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  • O progresso da ciência
    Despertai! — 1983 | 8 de maio
    • O progresso da ciência

      Muitos acham hoje que a ciência tornou a Bíblia antiquada. Como devem os estudantes da Bíblia encarar os avanços da ciência? E como devem as pessoas com inclinações científicas encarar a Bíblia? Deve necessariamente haver conflito entre essas duas fontes de conhecimento?

      “O ATUAL rápido Progresso da verdadeira Ciência às vezes me faz lamentar ter nascido tão cedo. É impossível imaginar o Apogeu que poderá alcançar, em mil anos, o Poder do Homem sobre a Matéria.”

      Essas palavras foram proferidas pelo estadista norte-americano Benjamin Franklin, duzentos anos atrás. Estava otimista quanto ao progresso que a ciência faria. Sem dúvida, porém, mesmo ele ficaria pasmado de ver os passos gigantescos que a ciência deu nos dois séculos desde o seu tempo.

      A ciência — ou a sua aplicação — é hoje parte de nossa vida. Qualquer pessoa que tome uma aspirina, submeta-se a uma cirurgia, ande de ônibus ou de avião, dê um telefonema, veja TV ou se utilize do sistema de tratamento de esgotos da cidade, está beneficiando-se do progresso científico.

      A ciência mudou até a nossa maneira de ver o mundo. Houve tempo em que alimento era simplesmente alimento. Hoje diferentes tipos de alimentos são examinados para descobrir seu conteúdo de calorias, quantidade de minerais e vitaminas. Antes da última guerra mundial, os computadores eram coisas de ficção científica. Agora, escolares aprendem a programá-los. E a maioria de nós está familiarizada com a idéia de que a matéria é composta de pequenos átomos, compostos de minúsculas partículas, altamente ativas; ou que a terra gira em torno do sol, que é parte duma imensa galáxia chamada Via-láctea, que por sua vez é apenas uma dentre incontáveis bilhões de galáxias no espaço. Desde os dias de Benjamin Franklin os cientistas gradualmente têm suprido os detalhes desse quadro.

      Em países adiantados, as consecuções da ciência têm sido tantas que muitos a encaram como a melhor esperança do homem para o futuro. O ganhador do prêmio Nobel, dr. Max Perutz, estava convencido de que a ciência representa a melhor solução para os problemas do homem. Disse: “O sacerdote persuade os humildes a suportar a sua dura sorte, o político insta-os a se rebelar contra ela, e o cientista pensa em termos de achar um método que acabe de uma vez com a dura sorte.” Um manifesto humanista recente rejeitou a Bíblia qual fonte da verdade e asseverou: “Cremos que o método científico, embora imperfeito, é ainda a maneira mais confiável de se entender o mundo.” Contudo, embora a ciência seja sem dúvida uma notável fonte de conhecimento, ela tem inconvenientes.

  • Ciência: um conceito equilibrado
    Despertai! — 1983 | 8 de maio
    • Ciência: um conceito equilibrado

      SIM, a ciência trouxe grandes benefícios à humanidade. Apesar disso, porém, devemos encarar essas provisões da ciência de maneira equilibrada. A ciência é uma consecução humana, e os humanos são imperfeitos. Assim, o progresso científico nem sempre tem sido pura bênção.

      Por exemplo, o automóvel proveu transporte rápido, conveniente. Mas também tem matado centenas de milhares em acidentes fatais, cada ano, bem como provocado poluição e uma perigosa diminuição das reservas de energia do mundo. Similarmente, a TV traz notícias e entretenimento diretamente para dentro de nossas casas. Mas os membros das famílias amiúde viciam-se nela, e o entretenimento apresentado pode ser grosseiro e corrompedor.

      Novas substâncias químicas revolucionaram muitas indústrias, mas também poluem a água que bebemos e o ar que respiramos. Os inseticidas têm aumentado grandemente as colheitas em nossas fazendas. Mas também mataram a vida selvagem e puseram em risco a saúde humana. Os maus resultados, bem como os bons, são os frutos do progresso científico. Devemos culpar os cientistas por isso?

