-
Uma relação íntima e preciosaA Sentinela — 1962 | 15 de setembro
-
-
25. Onde e como descreve Paulo o ministério do novo pacto, e como Pedro confirma isto?
25 No sumário apresentado acima, há um ou dois pontos que não foram discutidos ainda, e sobre estes desejamos tecer alguns comentários. Primeiramente com relação ao ministério do novo pacto, Paulo o amplia em 2 Cor. 3:4-4:6, mostrando que a sua glória excede em muito o pacto da lei. Ele disse que “nós [cristãos], . . . refletimos como espelhos a glória de Jeová”, primeiro porque “ele tem brilhado em nossos corações para iluminá-los com o glorioso conhecimento de Deus pela face de Cristo”, e daí, pregando as boas novas, refletindo esta luz e “tornando manifesta a verdade” a outros. Deveras, as “outras ovelhas” do Senhor, por estarem intimamente associadas com o restante do pequeno rebanho ainda na terra, participam neste mesmo ministério, mas a responsabilidade principal descansa sobre os do novo pacto, o Israel espiritual, descrito por Pedro como ‘uma nação santa, um povo para possessão especial, para que declareis em toda a parte as excelências’ daquele que vos chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz”. — João 10:16; 1 Ped. 2:9.
26. (a) Como é que foi aplicado o mérito do resgate em sentido especial ao Israel espiritual? (b) Que distinção é demonstrada assim com referência às “outras ovelhas”?
26 De novo, é importante relembrar-se que o mérito do sacrifício de Cristo, aplicado em favor dos que se tornam israelitas espirituais, resultando na justificação deles ou em serem declarados justos por Deus enquanto ainda na carne, é para um propósito especial. É da vontade divina que estes sejam sacrificados com Cristo, o que não podia acontecer aceitavelmente a menos que fossem justificados primeiro. São, então, gerados por Deus como seus filhos espirituais para uma nova esperança de vida celestial. Isto é feito mediante a operação do espírito de Deus, o qual também os unge ou os reconhece legalmente como membros do corpo ou da congregação da qual Cristo é o Cabeça. Nisto, também, nós vemos uma distinção clara das “outras ovelhas”. Elas podem sofrer e até depor a vida por tomar o lado do reino de Deus, mas não sacrificam a esperança de vida num paraíso restaurado na terra. O espírito de Deus opera a favor delas, as sustém e as equipa na participação do serviço do Reino e na conduta correta, mas não infunde nelas a esperança de uma ressurreição celestial. — Rom. 5:1, 2; 8:15-17; Col. 1:18.
27. (a) Por que devem todos os semelhantes a ovelhas assistir à ceia do Senhor? (b) Que verdades vitais são frisadas ali para o benefício de todos?
27 Tendo recapitulado brevemente os maravilhosos benefícios recebidos e os participados pelos do novo pacto, e também a relação íntima e preciosa na qual entram, podemos apreciar mais plenamente o privilégio deles, além da grande responsabilidade. As “outras ovelhas” também devem aprender estas verdades importantes, visto que constituem uma parte vital do propósito de Deus, mesmo que não possam penetrar nelas, no sentido de não as experimentar em si mesmas. Deveras, então, esta reunião anual da ceia do Senhor é incomum. Todos os genuinamente interessados são bem-vindos e devem se esforçar para assistir. Esta reunião é uma expressão da verdadeira adoração, pois pode-se dizer que todos os presentes, de maneira simbólica, são participantes da “mesa de Jeová”, embora só os que participam dos emblemas do pão sem fermento e do vinho sejam os que têm testemunho do espírito de Deus de que são seus filhos espirituais, ‘herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo’. Mas, por ouvir o que é dito nesta ocasião todos compreenderão de novo a importância de servir a Jeová, nos interesses do seu reino, no espírito de uma adoração exclusiva e indivisa, a importância de se manter limpo de qualquer proceder que os identificaria como servindo na “mesa dos demônios” e a importância de se manterem intimamente unidos com a sociedade do Novo Mundo das testemunhas dedicadas de Jeová, pois este é o tempo em que Jeová ajunta todas as suas ovelhas “em união . . . como rebanho no redil”. — Miq. 2:12; João 10:16.
