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  • Berseba
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    • juramento ou declaração feita por sete coisas. (Gên. 26:33) Pareceria que Isaque assim preservava o nome Berseba, que Abraão dera a esse lugar, e a possibilidade de este ser o mesmo poço previamente cavado por Abraão e recavado pelos homens de Isaque é indicada em Gênesis 26:18, supracitado. Durante os anos em que Isaque viveu ali, ele abençoou Jacó em lugar de Esaú, e enviou-o a Harã, para tomar uma esposa dentre as filhas de Labão, irmão de sua mãe. (Gên. 28:1, 2, 10) Cinqüenta e três anos mais tarde, Jacó, agora conhecido como Israel, ofereceu sacrifícios ao Deus de Isaque em Berseba, em caminho para juntar-se a José, seu filho, no Egito. — Gên. 46:1-5.

      Nos 261 anos que se passaram até que Canaã foi dividida entre as doze tribos de Israel, havia crescido uma cidade em Berseba (Jos. 15:21, 28), a qual foi designada à tribo de Simeão, como cidade-enclave no território de Judá. (Jos. 19:1, 2) Ali, os filhos de Samuel oficiavam como juízes. (1 Sam. 8:1, 2) Elias, fugindo da ira da Rainha Jezabel, deixou seu assistente em Berseba e se dirigiu para o sul, atravessando o Negebe na direção do Horebe. (1 Reis 19:3) Zibia, a mãe do Rei Jeoás de Judá, provinha deste lugar. (2 Reis12:1) Berseba foi denominada de ponto terminal do registro do povo, feito por Davi, em todo o Israel (2 Sam. 24:2, 7), e de ponto inicial das reformas na adoração feitas por Jeosafá. (2 Crô. 19:4) As referências de Amós a Berseba, em seus dias, sugerem fortemente que era então um lugar de impuras atividades religiosas (Amós 5:5; 8:14), talvez associadas, de algum modo, com o reino setentrional idólatra. Estatuetas da deusa Astarte (ou Astartéia) foram escavadas ali, bem como em muitas outras partes da Palestina. Deste tempo em diante, exceto pela breve menção da reocupação da cidade e de suas cidades satélites após o exílio babilônico (Nee. 11:27), seu nome desaparece do registro bíblico.

  • Betânia
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    • BETÂNIA

      [talvez, casa de Ananias, ou casa dos aflitos].

      1. Uma aldeia “cerca de três quilômetros” de Jerusalém, a medida usada pelo escritor do Evangelho, naquele tempo, sendo o estádio romano, os “quinze estádios” mencionados por ele equivalendo a uns 2,8 km. (João 11:18, NM, ed. 1950, nota marginal, em inglês) Situava-se na encosta E do monte das Oliveiras, num antigo acesso a Jerusalém, vindo de Jericó e do Jordão. (Mar. 10:46; 11:1; Luc. 19:29) Atualmente, o local é assinalado pela pequena aldeia de el-‘Azariyeh, nome árabe que significa “o lugar de Lázaro”. Embora a aldeia seja pobre, oliveiras, figueiras e amendoeiras dão certa medida de agradabilidade às cercanias.

      Se Cafarnaum era o lar de Jesus na Galiléia (Mar. 2:1), Betânia podia ser chamada de seu ‘lar na Judéia’. Era a “certa aldeia” que Jesus visitou durante seu posterior ministério na Judéia (aproximadamente de outubro a dezembro de 32 E.C.), o local do lar de Marta, Maria e Lázaro, que se tornaram amigos amados de Jesus. (Luc. 10:38) Ali Jesus, mais tarde, realizou o milagre da ressurreição de Lázaro. (João 11:1, 38-44) Seis dias antes da última Páscoa de Jesus (ou em 8 de nisã de 33 E.C.), ele veio de Jericó até Betânia, a notícia de sua presença trazendo uma multidão de judeus para fora da aldeia, a fim de o verem, bem como ao ressuscitado Lázaro. (João 12:1, 9) Dali até o último dia de sua vida terrestre, Jesus passou os dias em atividades em Jerusalém, mas, à noite, ele e seus discípulos deixavam a cidade grande para alojar-se na despretensiosa aldeia de Betânia, no monte das Oliveiras, sem dúvida em casa de Marta, Maria e Lázaro. — Mar. 11:11; Mat. 21:17; Luc. 21:37.

      Evidentemente, a cavalgada triunfal de Jesus para Jerusalém (9 de nisã) se deu sobre o monte das Oliveiras, ao longo da trilha desde Betânia. (Mat. 21:1-11; Mar. 11:1-11; Luc. 19: 29-38) Foi no caminho de Betânia para Jerusalém, em 10 de nisã, que Jesus amaldiçoou a figueira estéril, que já havia secado completamente na ocasião em que ele e seus discípulos passaram por ela, no dia seguinte (11 de nisã). (Mar. 11:12-14, 19, 20) Lá em Betânia, na noite de 12 de nisã, Jesus usufruiu uma refeição noturna na casa de Simão, o leproso, junto com Marta, Maria e Lázaro. Foi esta a cena em que Maria o ungiu com óleo custoso, provocando as objeções hipócritas de Judas, e a censura que Jesus lhe deu. Pelo que parece, deixando Betânia, Judas foi fazer os arranjos para trair Jesus. — Mat. 26:6-16; Mar. 14:1-10; João 12:2-8.