      Quem São os Culpados?

      Nem sempre são os cientistas. A pesquisa científica tornou os carros relativamente seguros, contudo, o erro humano, a insensatez criminosa e a bebedeira continuam a provocar acidentes nas estradas. Os cientistas podem reduzir a poluição, mas a realidade econômica amiúde os impede de fazer isso. As descobertas científicas tornaram possível o televisor, mas os cientistas não provêem os programas, tão freqüentemente aviltados por sexo, violência e idéias corruptas. Os cientistas tampouco têm culpa se as pessoas deixam de controlar seus hábitos de ver televisão.

      Contudo, não podemos absolver os cientistas de toda a culpa pelos problemas que o progresso deles tem causado. Por exemplo, a ciência tornou a guerra moderna extremamente perigosa. A quem culpar? Certamente, pelo menos devem partilhar a culpa esses cientistas que empregam seu tempo desenvolvendo bombas nucleares mais destrutivas, ou melhores sistemas de lançamento para essas armas, ou que usam sua inteligência e experiência para desenvolver gases venenosos ou materiais para a horripilante guerra bacteriológica.

      Os cientistas não iniciam guerras, é verdade. Políticos o fazem. Mas, conforme perguntado no jornal londrino The Guardian: “Com mais da metade dos melhores cientistas e engenheiros do mundo empregados na corrida armamentista, como pode o desarmamento começar e um holocausto nuclear ser evitado?”

      As Teorias da Ciência

      O equilíbrio é também necessário ao se considerar as teorias da ciência. Os cientistas formularam algumas idéias impressivas para explicar coisas tais como a composição da matéria e a origem do universo. Não se desperceba porém, que tais idéias são realmente teorias — em alguns casos apoiadas por evidência impressiva, mas, não obstante, sempre sujeitas à revisão. Nenhuma teoria científica, sobre qualquer coisa, é encarada pelos cientistas como sendo a última palavra.

      O professor Pascual Jordan disse: “Depois de meus estudos, vim a reconhecer a ciência natural, e especialmente a física, como sendo não um conclusivo e fechado sistema de conceitos, mas antes algo vivo, em processo de contínua mudança.” Outro cientista admitiu que o que a ciência apresenta “é, quando muito, verdade relativa”. O ensaísta de ciência dr. Lewis Thomas disse: “Não me vem à mente um único campo na biologia ou na medicina em que podemos afirmar ter genuíno entendimento, e me parece que quanto mais aprendemos sobre criaturas vivas, especialmente sobre nós mesmos, mais estranha a vida se torna.“

      Ademais, ao examinar a história do progresso científico, o pesquisador é constantemente lembrado de que os cientistas são humanos. Encontrará evidências de distorções. O Daily News de Nova Iorque publicou que “na controvérsia sobre a sacarina, por exemplo, foi dito que todos os estudos patrocinados pela indústria açucareira descobriram que o adoçante artificial era perigoso, ao passo que todos os estudos patrocinados pela indústria de alimentos dietéticos nada acharam de errado na sacarina”.

      Verá preconceitos, como no caso relatado pelo escritor de assuntos científicos Isaac Asimov: “O geólogo alemão Alfred Wegener sugeriu, em 1912, que os continentes se têm movimentado lentamente, por milhões de anos. Não o levaram a sério e ele morreu antes que a sua idéia finalmente ganhasse reconhecimento.” (Science Digest, julho de 1981) Agora a idéia de Wegener é doutrina aceita na geologia.

      O estudante achará também exemplos de fraude. Certa revista científica britânica realizou uma pesquisa depois que um respeitado cientista fora culpado de manipulações deliberadas. Dos 204 cientistas que participaram, 92 afirmaram que durante sua carreira se depararam com pelo menos um exemplo do que chamam de DI (distorções intencionais), expressão um pouco mais polida do que falsificação, mas que significa o mesmo.

