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Casualidades de evolução ou atos de criação?Despertai! — 1982 | 22 de março
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Casualidades de evolução ou atos de criação?
UMA DISPUTA ARDENTE TORNA-SE AINDA MAIS ARDENTE
O CRIACIONISMO CIENTÍFICO deseja ir à escola. Deseja tempo igual ao concedido à evolução nas aulas de ciência nas escolas públicas dos Estados Unidos. Em grau menor, é também uma questão no Canadá.
OS EVOLUCIONISTAS opõem-se à sua entrada nas salas de aula. Dizem que a criação não é uma ciência, não diz respeito às aulas de ciência e violaria o princípio de separação entre Igreja e Estado.
A CONTROVÉRSIA provocou manchetes nos jornais de ponta a ponta nos Estados Unidos. Tem sido debatida nas legislaturas estaduais e tem sido uma questão nos tribunais.
Mesmo a prestigiosa Associação Americana Para o Progresso da Ciência escarneceu da criação na sua reunião do ano passado e anunciou a hipótese de que na reunião deste ano discutirá maneiras de combater a criação.
A controvérsia iniciada por Darwin há mais de 100 anos ainda está acesa. Mas, sem se envolver nos aspectos políticos:
ESTA “DESPERTAI!” ESPECIAL considera algumas perguntas básicas:
É a evolução um fato estabelecido pelo método científico? Ou é a evolução uma teoria não provada?
É científica a doutrina bíblica da criação?
Podem os evolucionistas explicar como as substâncias químicas sem vida se transformaram na primeira célula simples, viva, reprodutiva?
Será que a documentação dos fósseis revela como esta primeira célula desenvolveu-se formando todas as coisas vivas na terra, inclusive a humanidade?
Podem as mutações surgidas ao acaso produzir as intricadas formas e os espantosos instintos presentes nas criaturas vivas?
Iniciemos nossa investigação examinando brevemente a própria incrível célula. Ela não é tão simples como se pensava!
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A incrível célulaDespertai! — 1982 | 22 de março
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A incrível célula
UMA OLHADA POR DENTRO
SERÁ QUE AS 100.000.000.000.000 DELAS EM SEU CORPO SURGIRAM POR ACASO?
Quando a teoria da evolução foi apresentada, nos dias de Charles Darwin, os cientistas não faziam idéia da fantástica complexidade que seria descoberta na célula. A maioria dos componentes duma célula mediana pode ser vista nitidamente apenas com poderosos microscópios eletrônicos. Apresentamos a seguir alguns dos componentes duma célula animal típica — todos eles encerrados num compartimento de apenas 0,0025 cm de diâmetro.
[Diagrama]
(Para o texto formatado, veja a publicação)
MEMBRANA CELULAR
COMPLEXO DE GOLGI
MITOCÔNDRIOS
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO
CENTRÍOLO
RIBOSSOMOS
LISOSSOMO
MITOCÔNDRIOS — Estes pequenos filamentos são centros de produção para uma molécula especial chamada ATP. A célula usa as moléculas de ATP para produzir energia. Dentro das membranas complexas dos mitocôndrios, a produção de ATP pode acontecer num ritmo muitíssimo acelerado. Mais de uma dezena de reações químicas diferentes são necessárias para produzir cada molécula de ATP e todas as células de seu corpo em conjunto produzem muitos bilhões delas a cada segundo.
RIBOSSOMOS — Estas pequenas partículas mal podem ser vistas, mesmo com poderosos microscópios eletrônicos e a maioria das células em seu corpo contêm milhares delas. Os ribossomos lêem as instruções recebidas de outras moléculas e produzem as proteínas que o seu corpo necessita, fazendo isso à base de especificações precisas. Os ribossomos são muito complexos, sendo constituídos de não menos de 55 diferentes moléculas de proteína.
MICROTÚBULOS — As células podem mudar de formato por produzir ou por dissolver esses elementos de estrutura, dando às células um “esqueleto” flexível. Nas células nervosas muito longas, os microtúbulos criam um sistema interno de “passagem rápida”.
LISOSSOMOS — Como pequenas bolsas contendo enzimas que podem destruir a célula, servem como estômago das células, dissolvendo substâncias para uso das células. Os glóbulos brancos do sangue atacam as bactérias prejudiciais com as enzimas nos seus lisossomos.
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO — Este parece servir como armazém celular de proteínas e de outras moléculas, que são estocadas separadamente para uso posterior na célula ou para o embarque para fora.
COMPLEXO DE GOLGI — Parece que ajuda a acondicionar a recém-sintetizada proteína do retículo endoplasmático de modo que a célula possa usá-la.
MEMBRANA NUCLEAR — Para proteger o ADN das células, a membrana nuclear é composta de duas membranas contendo poros que não são meros buracos mas sim complexos portões, às vezes abertos, às vezes não.
CROMOSSOMOS — Localizados dentro do núcleo, contêm o ADN das células, seu plano genético principal. O ADN é acondicionado em volta de proteínas especiais chamadas histonas, as quais podem ajudar a regulá-lo.
CENTRÍOLOS — Esses cilindros são constituídos de nove conjuntos de três microtúbulos cada. Quando as células se dividem, os centríolos aparentemente controlam as pequenas fibras que separam os cromossomos um do outro de modo que cada nova célula obtenha a informação genética correta.
MEMBRANA CELULAR — Mais do que simplesmente uma parede, a membrana precisa controlar o que entra na célula e o que sai dela. Fluido demais pode romper a célula, ao passo que fluido não suficiente pode interromper as reações químicas da célula. O alimento precisa passar por cuidadosa triagem para ver se não contém substâncias perigosas e entra na célula apenas depois de ser envolto num pedacinho da membrana para ser transportado até um lisossomo à espera.
Naturalmente, a discriminação acima é apenas um apanhado superficial. Uma única célula é amplamente mais complexa do que qualquer coisa que o homem já tenha feito. Poderia, realmente, ter sido fruto do acaso?
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Poderia o acaso ter criado as bactérias?Despertai! — 1982 | 22 de março
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Poderia o acaso ter criado as bactérias?
A COMPLEXIDADE DO MAIS SIMPLES
SIMPLES? ELAS TÊM AS MAIORES MOLÉCULAS CONHECIDAS!
A MAIORIA dos evolucionistas admitirá prontamente que as células animais, tal como aquela ilustrada na página 4, são maravilhas de complexidade biológica. ‘Mas os primeiros organismos vivos não eram tão complicados’, acrescentarão rapidamente. “Os primeiros organismos vivos na terra . . . eram presumivelmente seres unicelulares semelhantes às modernas bactérias fermentosas”, segundo escreveu o professor de química Richard E. Dickerson na revista Scientific American.
Pois bem. Examine a humilde bactéria e decida por si mesmo se poderia ter vindo à existência sem um Criador.
Talvez achasse que as paredes celulares das bactérias fossem mais primitivas do que as paredes celulares de organismos superiores. O contrário é verdade. As células das plantas superiores têm uma parede de celulose que consiste num filamento de moléculas de açúcar. As paredes celulares bacterianas também começam com filamentos de moléculas de açúcar mas estes filamentos são, nesse caso, intricadamente entrelaçados junto com cadeias curtas de aminoácidos. A inteira parede celular, conforme se expressou certo cientista, “de modo geral pode ser imaginada como uma molécula gigante do formato de uma bolsa”.
Esta bolsa é extremamente resistente. As paredes celulares bacterianas resistem a pressões internas de 46 libras por centímetro quadrado, sem rebentar. Tente fazer isso com o pneu do seu carro!
É verdade que as bactérias não têm um núcleo, como têm as células dos organismos superiores. Mas, mesmo as mais simples bactérias contêm uma boa porção de ADN, o material genético universal. Em vez de estar envolto numa membrana nuclear, o ADN bacteriano, em geral, forma um único longo anel dentro da bactéria. A conhecida bactéria E. coli tem no seu gigantesco anel de ADN “a molécula que é, de longe, a maior que se sabe existir num sistema biológico”, segundo o cientista Dr. John Cairns.
Será que tudo isso soa como algo que poderia simplesmente ter sido trazido pelas ondas numa praia primitiva? Poderia ‘a maior molécula’ ser uma combinação casual de substâncias químicas inertes?
A E. coli duplica o seu ADN em preparação para a divisão seguinte. A fim de que isso aconteça, a molécula de ADN, que é desenhada na forma um tanto parecida a um grande zíper espiralado, precisa ser “aberta” de modo que cada metade possa formar sua metade complementar. Partes da molécula do ADN, chamadas de pares de base, correspondem aos dentes do zíper. Na humilde bactéria E. coli tais pares de base duplicam-se, com escrupulosa exatidão, 150.000 vezes por minuto!
O que acontece quando a E. coli precisa se locomover? Ela literalmente faz brotar um impulsor. De acordo com Howard Berg, professor de biologia, surgem seis filamentos nos lados da célula que se juntam para formar um feixe. Tais filamentos giram, algo que exige “a estrutura equivalente a um rotor, a um estator e a mancais de rolamento” diz o Dr. Berg. Nada mau para tal forma “primitiva” de vida!
E tem mais. Como todas as coisas vivas, a E. coli usa seu ADN para regular a síntese de substâncias químicas de que necessita para viver. A humilde bactéria controla o seu ADN por meio de sofisticados mecanismos de realimentação que ativam ou desativam partes do ADN segundo a necessidade. “Não se pode deixar de comentar a extraordinária economia e eficiência deste sistema de controle”, diz o bioquímico Jean-Pierre Changeux que se admira de que “o controle não custa à célula nenhum dispêndio de energia. . . . Uma fábrica com relés de controle que não exigem energia para operar seria a última palavra em eficiência industrial!”
A complexidade das bactérias em si não é tudo, na argumentação contra sua evolução. As próprias proteínas que ajudam a formar as bactérias e as outras coisas vivas, revelam ser a evolução algo inapelavelmente improvável. Por quê?
Os evolucionistas fazem grande alarde em torno duma experiência em 1952, na qual os cientistas lançaram uma centelha através duma mistura de gases e sintetizaram numerosas substâncias químicas, inclusive alguns aminoácidos. Isto é considerado significativo, visto que os aminoácidos, quando ligados corretamente, formam proteínas, os blocos de construção básicos de todas as coisas vivas.
Ora, dependendo de como um aminoácido é juntado, pode ser “esquerdo” ou “destro”. Os aminoácidos criados por várias experiências com gases e centelhas compreendem quantidades iguais dos tipos esquerdo e destro. Contudo, conforme admite o evolucionista Richard Dickerson, “exceto certas adaptações especiais . . . todos os organismos vivos hoje se constituem apenas de aminoácidos-L [esquerdos]”.
