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Pode obter segurança no meio da depressão econômica?Despertai! — 1975 | 8 de novembro
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atuais “tempos críticos, difíceis de manejar”, inclusive graves ais econômicos, como sinal dos “últimos dias” do atual sistema de coisas. (2 Tim. 3:1; Mat. 24:7, 8; Rev. 6:5, 6) Em breve, como prometem as Escrituras inspiradas, novo sistema prevalecerá em toda a terra, em que os ais econômicos terão desaparecido para sempre. — 2 Ped. 3:13; Rev. 21:1-4.
Gostaria de usufruir a segurança desse novo sistema, isento da depressão econômica? As testemunhas de Jeová ficarão contentes de ajudá-lo a satisfazer os requisitos de Deus para isto, por dirigirem com o leitor um estudo bíblico domiciliar gratuito.
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Seqüestros — a vida na balança!Despertai! — 1975 | 8 de novembro
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Seqüestros — a vida na balança!
EM PARTE alguma o valor de uma única vida se torna mais evidente do que ao ocorrer um seqüestro. Parentes, amigos, às vezes nações inteiras, ficam eletrizados, temendo pela vida do refém. Prevalece a sensação de impotência e irada frustração. Fazem-se esforços heróicos de satisfazer as exigência dos seqüestradores. O dinheiro quase que perde seu significado, comparado ao valor daquela única vida.
Típico é o conceito expresso num editorial do Times de Nova Iorque: “Enquanto as vidas das vítimas corram perigo, têm primazia os esforços de salvá-las. . . . A primeira prioridade deve ser dada à salvação de vidas inocentes.” Assim, as autoridades usualmente ficam nos bastidores para evitar pôr em perigo delicadas negociações de livramento. E que alívio e alegria se tem quando a vítima sai ilesa!
Nos últimos poucos anos, o mundo mergulhou no que alguns chamam de “a era do seqüestro”. O seqüestro e seu correspondente mais recente — capturar reféns — subitamente aumentaram de forma vertiginosa em todo o mundo. O primeiro seqüestro na Argentina, em 35 anos, ocorreu em 1968. Houve dois em 1969. Mas, em 1973, a média era de cerca de dez por semana! Os resgates totalizaram mais de Cr$ 400 milhões naquele ano. Um comerciante estadunidense seqüestrado fez com que seus seqüestradores embolsassem mais de Cr$ 112 milhões.
“Parece que a única industria em crescimento” no atribulado cenário econômico italiano “é a dos seqüestros”, comentou a revista Time sarcasticamente. Com efeito, “os seqüestros tornaram-se uma indústria muito lucrativa”, afirma um parlamentar italiano. “Nos últimos cinco anos, os seqüestradores abocanharam Cr$ 196 milhões, nada menos de Cr$ 64 milhões apenas em 1974.”
Outras nações ao redor do globo experimentaram rápido crescimento nos seqüestros e em capturar reféns dentro de suas fronteiras; mas o problema é também internacional. Os seqüestradores agora atacam quase em toda parte do mundo. Por que usam tais métodos?
Por Que Há Seqüestros?
Aconteceu o que muitas autoridades há muito temiam. Grupos políticos frustrados que procuram ser ouvidos descobriram que os seqüestros e os reféns são armas políticas ideais. Quando certas vidas estão em jogo, verificaram, há pouco que as famílias ou as autoridades deixem de fazer para salvá-las. As comunicações modernas tornam acontecimentos mundiais tais incidentes, que são vistos nas telas de televisão por incontáveis milhões. Assim, a causa dos seqüestradores obtém atenção global muito mais eficazmente do que qualquer dose de esforços menos espetaculares.
O que mais importa para os extremistas políticos é que parece dar certo. Parece-lhes que, quanto mais espetacular o ato, tanto mais provável é que o mundo considere seus gravames e exerça pressão sobre seus oponentes políticos. A publicidade espalha a mensagem. O êxito de um grupo estimula grupos similares em outros países a usar os mesmos métodos. “Quando o terror espetacular dá certo”, observa o Sunday Press de Long Island, “é quase certo que será repetido, e um fenômeno de autoalimentação põe-se em ação”.
Vendo o êxito dos oportunistas políticos, os criminosos comuns — notando um meio de ganhar dinheiro fácil com poucos riscos — entram no mesmo negócio. “Não pagamos nenhuma indenização de [roubo de] banco nos últimos dois anos”, afirma um segurador de Buenos Aires. “Os ladrões estão todos fazendo seqüestros.”
