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Quem será ressuscitado? Por quê?A Sentinela — 1965 | 1.° de outubro
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não se espalhou a ele. Como homem de trinta anos, quando foi batizado em água por João Batista para simbolizar sua dedicação a Deus para fazer a vontade divina, Jesus era o pleno equivalente de modo humano do Adão sem pecado e perfeito no jardim do Éden. Ele estava assim em posição de oferecer sua vida ou alma humana como “resgate correspondente” para a libertação da espécie humana do pecado e de sua penalidade, a morte.
42. Beneficiar-se-ão do “resgate correspondente” de Jesus os muitos descendentes de Adão e Eva, e será que este resgate não se aplica primeiro a Adão e então a Eva?
42 A Bíblia ensina claramente que os muitos descendentes de Adão e Eva hão de se beneficiar deste “resgate correspondente” de Jesus Cristo e hão de ser ressuscitados do Seol ou Hades, para terem oportunidade de ganhar a perfeição humana numa terra paradísica. Mas, o que dizer de Adão e Eva? Visto que o corpo e a alma humana de Jesus correspondiam exatamente aos do perfeito Adão no Éden, não se aplicaria primeiro de tudo ao próprio Adão e, secundariamente, à esposa de Adão, Eva, o “resgate correspondente” pago por Jesus? Não necessariamente!
43, 44. (a) Para o beneficio de quem existiam as cidades de refúgio em Israel, e de que modo? (b) O que dizia esta lei a respeito do homicida intencional, em Números 35:18-21, 30-32?
43 Para ilustrar: Na lei de Jeová dada à nação de Israel mediante o profeta Moisés, Ele fez provisão para seis “cidades de refúgio”, em localidades estratégicas ou convenientes em toda a terra de Israel. Elas eram para o homem que se tornasse culpado de homicídio involuntário por mero acidente. O homicida acidental podia escapar da penalidade de morte por correr mais depressa que o vingador de sangue para a cidade de refúgio mais conveniente e por permanecer nela até à morte do levita que estivesse então servindo qual sumo sacerdote de Jeová. (Núm. 35:9-29) Mas, o que dizer do homicida intencional ou deliberado, do assassino, do sicário? Sobre isto, diz a lei de Deus sobre as cidades de refúgio:
44 “[O] réu de homicídio, será punido de morte. O vingador do sangue o matará; logo que o encontrar; o matará. Se um homem derrubar outro [o homem assassinado] por ódio, ou lhe atirar qualquer coisa premeditadamente, causando-lhe a morte, ou se o ferir com a mão por inimizade, e ele morrer, o que o feriu será punido de morte, porque é um assassino: o vingador do sangue o matará logo que o encontrar.” “Todo o homem que matar outro será morto, ouvidas as testemunhas; mas uma só testemunha não bastará para condenar um homem à morte. NÃO ACEITAREIS RESGATE PELA VIDA DE UM HOMICIDA QUE MERECE A MORTE: ele deve morrer. Tampouco aceitareis resgate pelo refugiado [o homicida acidental] em uma cidade de refúgio, de maneira que ele volte a habitar na sua terra antes da morte do sumo-sacerdote.” — Núm. 35:18-21, 30-32.
45. Como devemos considerar o recusar-se Jeová a aceitar resgate pelo homicida voluntário?
45 Jeová Deus, o Dador de toda a vida, estava em seu direito e também no limite da justiça em recusar aceitar um resgate para o homicida voluntário e em recusar deixá-lo continuar vivendo sob a sombra protetora do sumo sacerdote judeu.
46, 47. (a) A respeito de Adão como sendo o responsável, o que dizem Romanos 5:12-14 e 1 Timóteo 2:14? (b) Além de ser sentenciado, o que poderia ter Adão eliminado pelo seu pecado?
46 Semelhantemente se dá no caso dos tratos de Deus com Adão e Eva. A respeito de Adão, como principal responsável, Romanos 5:12-14 diz: “Por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado — . . . . Não obstante, a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo sobre os que não tinham pecado na semelhança da transgressão de Adão.”