      Um exemplo de DI ocorreu em 1976. Jornais alemães saudaram como “sensacional” a descoberta de um fóssil, ocorrida então. Pensava-se tratar-se dum elo faltante numa cadeia de cefalópodes, e, por conseguinte, uma prova da evolução. Em 1979, a “distorção intencional” foi exposta e descobriu-se que o fóssil era uma fraude. “Mas”, lamentou um repórter de jornal, “a paleontologia [estudo dos fósseis] vai remontando a uma colorida história de fósseis falsificados”.

      Assim, embora não devamos detrair das grandes contribuições da ciência à humanidade, também devemos lembrar as limitações da ciência. Isso é especialmente importante quando a comparamos com aquela outra grande fonte de informação, a Bíblia.

      [Quadro na página 5]

      Como pode um homem instruído, que talvez tenha esposa e filhos, trabalhar em projetos de armas que literalmente matam milhões de pessoas?

      A dra. Helen Caldicott, presidente da Médicos em prol da Responsabilidade Social, relatou numa entrevista concedida a uma revista a maneira como ela colocou essa mesma questão diante de um cientista: “Eu disse: ‘Joe, por que as pessoas projetam essas armas capazes de destruir em massa?’ Ele disse: ‘Sabe por quê? É um enorme prazer. A pessoa tem um problema insolúvel — como pôr dez ogivas num só míssil, instalar um computador no nariz dele e fazer com que cada míssil caia independentemente numa cidade diferente. É simplesmente um enorme prazer.’” — “U.S. Catholic”.

      Embora os cientistas se regalem com o seu desafio e a sua consecução intelectuais, cabe-lhes grande parte da culpa pelas tensões e perigos que o seu dispendioso “prazer” acarreta ao restante de nós.

  • A Ciência e a Bíblia
    Despertai! — 1983 | 8 de maio
    • A Ciência e a Bíblia

      SERÁ que a ciência moderna torna impossível crer na Bíblia? Parece que alguns pensam assim, mas devemos lembrar-nos de que a Bíblia não é primariamente um compêndio de ciência. A Bíblia revela uma espécie diferente de verdade da que é revelada pelos métodos científicos. Contudo, às vezes ela diz coisas que têm a ver com geologia, arqueologia ou outras ciências. Nesses casos, harmoniza-se ela com o que dizem os cientistas? Considere apenas dois exemplos.

      No livro de Salmos lemos: “Ele fundou a terra sobre os seus lugares estabelecidos; . . . cobriste-a de água de profundeza como vestimenta. As águas pararam acima dos próprios montes. . . . Montes passaram a subir, vales planos passaram a descer.” (Salmo 104:5-8) Será que os montes realmente ‘sobem’? E encontram-se eles às vezes submersos no mar? O Livro de Ciência Popular (em inglês) diz: “Desde os tempos [primevos] até o presente, o perene processo de formar e demolir montanhas tem continuado. . . . As montanhas não só se originaram do fundo de mares desvanecentes, mas amiúde estiveram submersas por um longo período após a sua formação, e então se reelevaram.”

      No primeiro versículo da Bíblia lemos: “No princípio Deus criou os céus e a terra.” (Gênesis 1:1) Houve tempo em que os cientistas debatiam acaloradamente quanto a se houve algum princípio ou se a matéria sempre existiu. Em 1979, contudo, a revista Time disse: “A maioria dos astrônomos aceita agora a teoria de que o universo teve um instante de criação. . . . A teoria da Grande Explosão soa mui similar à história que o Velho Testamento sempre tem contado.”

      Contudo, tem acontecido às vezes que a Bíblia aparentemente diz uma coisa e a ciência outra. Está errada a Bíblia? Não, embora às vezes os que afirmavam ensinar a Bíblia estivessem enganados.

      Está a Bíblia Realmente Errada?

      No século dezessete, por exemplo, o cientista italiano Galileu ensinava que a terra gira em volta do sol e não o sol em volta da terra. A Igreja Católica ordenou que ele se retratasse. Por quê? Porque achavam que o que ele afirmava contradizia a Bíblia. Bem, Galileu estava certo e a Igreja estava errada. Mas a Bíblia não estava errada. Em lugar nenhum a Bíblia diz que o sol orbita a terra. Foi o antigo astrônomo Ptolomeu quem disse isso.

