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Colhe-se o que se semeiaDespertai! — 1970 | 8 de setembro
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Autoridade? Quem promoveu a teoria da evolução, que torna Deus “desnecessário”?
O Exemplo
Sabe que não são os jovens que dão o exemplo. É a geração mais idosa que o faz. Tristemente, deram horrível exemplo. Desrespeitaram eles mesmos todos os tipos de autoridade. Os líderes mundiais não raro pisaram na lei internacional e desrespeitaram os direitos dos outros.
Os educadores e os clérigos promoveram a teoria da evolução, e, por certo, os cientistas também. Esta teoria torna Deus “desnecessário”. Por isso, mina sua autoridade. Também, muitos clérigos têm destruído a Bíblia aos olhos dos jovens. Desprezam-na e chamam partes dela de mito e lenda. Se partes dela não merecem ser cridas, então os jovens se quedam pensativos, perguntando por que deveriam crer em qualquer parte dela. E, por que, arrazoam, deveriam então aderir ao conselho da Bíblia para respeitarem a lei e a autoridade, tanto as do homem como as de Deus?
Uma vez que a geração mais antiga tenha trilhado pela vereda da rejeição da lei e da autoridade, em especial as de Deus, foi uma questão simples os jovens imitarem seu exemplo. Afinal de contas, se Deus, Sua Palavra, a Bíblia, e a lei internacional podem ser rejeitados pelos mais velhos, então os jovens têm pouco incentivo para respeitar as autoridades menores, tais como os pais e as autoridades locais.
Sim, a geração mais antiga semeou o desrespeito pela autoridade. Agora colhem — com juros, pois sua própria autoridade está sendo rejeitada pelos jovens.
Valores Morais
Os “hippies” advogam o “sexo livre”. Mas, trata-se duma idéia nova? Quem lançou primeiro de lado os padrões morais da Bíblia? Típica da atitude de muitos adultos, foi a de um “intelectual” altamente reputado, que declarou: “Objetamos à moral da Bíblia porque interferia com nossa liberdade sexual.”
Muitas investigações revelaram que alta porcentagem de adultos, inclusive pais e mães de família, empenham-se na fornicação e no adultério. Os residentes dos subúrbios chiques se entregam a várias formas de “trocas de esposas”.
Não refletem os “hippies” de forma aberta o que muitos adultos fazem, ou advogam, de modo mais “sofisticado”? As vidas sexuais desenfreadas dos adultos que se dão a aparência de respeito certamente não são despercebidas pelos jovens alertas. Não raro a completa franqueza dos “hippies” na linguagem e na conduta é expressão de seu desprezo pela hipocrisia dos adultos.
Também, o mundo adulto promove filmes, espetáculos de televisão e de teatro que transformam em heróis atores e atrizes que vivem vidas imorais. Visa isto aprimorar o respeito dos jovens pela moral? E o tema de muitos destes espetáculos — não tendem a desmoralizar os seus jovens espectadores?
O que dizer de fumar maconha? Bem, quem promoveu o fumar cigarros? Tem sido colocado na mente dos jovens durante toda a sua vida pelos adultos por meio de filmes, anúncios e o exemplo dos adultos. E visto que cigarros prejudiciais continuam a ser fumados por adultos, os jovens acham que não faz muita diferença em se fumar maconha.
Também arrazoam que seu uso de tóxicos não é muito diferente do uso pelos adultos de toda espécie de pílulas para amainar suas tensões e dificuldades. Considere, também, a ingestão em demasia de bebidas alcoólicas pelos adultos. O álcool em demasia produz efeitos que não são diferentes dos produzidos por algumas drogas. Assim, se os adultos podem ficar “altos”, afirmam os jovens, por que não sua descendência?
Exemplo do Clero
Os esforços de muitos clérigos de se tornarem mais aceitos por serem “modernos”, desculpando ou até recomendando a fornicação o adultério, o homossexualismo e a ingestão de tóxicos, se voltam contra eles próprios. Recentemente, quando se perguntou a alguns jovens por que não mais freqüentavam a igreja, um deles respondeu:
“Eu me achava num grupo em que o ministro continuava a nos falar sobre todas as pessoas que ele conhecia e que fumavam a ‘erva’. A moçada ria dele por trás das costas. Pensavam que era falso. Um ministro deve ser uma pessoa dotada de fortes sentimentos sobre a existência de Deus e as leis morais que devemos seguir.” — Daily Star de Toronto, de 8 de março de 1969.
Por isso, muitos jovens hodiernos simplesmente não respeitam as religiões ortodoxas como as antigas gerações respeitavam. Os “hippies” acham que a “regra de ouro”, fazer aos outros aquilo que deseja que lhe façam, não é praticada pelos clérigos farisaicos que “dizem, mas não realizam”. (Mat. 23:3) Conforme certo “hippie” disse a um entrevistador: “Um bispo é o ser mais distante de Deus que eu posso imaginar. Ninguém viu a Jesus andando em mantos de veludo enquanto as pessoas passavam fome.”
Todavia, com todo este professo idealismo, constroem os “hippies” uma sociedade melhor para eles mesmos? Têm as respostas para os problemas que afligem a humanidade? Melhoram a sua felicidade?
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Os “hippies” ‘contam as coisas como realmente são’Despertai! — 1970 | 8 de setembro
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Os “hippies” ‘contam as coisas como realmente são’
ENCONTRAM os “hippies” as respostas? Será que seu modo de vida resultou ser a vereda da felicidade? São seus tratos uns com os outros genuinamente amorosos e edificantes? O que colhem da vida que semearam?
Será interessante ouvir o que afirmam os que já foram “hippies”. Podem ‘contar as coisas como realmente são’. Por certo, nem todos tiveram as mesmas experiências. Não obstante, as seguintes representam bem o que muitos afirmaram.
Encontrar as Respostas?
Certa moça nos EUA entrou no movimento “hippie” com o mesmo idealismo dos outros. Desejava encontrar respostas. Ouça a experiência dela, conforme contada à revista Despertai!:
“O que todos fazíamos realmente de início era tentar encontrar respostas para os problemas assoberbantes da vida. Nesta busca, fiquei envolvida em tóxicos e na adoração do sexo. Mais tarde, envolvi-me ainda mais com o ocultismo, o misticismo e o demonismo.
“Todavia, apesar de tudo, nada fazia qualquer sentido. Por meio do meu chamado ‘guru’, fiquei mais envolvida ainda com o místico, o oculto e os tóxicos. Verifiquei, contudo, que tudo foi ficando mais difícil de aceitar. Comecei a
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