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  • A crescente crise do petróleo
    Despertai! — 1974 | 8 de julho
    • Necessárias Enormes Importações

      O que tudo isso significa é que tais nações industriais têm de importar enormes quantidades de petróleo. E, no futuro imediato, terão de importar ainda mais. Como comenta U. S. News & World Report: “Apenas as importações mantêm acesas as lâmpadas e as máquinas em funcionamento.”

      Para exemplificar: o Japão usa cerca de 5.000.000 de barris de petróleo cada dia. Tem de importar praticamente tudo isso! Dessas importações, cerca de 90% vem do Oriente Médio. Calcula-se que, em 1980, o Japão poderia estar usando até 13.000.000 de barris diários. Quase todos eles, também, teriam de ser importados, a maioria do Oriente Médio.

      A Europa Ocidental usa cerca de 15.000.000 de barris de petróleo por dia. Quase todos são importados. Cerca de 80% destas importações vem do Oriente Médio e da África do Norte. Se a utilização de petróleo ali continuar a crescer, asseveram os peritos, em 1980 a Europa Ocidental consumiria 26.000.000 de barris diários, a maioria importados. Mesmo os campos petrolíferos do Mar do Norte, agora sendo explorados, só poderiam produzir cerca de 3.000.000 de barris por dia, em 1980, segundo a maioria das estimativas. Os restantes teriam de vir mormente do Oriente Médio e da África do Norte.

      Os EUA produziram menos de 11.000.000 de barris de petróleo por dia em 1973. Mas, consumiram mais de 17.000.000 de barris diários! Assim, tiveram de importar mais de 6.000.000 de barris cada dia para cobrir a diferença. Assim, em 1973, importaram cerca de 35 por cento de seu petróleo. E a produção doméstica, segundo se espera, vai declinar no futuro, à medida que seus próprios campos de petróleo ‘esgotam-se’ por longo uso.

      Para os EUA, a situação, se continuar, tornar-se-á ainda mais grave no fim da década de 70. Em 1980, calculam algumas autoridades, a nação estará usando cerca de 27.000.000 de barris de petróleo cada dia. Desses, cerca de 15.000.000 de barris terão de ser importados — mais de 55 por cento! Em 1980, afirma-se, a produção nos 48 estados contíguos cairá para cerca de 10.000.000 de barris por dia. Cerca de 2.000.000 de barris por dia teriam de vir dos campos petrolíferos alasquenses, deixando o déficit de 15.000.000 de barris. A maior parte deles teria de vir das maiores reservas disponíveis, o Oriente Médio e a África do Norte.

      No inverno setentrional de 1972-1973, os estadunidenses tiveram problemas em conseguir suficiente óleo de aquecimento, devido à escassez. O resultado foi que algumas fábricas e até mesmo escolas fecharam temporariamente. Também, no verão de 1973, alguns tiveram dificuldades em conseguir bastante gasolina para seus carros. Os europeus enfrentaram problemas similares. Assim, mesmo antes do corte árabe de petróleo para os EUA, a realidade foi exatamente como noticiou o Herald-Examiner de Los Angeles: “Os E. U., que atualmente não dispõem de capacidade ociosa na produção de petróleo, tornam-se cada vez mais dependentes do petróleo estrangeiro.” E adiciona o Times de Nova Iorque:

      “Há um acordo geral na indústria e no governo de que as fontes do Hemisfério Ocidental não conseguirão expandir suas remessas para os Estados Unidos de forma significativa, e que o grosso dos aumentos futuros em importações de óleo cru terá de vir de fontes do Hemisfério Oriental, no Oriente Médio e na África.”

      O Canadá, um dos principais fornecedores de petróleo aos EUA, também tem seus problemas. Assim, talvez em breve tenha de cortar suas exportações de petróleo e de gás. O Star de Toronto relata:

      “O Canadá encara a volta à era do cavalo e da charrete, e da fornalha suja de carvão, a menos que protejamos nossos recursos [petrolíferos do rápido desgaste pelos Estados Unidos, famintos de energia, avisa o geofísico de Toronto, J. Tuzo Wilson, um dos mais notáveis cientistas do mundo.

      “As demandas que recaem sobre as reservas decrescentes de petróleo e de gás natural poderiam lançar a civilização norte-americana numa crise desesperada em questão de 10 anos, afirma ele . . .

      “‘As demandas de gás e petróleo são tão insaciáveis, e crescem tão rápido, que se torna claro que as reservas petrolíferas do Ártico não oferecem solução a longo prazo para o problema das reservas energéticas’, escreve Wilson.”

      Assim, quer gostem quer não, a América do Norte, a Europa ocidental e o Japão terão de importar cada vez mais petróleo de outros países, e em gigantescas quantidades. Isto gera vários problemas enormes. Um deles é devido a que as únicas reservas comprovadas de tais vastos depósitos de petróleo se acham em dois lugares geralmente desfavoráveis àquelas nações.

      O primeiro local é as terras árabes e muçulmanas do Oriente Médio e do Norte da África. A segunda maior reserva comprovada de petróleo se acha na União Soviética. Isso significa que os países comunistas e os árabes-muçulmanos controlam as maiores fontes de petróleo da terra. E já vimos o que pode acontecer com tais fontes desde a última guerra árabe-israelense.

