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Identificando o CristoA Sentinela — 1969 | 1.° de julho
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Messias, ou Cristo, em Isaías 42:1. Ali, pois, havia um testemunho de Deus, no sentido de que Jesus era o Cristo, e era o tempo exato em que a profecia de Daniel disse que apareceria o Cristo. Sabendo isso, não tinha Pedro boa razão para reconhecer que Jesus era o Cristo?
NO TEMPO DE SEU NASCIMENTO
Jesus nascera em Belém trinta anos antes de seu batismo. Naquele tempo, um anjo anunciara a pastôres: “Hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Luc. 2:11) Antes de ele nascer, outro anúncio angélico disse: “Terás de dar-lhe o nome de Jesus.” (Mat. 1:21) Visto que os anjos identificaram assim a Jesus de Nazaré como o Cristo, não tinha Pedro forte razão para reconhecê-lo como tal?
Mas, alguém talvez pergunte como um bebê podia levar o título de “Cristo”, pois significa “Ungido”, e não há registro de que Jesus, como bebê, fosse ungido por Deus. Na realidade, o título não lhe foi dado naquela ocasião ele se deriva da palavra grega Khristos, que significa “Ungido”. Messias significa a mesma coisa. Em vista deste significado, Jesus não podia levar o título de “Cristo” até que fosse ungido com o espírito de Jeová, por ocasião de seu batismo, em 29 E. C.
Mas, por que falou dele o anjo como o Cristo, por ocasião do nascimento de Jesus, se ele se tornou tal apenas trinta anos depois? O anúncio significava evidentemente que Jesus seria aquele que se tornaria Cristo, o Senhor.
EVIDÊNCIA ADICIONAL
Falando com uma mulher samaritana junto à fonte de Jacó, Jesus admitiu pela primeira vez que era o Cristo, o Ungido de Deus. Deixava usualmente as próprias pessoas chegar a esta conclusão à base da evidência que podiam observar.
A mulher sabia através das profecias que se predisse a vinda do Messias, chamado Cristo. Por isso ela disse: “Eu sei que vem o Messias, que é chamada Cristo. Quando este chegar, ele nos declarará abertamente todas as coisas.” Jesus respondeu então: “Eu, que falo contigo, sou êle.” (João 4:25, 26) Sua admissão foi confirmada pelas profecias que cumpriu.
Conforme tais profecias prediziam a respeito do Messias, Jesus nasceu em Belém, de uma virgem. (Miq. 5:2; Isa. 7:14) Era da tribo de Judá e da linhagem do Rei Davi, filho de Jessé. (Gên. 49:10; Isa. 11:10) Foi traído por trinta moedas de prata. (Zac. 11:12) Tornou-se pedra de tropeço para a casa de Israel. (Isa. 8:14, 15) Foi traspassado, tendo morte sacrificial para carregar com os nossos pecados, e foi enterrado com os ricos. (Isa. 53:5, 8, 9, 11, 12) Estas são apenas algumas das muitas profecias sobre o Messias, que se cumpriram em Jesus.
COMO O TÍTULO FOI USADO
O apóstolo Paulo era escritor bíblico que colocava o título “Cristo” na frente do nome “Jesus”. Em manuscritos mais antigos, Lucas o usou uma vez, em Atos 24:24 (NM; ALA), falando a respeito de Paulo. Isto chamava atenção primeiro para o cargo, e, segundo, para o ocupante do cargo. O título “Cristo” enfatiza a posição oficial que Jesus ocupa como Ungido de Jeová Deus, posição honrosa não partilhada por aqueles dos seus seguidores, que também foram ungidos com o espírito de Deus.
Dessemelhante dos líderes da cristandade, que gostam de uma série de títulos na frente do seu nome, Jesus nunca teve títulos multiplicados na frente do seu. A Bíblia nunca usa uma combinação de títulos tais como Senhor Cristo Jesus ou Rei Cristo Jesus. Quando se usa mais de um título, estes são separados, como “Senhor Jesus Cristo” e “Cristo Jesus, nosso Salvador”. Talvez pareça a alguns que 2 Timóteo 1:10 seja uma exceção, porque reza: “nosso Salvador, Cristo Jesus”. Mas, no texto grego, os títulos “Salvador” e “Cristo” acham-se separados pelo pronome que significa “de nós”.