      Atualmente, certos fundamentalistas crêem que a terra foi criada em seis dias de 24 horas cada um. Isso é frontalmente contrário ao ensino da ciência, mas que conceito é o correto?

      Os fundamentalistas crêem que seu ensino se baseia na Bíblia, mas uma cuidadosa leitura de Gênesis, capítulo um, revela que estão enganados. A Bíblia diz que a terra foi criada em algum período não-especificado no passado, e que os famosos “seis dias” envolveram a sua preparação para que o homem vivesse nela. — Gênesis 1:1-31.

      É verdade que o relato diz que enormes passos no desenvolvimento da terra requereram um dia cada um. Mas, na Bíblia, “dia” pode significar mais do que um período de 24 horas. Pode significar mil anos ou até mais! (Gênesis 2:4; Salmo 90:4) O registro bíblico, junto com história comprovável, indica que o sétimo dia daquela semana criativa abrange um período de 7.000 anos. Assim, cada um dos seis “dias” precedentes teria a mesma duração.

      De modo que quando lemos o primeiro capítulo de Gênesis, descobrimos que no decurso de seis longos períodos de tempo — milhares de anos, não meramente horas — apareceu terra nos antigos mares. O dia e a noite tornaram-se distinguíveis (possivelmente devido a remoção da poeira cósmica que cercava a terra). Surgiu a vida vegetal, seguida do surgimento dos peixes, das aves, dos animais terrestres e finalmente do homem. Em muitos sentidos, esse relato assemelha-se ao que se lê num compêndio escolar.

      Está Realmente Certa a Ciência Moderna?

      Mas, que dizer das vezes em que a Bíblia diz algo que claramente contradiz certa teoria científica moderna? Devemos presumir que a Bíblia esteja errada? Não. Lembre-se, a ciência, no que tem de melhor, é um contínuo processo de aprendizado. Teorias amplamente sustentadas ontem poderão ser abandonadas amanhã. Assim, é bem possível que certa crença científica que contradiga a Bíblia possa vir a estar ela mesma ultrapassada no futuro.

      Um exemplo disso: No início do século muitos concordaram com o crítico Wellhausen, que disse que as histórias de Abraão, Isaque e Jacó eram meros mitos. Hoje, as opiniões estão mudando, conforme explica um livro recente: “Desde os dias de Wellhausen os conceitos se alteraram, na balança, pendendo para o lado conservador, mas essa tendência é mui freqüentemente exagerada. Um belo exemplo é a historicidade dos patriarcas, os quais Wellhausen considerava que fossem ‘uma glorificada miragem’ oriunda do primeiro milênio. Agora, erudição mais recente tem apresentado evidência que tem persuadido muitos de que os patriarcas, eram, afinal de contas, pessoas reais e viveram no período indicado na Bíblia, a saber, no segundo milênio AC.” (Ebla, a Revelation in Archaeology, de Chaim Bermant e Michael Weitzman.) Assim, nesse caso, o progresso na ciência da arqueologia tem aproximado mais ao que a Bíblia diz as idéias de muitos eruditos.

      Talvez a mais bem-conhecida divergência entre a Bíblia e a ciência moderna envolva a teoria da evolução. A evolução ensina que todas as coisas vivas se desenvolveram gradativamente a partir de uma única fonte biológica. Isso difere da versão bíblica de que Deus criou todas as coisas vivas separadamente, e que cada uma se reproduz “segundo a sua espécie”. (Gênesis 1:11, 12, 21, 24, 25) A ciência tem demonstrado a possibilidade de ampla variação dentro das espécies animais. Mas, a idéia de que, por exemplo, o rinoceronte, a águia e o peixe-cavala têm derradeiramente todos o mesmo ancestral, claramente contradiz o que a Bíblia afirma. Significa isso que a Bíblia esteja errada?