Para frear tal tendência, muitos crêem que não se devia fazer tanta publicidade dos seqüestros. “A publicidade só leva a semear a idéia no cérebro de algum [tresloucado]”, declara uma autoridade policial dos EUA. Isso parece ser comprovado por tais atos freqüentemente ocorrerem em ondas, depois de um incidente muito anunciado. Outros, porém, receiam as implicações de cercear de qualquer modo a liberdade de imprensa. “A supressão das notícias, até mesmo da espécie mais chocante, é serva da tirania”, escreve o editor de U. S. News & World Report.
Alguns até mesmo sugeriram que se torne um crime federal satisfazer as exigências de resgate dum seqüestrador. A “família ou quaisquer outros que pagarem o resgate estão simplesmente anunciando que o seqüestro compensa”, declara destacado conselheiro governamental dos EUA. “Destarte, inadvertidamente envolvem incontáveis outros inocentes em penosas experiências de terror.”
Outros, porém, afirmam: Considere-se as conseqüências de tal medida. Será que os parentes aflitos do refém chegariam sequer a avisar as autoridades caso houvesse tal lei? Não estariam tentados a cuidar eles mesmos desse assunto para salvar seu ente querido, deixando por completo as autoridades de fora? Assim, observam alguns, os esforços de fazer vigorar a lei poderiam ser ainda mais frustradores.
“Mentalidade de Sítio”
A impotência governamental em frear a onda crescente de seqüestros criminais e políticos criou um clima de temor entre seus alvos primários — os ricos e os representantes das firmas estrangeiras. Os seqüestradores descobriram que a firma dum executivo é uma espécie de “família substituta” que se pode obrigar a pagar um resgate ainda maior do que a própria família da pessoa rica.
Continuam, porém, a pilhar os ricos locais também. “Uma mentalidade de sítio permeia as famílias milionárias que dominam a sociedade local” em Monterrey, México, noticia o Times de Nova Iorque. Elas “quietamente abandonaram o circuito social”. Mudaram padrões de vida estabelecidos. As vítimas em potencial não mais estão livres para ir para onde quiserem. Horários diários tiveram de ser variados, tomam-se caminhos diferentes em direção ao trabalho — tudo para evitar os padrões normais procurados pelos seqüestradores. Algumas pessoas prósperas no norte da Itália, segundo se alega, enviam seus filhos para estudar na vizinha Suíça, esperando que fiquem mais seguros ali.
Em alguns locais, as casas transformam-se em fortalezas com vidros inestilhaçáveis nas janelas, arame farpado sobre os muros que as cercam, holofotes à noite toda e guardas patrulheiros armados. Os carros são blindados contra balas. Muitos contratam guarda-costas com as mais modernas armas automáticas. Afirma certo comerciante estadunidense na Argentina: “O medo sobrepuja tudo. Gasto mais tempo na segurança do que com [os negócios].” Outro diz: “Custa à minha firma Cr$ 40.000,00 mensais só para proteger a mim e a minha família.”
Assim, além do custo direto dos resgates, os seqüestros e a captura de reféns criam enorme carga de custos relacionados à segurança. Agências de segurança particulares que fornecem guarda-costas e outros serviços protetores relatam grandes aumentos em seus negócios em todo o mundo. Florescem as vendas de seguros contra seqüestros. Uma destacada seguradora internacional alegadamente oferece uma apólice de US$ 1 milhão por cerca de US$ 500 anuais se o segurado pagar os primeiros US$ 2.500 do resgate. Naturalmente, os segurados seriam os alvos primários dos seqüestradores se não fosse pelo fato de que seus nomes são mantidos completamente confidenciais.
Cães especialmente treinados para combater seqüestros acham-se em grande procura. Um italiano possuidor dum canil que treina mortíferos cães de guarda, afirma: “Já vendi cães alsacianos treinados para altos executivos, industriais, atores e profissionais, e a procura ainda está aumentando.” Os cães, que custam de Cr$ 12.800,00 a Cr$ 38.400,00 são treinados para atacar qualquer pessoa que agrida seu dono. Podem matar o atacante se não os pararem, segundo o treinador. Uma firma da Califórnia já vendeu centenas de cães de guarda a Cr$ 20.000,00 cada um.
Com todas as precauções, porém, está segura a pessoa? Uma autoridade policial designada a resolver um seqüestro muito anunciado nos EUA, teceu estes comentários sóbrios: “O que é preciso compreender é que, se alguém realmente desejar seqüestrar uma pessoa, não há muita coisa que alguém possa fazer para impedi-lo.”