      Quarenta dias depois da ressurreição de Jesus, quando chegou a ocasião de ele se despedir dos seus discípulos, ele os levou, não ao templo, que então havia sido abandonado por Deus, mas, antes, “para fora, até Betânia”, no monte das Oliveiras, onde começou a sua ascensão. — Luc. 24:50-53; Atos 1:9-12.

      Crê-se, em geral, que a cidade benjamita de Ananias (Nee. 11:32) era o local antigo que correspondia à aldeia de Betânia nos dias de Jesus.

      2. Betânia, do outro lado do Jordão, é mencionada apenas uma vez (João 1:28) como o lugar em que João estava batizando e, pelo que parece, é o lugar onde João identificou Jesus a seus discípulos como sendo o “Cordeiro de Deus”. (João 1:35, 36) No terceiro século, Origenes substituiu o nome Betânia por Beta-bara e a Versão Trinitariana (ed. 1948; veja também AV; Al e CDC, margem) segue esta tradução; no entanto, os manuscritos mais fidedignos rezam Betânia. O sítio desta Betânia além-Jordão, ou a E do Jordão, é incerto.

      [Foto na página 218]

      Vista de Betânia nos tempos atuais.

  • Betel
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    • BETEL

      [casa de Deus]. Cidade destacada da Palestina, mencionada com mais freqüência na Bíblia do que qualquer outra, exceto Jerusalém. É identificada com as ruínas junto à aldeia moderna de Beitin, cerca de 19 km ao N de Jerusalém. Situava-se, assim, numa cordilheira rochosa, no extremo sul da região montanhosa de Efraim, cerca de 915 m acima do nível do mar. A área circunvizinha, hoje, é bem árida, consistindo em um planalto pedregoso, com vegetação esparsa. Todavia, a existência de quatro fontes ali mostra que a antiga cidade possuía excelentes reservas de água.

      A posição de Betel era estratégica e contribuía grandemente para sua importância. Situada no ‘dorso’ da cadeia montanhosa central, era a importante rota N-S que seguia a linha divisória de águas, percorrendo todo o caminho de Siquém para o sul, atravessando Betel, Jerusalém, Belém, Hébron e descendo até Berseba. (Compare com Juízes 21:19.) Outra rota conectava Betel com Jope, a O, no Mediterrâneo, e com Jerico, a E, perto do Jordão. Betel era assim uma cidade de encruzilhadas, como eram Samaria, Jerusalém, Hébron e Berseba. Adicionalmente, a evidência aponta que tal área, entre Jerusalém e Betel, era uma região de densa população, tendo maior concentração de povoados que qualquer outra parte da Palestina.

      As escavações arqueológicas realizadas em Beitin revelam-na como sendo um sítio de grande antiguidade, oferecendo-se a sugestão de que o povoado original datava de cerca do século 21 A.E.C. Encontrou-se também evidência duma severa destruição e conflagração, que deixou restos e cinzas de 1,5 m de profundidade em alguns lugares, e crê-se que isto, provavelmente, ocorreu durante a conquista de Canaã por parte de Israel.

      Ao entrar Abraão em Canaã (1943 A.E.C.), ele parou em Siquém, e então passou para o S, “para a região montanhosa ao leste de Betel e armou a sua tenda com Betel ao oeste e Ai ao leste”. (Gên. 12:8) Depois de passar algum tempo no Egito, devido a uma fome em Canaã, Abraão de novo se fixou a E de Betel, em companhia de Ló, seu sobrinho. Visto que, em ambos os casos, Abraão armou sua tenda a E de Betel, sugere-se que o local de seu acampamento era em Burj Beitin, a uma curta distância a E de Beitin, que tem sido chamado de “um dos grandes mirantes da Palestina”. (Encyclopoedia Bíblica, Vol. I, col. 552) Pode ter sido deste ponto de observação que Abraão convidou Ló a escolher a direção em que gostaria de ir, ao separar-se de Abraão, com o resultado de que Ló “levantou assim os seus olhos e viu todo o Distrito do Jordão” e decidiu-se a favor dessa região. (Gên. 13:8-11) Depois disso, Jeová convidou Abraão a contemplar a terra em todas as direções, assegurando-lhe de que seria uma herança para ele e sua descendência. — Gên. 13:14, 15.

      Embora Moisés, ao compilar o relato de Gênesis, fale do povoado perto, em que Abraão acampou, como sendo “Betel”, o registro subseqüente mostra seu nome cananeu original como sendo “Luz”. Jacó passou a noite perto da cidade, ao viajar de Berseba para Harã (por volta de 1781 A.E.C.), e, depois de ter

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