      Não. Muitos não aceitam que a evidência disponível prove que a evolução tenha ocorrido.a E quem sabe o que o futuro reserva para essa teoria? Por um lado, a idéia de que toda vida descende de uma única forma ancestral está sob ataque em alguns redutos. Em 1978, o professor dr. A. E. Wilder Smith, autor de mais de 50 livros científicos, escreveu: “Um bom número de autoridades, na sua maior parte constituída de jovens especialistas, convenceu-se, em anos recentes, de que a biogênese, a origem da vida, não foi monofilética (todas as coisas vivas derivadas de uma única célula), mas, em vez disso, polifilética (de muitas fontes). Portanto, há autoridades no assunto hoje que não mais crêem que todas as espécies se derivaram por meio de transformismo a partir de uma célula original. Não crêem que todas as espécies tiveram uma árvore biológica ancestral comum, com uma única raiz para todas as formas de vida.”

      Isso não é exatamente o que a Bíblia diz. Mas, é mais aproximado ao que a Bíblia diz do que o é a pura evolução darwiniana. E talvez as futuras pesquisas e teorizações aproximem muitos cientistas ainda mais ao que a Bíblia diz. Mas, mesmo que isso não ocorra, deveríamos, por conseguinte, presumir que os cientistas estão certos e que a Bíblia está errada?

      Lembre-se, as teorias científicas baseiam-se na evidência disponível, conforme interpretadas por pessoas imperfeitas. No caso da paleontologia (estudo dos fósseis) — e da arqueologia — muito da evidência é mutilado, perdido ou difícil de interpretar. E os cientistas que fazem as interpretações amiúde têm fortes opiniões a respeito do que a evidência provará. Assim não devemos imediatamente abandonar a Bíblia caso ela não concorde com certa teoria científica. E isso é especialmente assim quando nos lembramos de que a Bíblia revela muitas verdades que estão muito além do alcance da ciência.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Para uma consideração mais detalhada sobre a teoria da evolução, veja Despertai! de 22 de março de 1982.

      [Destaque na página 7]

      A Bíblia diz muitas coisas que a ciência moderna confirma.

      [Destaque na página 8]

      Caso a Bíblia e a ciência claramente se contradigam em

      algum ponto, não deverá ser presumido automaticamente que a Bíblia esteja errada.

      [Quadro na página 8]

      SABIA QUE HOUVE ÉPOCA EM QUE A CIÊNCIA ENSINAVA

      ● Que o calor era um fluido chamado calórico?

      ● Que o átomo era a menor partícula da matéria e que era impossível dividi-lo?

      ● Que uma barreira intransponível entre a matéria e a energia impedia qualquer possibilidade de uma ser transformada em outra?

      ● Que o sono era provocado quando as células nervosas se contraíam, destarte não mais estabelecendo contato entre si?

      Naturalmente, os cientistas há muito rejeitaram essas teorias e as substituíram por outras mais compatíveis com os fatos que agora conhecem. Novos fatos que venham a ser descobertos no futuro, ou diferentes abordagens a fatos de que agora dispõem, podem levar a modificações, ou mesmo a abandono, de teorias que os cientistas agora sustentam.

  • Além do alcance da Ciência
    Despertai! — 1983 | 8 de maio
    • Além do alcance da Ciência

      HÁ PERIGO na intensa ênfase dada à ciência hoje, . . . negar que exista qualquer validade além dos achados da ciência é um absurdo.” Essas palavras alertadoras de Vannevar Bush, às vezes chamado de pai do computador moderno, são oportunas. A ciência não tem todas as respostas. Existem verdades essenciais além do alcance da ciência. Quais são elas?

      Ciência e Deus

      Erwin Chargaff, veterano bioquímico na Universidade de Colúmbia, Nova Iorque, disse certa vez que a “ciência natural não é o instrumento para investigar o insondável; [tampouco é] sua tarefa decidir sobre a existência ou a não-existência de Deus”. É verdade isso?

      Bem, Albert Einstein, o mais bem-conhecido teórico científico deste século, foi movido a falar de “um espírito manifesto nas leis do Universo — um espírito amplamente superior ao do homem”. E, mais recentemente, segundo noticiado, o brilhante astrônomo britânico, Fred Hoyle, converteu-se da descrença para a crença num poder criativo quando calculou ser matematicamente impossível que a vida surgisse no universo por acaso.