      Todavia, a localização destas reservas petrolíferas apresenta, não só problemas políticos, mas também enormes problemas financeiros para as nações que compram petróleo. Como assim?

      Custos Estonteantes

      O custo do petróleo importado para os EUA, a Europa ocidental e o Japão, já é gigantesco. Pagam bilhões de dólares por ano para este petróleo, principalmente aos países produtores do Oriente Médio e da África do Norte.

      Mesmo que o preço do petróleo permanecesse o mesmo, o maior volume necessário às nações industriais que dele carecem lhes custaria crescente fortuna. Mas, o preço do petróleo não permaneceu o mesmo! Subiu grandemente, mais do que duplicando o que custava há alguns anos. E todo o mundo espera que o preço continue ascendendo, visto que a demanda de petróleo aumenta a passos largos.

      É por isso que as autoridades declaram que, não importa o que aconteça, o preço da energia em todas as suas formas, especialmente a de petróleo, irá subir com certeza no futuro. Os dias de combustíveis baratos, de gasolina a baixo preço para os automóveis, já se foram.

      Devido aos custos bem mais elevados, e às crescentes necessidades de importações, as nações consumidoras terão de pagar cada vez mais pelo petróleo. Isto agrava os déficits em sua balança de pagamentos com outras nações. Em outras palavras, gastam mais do que conseguem ganhar. Tais gastos crescentes de tão grandes somas irão atiçar a inflação já ruim em tais nações. Elevarão ainda mais alto os preços e o custo de muitas coisas, e não apenas do petróleo. Isto se dá porque as pessoas que usam produtos de petróleo pagam preços mais altos, e, por fim, exigirão maiores salários para compensar isto. Maiores salários fazem com que os empresários aumentem o preço de seus produtos. Assim, o custo cada vez mais elevado do petróleo atiça as chamas do que já é uma inflação péssima.

      Os EUA, alicerce da economia do mundo ocidental, já têm sérios problemas em seu balanço de pagamentos. Por muitos anos esse país tem gasto no ultramar mais do que recebe ali, metendo-se cada vez mais em dívidas com outras nações. Os pagamentos que fará para as crescentes importações de petróleo irão piorar essa situação.

      Para ilustrar: durante 1973, calcula-se que os Estados Unidos gastaram cerca de US$ 7 bilhões com importações de petróleo. Em 1975, os economistas esperam que isto ascenda a US$ 15 bilhões. Em 1980, afirma James Akins, embaixador estadunidense na Arábia Saudita, o custo do petróleo importado “seria de mais de 40 bilhões de dólares por ano de vazão”. Tais estonteantes pagamentos seriam muito difíceis de ser feitos. Poucos peritos acham que os Estados Unidos conseguiriam exportar bastantes produtos para pagar isso tudo. Torna-se evidente, então, por que o problema do petróleo é chamado de crise.

      A situação não difere muito para o Canadá, a Europa ocidental e o Japão. Todas essas nações terão crescentes dificuldades em pagar as estonteantes quantidades de petróleo que terão de importar nos próximos anos.

      Todavia, e se tais nações não puderem pagar esse petróleo, ou, por alguma razão, as entregas forem reduzidas? Então, a forma de vida industrial da América do Norte, da Europa ocidental e do Japão, como a conhecemos hoje, terá de mudar drasticamente.

      Visto que a União Soviética dispõe de grandes reservas de petróleo, não se vê confrontada com tais escassezes. Ela, junto com os menores campos de petróleo da Romênia, pode suprir as nações comunistas da Europa oriental. Assim, a União Soviética e seus amigos estão em boa situação. Também estão as nações árabes e muçulmanas do Oriente Médio e da África do Norte, e seus amigos.

      Mas, este não é o caso da América do Norte, da Europa ocidental e do Japão. Já têm problemas em conseguir suficiente petróleo, e esse problema só tende a aumentar nos próximos anos. O que isso realmente significa é que toda pessoa que vive nestes países sofrerá o impacto disso em sua vida, de uma forma ou de outra. O custo das coisas, o inteiro modo de vida naquelas nações, jamais voltará a ser o mesmo.

  • O que sabe sobre a oração?
    Despertai! — 1974 | 8 de julho
    • O que sabe sobre a oração?

      PRATICAMENTE todo o mundo ora, embora alguns não o façam com tanta freqüência. Muitas vezes a oração é deixada como o último recurso — para ser usada depois que tudo o mais falhou.

      Por exemplo, na Segunda Guerra Mundial, disse-se: “Não há ateus nas balsas salva-vidas.” Quando o avião caía no mar, o rádio não operava, a terra distava milhares de quilômetros, as provisões estavam quase esgotadas, e não havia nenhuma ajuda em vista — quando todas as outras fontes de ajuda se haviam esgotado — então os homens levantavam os olhos para o alto e oravam.

      Mas, será só para isso a oração? É a oração um último recurso, a ser tirado do fundo da mente depois que tudo o mais falhou?

      Não é só para isso que serve a oração bíblica. A Bíblia apresenta a oração como

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