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É quente o inferno?É Esta Vida Tudo o Que Há?
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confirmar a sua crença na justiça para os injustos os romanos só precisavam apanhar a Eneida de Virgílio e ler sobre os benditos no Elísio e os malditos no Tártaro, que estava cercado por fogo e transbordava com o pânico da punição.”
Reconhece-se assim que o ensino dum inferno ardente é uma crença compartilhada por pessoas alheadas de Deus. Pode ser corretamente classificado como ‘ensino dos demônios’. (1 Timóteo 4:1) Isto se dá porque tem a sua origem na falsidade de que o homem na realidade não morre, e retrata a disposição mórbida, depravada e cruel dos demônios. (Veja Marcos 5:2-13.) Não encheu esta doutrina desnecessariamente as pessoas de pavor e horror? Não deturpou crassamente a Deus? Jeová se revela na sua Palavra como Deus de amor. (1 João 4:8) Mas o ensino dum inferno ardente o calunia, acusando-o falsamente das piores crueldades imagináveis.
Portanto, os que ensinam a doutrina dum inferno de fogo dizem coisas blasfemas contra Deus. Embora alguns clérigos talvez não estejam familiarizados com a evidência bíblica, deviam estar. Apresentam-se como proferindo a mensagem de Deus e por isso têm a obrigação de saber o que a Bíblia diz. Certamente, sabem muito bem que aquilo que fazem e dizem pode afetar profundamente a vida dos que recorrem a eles em busca de instrução. Isto deve fazer com que tenham o cuidado de se certificar de seu ensino. Qualquer difamação de Deus pode desviar as pessoas da adoração verdadeira, para o prejuízo delas.
Não pode haver dúvida de que Jeová Deus não encara com aprovação os instrutores falsos. Ele proferiu a seguinte sentença contra os líderes religiosos, infiéis, do antigo Israel: “Eu, da minha parte, certamente farei que sejais desprezados e rebaixados para todo o povo, porquanto não guardastes meus caminhos.” (Malaquias 2:9) Podemos ter a certeza de que se proferirá uma sentença similar contra os falsos instrutores religiosos dos nossos tempos. A Bíblia indica que eles, em breve, serão despojados de sua posição e influência, pelos elementos políticos do mundo. (Revelação 17:15-18) Quanto aos que continuam a apoiar os sistemas religiosos que ensinam mentiras, não terão sorte melhor. Jesus Cristo disse: “Se . . . um cego guiar outro cego, ambos cairão numa cova.” — Mateus 15:14.
Sendo assim, gostaria de continuar a apoiar qualquer sistema religioso que ensina o inferno ardente? Como se sentiria se o seu pai fosse caluniado maldosamente? Continuaria a aceitar os caluniadores como seus amigos? Não cortaria antes todo o contato com eles? Não deveríamos querer igualmente romper todas as associações com os que caluniaram nosso Pai celestial?
O medo do tormento não é a motivação correta para se servir a Deus. Ele deseja que nossa adoração seja motivada pelo amor. Isto deve agradar ao nosso coração. Reconhecermos que os mortos não estão num lugar cheio de gritos angustiosos, em fogos chamejantes, mas, antes, estão inconscientes na sepultura comum, silenciosa e sem vida, da humanidade morta, pode remover a barreira para expressarmos tal amor a Deus.
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Um rico no HadesÉ Esta Vida Tudo o Que Há?
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Capítulo 12
Um rico no Hades
VISTO que o Hades é apenas a sepultura comum da humanidade morta, por que fala a Bíblia a respeito dum rico sofrer tormentos no fogo do Hades? Mostra isso que o Hades, ou pelo menos parte dele, é um lugar de tormento ardente?
Os que ensinam o inferno de fogo apontam avidamente para esta narrativa, como prova definitiva de que há deveras um inferno de tormento à espera dos iníquos. Mas, ao fazerem isso, desconsideram declarações bíblicas claras e repetidas, tais como: “A alma que pecar — ela é que morrerá.” (Ezequiel 18:4, 20) E: “Os mortos, porém, não estão cônscios de absolutamente nada.” (Eclesiastes 9:5) É bem claro que estas declarações não apóiam a idéia de tormento num inferno ardente para as “almas perdidas”.
Portanto, o ensino da Bíblia a respeito da condição dos mortos deixa muitos dos clérigos da cristandade numa situação incômoda. O próprio livro em que professam basear seus ensinos, a Bíblia, contradiz as suas doutrinas. Contudo, consciente ou subconscientemente, sentem-se impelidos a recorrer à Bíblia para se aproveitar de algo que prove seu argumento, assim cegando a si mesmos e a outros quanto à verdade. Muitas vezes, isto é feito deliberadamente.
Por outro lado, os que sinceramente buscam a verdade desejam saber o que é direito. Reconhecem que apenas estariam enganando a si mesmos se rejeitassem partes da Palavra de Deus, afirmando ao mesmo tempo basear suas crenças em
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