Se uma proteína típica tem 400 aminoácidos, a probabilidade de que todos eles serão do tipo esquerdo seria comparável à probabilidade de se jogar uma moeda e dar “cara” 400 vezes consecutivas. A chance é menor do que uma em um seguido de mais de 100 zeros — número muitas vezes maior do que todos os átomos em todas as galáxias do universo conhecido! Ainda assim, mesmo que uma impossível proteína casual de 400 aminoácidos esquerdos se aglutinasse espontaneamente, só teria a mínima chance de ser formada dos aminoácidos esquerdos corretos — existem 20 espécies — e na ordem correta.
A geração espontânea de proteínas por acaso pode ser assim ilustrada: Suponhamos que você tenha uma caixa contendo igual número de letras e de números em quadradinhos de madeira, idênticos ao toque. Daí, pede-se a você que, de olhos vendados, tire 400 de tais quadradinhos. A probabilidade contra você tirar apenas letras e não números, já é suficientemente grande. Mas não é tudo. As 400 pecinhas com letras que você tirou devem compor um tópico que tenha sentido e que seja gramaticalmente correto ao serem colocadas lado a lado, na ordem em que você as tirou.
Os sistemas complexos da E. coli revelam outro problema relacionado com a noção de que a evolução pudesse ser responsável pela vida, mesmo a vida primitiva. As moléculas de ADN são necessárias à vida, mas não são suficientes para a vida. Outras moléculas muito complicadas, tais como as enzimas, são necessárias para comandar e cooperar com as atividades do ADN.
Assim, a vida pode existir apenas quando vários sistemas muito complexos vêm à existência ao mesmo tempo e operam juntos em perfeita harmonia. Nenhum dos sistemas complexos é capaz de conduzir nem mesmo à vida primitiva, sem os outros sistemas funcionando.
Os evolucionistas enfrentam este dilema por simplesmente afirmarem sua “fé” na evolução.
[Destaque na página 6]
As paredes celulares bacterianas resistem a pressões internas de 46 libras por centímetro quadrado.
[Destaque na página 7]
Os pares de base da bactéria E. coli duplicam-se 150.000 vezes por minuto.
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A documentação dos fósseis — a melhor prova de que dispõemDespertai! — 1982 | 22 de março
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A documentação dos fósseis — a melhor prova de que dispõem
SUAS AFIRMAÇÕES, OS FATOS QUE APRESENTAM
O QUE OS PRÓPRIOS EVOLUCIONISTAS DIZEM A RESPEITO DA DOCUMENTAÇÃO DOS FÓSSEIS
SUA TESTEMUNHA PRINCIPAL
“Os fósseis são a melhor evidência da evolução.” — Introduction to Protozoology, página 36, de Reginald Manwell.
“Com a ajuda dos fósseis, os paleontólogos podem agora nos fornecer um quadro excelente da vida nas eras passadas.” — A Guide to Earth History, página 48, de Richard Carrington.
“A autenticidade da evolução foi definitivamente provada pela paleontologia.” — Genetics, Paleontology, and Evolution, página 87, de D. D. Davies (livro editado por Jepson, Mayr e Simpson).
SUA TESTEMUNHA PRINCIPAL AFIRMA
Sobre a origem da vida
“A geologia nada nos informa sobre a origem da vida.” — Plant Life Through the Ages, de A. C. Seward.
Sobre a vida microscópica
“Ainda sabemos pouco a respeito da evolução dos protozoários.” — Introduction to Protozoology, página 42, Manwell.
Sobre a vida vegetal
“O teoricamente tipo primitivo foge à nossa compreensão; a nossa fé postula a sua existência mas o tipo não se concretiza.” — Plant Life Through the Ages, Seward.
Sobre insetos
“Não existem fósseis conhecidos que mostrem como eram os primitivos insetos ancestrais.” — Life Nature Library, The Insects, página 14.
Sobre peixes
“O primeiro peixe evoluiu. . . . Pelo que sabemos, nenhum ‘vínculo’ liga este novo animal a qualquer forma de vida anterior. O peixe simplesmente surgiu, com a estrutura que divide todos os animais em vida superior e inferior: a coluna vertebral.” — Marvels and Mysteries of Our Animal World, página 25, de Jean George (livro de Reader’s Digest).
Sobre peixes se transformarem em anfíbios
“Apenas poucos remanescentes desse suposto estágio transitório têm sido encontrados.” — Life Nature Library, The Fishes, página 64.
Sobre os anfíbios se transformarem em répteis
“Um dos aspectos frustradores da documentação dos fósseis na história dos vertebrados é que revela muito pouco a respeito da evolução dos répteis durante seus primevos, quando o ovo em casca se desenvolvia.” — Life Nature Library, The Reptiles, página 37.
Sobre répteis se transformarem em mamíferos
“Os fósseis, infelizmente, revelam muito pouco a respeito das criaturas que consideramos como tendo sido os primeiros verdadeiros mamíferos.” — Life Nature Library, The Mammals, página 37.
“Não há nenhum elo perdido [que une] os mamíferos e os répteis.” — Life Nature Library, The Reptiles, página 41.
Sobre répteis se transformarem em aves
“Não existe evidência fóssil dos estágios através dos quais a notável mudança de réptil para ave foi conseguida.” — Biology and Comparative Physiology, W. E. Swinton, Vol. 1, p. 1.
Sobre macacos
“No que diz respeito ao inteiro período terciário, que abrange algo em torno de 60 a 80 milhões de anos, temos de interpretar a história da evolução do primata baseados num punhado de ossos e dentes fragmentados.” — Junho de 1956, Scientific American, página 98, por Eiseley.
“Infelizmente a documentação dos fósseis que nos possibilitaria traçar o aparecimento dos macacos ainda é desesperançadamente incompleta.” — Life Nature Library, The Primates, página 15.
Do macaco ao homem
“Infelizmente, os primitivos estágios do progresso evolucionário do homem bem como seu próprio curso individual continuam um completo mistério.” — Life Nature Library, The Primates, página 177.
“Mesmo esta história relativamente recente está cheia de incertezas; as autoridades amiúde discordam tanto a respeito de pontos fundamentais como a respeito de detalhes.” — Mankind Evolving, página 168, de Theodosius Dobzhansky.
A NOSSA CONCLUSÃO:
Seguimos o proceder certa vez indicado por Jesus: “Da tua própria boca te julgo.” (Lucas 19:22) Os evolucionistas dizem que os fósseis fornecem a melhor evidência da evolução, que provêem um quadro excelente a respeito dela, que a provam conclusivamente. Daí dizem:
‘Não há fósseis sobre como a vida começou, sobre como começou a vida microscópica, sobre como começou a vida vegetal, sobre como surgiram os insetos, sobre como surgiram os peixes, sobre como surgiram os anfíbios, sobre como surgiram os répteis, sobre como surgiram os mamíferos, sobre como surgiram as aves, sobre como surgiram os macacos e sobre como surgiu o homem.’
A sua “melhor evidência” não é evidência alguma. O seu “quadro excelente” é um branco total. Sua ‘prova conclusiva’ não prova nada. Como se esquivam deste testemunho insatisfatório dado por sua testemunha principal? O artigo seguinte expõe as suas novas táticas.
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A revolução da evoluçãoDespertai! — 1982 | 22 de março
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A revolução da evolução
PROCURA-SE: UM SUBSTITUTO PARA DARWIN
ABERTA A DISCUSSÃO EM BUSCA DE NOVAS SOLUÇÕES
A EVOLUÇÃO “passa por sua mais ampla e profunda revolução em quase 50 anos”. Foi o que disse um informe a respeito duma reunião realizada em Chicago, E.U.A., em outubro de 1980. Cerca de 150 especialistas em evolução realizaram uma conferência de quatro dias sobre o assunto “Macroevolução”.
Science, a revista oficial da Associação Americana Para o Progresso da Ciência, descreveu o clima prevalecente: “Os choques de personalidade e as críticas maldosas criaram uma visível tensão . . . os andamentos eram às vezes turbulentos e mesmo acerbos.” Muitos cientistas queixaram-se, frustrados, de que “uma grande parte das contribuições caracterizaram-se mais pela verbosidade e asserção do que pela apresentação de dados concretos”. Contudo, não tem sido a asserção ao invés da apresentação de dados concretos a tática usada pelos evolucionistas há muito?
Darwin disse que a vida evoluiu mui lentamente por meio de pequenas mudanças a partir dum organismo unicelular, até chegar a toda forma de vida na terra, inclusive o homem. A documentação dos fósseis deveria comprovar tais transições, mas ele admitiu que isto não acontece. Há cento e vinte anos, disse que a documentação era incompleta, mas achava que com o tempo mais fósseis seriam achados para preencher as lacunas.
“O padrão que nos foi dito para encontrar, nos últimos 120 anos, não existe”, declarou Niles Eldridge, paleontólogo do Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque. Ele acredita que as novas espécies surgem não oriundas de mudanças graduais, mas de súbitos ímpetos de evolução. As muitas formas transitórias necessárias para a evolução darwiniana nunca existiram — nenhuns fósseis jamais preencherão as lacunas.
Stephen Jay Gould, de Harvard, concorda com Eldridge. Na reunião de Chicago ele disse: “Certamente, a documentação é fraca, mas, os avanços irregulares que se observa não é o resultado da existência de lacunas, é a conseqüência do próprio avanço irregular, característico da mudança evolucionária.” Everett Olson, paleontólogo da UCLA, disse: “Assumo um conceito vago quanto à documentação dos fósseis qual fonte de dados concretos.” Francisco Ayala, anterior grande defensor da idéia de mudanças lentas, de Darwin, acrescentou este comentário: “Do que dizem os paleontólogos, estou convencido agora de que as pequenas mudanças não têm efeito acumulativo.”
Science resumiu a controvérsia: “A questão central da conferência de Chicago foi se os mecanismos que sustentam a microevolução [pequenas mudanças dentro das espécies] podem ou não ser extrapoladas para explicar o fenômeno da macroevolução [grandes avanços cruzando as fronteiras das espécies]. . . . a resposta pode ser dada com um claro Não.”
Este reexaminado conceito da evolução é chamado de “equilíbrio entrecortado”, que significa que certa espécie permanece por milhões de anos nos registros fósseis, subitamente desaparece e uma nova espécie, também subitamente, aparece nos registros. Esta, contudo, não é realmente uma tese nova. Richard Goldschmidt a propôs na década de 1930, chamou-a de a hipótese dos “monstros promissores” e foi por isso muito criticado, na época. “Equilíbrio entrecortado” é um título muito mais impressionante.
