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Eusébio Pânfilo — transigente bispo de CesaréiaA Sentinela — 1960 | 15 de fevereiro
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naquele Concílio. Por isso deixou entregue a outros historiadores registrar as sessões dele, inclusive os seus próprios discursos e extensas explicações quanto às razões por que aceitou o Credo de Nicéia. Embora os trinitaristas, por causa deste fato, afirmem que Eusébio Pânfilo era um deles, não mudara no íntimo; Jerônimo tinha razão em chamá-lo de defensor inveterado do arianismo.
Eusébio gozava dum conceito tão elevado perante Constantino, que este declarou que Eusébio podia ser bispo de quase todo o mundo. E quem batizou por fim a Constantino, pouco antes da morte deste, foi um amigo íntimo de Eusébio Pânfilo, a saber, Eusébio de Nicomedia, que estava ainda mais a favor do arianismo e que só assinou o Credo de Nicéia bem no fim. Não é, portanto, inconcebível que, se Eusébio Pânfilo, defensor tão ardente do conceito bíblico como Ário, tivesse tido a coragem de defender as suas convicções, o Concílio de Nicéia poderia ter-se decidido contra em vez de a favor da trindade, especialmente porque muitos dos bispos presentes não tinham opinião formada sobre o assunto.
Mas, Eusébio Pânfilo preocupava-se mais com a diplomacia do que com os princípios, cora a obtenção da aprovação de Constantino, do que com a aprovação de Jeová Deus. Ele sacrificou a verdade a favor da conveniência. Portanto, precisa ser classificado com homens tais como Nicodemos, que só se atreveu dirigir-se a Jesus sob o manto da noite, e José de Arimatéia, “que era discipulo de Jesus, ainda que occulto por medo dos Judeus”. — João 3:1, 2; 19:38.
Deveras, os fatos a respeito de Eusébio destacam a fraqueza bíblica e lógica do Credo de Nicéia. E não deixam dúvida de que Eusébio lamentou muitas vezes no íntimo a sua transigência no Concilio de Nicéia, sendo nisso um aviso para todos os cristãos: A punição de ter que viver com a consciência culpada deve fazer-nos sensíveis e alertas ao perigo da transigência.
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Os clérigos e as Nações UnidasA Sentinela — 1960 | 15 de fevereiro
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Os clérigos e as Nações Unidas
Um editorial do Chronicle de Houston (Texas), por causa de sua natureza incomum, foi reimpresso no periódico Leader de Graham (Texas), na sua edição de 8 de novembro de 1958, sob o cabeçalho “Governo não É Negócio de Igreja”: “Na constituição do estado de Maryland há uma provisão que reza: ‘Nenhum ministro ou pregador do evangelho, ou de qualquer crença ou seita religiosa será elegível como senador ou deputado.’ Isto foi bem sàbiamente projetado, para preservar a separação entre igreja e estado: O precedente para esta atitude encontra-se na própria Bíblia, onde estão transcritas as palavras de Cristo admoestando os fariseus, quando estes tentaram tomá-lo de surpresa: ‘Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.’ Aqueles clérigos, membros do Congresso Internacional de Igrejas Cristãs, que se reuniram na semana passada em S. Luís [E. U. A.], fariam bem em reter na mente estas coisas. Embora alguns, neste congresso, expressassem forte desacordo, a grande maioria adotou uma resolução que propôs que o Congresso promulgasse uma lei que permitisse ao pagador individual de impostos dar até 2 por cento de seu imposto de renda às Nações Unidas, ao invés de aos Estados Unidos.”
Outro texto bíblico que se poderia citar é o de Tiago 4:4: “Não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Aquelle, pois, que quizer ser amigo do mundo, constitue-se inimigo de Deus.”
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