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  • É a Bíblia apenas produto de sabedoria humana?
    A Sentinela — 1975 | 1.° de setembro
    • É a Bíblia apenas produto de sabedoria humana?

      PARA MUITOS, a Bíblia é apenas um livro escrito por homens sábios da antigüidade. Contudo, isso não é o que a própria Bíblia diz. Ela afirma ser livro inspirado por Deus. (2 Sam. 23:2; 2 Tim. 3:16; 2 Ped. 1:20, 21) Se esta afirmação for verdadeira, deveremos poder achar nas suas páginas evidência convincente de que não pode ser apenas produto de homens sábios de antanho.

      Encontramos tal evidência? É o fundo de conhecimento contido na Bíblia superior ao que se encontra em outras fontes antigas sobre os mesmos assuntos? Está livre dos conceitos errôneos que prevaleciam no tempo em que se escreveram as suas diversas partes? Como suporta a Bíblia o exame à luz do conhecimento atual?

      CONHECIMENTO SOBRE A TERRA

      Hoje sabemos como fato que a terra não repousa sobre nenhum apoio físico. Mas não foi isso o que as pessoas em geral acreditavam no tempo em que se escreveram as partes mais antigas da Bíblia. Um conceito comum daquele tempo era que quatro elefantes em pé sobre uma grande tartaruga marítima sustentavam a terra, a qual era descrita como prato circular.

      Foi a Bíblia influenciada por tais idéias? Não. Lemos em Jó 26:7: “[Deus] estende o norte sobre o vazio, suspende a terra sobre o nada.” Esta declaração exata tem impressionado os eruditos bíblicos por muito tempo. Um deles, F. C. Cook, escreveu no século dezenove: “Apresenta um protesto singularmente forte contra as superstições prevalecentes entre todos os pagãos . . . Jó não sabe nada sobre alicerces sólidos que sustentassem a vasta expansão da terra. Como Jó sabia da verdade, demonstrada pela astronomia, que a terra está suspensa no espaço vazio, é uma questão que não é facilmente solucionada pelos que negam a inspiração das Escrituras Sagradas.”

      Esta informação, na Bíblia, sobre a terra é apenas incidental na mensagem geral. O objetivo principal da Bíblia é fornecer orientação segura para se viver em harmonia com a vontade de Deus. Portanto, é lógico que aquilo que diz deve ser muito superior ao que homens imperfeitos, que não a seguem, têm recomendado e continuam a recomendar como orientação.

      MEDICAMENTE CORRETA

      Tome, por exemplo, a Lei dada mediante Moisés à nação de Israel há uns três milênios e meio atrás. Um dos seus objetivos era proteger a saúde e o bem estar do povo. A obediência a ela acarretava a promessa de que os israelitas passariam bem do ponto de vista da saúde. (Veja Êxodo 15:26; Levítico 26:14-16.) Estava esta promessa sem base? Ou se deu que as medidas da lei mosaica contribuíram definitivamente para ela?

      Até mesmo depois de se dar a Lei aos israelitas, as grandes civilizações não estavam muito adiantadas quanto aos conceitos médicos. O médico e erudito francês Georges Roux escreve: “O diagnóstico e prognóstico dos médicos mesopotâmicos eram uma mistura de superstição e observação exata.” A respeito dos médicos do Egito e seus remédios, lemos: “Dos antigos papiros médicos preservados, dos quais o maior é o Papiro Ebers, sabemos que o conhecimento médico desses médicos era puramente empírico, na maior parte mágico e inteiramente não-científico. Apesar de suas amplas oportunidades, não sabiam quase nada sobre a anatomia humana.” — The International Standard Bible Encyclopaedia, Vol. IV, p. 2393.

      A maioria das receitas no Papiro Ebers não só eram sem valor algum, mas muitas delas eram bastante perigosas. Isto se dava especialmente com remédios que envolviam o uso de excremento humano ou animal. Para tratar lesões remanescentes depois de cair a escara, devia-se aplicar como cataplasma excremento humano dum escriba, bem misturado com leite fresco. Um remédio para extrair lascas era: “Sangue de minhoca, cozinhe e esmague em Azeite; Toupeira, mate, cozinhe e coe em Azeite; esterco de Jumento, misture com Leite Fresco. Passe na ferida.” Tal uso de esterco, em vez de dar alívio, podia resultar numa variedade de infecções sérias, inclusive tétano ou trismo.