47 Por meio do pecado de Adão e de sua penalidade, a morte entrou no mundo da humanidade. Adão tornou-se assim responsável pela pecaminosidade e a morte de todos os seus descendentes, junto com todo o vitupério que isto trouxe sobre o santo nome de seu Criador, Jeová Deus. Isto não foi acidental da parte de Adão; “Adão não foi enganado”. (1 Tim. 2:14) Ele sabia que estava violando a lei de Deus que o proibia comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Sabia que estava seguindo o proceder que significava sua morte às mãos de Deus, e talvez tivesse esperado que sua morte pela execução ocorresse naquele mesmo dia de vinte e quatro horas, antes que tivesse oportunidade de se tornar pai. Talvez tivesse assim eliminado toda oportunidade de vida, ou até mesmo dum começo de vida, para toda a sua descendência. Quando, pela imerecida benignidade de Deus, Adão começou sua família, originou a todos eles em pecado e sob a condenação de morte, e sem nenhum direito à vida.
48. (a) O que se pode dizer a respeito de Deus recusar-se a aceitar qualquer resgate a favor de Adão? (b) O que dizer disto com respeito à descendência de Adão e Eva?
48 Porque Adão, apesar do pleno aviso de Deus, voluntariamente trouxe a morte a toda a sua descendência, ele era assassino voluntário, e Eva partilhou com ele nesta transgressão voluntária. Assim, Jeová, agindo em harmonia com sua lei posterior, a respeito das “cidades de refúgio” israelitas, se recusaria a aceitar qualquer resgate em favor de Adão e em favor de Eva, não permitindo que viessem a estar sob a dispensação de seu Sumo Sacerdote, Jesus Cristo. Mas, no que toca à família humana que descendeu deles, Deus podia justamente aceitar o sacrifício de resgate de seu Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, em seu favor, por causa de ser apenas acidental a sua pecaminosidade que merecia a morte, não sendo voluntária da parte deles, mas devida apenas a terem nascido de Adão.
49. O que dizer dos benefícios do resgate e de Caim, o filho de Adão?
49 No caso de Caim, o primeiro filho de Adão, Deus justamente impede que os benefícios do sacrifício de resgate de Cristo incluam Caim, porque Jeová Deus avisou diretamente a Caim e, todavia, ele assassinou iniquamente seu piedoso irmão, Abel. Para Caim, bem como para os seus genitores, Adão e Eva, esperamos razoavelmente que não haja nenhuma ressurreição dentre os mortos.
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A nossa própria geração do século vinte e a ressurreiçãoA Sentinela — 1965 | 1.° de outubro
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A nossa própria geração do século vinte e a ressurreição
1, 2. (a) Será que todos os da nossa geração do século vinte estarão incluídos na provisão de Deus para a ressurreição? (b) O que mostra a parábola de Jesus a respeito dos que se assemelham a “cabritos”?
MUITAS pessoas de nossa geração do século vinte estão morrendo, pessoas que se acham incluídas na provisão de Jeová Deus para a ressurreição sob o reino de seu Filho, Jesus Cristo.
2 No entanto, dentre a nossa própria geração, há muitos que partilharão do destino final de Satanás, o Diabo, e seus demônios. Estes serão os que Jesus Cristo comparou a cabritos. Deu uma profecia sobre a conclusão deste iníquo sistema de coisas e terminou esta profecia com sua parábola das ovelhas e dos cabritos. Esta parábola ou ilustração se acha em Mateus 25:31-46. Em nossa geração, os “cabritos” simbólicos são pessoas de todas as nações atuais, e são separadas da classe justa de pessoas a quem Jesus assemelhou a ovelhas. Tanto estas “ovelhas” como os “cabritos” são classes terrestres de pessoas; isto quer dizer, não têm nenhuma convocação de Jeová Deus para a herança celeste junto
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