A evidência sobrepujante contida na Bíblia, provando que Jesus era o prometido Messias, o Cristo, corrobora a confissão de Pedro, de que ele era tal. Além disso, Pedro foi testemunha ocular do que Jesus fez e disse, e do que lhe aconteceu, em cumprimento das profecias. Por isso ele disse: “Não, não foi por seguirmos historias falsas, engenhosamente inventadas, que vos familiarizamos com o poder e a presença de nosso Senhor Jesus Cristo, mas foi por nos termos tornado testemunhas oculares da sua magnificência.” — 2 Ped. 1:16.
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Suas orações obtiveram respostaA Sentinela — 1969 | 1.° de julho
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Suas orações obtiveram resposta
‘OREI DURANTE HORAS’
NUMA assembléia de circuito das testemunhas de Jeová em Tennessee, E. U. A, relatou-se a seguinte experiência animadora:
“No último verão, enquanto trabalhávamos no ministério em territorio rural, começamos a ir de casa em casa num lado da estrada que antes decidíramos não trabalhar naquele dia. Dois de nós visitamos uma casa onde um homem estava para sair. No princípio ele foi bastante rude, mas, depois permitiu que eu prosseguisse. Depois de alguns momentos saiu da casa uma moça de uns dezenove anos de idade, segurando um exemplar da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.
“Ela nos contou que, há vários anos atrás, ela tinha assistido a diversas sessões de um estudo bíblico dirigido por uma Testemunha. Foi naquele tempo que adquirira a sua Bíblia.
“Suas próximas observações realmente nos surpreenderam. ‘Sei que são testemunhas de Jeová. Eu o sabia assim que os vi subir pelo caminho de entrada. Esta é uma resposta à minha oração. Na noite passada fiquei acordada várias horas, orando a Jeová para que enviasse alguém para estudar a Bíblia comigo, e agora vieram.’ Pode imaginar a nossa reação diante de tal declaração.
“Ficamos exultantes e fizemos arranjos para revisitar e para iniciar um estudo. Raras vezes tenho visto alguém que prepara as lições tão bem. Ela quase que sabe de cor cada parágrafo. Tanto ela como seu pai começaram a ir às reuniões congregacionais e progridem bem em aprender a verdade da Bíblia:’
‘OREI POR AJUDA’
A seguinte experiência interessante, relatada por uma Testemunha de Maryland, E. U. A., deve
animar-nos a orar seriamente, pedindo a orientação de Deus, ao procurarmos ajudar os semelhantes a ovelhas:
“Há vários meses iniciei um estudo da Bíblia com uma senhora que gosta da Palavra de Deus e a aprecia profundamente. Todavia, seu conhecimento dela era bastante limitado. Ela lia a Tradução do Novo Mundo e tinha ao lado a sua Bíblia Rei Jaime, comparando as duas. Certo dia ela me telefonou toda alvoroçada e agitada. Ela disse que encontrara em Mateus diversos versículos que foram omitidos na Tradução do Novo Mundo. Eu lhe disse que a visitaria assim que pudesse reunir alguma matéria de referência. Fui à casa dela armada da edição de tipo grande da Tradução do Novo Mundo [em inglês], com as suas numerosas notas ao pé da página, da Emphatic Diaglott, da tradução de Moffatt e do livro ‘Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa’.
“Sua atitude havia mudado completamente e ela estava quase que frenética. Procurei acalmá-la, mas ela continuava dizendo: ‘Isto realmente mudou a minha idéia sobre as testemunhas de Jeová, Não posso imaginar alguém remover deliberadamente textos da Bíblia sagrada.’ Recorri a Jeová e orei sinceramente por ajuda nesta questão, pedindo que orientasse a minha boca para falar corretamente, para que eu pudesse ajudar de modo apropriado a esta pessoa sincera.
“Pedi-lhe que me deixasse usar a sua Bíblia, pois, na pressa, eu me esquecera de trazer a minha. Ela me disse que a única que tinha era uma velha Bíblia de família e que eu provàvelmente não ia querer usá-la porque era muito grande e volumosa. Mas, eu insisti três vezes que ela fosse apanhá-la, e finalmente o fez.
“Pedi-lhe que procurasse o primeiro texto, em Mateus 17:21, e que o lesse. No ínterim, eu procurava
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