Esta teoria é uma espécie de vantagem para os evolucionistas pois elimina a necessidade de se chegar a formas transitórias. Faz com que as mudanças ocorram rapidamente demais, argumentam os evolucionistas, impedindo os fósseis de documentar os acontecimentos — porém não rapidamente demais de modo que não as possamos perceber. No entanto, é também uma desvantagem. Quando os criacionistas se referiam aos intricados desígnios na natureza, que exigiram um projetista, os evolucionistas elegeram a seleção natural como projetista. Agora, o papel da seleção natural tem sigo desgastado e o acaso é alojado em seu lugar — os criacionistas há muito têm sustentado que os evolucionistas forçosamente dependem do acaso.
Gould reconhece que a seleção natural perdeu terreno para o acaso: “Consideráveis quantidades de mudança genética talvez não estejam sujeitas à seleção natural e podem se espalhar a esmo entre populações.”
David Raup, curador de geologia, escreveu no Field Museum of Natural History Bulletin [Boletim do Museu Field de História Natural] de Chicago, de janeiro de 1979, a respeito de “Conflitos entre Darwin e a Paleontologia”. Raup diz que a documentação dos fósseis indica mudanças, mas não “como a mais razoável conseqüência da seleção natural. . . . isto ocorre na natureza embora sejam surpreendentemente raros os bons exemplos. . . . Uma alternativa atual importante para a seleção natural diz respeito às conseqüências do puro acaso. . . . Estamos assim nos referindo à sobrevivência daquele que tiver mais sorte bem como da sobrevivência do mais apto”. Ele talvez pense que “os mamíferos não eram melhores do que os dinossauros mas apenas mais sortudos”, e termina seu artigo dizendo a respeito de Darwin: “A parte que ele omitiu foi o simples elemento do acaso!”
Com o acaso ocupando o papel predominante governando a evolução, a difícil pergunta a respeito de quem projetou ou desenhou as coisas retorna: Como pode o acaso projetar ou desenhar as coisas intricadas e espantosas que se vê em toda parte? O olho, disse Darwin, o fazia ‘estremecer’. Ainda mais, não é apenas uma vez que tais milagres de planificação por acaso têm de ocorrer, mas têm de acontecer vez após vez em espécies não relacionadas entre si.
Por exemplo, o polvo não nos é aparentado, mas o olho dele é surpreendentemente “humano”. Peixes e enguias não-aparentados são dotados de equipamento elétrico que produz choque. Insetos, vermes, bactérias e peixes não-aparentados têm órgãos luminosos que produzem luz fria. Lampreias, mosquitos e sanguessugas não aparentados têm anticoagulantes para impedir que o sangue de suas vítimas se coagule. Diz-se que os não-aparentados porcos-espinhos, équidnas e ouriços-cacheiros, desenvolveram espinhos independentemente. Os não-aparentados golfinhos e morcegos têm sistemas de sonar. Peixes e insetos não-aparentados têm olhos bifocais para enxergar no ar e debaixo da água. Muitos animais não-aparentados — crustáceos, peixes, enguias, insetos, aves, mamíferos — são dotados de espantosa capacidade para migração.
Muito mais do que tudo isso, os evolucionistas nos fariam crer que em três ocasiões diferentes animais de sangue quente se desenvolveram de répteis de sangue frio; três vezes a visão em cores se desenvolveu independentemente; cinco vezes as asas e a capacidade de voar desenvolveram-se em peixes, insetos, pterodáctilos, aves e mamíferos não-aparentados.
Poderia o acaso repetir tais façanhas vez após vez? A matemática da probabilidade responde com um eloqüente “Não”! A revolução da evolução talvez a tenha ajudado a conviver com a lacunosa documentação dos fósseis, mas encarregou o acaso de desempenhar um papel muito além da sua capacidade de realizar.
[Destaque na página 10]
A hipótese dos “monstros promissores” reaparece como “equilíbrio entrecortado”.
[Destaque na página 11]
Antes de poder ocorrer a sobrevivência do mais apto, o acaso precisa produzir o aparecimento do mais apto.
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Deus fez primeiroDespertai! — 1982 | 22 de março
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Deus fez primeiro
OS HUMANOS SÃO IMITADORES
NÃO DÃO CRÉDITO A DEUS PELAS INVENÇÕES DELE, MAS, PATENTEIAM AS SUAS PRÓPRIAS
TERMÔMETROS
O homem construiu termômetros muito sensíveis e outros medidores de calor, mas são rústicos quando comparados com a capacidade inata que certas cobras têm exercitado por milhares de anos. A cascavel, por exemplo, é capaz de detectar uma mudança de temperatura de um milésimo de um grau centígrado. A jibóia reage a uma mudança de temperatura em 35 milésimos de segundo, ao passo que um instrumento sensível feito pelo homem leva um minuto para acusar tal mudança. Tais serpentes usam esta capacidade sensível ao calor para procurar e capturar presas de corpo quente, no escuro. Os sensores térmicos também acusam a procedência da origem do calor.
HIPOTERMIA
Os cirurgiões agora diminuem a temperatura do corpo e desaceleram as batidas do coração e a respiração para certas cirurgias, mas muito antes disso os animais hibernantes já praticavam a hipotermia. O pequeno esquilo-do-solo, por exemplo, durante a sua vivência no verão tem um índice de batimentos do coração e de respiração de algumas centenas de vezes por minuto. Durante a hibernação, contudo, seu coração desacelera para uma ou duas batidas por minuto e ele respira lentamente a cada cinco minutos. A temperatura do corpo cai chegando a poucos graus de diferença do frio de inverno que faz lá fora. E, no entanto, durante este tempo todo o sangue circula, a pressão permanece normal, o oxigênio é suprido e a rigidez muscular é conservada.
ELETRICIDADE
Induzido pelo tratado de Luís Galvani sobre eletricidade animal, o físico-químico italiano Volta construiu a primeira pilha elétrica artificial de corrente contínua. Milênios antes, contudo, cerca de 500 variedades de peixes elétricos usavam pilhas. O peixe-gato-elétrico africano pode produzir 350 volts, a raia-elétrica gigante do Atlântico Norte emite impulsos de 50 ampères de 60 volts e os choques produzidos pelas enguias-elétricas da América do Sul registraram até 886 volts. As correntes são produzidas por camadas de placas elétricas — na verdade, células voltaicas. Cada placa elétrica é uma célula eletroquímica individual que produz apenas uma pequena fração de um volt. Mas, quando milhares e às vezes milhões delas são conectadas diversificadamente em séries e em paralelo, nas criações de Deus, o resultado é uma pilha elétrica natural.
GUERRA QUÍMICA
As bombas de gás de nervos têm dois tambores de substâncias químicas relativamente não-tóxicas, mas quando a bomba é acionada as substâncias químicas se misturam e ao explodirem o mortífero gás de nervo é liberado. Muito antes disso, e estritamente para propósitos defensivos, o besouro-bombardeador tem usado repelentes químicos. As glândulas produzem duas substâncias químicas diferentes, armazenadas em câmaras separadas, fechadas por válvulas musculares. Quando o inseto é atacado, as válvulas se abrem e as duas substâncias químicas fluem para dentro duma terceira câmara, fortemente revestida. Ali uma enzima provoca uma reação explosiva, com estalo audível, e um jato vaporoso nocivo é expelido através de um conduto que o besouro pode apontar em qualquer direção. O besouro-bombardeador pode disparar repetidamente, dezenas de vezes por minuto, e formigas, aranhas, louva-a-deus, pássaros ou cobras retiram-se ofegantes.
COMPUTADORES
Os computadores fazem coisas fantásticas, mas não se comparam com os cérebros humanos. O cérebro humano — 1.400 gramas de mistério, 2 por cento do peso do corpo, usa 20 por cento do sangue e 25 por cento do suprimento de oxigênio. As estimativas a respeito do número de seus neurônios variam de 10 bilhões a 100 bilhões e de 100 trilhões a 500 trilhões de conexões de neurônios (sinapses). Cem milhões de bits de informação chegam a ele a cada segundo e o cérebro perscruta a si mesmo a cada décimo de segundo, operando com 20 watts de potência. Ele recebe, processa e avalia informações, faz decisões, estabelece alvos, inicia movimentos, cria música e arte. Apenas no cérebro humano existem sistemas programados para a fala. E apenas no cérebro humano existe uma necessidade inerente de crer e adorar um poder superior.
Conforme disse certo cientista: “Qualquer pessoa que se referir a um computador como ‘cérebro eletrônico’ nunca viu um cérebro.” Não é de admirar que o Dr. Richard Restak diga que o cérebro humano é “imensuravelmente mais complicado do que qualquer outra coisa existente no universo conhecido”. E o antropólogo Henry Fairfield Osborn certa vez declarou: “Para mim, o cérebro humano é o mais maravilhoso e misterioso objeto em todo universo.”
A LISTA DO QUE DEUS FEZ PRIMEIRO É INFINDÁVEL
Os morcegos e os golfinhos usam sonar; os polvos usam propulsão a jato; os mosquitos usam agulhas hipodérmicas; as vespas fazem papel; os castores constroem represas; as formigas constroem pontes; as abelhas e os cupins usam ar condicionado; os peixes, os vermes e os insetos produzem luz fria; as aves tecem, dão nós, constroem incubadoras, fazem serviço de pedreiro, constroem casas, dessalinizam a água do mar, têm bússolas e relógios embutidos e navegam; os besouros usam escafandros; as aranhas usam sino de mergulhador, constroem portas, são aeronautas; alguns peixes e besouros têm olhos bifocais; os cágados e os escorpiões-da-água usam válvulas de ar; os olhos dos animais, como as células solares feitas pelo homem, transformam luz em eletricidade; as formigas fazem jardinagem e têm criação de animais; o besouro poda árvores — poderia ir longe a lista dos mecanismos da criação que os inventores humanos copiaram. Diz-se que as obras dos homens se devem ao seu gênio; as de Deus são relegadas qual casualidade cega — pelo menos pelos evolucionistas. Incrível!
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Projeto exige um projetistaDespertai! — 1982 | 22 de março
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Projeto exige um projetista
“SIM” E “NÃO”, DIZEM OS EVOLUCIONISTAS
‘CADA CASA É CONSTRUÍDA POR ALGUÉM, MAS QUEM CONSTRUIU TODAS AS COISAS É DEUS.’ — HEBREUS 3:4.
