; 8:1) No entanto, a evidência arqueológica, na forma de textos antigos, já demonstrou vigorosamente, desde então, a historicidade do relato da Bíblia.
Existe certa evidência histórica que indica que Belsazar, ou Baltazar, era filho de Nabonido com sua esposa Nitócris, uma das filhas de Nabucodonosor. Ser Belsazar assim um neto de Nabucodonosor se harmonizaria com as referências bíblicas a Nabucodonosor como sendo o “pai” de Belsazar (o termo “pai” sendo também usado para significar avô), e a Belsazar como sendo “filho” (também usado para o neto) de Nabucodonosor. (Dan. 5:11, 18, 22; compare seu uso em Gênesis 28:10, 13.) Esta não só era uma prática bíblica, mas também era um costume neobabilônico. (Inscrições assírias se referem a certos reis como ‘filhos’ de seus predecessores, embora não fossem realmente parentes consangüíneos.)
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