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‘Eu-ismo’ — faz vítimas de todos nósDespertai! — 1979 | 8 de outubro
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a chamaram de diversão inofensiva — possivelmente terapêutica — que poderia manter os estupradores e desviados sexuais fora da rua. . . . As publicações de psicologia e medicina estão repletas de pesquisas que demonstram que os desvios sexuais podem surgir, não só da exposição a ações da vida real como também da pornografia. . . . Assim ao passo que talvez digamos que, numa sociedade livre, cada pessoa deve decidir por si mesma se vai arriscar-se a usar a pornografia, temos também de considerar os direitos de alguém que talvez se torne vítima involuntária dum desviado sexual e de suas fantasias — tudo o que poderá surgir simplesmente porque uma pessoa teve oportunidade de arriscar-se com a literatura ou arte eróticas.
“Decisivamente, a sociedade tem de fixar alguns limites, quando o possível dano parece ser grande demais para ser tolerado. Penso que tal ponto há muito já foi ultrapassado quanto à pornografia. Para mim os que afirmam que a exposição e a venda de pornografia é um ‘crime sem vítima’ estão simplesmente errados. A evidência científica aponta fortemente demais o contrário.”
O colapso moral estende suas raízes a muitas outras áreas além do sexo. Todos nós pagamos por isso, de vários modos. Um modo é pelos maiores impostos que custeiam a proteção policial, os sistemas judiciários e as prisões. Outra área alcançada pelas raízes da árvore do eu-ismo, conforme mencionado na preocupação da revista noticiosa com o poder declinante dos Estados Unidos é
‘Padrões Declinantes no Local de Trabalho’
Todos nós sabemos — e somos vítimas — do declínio da qualidade dos produtos que compramos. Fabricantes que se concentram no eu utilizam materiais inferiores. Trabalhadores que se concentram no eu exigem maiores salários por menos trabalho e pior mão-de-obra. Não só isto: muitos são ladrões gananciosos.
“Destacado investigador do roubo de empregados chama o roubo — e não o beisebol — de o passatempo nacional dos Estados Unidos”, afirma um artigo de revista intitulado “Crime dos Trabalhadores de Escritório — É um Pecado, Mesmo Que não Seja Apanhado.” “O escroque mais engenhoso e bem sucedido dos Estados Unidos”, inicia o artigo, “usa um colarinho branco”. Continua:
“Com maior probabilidade, ele ou ela é uma pessoa respeitável, trabalhadora, freqüentadora duma igreja . . . e não é violenta, embora, seja assim mesmo um criminoso. Seu crime: roubar da firma, do freguês, do cliente, do governo — um total assombroso, pilhador de mais de US$ 40 bilhões (Cr$ 1.080 bilhões) por ano. Esse total é dez vezes o total anual dos crimes violentos contra a propriedade.” — U. S. Catholic, janeiro de 1979.
A maioria das pessoas prestam pelo menos louvores fingidos a Regra Áurea, mas aplicá-la é outra coisa. Também, cada um tem seu próprio método de racionalizar seu pecado. Muitos arrazoam: ‘Tire dinheiro da caixa registradora da loja — seus preços já incluem tais perdas.’ ‘Surrupie materiais do emprego — afinal de contas, elas não pagam o bastante.’ ‘Todo mundo faz isso. Por que eu não deveria fazê-lo?’ Tanto os trabalhadores de escritório como os braçais consideram isto como benefícios colaterais. O patrão o considera latrocínio, e os custos são pagos pelo leitor e por mim. Nós somos as vítimas.
Muitos comerciantes agem ainda pior, conforme indicado pelo promotor público de Nova Iorque, EUA, afirmando: “Vigaristas e manipuladores da bolsa de valores, diretores de firmas que obtêm lucros ilegais graças a informações internas, pessoas no comércio que sonegam lucros das autoridades fazendárias, e enormes números de investidores da bolsa de valores utilizavam contas no exterior para evadir-se do imposto de renda sobre seus lucros comerciais.” As pessoas que fazem isto são “aquelas que seriam as primeiras a queixar-se de um roubo ou assalto pelas costas em sua vizinhança”.