NENHUM evolucionista afirmaria que uma casa inanimada pudesse construir a si mesma. Mas é categórico em afirmar que com um universo inanimado isso aconteceu — um universo com incalculáveis milhões de galáxias, cada galáxia com incalculáveis milhões de estrelas, tudo movendo-se com espantosa imponência numa cronometragem exata até em fração de segundo.
E muito mais do que isso. Na terra, dizem os evolucionistas, todas as miríades de organismos vivos construíram a si mesmos, a partir de seus ancestrais, este processo repetindo-se em retrocesso até chegar a um primeiro antepassado de todos, o qual, espontaneamente, construiu a si mesmo a partir de substâncias químicas sem vida. Tampouco a espantosa complexidade e o intricado e intencional projeto observável em todas essas coisas viventes consegue demover o evolucionista de seu raciocínio.
Maravilhamo-nos ante as engenhosas invenções de projetistas humanos, mas a maior de suas realizações é insignificante em comparação com o mais simples organismo vivo. Dispondo de toda sua tecnologia científica do século 20, não são capazes nem de começar a construir uma pequena ameba unicelular. Contudo, não refutam em atribuir à casualidade cega — mutações a esmo com a questionável ajuda da seleção natural — a capacidade de construir toda a vida existente na terra.
Há nisso uma flagrante contradição. Os evolucionistas sentem-se bem à vontade para atribuir ao acaso a capacidade de projetar todas as complexas criaturas vivas e ao mesmo tempo insistem que objetos extremamente simples exigem a existência dum projetista inteligente.
Por exemplo, o cientista cava num antigo escombro, acha uma pedra retangular marcada ao meio por uma ranhura e confiantemente anuncia que estava presa a um pau e era usada como martelo ou arma pelo homem primitivo. Foi concebida para certa finalidade, por uma criatura inteligente. Mas não é assim, contudo, no caso da pena duma ave. A pena duma ave voadora pode ter milhares de barbas que saem do eixo, centenas de milhares de bárbulas que saem das barbas e milhões de barbicelas, ou ganchos, para conectar todas estas partes para o vôo. Se as barbas se separarem, elas podem novamente ser fechadas como um zíper, pelo bico da ave. Zíperes — muito antes de o homem “inventá-los”!
O produto dum projetista inteligente? Não para o evolucionista, que diz: “Como evoluiu esta estrutura maravilhosa? Não exige grande esforço de imaginação considerar a pena qual escama modificada, basicamente semelhante a de um réptil — uma escama um tanto longa, não muito presa, cuja extremidade desfiou-se e se alargou até que evoluiu, transformando-se na altamente complexa estrutura que é hoje.” — Life Nature Library, The Birds, p. 34.
Outro exemplo da arbitrariedade do evolucionista: O evolucionista acha uma pedra lisa com uma extremidade pontuda e tem certeza de que foi concebida por um homem inteligente, da Idade da Pedra, para ser usada como faca ou raspadeira. Contudo, nenhum projetista é necessário, nos diz o evolucionista, para o pequeno besouro chamado “serra-pau da mimosa”. A fêmea sobe no pé de mimosa, arrasta-se até a extremidade de um galho, faz uma incisão na casca e deposita seus ovos ali. Em seguida volta até a metade do galho, rói um círculo em volta deste, suficientemente profundo para atingir a camada de câmbio, e a extremidade do galho seca e cai. Os ovos do besouro se espalham e eclodem e o ciclo recomeça. O pé de mimosa, por sua vez, se beneficia. É podado, e por isso vive o dobro do tempo — 40 ou 50 anos — do que viveria de outra forma. De fato, o pé de mimosa emite um aroma para atrair o serra-pau e este pequeno besouro não pode se reproduzir em nenhuma outra árvore. A pedra lisa e pontuda exigiu alguém que a fizesse; o serra-pau surgiu simplesmente por acaso. Pelo menos é o que dizem.
Outra comparação: Uma pequena peça de pedra pontuda talhada em forma de ponta de flecha convence o evolucionista de que ela foi concebida pelo homem para ser usada na ponta duma flecha ou duma lança. Tais coisas intencionais, projetadas, conclui, não podem acontecer por acaso. No caso das aranhas, porém, a história é outra, diz ele. Considere a aranha Arânea. Ela tem seis autos eferentes, tendo cada um cerca de 100 válvulas oclusivas, cada válvula ligada por um conduto individual a uma glândula separada dentro da aranha. Ela pode produzir fios separados ou juntá-los para produzir um filamento largo de seda. As aranhas fabricam sete tipos de seda. Nenhuma espécie faz todos os sete, todas fabricam pelo menos três e a Arânea fabrica cinco. Nem todos os seus 600 condutos produzem seda; alguns exsudam goma para tornar algumas das teias pegajosas. A Arânea, contudo, lubrifica as suas patas e nunca fica grudada. A origem de tais fiandeiras? As patas se transformaram em fiandeiras, dizem os evolucionistas.
Reflita: A aranha é dotada de laboratório químico para produzir a seda, de mecanismos físicos para fiá-la e do conhecimento instintivo de como fazer a teia. Qualquer um desses é inútil sem os outros dois. Devem todos evoluir por acaso, ao mesmo tempo, na mesma aranha. Os evolucionistas crêem que foi isso o que aconteceu. Você também crê que foi assim? O que teria sido mais fácil acontecer por acaso — a ponta aguda de pedra ou a aranha?
Entremos na era espacial para ouvir o Dr. Carl Sagan, da Universidade Cornell, E.U.A. “É fácil produzir uma mensagem de rádio interestelar”, diz ele, “que pode ser reconhecida de modo inequivocável como procedente de seres inteligentes”. Crê que “em muito o método mais promissor é enviar imagens”. Uma imagem sugerida para ser enviada mostraria um homem, uma mulher, uma criança, o sistema solar e vários átomos — tudo sendo possível por se emitir uma série de pontos e traços, cada um chamado de um “bit” de informação, exigindo 1.271 bits ao todo.
Raciocine sobre isso. Se 1.271 bits de informação numa certa seqüência sugerem ordem e planificação e provam “de modo inequivocável” que procedem “de seres inteligentes”, o que dizer dos cerca de 10 bilhões de bits de informação codificados nos cromossomos de cada célula viva? Os evolucionistas dizem que os 1.271 pulsos de informação ‘de modo inequivocável provam a existência de um planificador inteligente’, mas relegam 10 bilhões de bits de informação como não necessitando dum planificador, como tendo surgido simplesmente por acaso.
Não acha tal raciocínio ilógico, arbitrário, até mesmo preconceituoso? Se os projetos simples exigem um projetista, será que os projetos extremamente complexos não exigiriam muito mais energicamente um projetista ainda maior? O teórico inglês Edward Milne, ao considerar a origem do universo, concluiu sabiamente: “Nosso quadro é incompleto sem Ele.”
[Foto na página 15]
A Ponta Duma Flecha Exige Alguém que a Tenha Feito, mas o ADN Não Exige?
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O instinto — sabedoria planejada antes do nascimentoDespertai! — 1982 | 22 de março
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O instinto — sabedoria planejada antes do nascimento
CÉREBROS PEQUENOS, PROEZAS COLOSSAIS
“SÃO INSTINTIVAMENTE SÁBIAS.” — PROVÉRBIOS 30:24.
A INCRÍVEL JORNADA
O pequeno “blackpoll warbler” [Dendroica striata] é um improvável candidato para ‘desafiar’ o sistema evolucionário. Mas ele o faz. Este pássaro canoro norte-americano pesa apenas 20 gramas e mede apenas 13 cm de comprimento. No entanto, suas proezas migratórias são colossais.
Quando se aproxima o outono setentrional, ele deixa sua residência de verão no Alasca e voa em direção sudeste, cruzando o continente norte-americano até a costa do Atlântico, comendo vorazmente durante a viagem porque a sua jornada apenas começou.
Na costa da Nova Inglaterra o “blackpoll” espera e espreita as condições do tempo. De alguma maneira ele sabe exatamente quais as condições climáticas que precisa — uma forte frente fria que passe pela costa em direção sudeste e daí rumo ao Atlântico.
Quando a frente fria chega, o pequeno viajante levanta vôo ajudado pelos ventos favoráveis à medida que voa a sudeste — mar adentro. A frente fria também significa que provavelmente não haverá na rota nenhuma tempestade tropical a enfrentar — uma escolha sábia das condições climáticas!
O vôo a sudeste coloca a pequena ave rumo à África, que é longe demais e não é o seu destino. Mas o “blackpoll” não muda de direção. Passa sem escala pelas Bermudas, atingindo a altitude de mais de 6.000 metros ao se aproximar de Antígua. Nessa altitude faz frio e o oxigênio é escasso. Por que voa o pequeno “blackpoll” a esta altitude? Porque lá encontra os ventos dominantes que o empurram para o oeste, ao seu verdadeiro destino, a América do Sul. Depois de um vôo de cerca de 4.000 quilômetros sem escala, e mais de três dias e três noites, o migrante chega a outro continente, bem ao destino!
Os cientistas admiram-se da proeza realizada cada ano por este pequeno pássaro. Como sabe exatamente que condições climáticas aguardar? Como sabe exatamente quando mudar de altitude para encontrar os ventos que o levarão à América do Sul? Como sabe optar exatamente pelo correto rumo de navegação que o permitirá cruzar com tais ventos no ponto exato sobre o oceano? Os cientistas não podem explicar isto. A teoria da evolução certamente não pode.
Existe, porém, uma boa razão para o seu rumo incomum. Sua rota marítima para a América do Sul é mais curta do que seria uma viagem “pulando de ilha em ilha” e há poucos predadores com que se preocupar. O “blackpoll” é capaz de realizar este vôo sem escala, comparável a um cavalo de corrida cobrir 800 metros por minuto durante 80 horas consecutivas, por causa de seu metabolismo especialmente projetado. “Se ele queimasse gasolina em vez de suas reservas de gordura no corpo”, diz certo cientista, “poderia jactar-se de fazer 720.000 milhas por galão [cerca de 300.000 quilômetros por litro]”!
CUPINS — ESPECIALISTAS EM AR CONDICIONADO
Se tiver cupins em sua casa, provavelmente você tem pouca compaixão da fragilidade física deles. Tendem a ser moles e frágeis, necessitando de umidade e temperatura controladas. Pareceria que tais insetos jamais pudessem sobreviver no clima rigoroso dos trópicos. Contudo, eles proliferam ali. Como?