      Esses exemplos ilustram até certo ponto a verdade da declaração da Bíblia: “As suas [de Deus] qualidades invisíveis são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas.” (Romanos 1:20) Contudo, Chargaff tinha razão quanto a que há limites no que a ciência nos pode ensinar sobre Deus. Nem Einstein nem Hoyle puderam discernir à base da ciência mais do que o fato de que um Deus organizador deve existir. Para sabermos quem é esse Deus e quais são os seus propósitos, temos de recorrer à Bíblia. Todo esse conhecimento são verdades além do alcance da ciência.

      A Ciência e o Futuro

      Também, a ciência não pode predizer o futuro. Não pode nem mesmo predizer as conseqüências de suas próprias descobertas. Quando foi desenvolvido o DDT, por exemplo, esperava-se que essa nova arma resolvesse para sempre o problema das pragas de insetos. Proveria proteção às plantas e manteria sob controle os insetos disseminadores de doenças tais como a malária. Contudo, o jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung disse que essa “bênção para a humanidade . . . uma jamais sonhada conquista para a química” mais tarde se tornou “em vez disso uma bênção questionável. . . . A marcha vitoriosa do DDT através da Alemanha acabou”. E não só na Alemanha, mas também em muitos outros países onde seu uso foi proibido. A ciência deixou de prever os efeitos negativos que ele teria sobre outras formas de vida, incluindo o homem.

      Lembre-se, também, de Alfred Nobel, que empresta o nome ao prêmio Nobel da paz. Ele era um homem de paz, mas inventou a dinamite. Por quê? Ele escreveu a um amigo: “Quisera muito ter inventado uma substância ou uma máquina com poder de destruição em massa tão terrível que tornasse a guerra impossível para sempre.” Duas guerras mundiais desde a morte de Nobel provaram que a sua invenção deixou de ter o efeito que esperava.

      Albert Einstein também esperava que o desenvolvimento da bomba atômica, baseado largamente em suas teorias, eliminaria para sempre o perigo da guerra. Contudo, guerras amargas continuam sendo travadas e a civilização acha-se sentada num barril de pólvora nuclear, aterrorizada com a possibilidade de que alguém acenda o pavio. Diz-se que pouco antes de morrer, Einstein teria dito: “Se eu tão-somente soubesse disso, teria sido serralheiro.”

      É tristemente irônico que a ciência, que melhorou a vida de tantos milhões, tenha também provido os meios pelos quais o homem pode destruir a si mesmo. Se os cientistas tão-somente pudessem predizer o futuro! Eles não podem, naturalmente, mas a Bíblia pode.

      A Bíblia e o Futuro

      Considere apenas alguns exemplos do passado em que a Bíblia predisse com exatidão o que estava para acontecer. No livro de Daniel, a parte da Bíblia escrita na época do Império Babilônico no 6.º século AEC, foi registrada uma profecia prevendo que a Pérsia e a Grécia sucederiam à Babilônia quais potências mundiais. Em seguida predisse que o grande Império Grego seria dividido em quatro potências menores e descrevem de forma convincente o império de Roma, semelhante ao ferro, que viria a seguir. (Daniel 7:1-8; 8:3-8, 20-22) Tudo aconteceu segundo profetizado.

      Interessante previsão do futuro foi feita com relação à cidade de Tiro, ao norte de Israel. Ezequiel profetizou que Tiro seria destruída por Nabucodonosor, e forneceu os seguintes detalhes a respeito de seu destino final: ‘Vou raspar dela o seu pó e fazer dela a lustrosa superfície escalvada dum rochedo. . . . E as tuas pedras, e o teu madeiramento, e o teu pó colocarão no próprio meio da água. . . . terás sido coberta por vastas águas.’ (Ezequiel 26:4, 12, 19) Isso aconteceu?

