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Momento decisivo numa carreira sacerdotalDespertai! — 1971 | 8 de abril
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nem a ídolos a honra que me é devida.” Mais uma vez compreendi com um choque que a Bíblia me falava diretamente e destacava que Deus não se agrada com a adoração de imagens. Quão confuso me senti! Poderia acontecer que minha religião se achava no caminho errado? Justamente então o sinal tocou, mostrando ser hora de dormir.
Procurando Ajuda
Seguiu-se uma noite de insônia. Na manhã seguinte, fui direto ao bispo. Pedi-lhe que me explicasse Êxodo 20:4. Sua resposta foi que isso era parte da Lei Mosaica, que foi abolida por Cristo. Indiquei então que os Dez Mandamentos, que são parte daquela lei, são ensinados aos cristãos em seus catecismos. “Como se pode explicar que uma parte tenha sido abolida e não a outra?” — perguntei. Ele sugeriu que uma parte fora deixada para o proveito dos cristãos. “Isso não é possível”, insisti, “porque, se Cristo veio para abolir a lei, deve ter sido a lei inteira”. Ele me enviou ao diretor espiritual, cuja tarefa é ajudar os rapazes em seus problemas espirituais.
Seus esforços de satisfazer minhas perguntas se basearam em mistérios e filosofia. Compreendendo muito cedo que jamais poderia obter a verdade ali, decidi deixar o seminário. Muitos foram os argumentos apresentados para me convencer a ficar: “Você deve ficar a fim de não prejudicar seus colegas. Você sabe que está numa das turmas adiantadas e eles irão notar isso.” Isso e muito mais. Mas, eu estava firme em minha determinação. “Pode ir”, disse por fim, “mas nada poderá levar daqui, e tem de esperar três dias”. Mais tarde descobri que o tempo foi usado para fazer arranjos de um passeio para os demais rapazes, de modo que não estivessem por perto quando de minha partida.
Encontrando a Verdade
Parti sem levar coisa alguma, nem sequer o que era de minha propriedade, confuso e desconcertado. Quando minha irmã soube o que ocorrera, ela me deu o livro A Verdade Que Conduz à Vida Eterna e me aconselhou a lê-lo cuidadosamente, comparando suas páginas com a Bíblia. Pouco depois estava sendo dirigido regularmente comigo um estudo bíblico; eu insistindo em que fosse realizado três ou quarto vezes por semana. Dois meses depois, simbolizei minha dedicação a Jeová Deus, e isto fiz pelo batismo em água.
De imediato, dirigi-me para o seminário, com a pasta cheia de exemplares de determinado número da revista Despertai! que continha a “Carta Aberta aos Católicos Sinceros”. O sacerdote tentou impedir minha entrada, mas seu propósito ficou frustrado porque os rapazes continuaram a vir cumprimentar-me. Testemunhei a eles e deixei muitos exemplares da revista. E os resultados? Vinte e dois dos rapazes decidiram ir embora. Seis deles concordaram em receber um curso de estudo no livro A Verdade Que Conduz à Vida Eterna. Com efeito, um deles assistiu à mais recente assembléia de distrito das testemunhas de Jeová em Caracas.
Agora as pessoas ficam surpresas quando eu visito as suas portas, não como seminarista da Igreja Católica, mas como uma das privilegiadas testemunhas de Jeová. Quão feliz me sinto de que Jeová me falou por meio de sua Palavra e me dirigiu à Sua organização!
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Armas ‘abençoadas’Despertai! — 1971 | 8 de abril
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Armas ‘abençoadas’
● Na Idade Media, a armadura e as armas dum homem eram ‘abençoadas’ por um sacerdote antes de ele fazer os votos de cavaleiro, assim afirma The World Book Encyclopedia, Volume Um, página 682. Quão diferente de Cristo, que disse: “Todos os que tomarem a espada, perecerão pela espada.” — Mat. 26:52.
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