A resposta está nas habilidades de arquitetura e engenharia dos cupins. Os ninhos de cupins tropicais são em forma de montículos de barro duro capaz de tirar faíscas de uma machadinha. Certos cupins australianos constroem um montículo longo, estreito, em forma de cunha, que sempre aponta na direção norte-sul, aparentemente provendo proteção contra o sol quente do meio-dia. Outras espécies constroem montículos que à distância se assemelham a choupanas de humanos.
Ao passo que a parte externa dum cupinzeiro pode ser quente demais para se tocar nela, no seu interior faz uma agradável temperatura de 30° C. Como é feito o controle da temperatura? Paredes grossas ajudam, mas está envolvido mais. Alguns cupins cavam túneis de 40 metros no solo abaixo do ninho para obter água, que usam tanto para refrigerar o ninho pela evaporação como para manter a correta umidade, mesmo sob o ar seco e quente do deserto! Outros constroem ninhos com um “porão” e um “sótão”. Para a renovação de ar, existem tubos na parte exterior do cupinzeiro que controlam a temperatura e garantem suficiente ar fresco dentro do ninho. Observa-se que os cupins estão em constante atividade nesses canais e por abrir e fechá-los o ar condicionado pode ser perfeitamente controlado.
Quem ensinou aos cupins as suas habilidades de arquitetura e engenharia? A evolução cega? Ou um Projetista Mestre discernente?
AS ABELHAS DANÇANTES QUE VOTAM
Talvez já tenha ouvido falar das façanhas instintivas das abelhas. Estas pequenas criaturas amiúde recebem muitas tarefas a executar durante sua vida curta, começando como babás da rainha e das larvas, daí sendo promovidas a construtoras de favos, guardas da colmeia e porteiras. São as abelhas mais velhas, porém, que recebem a arriscada missão de procurar néctar e outras substâncias necessárias, e cujos poderes instintivos provocam a maior admiração.
Quando uma de tais abelhas acha uma nova fonte de néctar ela retorna à colmeia a fim de dar a boa notícia. Isto é feito por meio de uma dança. O ritmo da dança e o seu tipo (quer em círculo quer em forma de oito), bem como a quantidade de meneios do abdômen executados pela abelha dançarina, informa às outras abelhas a que distância se encontra a fonte de néctar. A direção do néctar, em relação ao sol, também é indicada pela dança. “A linguagem das abelhas parece inacreditável”, admite o livro “Os Insetos” [em inglês], “mas tem sido confirmada por inúmeras experiências”.
Quando a colmeia fica superpovoada, algumas abelhas acompanham a velha rainha para um novo lar. Como sabem para onde se mudar? Batedores do novo enxame saem voando em todas as direções. Agora, porém, não estão à procura de flores. Estão à procura de cavidades em árvores, rachaduras em paredes — locais para um novo lar. Ao retornarem, os batedores dançam para indicar a localização desses novos locais, em grande parte da mesma maneira como dançariam para indicar a localização duma flor. Os batedores que encontraram bons locais dançam bem entusiasticamente, às vezes por horas a fio, ao passo que muitas outras abelhas são incentivadas pela dança enérgica a ir dar uma olhada. Os batedores que acharam locais menos adequados não dançam tanto tempo assim ou tão entusiasticamente, e poucas abelhas são incentivadas a verificá-los.
Gradualmente as abelhas reduzem suas opções a poucas localizações e, por fim, a apenas uma, à medida que as danças entusiásticas por batedores que vão aderindo atraem mais e mais o apoio para o melhor local. Na verdade, o enxame está estudando vários locais prospectivos e escolhendo aquele que mais lhe agrada. O inteiro processo talvez leve cinco dias, após o qual, num acordo unânime, o enxame levanta vôo em direção ao novo lar!
Poderiam as mutações casuais e os eventos a esmo produzir tais maravilhosas façanhas de comunicação e harmonia social? Será que as casualidades e o caos produzem harmonia em qualquer outra sociedade?
[Foto na página 16]
O “BLACKPOLL” — BEM-DOTADO MIGRANTE MARÍTIMO.
[Fotos na página 17]
LAR DO CUPIM COM O CONFORTO DE AR CONDICIONADO.
AS ABELHAS REÚNEM-SE PARA ESCOLHER.
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É um fato?Despertai! — 1982 | 22 de março
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É um fato?
O QUE REVELA O MÉTODO CIENTÍFICO?
MUITOS EVOLUCIONISTAS SÃO DOGMÁTICOS, MAS EXISTE MARGEM PARA DÚVIDA RAZOÁVEL?
É A EVOLUÇÃO um fato científico? Porter Kier, cientista do Instituto Smithsoniano, é bem dogmático. Na última reunião anual da Associação Americana Para o Progresso da Ciência, em 1981, ele disse: “Existem cem milhões de fósseis, todos catalogados e identificados, nos museus em volta da terra. Isto representa cem milhões de fatos a favor da evolução.” De que modo 100.000.000 de fósseis, admitidamente não do tipo transicional que a teoria exige, constituem 100.000.000 de fatos provando a evolução, não está nada claro. Kier em seguida acrescenta que, embora os evolucionistas possam discordar sobre detalhes, “concordam que a evolução é um fato e que deve ser considerada como tal”.
O famoso evolucionista Theodosius Dobzhansky não é tão dogmático assim. No livro Evolution [Evolução], Dobzhansky e seus colaboradores a descreveram qual hipótese ou teoria e admitiram: “As hipóteses científicas podem ser aceitas apenas provisoriamente, visto que sua veracidade nunca pode ser definitivamente estabelecida.” Servindo-se do Dr. Karl Popper como autoridade, o livro também declara: “A hipótese não sujeita, pelo menos em princípio, à possibilidade de falsificação empírica [experimental] não pertence ao domínio da ciência.” Stephen Jay Gould, de Harvard, também cita Popper e diz: “Um conjunto de idéias que não pode, em princípio, ser falsificado, não é ciência.
Por que tudo isso é importante na nossa consideração? Porque é à base disto que Gould e outros desclassificam a criação qual ciência e portanto dizem que não deve ser incluída nas aulas de ciência. A criação não dá para ser testada e nem provada falsa, por meio de experiências científicas. Os criacionistas dizem ‘Deus fez isto’ e não existe nenhuma maneira de submeter isto a um teste ou de provar que seja falso. “‘Criacionismo científico’ é uma expressão que contradiz a si mesma”, diz Gould, “exatamente porque não pode ser falsificada”. Mas ele é inflexível na opinião de que a evolução é um fato.
É muito interessante, contudo, que o Dr. Popper aplica este mesmo critério à evolução. Diz: “Cheguei à conclusão de que o darwinismo não é uma teoria científica passível de experimentação mas sim um programa de pesquisa metafísico.” Visto não ser possível testá-la, a teoria evolucionária não é ciência, segundo essas definições. Não observável, não demonstrável experimentalmente, defendida apenas por asserções dogmáticas, ela não é verificável pelo método científico. O Dr. Popper é altamente respeitado por causa de seu estudo do método científico, e baseado neste método ele verifica que a evolução qual legítima teoria científica é carente. Mais exatamente, ele verifica que ela é, não uma ciência, mas algo adequado para pesquisa metafísica.
Norman Cousins dá uma definição do método científico que não apenas o descreve mas também mostra seu valor: “A coisa mais importante a respeito de ciência é o método científico — uma maneira de pensar sistematicamente, uma maneira de reunir dados e avaliá-los, uma maneira de realizar experiências de modo a prever com exatidão o que acontecerá sob determinadas circunstâncias, uma maneira de apurar e reconhecer os próprios erros, uma maneira de expor as falácias de idéias há muito entretidas. A própria, ciência muda constantemente, grande parte em resultado do método científico.” — Anatomy of an Illness [Anatomia Duma Doença], pp. 120, 121.
Tanto a evolução como a criação descrevem eventos ocorridos, ou alegadamente ocorridos, no passado. Nenhum observador humano esteve lá para testemunhá-los. Não podem ser recriados num laboratório. Nenhuma experiência científica pode provar ou refutar tanto a evolução como a criação. Segundo este raciocínio, se o relato bíblico da criação é anticientífico, pelas mesmas premissas a evolução também deve ser anticientífica.
Por que, então, tantos cientistas crêem na evolução? “A razão porque o darwinismo tem sido quase universalmente aceito”, escreve o Dr. Popper, é que “sua teoria da adaptação foi a primeira teoria não-teísta convincente; e o teísmo era pior do que uma admissão aberta de fracasso, pois criara a impressão de que havia sido alcançada uma explicação definitiva”. Conforme se expressou o evolucionista Peter Medawar: “Para um biólogo, a alternativa para pensar em termos evolucionários é deixar completamente de pensar.”
A aceitação da evolução por parte dos cientistas tem sido em grande parte devido ao seu desagrado da alternativa — o teísmo, a crença em Deus. Mas é científico aceitar uma teoria simplesmente porque não se gosta da alternativa? O que talvez perturbe a cientistas tais como Medawar é que reconhecer a Deus como Criador significa que estarão glorificando a Ele ao descobrirem novos fatos espantosos a respeito de Sua criação. Seria isto demais para o seu orgulho? A admissão do ateísta Aldous Huxley revela outra possibilidade, quando diz: “Objetamo-nos à moralidade [da Bíblia] porque interfere com a nossa liberdade sexual.”
É a evolução um fato científico? Não.
É uma teoria científica passível de experimentação? Não.
Segue o método científico? Não.
Realmente, então, exatamente o que é a teoria da evolução e por que tantos crêem nela?
Considere o artigo seguinte.
[Destaque na página 18]
“O darwinismo não é uma teoria científica passível de experimentação, mas sim um programa de pesquisa metafísico.”
[Quadro na página 19]
EXISTE MOTIVO PARA DÚVIDA RAZOÁVEL?
É razoável duvidar que amebas se transformaram em peixes? ou peixes em lagartos? ou que lagartos se transformaram em canários ou em lobos?
O livro “Evolução”, de Dobzhansky [em inglês], diz que embora a veracidade da evolução jamais possa ser estabelecida, trata-se duma hipótese “corroborada além de dúvida razoável”. “Dúvida razoável” é legalmente definida como “dúvida tal que faria com que um homem razoável e prudente pausasse e hesitasse antes de agir segundo uma verdade alegada [ou, reivindicada] quando se trata de assuntos mais sérios ou mais importantes na vida”. Certa decisão judicial regulamenta: “Uma ‘dúvida razoável’ é aquela dúvida que um homem íntegro pode nutrir ao fazer uma investigação honesta em busca da verdade.” — “Black’s Law Dictionary”, p. 580.