28. Que cumprimento teve o Salmo 116 em Jesus, e como se aplica isto a todos no novo pacto?
28 Entretanto, os que percebem a esperança celestial neles e que têm o testemunho do espírito como foi mencionado, devem participar dos emblemas, mas tendo o cuidado de fazer condignamente, “depois de escrutínio”. Estes filhos espirituais devem ter bem em mente tudo o que está envolvido, a fim de manterem sua preciosa e íntima união uns com os outros, com seu Senhor e Cabeça e, acima de tudo, com Jeová. Apreciando tudo o que receberam das suas mãos, a sua oração deve ser a mesma que Jesus orou, conforme registrado num salmo profético: “Que darei ao SENHOR [Jeová] por todos os seus benefícios para comigo?’ A firme determinação deles deve ser a mesma que a dele, segundo expresso no mesmo salmo: “Oferecer-te-ei sacrifícios de ações de graça, e invocarei o nome do SENHOR [Jeová]. Cumprirei os meus votos ao SENHOR [Jeová].” Cumprindo fielmente o seu curso sacrificial, ‘provando-se fiéis até à morte’, são sustentados pela gloriosa promessa de Jesus: “Dar-te-ei a coroa da vida.” Que conforto e que poderosa asseguração deve isto ter dado a Jesus na sua hora de necessidade, semelhantemente, para os que seguem o mesmo curso sacrificial, a leitura do que Jeová fez que se registrasse há muito, para o benefício deles: “Preciosa é aos olhos do SENHOR [Jeová] a morte dos seus santos”! — 1 Cor. 11:28; Apo. 2:10; Sal. 116:12-19, ALA.
-
-
A libertação dos cativosA Sentinela — 1962 | 15 de setembro
-
-
A libertação dos cativos
ESTA experiência interessante passou-se na Venezuela: “Trabalhando certo dia de manhã com as revistas, eu e uma jovem pioneira fomos juntos à última porta dum edifício. Terminei a apresentação e a senhora disse que gostaria de ler as revistas, mas primeiro nos convidou a entrar, porque tinha algumas perguntas importantíssimas a fazer. Ela disse-nos que tinha sido abençoada com um poder especial para comunicar-se com os mortos e predizer muitas coisas na vida de sua família e de amigos, até sendo ouvidas as “vozes” dos parentes mortos por meio dela. Havia, porém, algumas dúvidas na sua mente sobre as vozes, porque às vezes parecia que duas ou três tentavam falar ao mesmo tempo e contradiziam umas às outras. Às vezes pediam cigarros e rum, os quais eram sempre consumidos. Seu marido e seu filho estavam muito nervosos e seu matrimônio feliz estava sendo destruído. Seu marido não gostava das sessões, e, enquanto ele estava presente, ela não tinha o poder de comunicação. Isto fez com que os espíritos ficassem com raiva e lhe dissessem que o divorciasse. Especialmente por isso ela queria saber por meio de que poder ela fazia essas coisas.
“Silenciosamente pedi a ajuda de Jeová e o Seu espírito para guiar-nos enquanto abríamos a sua Palavra para achar a informação que abrisse aqueles olhos cegos para que enxergassem a verdade concernente ao espiritismo. Não hesitamos em dizer-lhe franca e claramente a verdade sobre a origem de seu poder e como era condenado na Bíblia. Ela maravilhava-se de cada texto bíblico. Na segunda visita, deixamos com ela o folheto Que Dizem as Escrituras Acerca da “Sobrevivência Após a Morte”?, e na terceira visita ela estava bem impressionada com o que tinha aprendido, e arranjou-se um estudo. Depois de poucas semanas ela tinha mudado tanto, que não tinha mais contato com os demônios. Diziam à sua irmã que ela estava ‘perdida’. Gradualmente, a liberdade que ela obteve, trouxe bênçãos à família inteira. Seu irmão, que praticava a mesma crença, já se batizou. Ela e a sua mãe se batizarão logo. Seu filhinho recebe um estudo dum menino da mesma idade e na sua inocência perguntou quando seu pai ia estudar a Bíblia. Para surpresa deles, ele concordou que devia e agora estuda duas vezes por semana. A verdade tem trazido felicidade e harmonia a esta família.” — Anuário das Testemunhas de Jeová para 1962, publicado em inglês.
-