A Quem Posso Processar?
Calcula-se que mais de sete milhões de processos são movidos nos Estados Unidos num único ano. Tornam-se como uma avalancha e soterram os tribunais. Muitos são legítimos, muitos são frívolos, muitos são gananciosos. Trata-se duma epidemia de ‘processar ao mínimo impulso’, como certo jurista o chamou. Os pacientes processam os médicos, os clientes processam os advogados, os estudantes processam os professores, os trabalhadores processam seus patrões, os fregueses processam os fabricantes, umas pessoas processam outras. Até mesmo atinge a família: “Os filhos levam seus pais às barras do tribunal, enquanto maridos e esposas processam uns aos outros, irmãos processam seus irmãos, e amigos processam seus amigos”, conforme lemos num artigo de U. S. News & World Report, de 4 de dezembro de 1978.
Esse artigo alista alguns casos para mostrar os extremos a que o impulso de processar chegou. Um ex-estudante exigiu US$ 853.000 (uns Cr$ 23.031.000,00) em danos da Universidade de Michigan, EUA, em parte por causa da angústia mental que sofreu por ter recebido uma nota “D” (péssimo) em alemão quando esperava um “A” (equivalente a 10, excelente). Certo detento fugiu, e, quando capturado, processou o xerife e os guardas, exigindo US$ 1 milhão (Cr$ 27 milhões) por tê-lo deixado fugir, porque uma pena extra foi acrescida à sua sentença. Certa mãe processou as autoridades, exigindo US$ 500.000 (Cr$ 13.500.000,00) por impedi-la de amamentar ao peito seu bebê junto a uma piscina comunitária de diversão pública. Um rapaz processou seus pais, exigindo US$ 350.000 (Cr$ 9.450.000,00), acusando-os de não o haverem criado corretamente e que agora não conseguia ajustar-se à sociedade. Os pais moveram um processo quando sua filha quebrou um dedo ao tentar pegar uma bola alta rebatida num jogo escolar de softball (espécie de beisebol), afirmando que o instrutor falhara em ensinar-lhe como agarrar corretamente a bola.
Os peritos argúem que “o espectro do litígio está minando a produtividade, a criatividade e a confiança humana, criando ‘um medo de agir’ em muitos segmentos da sociedade”. Também, considera-se que tais processos provocarão maior erosão nas relações pessoais e nas instituições que ajudaram a cimentar a sociedade.
Assim, as pessoas querem fazer o que bem entendem, mas desejam que os outros assumam as conseqüências. Desejam semear a tolice e cometer extravagâncias, mas deixar que outros colham os problemas resultantes. Esta é a determinação do eu-ismo. Todo mundo se torna sua vítima.
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Pecado — o que é isso?Despertai! — 1979 | 8 de outubro
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Pecado — o que é isso?
“Afunde o barco da culpa”, disse certo proponente do EU. A verdade clara é que aqueles que não sentem nenhuma culpa são doentes.
PODER-SE-Á extinguir o pecado por se fazer uma proclamação pública nesse sentido? Isso seria como acabar com a febre por quebrar o termômetro, como acabar com o crime por jogar fora todas as leis. Descartar-se do Livro que define o pecado não o remove. Mesmo sem a Bíblia, o pecado existe, e há consciência do mesmo. Falando sobre aqueles não familiarizados com as leis de Deus, a Bíblia diz:
“Quando fazem pela sua própria vontade o que a Lei manda, embora não tenham a Lei de Moisés, eles são sua própria lei. Pois mostram, pela sua conduta, que têm a Lei escrita em seus corações. A própria consciência deles prova que isto é verdade, pois seus pensamentos às vezes os acusam, e às vezes os defendem.” — Rom. 2:14, 15, A Bíblia na Linguagem de Hoje.
Apesar de suas afirmações, serve a quem ou ao que segue: “Quando se entregam como escravos para obedecer uma pessoa, de
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