      Sim, aconteceu. Algum tempo depois de ter destruído Jerusalém, o Rei Nabucodonosor atacou Tiro e a sobrepujou. Contudo, a cidade não desapareceu completamente. Seus habitantes fugiram para uma ilha costeira, que fortificaram. Daí, quase 300 anos depois, Alexandre Magno sitiou o que então se tornara a cidade insular de Tiro. Para que seu exército pudesse atacar a ilha, ele recolheu as ruínas da antiga cidade continental e as lançou ao mar a fim de construir uma via de acesso à cidade insular. Assim, a profecia cumpriu-se em notáveis detalhes literais. O pó da antiga cidade de Tiro foi raspado e as pedras, o madeiramento e o próprio pó foram lançados na água.

      Ainda mais notáveis são as profecias relacionadas com Jesus Cristo. A Bíblia predisse não só a época de seu surgimento qual Messias, mas também as coisas que ele faria e mesmo a espécie de morte que teria. O inteiro curso de vida de Jesus foi em cumprimento de profecias escritas com centenas de anos de antecedência. — Daniel 9:24-27; Isaías 53:3-9; 61:1, 2.

      Mesmo hoje, os estudantes da Bíblia podem ver notáveis cumprimentos de profecias nos atuais desenvolvimentos políticos. (Veja, por exemplo, Mateus 24:7-15 e Lucas 21:25-28.) E ao lerem as palavras de Paulo em Segunda Timóteo capítulo três, versículos um a cinco, observam uma exatíssima descrição do clima de deterioração moral deste mundo. Ademais, a Bíblia também profetiza coisas para o nosso futuro.

      Ela prediz uma surpreendente solução para a atual crise política do mundo. Falando sobre os atuais governantes mundiais competidores, ela diz: “Nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” — Daniel 2:44.

      Há muitas razões que nos dão motivo para crer nessa promessa, não sendo a menos importante a que, até agora, todas as profecias da Bíblia revelaram-se verdadeiras. Mas, pense só nas implicações. Isso significa que o reino de Deus em breve proverá um só governo para toda a terra, substituindo os governos nacionalistas e beligerantes da atualidade. Que diferença isso fará!

      Em primeiro lugar, os avanços científicos não mais serão usados por políticos para fins destrutivos. Também, esse reino fará a mesma espécie de obras poderosas que Jesus fez quando na terra. A ciência pode remover a catarata, mas não pode restituir a visão a um cego de nascença. Jesus pôde. (João 9:1-12) A ciência pode fabricar membros artificiais, mas não pode restaurar uma mão ou um pé ressequido. Jesus pôde. (Mateus 12:10-13) A ciência progrediu muito no aprimoramento das estirpes vegetais e em aumentar as safras. Mas Jesus alimentou a mais de cinco mil pessoas com cinco pães e dois peixes. (Mateus 14:15-21) A ciência pode, também, reanimar um afogado ou uma vítima de ataque cardíaco — se o socorrerem em tempo. Mas Jesus fez reviver um homem já morto por quatro dias! — João 11:39, 43, 44.

      Talvez ainda mais notável, porém, foi o efeito que os ensinos de Jesus tiveram sobre o povo. O violento perseguidor Saulo tornou-se o longânime apóstolo Paulo. O impulsivo pescador Pedro tornou-se um apóstolo maduro e responsável. Pessoas imorais tornaram-se pessoas de boa moral. Famílias tornaram-se mais amorosas. Membros individuais de nações inimigas tornaram-se irmãos na fé. Tais mudanças estão muito além da capacidade da ciência.

      Assim, ao passo que a ciência pode tornar a vida mais prazenteira em muitos sentidos, muito mais pode ser feito pelo poder de Deus. E sob o reino de Deus o pleno efeito desse poder será sentido. A Bíblia promete: “[Deus] enxugará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” — Revelação 21:4.

      Não, o homem não retornará a uma era pré-científica. Em vez disso, livre das tendências prejudiciais que a ciência tem sido incapaz de remover — mas que Deus removerá — o homem empregará, para seu benefício duradouro, todo o meritório conhecimento científico do passado, do presente e do futuro. Somos gratos pelo que a ciência tem revelado à humanidade. Mas somos ainda mais gratos de que existem verdades além do alcance da ciência, tornadas disponíveis por Deus, e que trazem benefícios duradouros a todos os que as buscam.

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