      Os regulamentos da lei mosaica não foram influenciados pelos conceitos errôneos encontrados no Papiro Ebers. Por exemplo, segundo aquela Lei, o excremento humano foi designado como algo impuro, a ser enterrado fora da vista. O regulamento que governava o acampamento militar declarava especificamente: “Terás fora do acampamento um lugar, onde vás satisfazer as necessidades da natureza, levando no cinto um pauzinho; e, tendo satisfeito a tua necessidade, cavarás, ao redor e cobrirás os excrementos com terra. (Deu. 23:12, 13, Matos Soares) O contraste entre a lei mosaica e o costume egípcio é realmente espantoso quando consideramos que Moisés, por quem Deus deu aos israelitas a lei, fora “instruído em toda a sabedoria dos egípcios”. — Atos 7:22.

      Se a sabedoria superior atrás de certas provisões da lei mosaica tivesse sido reconhecida em séculos mais recentes, poderiam ter sido impedidas muitas mortes. Há apenas um século atrás, só porque a classe médica na Europa não possuía nenhuma norma sanitária válida, a proporção das mortalidades era espantosa. Em muitas maternidades, cerca de uma em quatro mulheres faleciam de febre puerperal. Por quê? Os estudantes de medicina, depois de lidarem com cadáveres na sala de dissecação, iam diretamente para a maternidade e faziam exames sem mesmo lavarem as mãos. A infecção era transmitida dos mortos para os vivos. Um dos que notaram isso, o Doutor Semmelweis, na clínica obstétrica em Viena, na Áustria, mandou que os estudantes que faziam exames lavassem as mãos numa solução de cal clorada. As mortes na maternidade diminuíram drasticamente. Em vez de falecer cerca de uma em quatro, a proporção ficou sendo de um falecimento para cada oitenta mulheres.

      Mais tarde, Semmelweis trabalhou no seu país natal, a Hungria, e seus métodos obtiveram aceitação governamental. A classe médica da Europa, como um todo, porém, opôs-se à lavagem das mãos. O redator do jornal de medicina de Viena foi ao ponto de dizer que havia chegado o tempo de ‘parar com esta tolice de lavar as mãos com cloro’. Em 1861, Semmelweis publicou um registro de seus achados e métodos, enviando-o depois a destacados obstetras e sociedades médicas. O mundo da medicina respondeu desfavoravelmente. Numa conferência de médicos cientistas naturais alemães, a maioria dos oradores rejeitou a opinião médica, válida, de Semmelweis.

      Os médicos e cientistas da Europa do século dezenove consideravam-se como homens eruditos. Mas, sem que o soubessem, rejeitavam a sabedoria superior revelada milhares de anos antes nas provisões sanitárias da lei mosaica. Esta lei decretava que todo aquele que tocasse num cadáver tornava-se impuro e tinha de passar por um processo de purificação que incluía banhar-se e lavar as vestes. O período de impureza era estipulado em sete dias, durante os quais a pessoa impura devia evitar contato físico com outros. Todo aquele em que tocasse tornar-se-ia impuro até a noitinha daquele dia específico. Estas medidas serviram para proteger contra a transmissão de infecções mortíferas dos mortos para os vivos e de uma pessoa para outra. — Núm. 19:11-22.

      Pense nas muitas vidas que poderiam ter sido salvas se a profissão médica do século passado tivesse considerado a lei mosaica como procedente de Deus! Isto certamente teria resultado em terem muito maior cuidado ao lidarem com os vivos e os mortos.

      Em certos campos, a sabedoria atrás do que a Bíblia diz foi reconhecida apenas recentemente. Um caso pertinente é a injunção a respeito da circuncisão, dada a Abraão e mais tarde renovada na lei mosaica. Ela ordenava que a circuncisão só fosse realizada no oitavo dia após o nascimento do menino. (Gên. 17:12; Lev. 12:2, 3) Mas, por que o oitavo dia?

