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  • Poderá derrotar o câncer?
    Despertai! — 1986 | 8 de outubro
    • possam ser, todas estas reações fortes são perfeitamente normais. . . . Representam respostas à doença e não são parte da doença em si.”

      Ele sugere: “Seu confronto com o câncer exigirá que trave muitas batalhas. Ganhará algumas, mas deve esperar perder também algumas. . . . Para entender o que é exigido, tem de analisar seu inimigo. Isto significa aprender como o câncer ataca seu corpo, porém, mais importante ainda, como ataca a sua pessoa, o seu verdadeiro eu.”

      Encarar o Tratamento do Câncer

      Em certos aspectos, a cruzada contra o câncer está lentamente valendo a pena, e, nas décadas recentes, os resultados têm sido mais encorajadores. Médicos, cientistas e pesquisadores acham que eles já conseguem ver uma luzinha no fim do túnel. Isto introduziu um fator vital na guerra contra o câncer — a esperança. Como afirma o Dr. McKhann: “É provável que o mais importante requisito singular para se conviver com o câncer seja a esperança . . . , um dos valores mais misteriosos e sustentadores da vida.” A recuperação se nutre da esperança, enquanto o câncer prospera com o desespero. Mas, onde é que um paciente com câncer pode obter esperança?

      Existem diversas fontes, mas três notáveis são: (a) os médicos e as enfermeiras que mostrem condolência e otimismo, (b) seus entes queridos, especialmente o cônjuge que pensa de forma positiva, (c) a fé religiosa bem-fundamentada. Nosso artigo final desta série comentará o aspecto da fé e da verdadeira base para se ter esperança no futuro.a

      Em termos médicos, uma base sólida para esperança acha-se nos três principais tratamentos ortodoxos para o câncer — a cirurgia, a quimioterapia e a radiação. O que está envolvido nestes três métodos?

      A cirurgia envolve a remoção cirúrgica do abcesso tumoral e talvez de partes do tecido adjacente.

      A quimioterapia é o tratamento do câncer por medicamentos que podem espalhar-se pelo corpo e atacar as células dum tumor. “Empregam-se mais de cinqüenta substâncias químicas para tratar o câncer, e alguns tipos de tumor podem ser curados.” — The Facts About Cancer.

      A radioterapia emprega a radiação de alta energia dos raios X, do cobalto, do rádio, e de outras fontes, a fim de destruir as células malignas.

      Enfrentar os Efeitos Colaterais

      Não seria justo falarmos do êxito no tratamento do câncer sem mencionarmos também os riscos, ou os efeitos colaterais. Expresso nos termos mais simples, “os medicamentos quimioterápicos são toxinas [venenos]”, e “alguns destes esquemas medicamentosos são tão tóxicos que os pacientes morrem devido a seus efeitos colaterais”. (Target: Cancer) Assim, visto que a quimioterapia é um envenenamento do sistema, trata-se de uma espada de dois gumes. Espera-se que ela mate mais células malignas do que saudáveis. Mas pode levar também a outros efeitos secundários drásticos, tais como náusea, vômitos, e a perda temporária dos cabelos. Muitos pacientes, contudo, acharam que é melhor sofrer efeitos temporários indesejáveis do que perder precocemente a vida.

      A radioterapia é realmente um processo de queima que destrói todas as células que atinge. Entretanto, pode ser focalizada na área exata do tumor. Certa autoridade, porém, afirma que “a radioterapia tem sido fortemente implicada em provocar cânceres posteriores”. Isto representa uma situação de permuta, sobre a qual o paciente terá de decidir.

      Alguns médicos admitem que, às vezes, eles utilizam tais terapias mesmo quando, do seu ponto de vista, não existe qualquer esperança para o paciente. Como admite o cirurgião chileno, Dr. Villar: “Às vezes, o tratamento do câncer é uma forma muito cara — muito cara mesmo — de psicoterapia.” Sylvester, escritor de assuntos científicos, indica: “A perspectiva de Villar é compartilhada por muitos cancerologistas preocupados com a prescrição de tratamentos, até mesmo de elevada toxidez, sem evidência de que estejam sendo de ajuda.” Então, por que são recomendados? “Porque um médico acha, nas palavras de um crítico médico oncologista: ‘Simplesmente não posso deixar a pobre senhora morrer.’” — Target: Cancer.

      Todavia, há muitos que preferem viver sua vida sem um tratamento que apenas prolongaria seu sofrimento. Isto se dá especialmente no caso em que a terapia não possa ser-lhes de ajuda, e possa até mesmo aumentar seu sofrimento.

      Pode-se Derrotar o Câncer da Mama?

      Talvez um dos mais temidos tipos de câncer, no caso das mulheres, e até mesmo de alguns homens, seja o câncer da mama — não só devido à sua taxa de mortalidade, mas também por causa de seus efeitos estéticos e psicológicos. O que se pode fazer para evitar a remoção do seio, conhecida como mastectomia? Um fator essencial é o diagnóstico precoce.