Num tribunal, se houver motivo para duvidar de certa peça crucial de evidência, nenhuma condenação é feita. É razoável ter dúvidas de que a vida se tenha originado espontaneamente, por acaso? É razoável duvidar que as amebas se tenham transformado em peixes? ou os peixes em lagartos? ou que lagartos se transformaram em canários ou em lobos? Duvidar-se da evolução é uma dúvida razoável ou uma dúvida desarrazoada?
Se você crê na evolução, quando estiver sozinho no seu quarto, em frente ao espelho, onde não haverá ninguém diante do qual perder prestígio, pergunte a si mesmo: Por que creio na evolução? Posso mencionar a evidência em favor dela? Posso prová-la de modo a convencer a mim mesmo? Ou creio nela apenas porque outros me disseram que eu devia? É ela realmente verdadeira, “corroborada além de dúvida razoável”?
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Se não é um fato, o que é?Despertai! — 1982 | 22 de março
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Se não é um fato, o que é?
UMA “FÉ” RELIGIOSA? UMA FILOSOFIA?
A EVOLUÇÃO “ESTÁ SENDO QUESTIONADA TAMBÉM POR RENOMADOS CIENTISTAS”
‘OS DESCRENTES são mal-informados, desarrazoados, irresponsáveis, incompetentes, ignorantes, dogmáticos, escravizados por velhas ilusões e preconceitos.’ Deste modo cientistas proeminentes descrevem aqueles que não aceitam a evolução como fato. Contudo, o raciocínio científico, frio, lógico, apoiado em evidência observável e experiencial, não necessita recorrer a tal invectiva pessoal.
A atitude dos evolucionistas é mais característica do dogmatismo religioso. Quando os principais sacerdotes e os fariseus viram que as multidões aceitavam a Jesus, enviaram agentes para prendê-lo, com o seguinte resultado: “Os guardas voltaram aonde estavam os chefes dos sacerdotes e os fariseus, e estes perguntaram: ‘Por que é que vocês não o trouxeram?’ ‘Ninguém nunca falou como aquele homem!’ — responderam eles. Então os fariseus disseram aos guardas: ‘Será que vocês também foram enganados? Acaso alguma autoridade ou algum fariseu creu nele? Esta gente que não conhece a Lei está debaixo da maldição de Deus.’” — João 7:32, 45-49, A Bíblia na Linguagem de Hoje.
Eles estavam enganados, pois a evidência prova que muitos governantes estavam sendo afetados pelo ensino de Jesus. Mesmo sacerdotes individuais se tornaram seus seguidores. (João 12:42; Atos 6:7; 15:5) Incapazes de refutar a Jesus, os fariseus como classe recorreram à tirania da autoridade. Atualmente os evolucionistas adotam as mesmas táticas: ‘Gente estúpida, o que é que eles sabem? Todos os renomados cientistas aceitam a evolução!’ Não é assim. Conforme disse a revista Discover: “Agora esta consagrada teoria está não apenas sob ataque dos fundamentalistas cristãos mas está sendo questionada também por renomados cientistas.” — Outubro de 1980.
Escrevendo em Science, R. E. Gibson disse que Galileu sentia “um ardente antagonismo contra qualquer espécie de dogma baseado na autoridade humana”. Foi sua integridade intelectual que o levou a problemas com a Inquisição. Tal integridade, porém, afirma Gibson, “não está em moda no momento; a atual tendência é a comunidade científica, que agora tornou-se poderosa, comportar-se em boa parte como a igreja se comportou nos dias de Galileu”. Está a ciência moderna usando melhor o poder e o prestígio do que o fez a Igreja Católica? Einstein certa vez disse que não estamos tão distantes da época de Galileu como gostaríamos de pensar — Science, 18 de setembro de 1964, pp. 1271-1276.
Robert Jastrow refere-se à “fé religiosa do cientista” e à irritação deste quando a evidência não coincide com as suas crenças J. N. W. Sullivan chama a crença na geração espontânea de “um artigo de fé” e T. H. Huxley disse que era “um ato de fé filosófica”. Sullivan disse que crer que a evolução deu origem a toda vida na terra era “um extraordinário ato de fé”. O Dr. J. R. Durant menciona que “muitos cientistas sucumbem à tentação de serem dogmáticos, agarrando novas idéias com zelo quase missionário . . . No caso da teoria da evolução, parece que o espírito missionário prevaleceu”. O físico H. S. Lipson diz que depois de Darwin “a evolução em certo sentido tornou-se uma religião científica; quase todos os cientistas a aceitaram e muitos estão dispostos a ‘moldar’ suas observações para que se ajustem a ela”.
Provando o acima, a revista U.S. News & World Report (2 de março de 1981) falou a respeito de escândalos em laboratórios científicos. Um pesquisador na Universidade de Yale disse: “É o Watergate da ciência.” O artigo terminou: “‘É chocante’, reconhece o Dr. Arnold Relman, editor da New England Journal of Medicine [Revista de Medicina da Nova Inglaterra]. ‘Ele ataca mais um outro ídolo. Todos revelam-se ser vulneráveis — mesmo alguns cientistas de pesquisa’.” Simpson, em The Meaning of Evolution [O Sentido da Evolução], disse que os evolucionistas “podem usar os mesmos dados para ‘provar’ teorias diametralmente opostas” e cada um “insere nos dados a sua teoria particular”. (Pp. 137-9) Sullivan disse que os cientistas não “falam invariavelmente a verdade, ou tentam fazê-lo, mesmo a respeito de sua ciência. Sabe-se que mentem, mas não mentiram a fim de servir a ciência, mas sim, usualmente, a preconceitos religiosos ou anti-religiosos”. — Limitations of Science, pp. 173-5.
A busca inicial da verdade é amiúde esquecida quando cada um rebusca idéias para sustentar sua própria convicção emocional, quer seja um dogma científico quer um credo religioso. A evolução não é a excelência da ciência que envia homens à lua ou que divide o código genético. É mais parecida com religião — autoridades tipo sacerdotais que falam ex cathedra, disputas sectárias, mistérios inexplicáveis, fé em elos e mutações faltantes, um laicato que adere cegamente, evidência deturpada para adequar-se ao credo deles, e taxando de estúpidos os descrentes. E seu deus? O mesmo a quem os antigos ofereciam sacrifícios, preparando “uma mesa para o deus da Boa Sorte”. — Isa. 65:11.
No famoso conto de Hans Christian Andersen, a respeito das novas roupas do imperador, foi uma criancinha que disse ao imperador que ele estava nu. A evolução agora exibe-se qual fato bem-trajado. Necessitamos de honestidade como a de uma criança para dizer a ela que está nua. E necessitamos de cientistas corajosos tais como o professor Lipson, que disse: “Devemos ir além disso e admitir que a única explicação aceitável é a criação. Sei que para os físicos isto é um anátema, como sem dúvida é para mim, mas não devemos rejeitar uma teoria que não gostamos se a evidência experiencial a apóia.”
Que evidência existe para se crer na criação? Veja o artigo seguinte.
[Quadro na página 21]
A “TIRANIA DA AUTORIDADE” USADA PELOS EVOLUCIONISTAS
“Quando ele [Darwin] concluiu, o fato da evolução poderia ser negado apenas por se abandonar a razão.” — Life Nature Library, “Evolution”, p. 10.
“Crer ou não na evolução não é questão de gosto pessoal. A evidência a favor da evolução é irresistível.” — “Evolution, Genetics, and Man”, p. 319, Dobzhansky.
“Sua verdade essencial é agora aceita universalmente por cientistas competentes para julgar.” — “Nature and Man’s Fate”, p. v, Hardin.
“O estabelecimento da árvore genealógica da vida por meio do processo evolucionário é agora reconhecido universalmente por todos os cientistas responsáveis.” — “A Guide to Earth History”, p. 82, Carrington.
“Nenhuma mente bem informada hoje nega que o homem descende, através de um lento processo, do mundo dos peixes e das rãs.” — Revista “Life”, 26 de agosto de 1966, Ardrey.
“Tornou-se quase evidente em si mesma e não exige prova adicional a quem quer que seja razoavelmente isento de velhas ilusões e preconceitos.” — “The Meaning of Evolution”, p. 338, Simpson.
“Não existe hipótese rival a não ser aquela desgastada e completamente refutada da criação especial, agora conservada apenas pelos ignorantes, dogmáticos e preconceituosos.” — “Outlines of General Zoology” p. 407, Newman.
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O que se ajusta aos fatos?Despertai! — 1982 | 22 de março
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O que se ajusta aos fatos?
LEIA E JULGUE POR SI MESMO
À MEDIDA QUE AVANÇA O CONHECIMENTO, A EVOLUÇÃO BATE EM RETIRADA
OS ANTIGOS egípcios observaram besouros escaravelhos saindo de repente do solo e concluíram que apareceram por si sós. Mas, os besouros fêmeas haviam depositado larvas em bolinhas de esterco e as enterrado; mais tarde apareceram os filhotes. Geração espontânea? No quinto século A.E.C. os filósofos gregos Anaxágoras e Empédocles ensinaram isto e um século depois Aristóteles pensava que os vermes e os caracóis eram produtos da putrefação. Já no século 17 E.C. os cientistas Francis Bacon e William Harvey ensinavam a geração espontânea.
Um conhecimento mais apurado mudou tudo isso. Naquele mesmo século 17, Redi mostrou que os gusanos surgem na carne apenas depois que as moscas depositam larvas nela. Foram descobertas as bactérias e estas foram aclamadas como exemplos de geração espontânea da vida, mas, um século mais tarde Spallanzani acabou com a festa. No século seguinte Pasteur estabeleceu que “vida provém apenas de vida”. Isto agora é axiomático. Mesmo Darwin aceitou isto, dizendo na sentença final de A Origem das Espécies [ed. inglês] que a vida se originou por “ter sido originalmente insuflada pelo Criador em algumas formas, ou em uma”. — Página 450, edição Mentor
A criação ajusta-se ao fato de que “vida provém apenas de vida”. A respeito de Jeová Deus, está escrito: “Contigo está a fonte da vida.” — Sal. 36:9.