Similarmente, um diplomata estadunidense, seqüestrado no México e solto depois de satisfeitas as exigências dos seqüestradores, deu o seguinte conselho aos estudantes da Escola Estadunidense de Pós-Graduação de Administração Internacional: “Muita gente perguntou sobre portar armas de fogo, etc. Acho isso tolo e ridículo. Leva tamanha desvantagem numérica e de armas que isso de nada lhe valeria.”
Os ativistas políticos parecem inclinados a usar esta arma poderosíssima ao máximo. Um porta-voz duma firma internacional de segurança prediz que sua linha comercial é a “onda” do futuro: “Nunca antes na história do homem temos visto os tipos de violência, de atos animalescos que iremos ver em breve em nossa sociedade.” Por certo, a humanidade sente o “aumento do que é contra a lei” que a Bíblia prediz assinalaria “os últimos dias” deste global “sistema de coisas” em declínio. — Mat. 24:3, 12; 2 Tim. 3:1.
Conceito Equilibrado da Vida
Há outra coisa em que pensar: Não lhe parece estranho que as pessoas fiquem tão atônitas diante das ameaças às vidas das vítimas de seqüestros ou reféns, todavia, incontáveis outros, diariamente ameaçados de morte, passam quase despercebidos?
Pense nos milhões que passam fome neste exato momento — o que torna sua vida menos valiosa? Os abortos continuamente tragam numerosas vidas jovens; multidões não são apenas seqüestradas, mas assassinadas a cada dia ao redor do globo. E o que dizer de miríades já mortos ou que agora são assassinados nas guerras desta geração? Tais vidas geralmente passam sem que haja sequer um sussurro.
A política, o crime e o oportunismo moral tornaram a vida muito barata, ao passo que, paradoxalmente, as ameaças a certas vidas causam terrível furor. Como expressou certa pessoa: “As pessoas darão milhões para salvar uma vida, mas pouquíssimo para salvar milhões de vidas!” Não revela tal inversão de valores que há algo muito errado no sistema mundial de coisas que a produziu?
É por isso que apenas a completa mudança global prometida por Deus poderá alterar o conceito de vida da humanidade, fazendo-o retornar ao equilíbrio. Tal mudança será necessariamente tão avassaladora que a Bíblia fala de uma “nova terra” depois dela, uma nova sociedade humana sob novos arranjos governamentais, quando a “terra anterior” e seu conceito barato da vida já terão ‘passado’. Então, o valor que o grande Dador da Vida atribui à vida prevalecerá — trazendo à realidade a condição há muito ansiada em que “não haverá mais morte”. — Rev. 21:1-5; 2 Ped. 3:13.
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Uma língua radicalmente diferenteDespertai! — 1975 | 8 de novembro
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Uma língua radicalmente diferente
Do correspondente de “Despertai!” em Hong Kong
AO INVÉS de simplesmente aprender vinte e três letras, como no alfabeto português, que tal decorar milhares de caracteres ideográficos? Que tal escrever uma carta, não por datilografar a velocidades de cinqüenta ou oitenta palavras por minuto, mas por laboriosamente desenhar cada caráter à mão? Isto é parte de se aprender chinês, tanto escrito como falado.
O chinês é, segundo se reputa, uma das mais antigas línguas do mundo, e talvez a mais difícil. A dificuldade reside mormente em que a língua chinesa não possui alfabeto. Antes, possui milhares de diferentes caracteres. Ao passo que um dicionário padrão para ginasianos contém apenas cerca de 10.000 caracteres, um dicionário pormenorizado contém mais de 40.000. No entanto, calcula-se em geral que, se uma pessoa souber de 3.000 a 4.000 caracteres, deveria poder ler razoavelmente bem publicações de interesse geral.
Os caracteres são as unidades básicas ou símbolos da língua escrita e são todos monossilábicos. Ao passo que cada um tem seu próprio significado, dois ou mais caracteres podem ser combinados para formar novas palavras. Exemplificando: o caráter “ren” ([Artwork — caractere chinês]) sozinho significa “um humano”; combinado ao caráter “min” ([Artwork — caractere chinês]), a palavra resultante “ren mim” significa povo dum país. “Ren” também pode ser combinado com dois outros caracteres “jiann” (ver, [Artwork — caractere chinês]) e “jeng” (provar, [Artwork — caractere chinês]) formando a palavra “jiann jeng ren” ([Artwork — caracteres chineses]), que significa testemunha. Na linguagem falada atualmente, dois ou três caracteres separados usualmente são necessários para
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