      Sabe-se agora que havia motivos físicos válidos que tornam o oitavo dia ideal. Só depois do quinto até o sétimo dia após o nascimento existe no organismo do bebê uma quantidade normal do elemento coagulador de sangue conhecido como “vitamina K”. Outro elemento coagulador, a protrombina, parece estar mais em evidência no oitavo dia do que em qualquer outro tempo durante a vida da criança. Baseado nesta evidência, o professor de medicina S. I. McMillen concluiu: “O dia perfeito para se fazer a circuncisão é o oitavo dia.” — None of These Diseases, p. 22, 23.

      Foi apenas por acaso que se escolheu o dia perfeito? É digno de nota que, embora outros povos tenham praticado por muito tempo a circuncisão, sabe-se definitivamente apenas dos influenciados pela Bíblia que eles circuncidam seus meninos no oitavo dia. Portanto, não é razoável aceitar a explicação da Bíblia, de que o Criador do homem prescreveu que este fosse o dia? Não é isto que devíamos esperar Daquele que indicou que a obediência à sua lei contribuiria para a preservação da saúde do povo?

      Que a Bíblia contém declarações de sabedoria notável não pode ser negado. Há definitivamente indicações claras de que a Bíblia não pode ser apenas produto da sabedoria humana. Ela contém declarações que revelam sabedoria não compartilhada pelos sábios do mundo no tempo em que foi registrada. Contudo, há um fator ainda mais forte que identifica a Bíblia como livro da parte de Deus. Qual é este fator?

      [Foto na página 517]

      Séculos antes de os homens verem a terra desde o espaço sideral, a Bíblia já declarava que ‘a terra está suspensa sobre o nada’.

      [Foto na página 519]

      Se a classe médica tivesse crido na Bíblia, teria-se poupado a vida de muitas mães.

  • Conhecimento que não pode vir de homens
    A Sentinela — 1975 | 1.° de setembro
    • Conhecimento que não pode vir de homens

      “NEM sabeis qual será a vossa vida amanhã. Porque sois uma bruma que aparece por um pouco de tempo e depois desaparece.” Estas palavras, citadas da Bíblia, expressam uma verdade inegável — que nós humanos não podemos dizer positivamente o que trará o amanhã. — Tia. 4:14.

      Em vista disso, não seria muito mais difícil, sim, impossível aos homens predizer eventos futuros com exatidão inerrante e em termos claros com séculos de antecedência? Não seria a presença de tais previsões ou profecias na Bíblia uma forte consubstanciação de sua afirmação de ser inspirada por Deus? Mas, existem tais profecias na Bíblia? Considere o seguinte:

      A SORTE DE BABILÔNIA E NÍNIVE

      Babilônia, construída em ambas as margens do rio Eufrates, era antigamente a capital impressionante do grande Império Babilônico. Cercada de palmeiras, equipada com um suprimento permanente de água e situada na rota comercial entre o Golfo Pérsico e o Mar Mediterrâneo, a cidade estava num lugar realmente ótimo. Não obstante, já mesmo antes de a condição de Babilônia mudar de mero satélite do Império Assírio para a da capital do Império Babilônico, conquistador do mundo, o profeta hebreu Isaías declarou no oitavo século A. E. C.: “Babilônia, ornato dos reinos, beleza do orgulho dos caldeus, terá de tornar-se como quando Deus derrubou Sodoma e Gomorra. Nunca mais será habitada, nem residirá ela por geração após geração. E o árabe não armará ali a sua tenda e os pastores não deixarão seus rebanhos deitar-se ali.” — Isa. 13:19, 20.

      Ninguém pode hoje negar o cumprimento destas palavras. Babilônia jaz em ruínas já por muitos séculos. Mesmo na primavera, não há ali nada para ovelhas ou cabras pastarem. Babilônia sofreu deveras um fim inglório. O administrador-chefe dos Museus Nacionais Franceses, André Parrot, disse:

      “A impressão que sempre me causou era de completa desolação. . . . [Os turistas] ficam em geral profundamente desapontados e quase que em uníssono exclamam que não há nada para ver. Esperam encontrar palácios; templos e a ‘Torre de Babel’; mostram-se a eles apenas massas de ruínas, a maioria delas de tijolos cozidos — quer dizer, blocos de argila secos ao sol, cinzentos e em desmoronamento e de nenhum

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