E daí, a documentação dos fósseis é a favor da criação. Simpson escreve em The Meaning of Evolution [O Sentido da Evolução]: “As primitivas rochas cambrianas, depositadas há cerca de 500.000.000 de anos, estão repletas de fósseis. Num lugar ou outro na terra existem também ricos depósitos de fósseis de quase todas as eras a partir da primitiva Cambriana. Mas em rochas anteriores à Cambriana, que corresponde ao grande período de 1.500.000.000 de anos, os fósseis geralmente são raros e usualmente duvidosos e controversiais.” Esta repentina invasão na documentação dos fósseis, de fósseis de todos os maiores grupos ou filos, exceto dos vertebrados, Simpson chamou de “este grande mistério da história da vida”. — Páginas 16-19
O professor Romer, de Harvard, citou o comentário de Darwin a respeito desse mistério: “Não posso dar uma resposta satisfatória” — e Romer acrescentou: “Tampouco podemos nós hoje.” Significativamente, ele em seguida disse: “Pode-se razoavelmente dizer que o quadro geral é coerente com a idéia duma criação especial no início do período cambriano.” Contudo, agora que a documentação dos fósseis é superabundante, a partir do período cambriano, mostra ela os primeiros desenvolvimentos da vida vertebrada ou provida de espinha? Não. O professor de zoologia Goldschmidt disse em The Material Basis of Evolution [A Base Material da Evolução]: “Os fatos deixam de fornecer qualquer informação a respeito da origem das espécies atuais, sem se mencionar as categorias superiores.” (Página 165) Entre os peritos em fósseis atualmente este é um fato em geral aceito.
É interessante que os evolucionistas estão cônscios de que a documentação dos fósseis é mais compatível com a criação do que com a evolução, mesmo quando rejeitam veementemente a criação. Anos atrás vários reconheceram o seguinte: “Quanto mais se estuda a paleontologia, tanto mais convicta a pessoa se torna de que a evolução é baseada apenas em fé; exatamente o mesmo tipo de fé que é necessário ter quando se depara com os grandes mistérios da religião. . . . A única alternativa é a doutrina da criação especial, que pode estar certa, mas é irracional.” (L. T. More) “A própria evolução é aceita pelos zoólogos não porque ela . . . possa ser provada por evidência lógica coerente, mas porque a única alternativa, a criação especial, é claramente inacreditável.” (D. Watson) “A evolução não está provada e é improvável. Cremos nela unicamente porque a única alternativa é a criação especial, e esta é inconcebível.” — Sir Arthur Keith.
Atualmente alguns ainda consideram a criação como se ajustando aos fatos. J. H. Corner, botânico e evolucionista da Universidade de Cambridge, declarou: “Ainda acho que, para os imparciais, a documentação dos fósseis das plantas é a favor da criação especial.” (Contemporary Botanical Thought, 1961, p. 97) No Physics Bulletin [Boletim de Ciência Natural] de maio de 1980, o professor Lipson disse, relutantemente: “Devemos ir além disso e admitir que a única explicação aceitável é a criação.”
A documentação dos fósseis não apóia a teoria da evolução. A criação ajusta-se aos seus fatos.
Mesmo as mutações não ajudam a evolução. As mutações são mudanças no material genético que produzem novas características hereditárias no organismo. A vasta maioria das pequenas mutações são inofensivas; as grandes são aleijadoras ou mortais. Crê-se que estas últimas contribuem para a degeneração dos organismos e são responsáveis por muitas doenças e deformações. Contudo, os evolucionistas põem fé nelas como mecanismos da evolução. Mas descobriu-se que são inadequadas para produzir novas espécies de famílias. O evolucionista Bengelsdorf disse: “As mutações, envolvendo mudanças básicas nos genes, podem responder por diferenças entre dois homens . . . Mas, por várias razões, não podem responder por toda a evolução — por que existem peixes, répteis, aves e mamíferos.”
Os criacionistas sempre reconheceram a variação entre as espécies de famílias de Gênesis capítulo um — o grau de variação reconhecido pela revista Science de 21 de novembro de 1980: “As espécies certamente têm a capacidade de sofrerem pequenas modificações em suas características físicas ou outras, mas isto é limitado e com uma perspectiva mais longa reflete-se numa oscilação que obedece a um limite.” Verificando isto experimentalmente, os geneticistas provocaram dilúvios de mutações em criaturas de reprodução rápida, contudo, “após 40 anos manipulando a evolução das moscas-do-vinagre, que procriam em questão de dias, muitas mudanças bizarras foram observadas, mas as moscas-do-vinagre sempre continuam sendo moscas-do-vinagre”.
A documentação dos fósseis atesta a reprodução segundo as espécies, durante milhões de anos, segundo os evolucionistas. As mutações, tanto por meio de observação como experiências, revelam constância das espécies. Quando Gênesis 1:12, 21, 24 diz que a vida seria produzida “segundo a sua espécie”, isto se ajusta aos fatos científicos.
Finalmente, a maior lacuna de todas. Existe um tremendo abismo entre o homem e o animal que os evolucionistas consideram ser o mais chegado a ele. “Mesmo esta história relativamente recente”, diz Dobzhansky, “está impregnada de incertezas; as autoridades amiúde discordam entre si tanto a respeito de essenciais como a respeito de detalhes”. (Mankind Evolving, p. 168) Os antropólogos fazem afirmações carregadas de emoção em torno de seus achados de fragmentos de ossos e dentes, daí os descartam quais elos ausentes ao encontrarem outros restos similares aos quais entronizam como o elo ausente entre o macaco e o homem — e altercam com outros evolucionistas que por sua vez promovem seus próprios achados como o verdadeiro elo.
Os dons da fala, da lógica, do pensamento criativo, da música e da arte, dados ao homem, sua consciência do tempo passado, presente e futuro, sua necessidade de realização, significado e propósito na vida, seu potencial para as qualidades da justiça, bondade, compaixão e amor — tais coisas colocam o homem numa posição muito acima da de qualquer animal. Isto não é explicável à base da evolução, mas é atribuível à criação do homem ‘à imagem e à semelhança de Deus’. (Gên. 1:26, 27) Novamente, é a criação que se ajusta aos fatos.
Incidentalmente, muitos religiosos modernistas adotam a evolução por alegarem que Deus criou o homem, mas, para tal usou a evolução. O registro de Gênesis não dá margem a isso. Nosso Criador não fez o homem evoluir de certo animal, mas “Jeová Deus passou a formar o homem do pó do solo”. — Gên. 2:7.
A origem da vida proclama: Criação! Os fósseis proclamam: Criação! As mutações proclamam: Criação! A lacuna entre o homem e o animal mais chegado brada: Criação! É a criação, não a evolução, que se ajusta aos fatos científicos!
[Destaque na página 24]
“Para os imparciais, a documentação dos fósseis das plantas é a favor da criação especial.”
[Quadro na página 23]
A DURAÇÃO DOS DIAS CRIATIVOS
Escudando sua teoria em místicos bilhões de anos, os evolucionistas amiúde têm escarnecido dos seis “dias” criativos da Bíblia. Mas, é interessante que a própria Bíblia mostra que esses dias não eram períodos de 24 horas. A palavra hebraica “yohm”, traduzida “dia” em Gênesis capítulos 1 e 2, pode ter vários sentidos, como segue:
1. O período de luz, luz do dia. — Pro. 4:18.
2. O período de 24 horas, dia e noite. — Gên. 7:17.
3. Um período de tempo caracterizado por certos acontecimentos, conforme definido no “Old Testament Word Studies” [Estudos das Palavras do Velho Testamento]: “Um dia; é freqüentemente usado para tempo em geral, ou para um tempo longo; um inteiro período sob consideração . . . dia também é empregado para uma época ou tempo específico quando ocorre um evento extraordinário qualquer.” — Página 109.
Exemplos do número 3, tirados da Bíblia:
“Dia” pode incluir o verão e o inverno, o passar das estações. — Zac. 14:8.
Um certo “dia” revelado mais tarde como sendo muitos dias. — Eze. 38:14, 16; compare com Provérbios 25:13 e Gênesis 30:14.
Mil anos comparados a um dia, e também a uma vigília noturna de quatro horas: “Mil anos aos teus olhos são apenas como o ontem . . . e como uma vigília durante a noite.” — Sal. 90:4; veja também 2 Pedro 3:8, 10.
O “dia de salvação” cobre milhares de anos. — Isa. 49:8.
‘O Dia do Juízo’ abrange muitos anos. — Mat. 10:15; 11:22-24.
Chamado de ‘seus dias’ o período de vida dum homem: “dias de Noé”, “dias de Ló”. Mesmo hoje podemos dizer: “nos dias de meu pai.” Podemos até dividir esses dias, dizendo: “na aurora ou alvorada de sua vida”, ou: “no crepúsculo ou apagar de sua vida”. — Luc. 17:26, 28.
Os dias da criação:
Como sabemos que os dias criativos de Gênesis não são dias de 24 horas? Porque todos os seis daqueles dias são chamados de um dia, em Gênesis 2:4: “Esta é uma história dos céus e da terra no tempo [seis dias] em que foram criados, no dia [um dia] em que Jeová Deus fez a terra e o céu.” Também, o sétimo dia da semana criativa foi o dia de descanso de Jeová, ou o sábado, no que diz respeito à criação terrestre, o qual ainda continua, conforme indica a Bíblia. — Heb. 4:3-11.
Os seis dias de criação assinalaram períodos em que certas obras foram realizadas. A palavra hebraica “yohm”, traduzida “dia”, permite referir-se a esses longos períodos de tempo. — Veja “Ajuda ao Entendimento da Bíblia” [em inglês], página 1427, distribuído pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.
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Quando toca em Ciência, a Bíblia é científicaDespertai! — 1982 | 22 de março
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Quando toca em Ciência, a Bíblia é científica
“No princípio Deus criou os céus e a terra.” — Gên. 1:1. O livro “God and the Astronomers” [Deus e os Astrônomos], página 14, diz: “Vemos agora como a evidência astronômica conduz a um conceito bíblico sobre a origem do mundo.”
“Ele . . . suspende a terra sobre o nada.” — Jó 26:7. Os egípcios diziam que era sustentada por pilares; os gregos diziam que era por Atlas; outros diziam que era sustentada por um elefante em pé numa tartaruga que nadava num oceano cósmico. Mas o livro de Jó, do século 15 A.E.C., estava cientificamente correto.
No oitavo século A.E.C. Isaías escreveu que Jeová “mora acima do círculo da terra”. O hebraico “hhug”, traduzido “círculo”, pode também significar “esfera”, conforme mostra a “Concordância” de Davidson e os “Estudos das Palavras do Velho Testamento”, de Wilson [ambos em inglês]. Assim, a tradução de Isaías 40:22 do Pontifício Instituto Bíblico reza: “Aquele que está sentado sobre o globo da terra.”