      Embora se aconselhe às mulheres fazer um auto-exame dos seios, para ver se surgiu qualquer caroço, sugere-se que as mulheres com seios grandes se submetam a uma mamografia anual, ou raios X do seio. Por que fazer isto? Porque é difícil notar, pela simples palpação, um caroço localizado no tecido profundo. Como recomendou a Dra. Cory SerVaas: “As probabilidades de ser contada entre as felizardas aumentam muito se fizer sua primeira mamografia ao alcançar os 35 ou 40 anos.” Por que isto se dá? “No caso da maioria dos tipos de câncer da mama, a taxa de sobrevivência de cinco anos é de mais de 85 por cento para os cânceres descobertos enquanto se acham no Estágio I.”

      Nos dias atuais, existem aparelhos de raios X que podem fazer uma mamografia com um baixíssimo nível de radiação. Isto minimiza a possibilidade de se provocar um câncer pelo excesso de radiação.

      Outra ajuda para um diagnóstico bem precoce é a termografia, que é a exploração da temperatura do seio. “Os tumores desenvolvem seus próprios suprimentos de sangue, precisando de amplas quantidades de energia do oxigênio do sangue para crescerem. . . . [Eles] formam áreas focais quentes, dissipando energia em quantidades bem maiores do que as células normais.” (Target: Cancer) Isto permite a detectação precoce da “área focal quente” pelo termograma.

      No passado, a cirurgia para o câncer da mama muitas vezes envolvia a mastectomia radical — a remoção da mama e do tecido adjacente, e dos gânglios linfáticos — que deixava a pessoa desfigurada. É isso ainda considerado essencial? O Dr. Bernard Fisher, perito no campo do câncer da mama, concluiu que não só a mastectomia radical não era geralmente justificada, mas que também a “mastectomia simples, a remoção de todo o tecido da mama, não parecia aumentar a sobrevivência, em comparação com as simples tilectomias [remoção apenas do caroço], com e sem radioterapia”.

      Qualquer Outro Tratamento Eletivo?

      Até este ponto, temos apenas considerado os enfoques médicos ortodoxos para o tratamento do câncer. É apenas correto mencionar que alguns pacientes recorreram a outros métodos, com vários graus de êxito e de fracasso. Exemplos destes são o tratamento com Laetrile (Vitamina B17), o tratamento de Hoxsey, que emprega ervas e certas substâncias químicas, e outro método, estabelecido pelo Dr. William D. Kelley, dentista, baseado na crença de que o câncer “indica a deficiência duma enzima pancreática ativa”. — One Answer to Cancer (Uma Resposta Para o Câncer).

      Em aditamento, conforme declarado em Target: Cancer: “Há amplo número de pessoas, incluindo alguns médicos, que partilham da idéia ‘holística’ da causa, da cura, e da prevenção do câncer e de outras doenças: O câncer é uma doença ‘causada’ pelo todo humano que deixa de funcionar harmoniosamente, e o esforço consciente por parte do humano pode restaurar a saúde. Muitas pessoas de boa reputação crêem nisto, e muitas anteriores vítimas do câncer asseveram terem sido curadas por seguirem prescrições baseadas no enfoque holístico de saúde, em vez do reducionista.”

      Uma destas anteriores vítimas é Alice, uma mulher jovial de seus 50 e poucos anos, da Colúmbia Britânica, Canadá. Todavia, 36 anos atrás, ela se submeteu à sua primeira operação para remover pequeno tumor maligno na mão. Seis anos depois, operou-se devido a um câncer do ovário. Daí, em 1960, foi submetida a uma histerectomia (remoção cirúrgica do útero).

      O câncer voltou em 1965, e, de novo foi-lhe recomendada uma operação. Alice diz: “Eles queriam fazer uma colostomia e uma mastectomia em mim, mas eu não queria. Já tinha preenchido minha quota de cirurgias. Assim, fui fazer o tratamento Hoxsey no México. Segui o método deles durante 11 anos. Para mim, deu certo, embora eu saiba que nem sempre deu certo para outros. Não tive nenhuma recidiva de câncer desde então.”

      Outra pessoa que teve êxito em sua luta contra o câncer é Rose Marie. Ela conta a seguir a sua história.

  • “Câncer — estou conseguindo derrotá-lo”
    Despertai! — 1986 | 8 de outubro
    • “Câncer — estou conseguindo derrotá-lo”

      ROSE MARIE é uma texana muito feliz e extrovertida, de seus 60 e poucos anos. Foi em 1964 que ela descobriu que tinha um tumor, por volta da menopausa. Ela nos conta aqui sua história encorajadora:

      Quando notei, pela primeira vez, que tinha um caroço no seio, fiquei preocupada com o que poderia ser isso. Assim, meu marido me levou a um hospital para fazer um exame geral. Essa foi a parte assustadora — sentar e ficar esperando o veredicto. Quando finalmente me disseram que talvez tivesse câncer na mama, lembro-me de sentir como se alguém me tivesse chutado o estômago. Daí iniciou-se um período de indecisão — como deveríamos agir? Alguns médicos instavam a cirurgia, e outros recomendaram um tratamento alternativo. Que decisão fizemos?

      Meu marido conversou com um médico, nosso amigo, que disse que, ao passo que a maioria dos caroços no seio eram benignos, havia a possibilidade de que pudesse ser maligno. Assim, a opção era de corrermos nossos riscos e adiar a cirurgia, ou deveríamos remover de imediato o caroço incomodativo? Decidimos juntos que eu faria a operação. O caroço foi removido e declarado benigno. Suspirei de alívio.

      Em 1965, descobri outro caroço no mesmo seio. Isto foi um retrocesso, mas não uma derrota. Submeti-me à cirurgia, mais uma vez, e tal caroço também era benigno. Figurativamente, prendi a respiração, enquanto tudo corria bem, por dois anos. Daí, em 1967, surgiu um terceiro caroço neste mesmo seio. Os médicos mandaram fazer cuidadosa biopsia, e o resultado foi que era maligno. A mama teria de ser extirpada. Assim, um mês depois, sofri uma mastectomia “simples”.

      Passaram-se oito anos sem quaisquer outros problemas. Comecei a pensar que tinha derrotado o câncer. Mas, em 1975, achei um caroço em meu outro seio. Em vista de meu histórico, os médicos optaram pela mastectomia desse seio. Para certificar-se de que o câncer não se espalhasse, recomendaram-me também uma série de tratamentos radiológicos. Devo admitir que este esquema me assustou. Por que isso se deu?

      A cada vez, tinha de esperar junto com outras pessoas que também estavam sendo submetidas à radioterapia. Tinham os rostos e corpos marcados com corante vermelho, como os alvos para o canhão radioativo. Tratava-se duma vista perturbadora. Daí, eu tinha de entrar sozinha na sala de radioterapia. Tudo parecia muito sombrio, porque eu sabia que havia ali esta força invisível que destruía meus tecidos, tanto os malignos como os saudáveis, ao mesmo tempo. De qualquer modo, submeti-me a 30 seções de radioterapia no decorrer de cerca de 15 semanas. Desde então, só precisei de duas intervenções cirúrgicas menores para tumores benignos nas costas e na cabeça.

      Força Para Sobreviver

      Sinto-me verdadeiramente grata por ainda estar viva, 22 anos depois de surgir meu primeiro tumor. O que me ajudou a prosseguir durante todas estas provações? Primeiro de tudo, meu marido que me dava apoio. Ele fez arranjos de ir comigo ao hospital cada vez, incluindo todas as seções de radioterapia. Acho que a pessoa realmente necessita ter um bom amigo ou um parente que a apóie quando vai a um hospital. Mas, tal pessoa tem de ser forte, e positiva, e não alguém sentimentalista. Eu choro com facilidade, e não preciso de ninguém que me incentive nesse sentido.

      Também constatei que meus médicos me foram de grande ajuda. Fomos muito felizes de ter o Dr. James Thompson, um dos melhores naquele tempo. Ele tinha uma maneira calorosa de agir, quando estava junto ao leito do paciente, mesmo na sala de cirurgia. Foi também bastante franco quanto ao meu quadro clínico, sem ser brutal nem ríspido.

      Aprendi a não ficar só pensando em minha situação. Sempre enchi a mente e a vida de vários interesses e de atividades. Gosto muito de ler, mas as histórias têm de ter um tema feliz. Não quero pensar em assuntos mórbidos. E não suporto histórias sobre hospitais na TV!

      O que me ajudou quando estava doente? Uma das coisas que apreciava eram todos aqueles cartões e cartas desejando melhoras. Foi muito encorajador saber que tantas pessoas estavam pensando em mim. Quando a gente está doente, nem sempre tem vontade de receber visitas, mas seus cartões são muito bem recebidos. Naturalmente, quando chegavam visitantes, eu apreciava os que eram edificantes e positivos em seus comentários. Ninguém deseja ficar sabendo de um parente que morreu de câncer faz três anos! Assim, mostrar-se sensível para com os sentimentos dos outros é apreciado, quando os visitantes vêm ver pessoas enfermas.

      Por certo, como Testemunha de Jeová, minha fé me sustenta tremendamente. No máximo possível, mantenho-me atarefada no ministério cristão. Pregar e ensinar a esperança bíblica do novo sistema de Deus, e a ressurreição, ajudam-me a aprofundar minha própria fé. Atualmente, em 1986, sinto-me feliz de ainda estar viva e de poder encher minha vida de atividades, no serviço de Jeová. — Contribuído.

      O progresso no tratamento do câncer nos anos recentes tornou possível que algumas pacientes fossem submetidas apenas à tilectomia simples. No entanto, o tratamento eletivo depende de muitos fatores. — Redação.

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