A Bíblia declara: “Estrela difere de estrela em glória.” A ciência sabe agora que existem estrelas azuis, amarelas, estrelas anãs brancas e muitas outras diferenças. — 1 Cor. 15:41.
Séculos antes de os naturalistas estarem a par da migração, Jeremias escreveu (sétimo século A.E.C.): “Até a cegonha conhece no céu a sua estação; a rola, a andorinha e o grou conhecem o tempo da sua migração.” — Jer. 8:7, “PIB”.
Mil anos antes de Cristo, Salomão escreveu a respeito da circulação do sangue, em linguagem figurada. (Ecl. 12:6) A ciência médica não conhecia o assunto até o século 15 depois de Cristo, quando foram feitos os estudos do Dr. Harvey.
A lei mosaica (século 16 A.E.C.) refletia conhecimento da existência de germes nocivos milhares de anos antes de Pasteur. A lei continha preceitos para proteção contra o contágio. — Lev. caps. 13, 14.
Em 1907 a ciência médica descobriu que os roedores causam epidemia. Durante uma epidemia, 1 Samuel 6:5 referiu-se a “ratos que devastam o país”. (“PIB”) Isto foi no século 11 A.E.C.
O relato da criação em Gênesis é biologia exata — confirmada pela documentação dos fósseis e pela genética moderna — quando diz que cada espécie de família se reproduziria “segundo a sua espécie”. — Gên. 1:12, 21, 25.
“Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; . . . tem recolhido seus alimentos na própria colheita.” (Pro. 6:6-8) Os críticos escarneciam dizendo que nenhuma formiga faz isso, mas em 1871 um naturalista britânico descobriu formigas que mantinham celeiros. São chamadas de formigas-ceifeiras. A Bíblia já sabia a respeito delas centenas de anos antes de Cristo.
O esquema genético no óvulo humano fecundado contém programas para todas as partes do corpo, antes de haver qualquer indício da presença delas. Compare com o Salmo 139:16: “Teus olhos [de Jeová] viram até mesmo meu embrião, e todas as suas partes estavam assentadas por escrito no teu livro, referente aos dias em que foram formadas, e ainda não havia nem sequer uma entre elas.”
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A opção: futuro nenhum ou futuro brilhanteDespertai! — 1982 | 22 de março
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A opção: futuro nenhum ou futuro brilhante
ANTES DE SE DECIDIR, INFORME-SE!
A VERDADE QUE MUITOS NÃO QUEREM ENCARAR: TER ESPERANÇA EM DEUS OU DESISTIR DE QUALQUER ESPERANÇA
OS CIENTISTAS predizem que o universo em expansão vai ficar sem energia, vai escurecer e acabar com toda a vida. Ou que vai entrar em colapso por si mesmo e acabar com toda a vida. O cientista Peacocke diz: “Deste modo a ciência falha em responder ‘a derradeira pergunta sobre a esperança’.” “Suscita perguntas a respeito do derradeiro significado da vida humana num universo que eventualmente com certeza a obliterará.”
Se atribuirmos à evolução a nossa presença aqui, se eliminarmos a Deus e a Bíblia e as restrições morais, eliminamos também qualquer objetivo e significado que a nossa vida possa ter tido. Tornamo-nos irmãos de formigas e de elefantes, de vermes e de ervas rasteiras, de baratas e de gatos. De que importância são as formigas? Ou as ervas rasteiras? Ou os homens?
Os evolucionistas, tendo nos despojado de significado, sentem a pressão de fazer com que tenhamos significado. Muitos concluem seus livros com sermões fracos a respeito da glória que temos em ser um degrau na escada evolucionária que daqui a milhões de anos alçará nossos descendentes a um soberbo pináculo de grandeza.
O Filosofar Vazio dos Evolucionistas
O professor Millikan teatraliza ao falar do “tremendo apelo emocional” que o homem pode derivar de participar na escalada evolucionária em direção a futuras alturas. O geneticista Herman Muller treme diante do armagedom biológico com que as mutações nos ameaçam, mas ainda pensa que elas nos evoluirão a “não-sonhadas alturas”. O valor de uma idéia se vê com o tempo, mas parece que ele não quer comprovar a teoria que advoga, desejando mutações para si mesmo. Dobzhansky diz que os empenhos do homem para evoluir conferem esperança, dignidade e significado à vida e conclui: “Assim, repito, a evolução confere esperança.”
Tal conversa vazia não conforta a ninguém. Sullivan, em “Limitations of Science” [Limitações da Ciência] diz corretamente: “Nossos impulsos religiosos não podem ser satisfeitos com nada que seja menos do que a crença de que a vida tem um significado transcendental.” (Pp. 149, 150) Se nosso destino final é o esquecimento eterno, neste caso nada realmente importa. E se este é também o destino final para a nossa hipotética grande descendência daqui a milhões de anos, a sua existência é sem significação. Por seu filosofar vazio os evolucionistas andam tateando em busca da ainda inerente necessidade de Deus. Forjam novos sustentáculos para substituir os sustentáculos religiosos que descartaram. Recusam-se a encarar esta verdade: ter esperança em Deus ou então desistir de qualquer esperança.
A Esperança Bíblica
Em contraste, qual a esperança dada por Deus? Ele fez a terra para durar eternamente para ser um paraíso eterno, para ser habitada eternamente por criaturas humanas obedientes. (Ecl. 1:4; Isa. 45:18) As pessoas não fabricam bons relógios, belos edifícios, encantadores jardins, simplesmente para depois destruí-los. Tampouco será derrotado o propósito de Jeová Deus em criar a terra e toda a vida existente nela. Ele diz: “Eu . . . planejei-o e o hei de realizar.” — Isa. 46:11, “Pontifício Instituto Bíblico”.
Sua preocupação para com a terra é demonstrada pelo seu decreto a respeito de homens que agora a poluem, que é “arruinar os que arruínam a terra”. (Rev. 11:18) O reino de Deus sob Cristo Jesus tornará realidade as condições descritas em Revelação 21:3, 4: “Eis que a tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles . . . E enxugará dos seus olhos toda a lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.”
A “esperança” evolucionária é desesperançada. É esquecimento eterno. A esperança bíblica é de um futuro brilhante de vida eterna numa terra paradísica. Cada um faz a sua própria escolha. Antes de fazer a sua, informe-se cabalmente.
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A questão atual: deve ser concedido à criação um tempo igual ao concedido àDespertai! — 1982 | 22 de março
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A questão atual: deve ser concedido à criação um tempo igual ao concedido à evolução, nas aulas de ciência?
UM PONTO DE VISTA BÍBLICO
MESMO AS DENOMINAÇÕES RELIGIOSAS ESTÃO EM DESACORDO
OS CRISTÃOS fundamentalistas nos Estados Unidos fazem campanha para que “o criacionismo científico” seja ensinado além da evolução nas aulas de ciência nas escolas públicas. Certo informe diz que chega a 40 o número de legislaturas estaduais que estudaram projetos que exigiam isso. O Estado de Arkansas promulgou essa lei. O assunto tem sido debatido nos tribunais. Foram introduzidas mudanças nos compêndios. O assunto também está em debate no Canadá.
Muitos pais cristãos acham que seus filhos estão sob ataque. O alvo, a fé de seus filhos. O local de ataque, a sala de aula. Os atacantes, os evolucionistas. A munição, asserções — não ciência. A técnica, intimidação e lavagem cerebral. O resultado, a perda de valores.
Os evolucionistas discordam dessas declarações, especialmente da última. O historiador H. G. Wells não discordou. Em seu “Outline of History” [O Perfil da História], páginas 956, 957, ele referiu-se ao livro de Darwin “A Origem das Espécies” e disse: “Seguiu-se verdadeira desmoralização . . . Houve verdadeira perda de fé após 1859. O verdadeiro ouro da religião em muitos casos foi lançado fora junto com a bolsa puída que o continha por tanto tempo, e não foi recuperado.”
Descontrolado Colapso na Moral
Atualmente o colapso moral é muito pior, e piora a cada dia. O sexo pré-marital, a gravidez pré-marital, o controle da natalidade por meio de aborto, o homossexualismo — vale tudo. ‘Faça o que quiser, qualquer coisa que lhe parece certo’, é a atitude prevalecente. Contudo, “há caminhos que parecem retos, mas afinal são caminhos para a morte”. — Pro. 16:25, “A Bíblia de Jerusalém”.
As respostas dadas pelos grupos religiosos à questão sobre ensinar a criação nas salas de aula não são uniformes. Alguns dizem que deveria ser ensinada, outros dizem que não, e amiúde até há desacordo entre o mesmo grupo religioso. Os que se opõem dizem que viola o princípio da separação entre a Igreja e o Estado, os que são favoráveis protestam dizendo que seus impostos agora estão sendo usados para ensinar a evolução atéia. O assunto tornou-se político.
Como encaram tudo isso as Testemunhas de Jeová? Não se empenham na política mundana mas contam com o reino de Jeová sob Cristo como a solução para o vasto rol de problemas que agora confrontam a humanidade. (João 18:36) Pregam ativamente o reino de Deus qual única esperança — cuja pregação inclui o relato da criação em Gênesis.
Representantes das Testemunhas de Jeová muitas vezes são convidados para falar a respeito de sua organização, nas salas de aula. Essas palestras incluem matéria sobre a criação. Alguns professores até mesmo tem usado o seu livro intitulado “Veio o Homem a Existir por Evolução ou por Criação?”, para consideração nas salas de aula.
Os Pais Ensinam a Seus Filhos
Os filhos das Testemunhas de Jeová amiúde discutem sobre a criação quando o professor fala a respeito da evolução. São capazes disso porque o assunto lhes foi ensinado em casa. Esses pais ensinam a seus filhos a respeito das origens, em vez de deixar tal instrução a cargo de instrutores seculares ou de professores de escola dominical.
Assim, as Testemunhas de Jeová cumprem a responsabilidade bíblica imposta aos pais: “Pais, não estejais irritando os vossos filhos, mas prossegui em criá-los na disciplina e na regulação mental de Jeová.” Também, “tens de inculcá-las a teu filho, e tens de falar delas sentado na tua casa e andando pela estrada e ao deitar-te e ao levantar-te”. — Efé. 6:4, Deut. 6:6, 7
As Testemunhas de Jeová e seus filhos não depositam nenhuma crença nas filosofias evolucionárias, mas reconhecem Jeová qual ‘Criador do céu e da terra e Aquele que dá vida a todas as pessoas’. — Isa. 42:5.
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