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“Persisti em fazer isso em memória de mim”A Sentinela — 1976 | 1.° de fevereiro
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fazer comentários adicionais, o superintendente presidente poderá fazer comentários finais, a menos que seja ele quem cuida do programa da Comemoração. A reunião se encerra com um cântico e uma oração finais.
Apenas os do restante ungido tomam dos emblemas que se fazem passar pela assistência. Depois duma breve oração, faz-se passar primeiro o pão. A seguir, depois de outra oração, serve-se o vinho. O pão e o vinho não são servidos juntos. Aqueles que participarem ‘dignamente’ devem tomar ambos os emblemas. — 1 Cor. 11:27, 28.
A Bíblia diz que Jesus partiu o pão, evidentemente para servir os apóstolos recostados em ambos os lados da mesa. (Mat. 26:26) Isto não é necessário na nossa situação atual, visto que Jesus não estabeleceu ali um precedente ritualístico. Não há assim nenhum significado simbólico em partir o pão não fermentado. Lembre-se de que nenhum dos ossos do corpo físico sem pecado de Jesus foi quebrado na morte. (Êxo. 12:46; Sal. 34:20; João 19:33, 36) O número dos copos ou dos cálices e o número dos pratos usados depende do número dos que são necessários para servir. Antes de começar a reunião, uma parte do pão não fermentado pode ser posta em cada prato usado e o vinho, nos cálices.
Que espécie de pão e vinho se usam? Visto que Jesus usou o pão não fermentado ou ázimo normalmente usado na Páscoa, usamos hoje pão sem ferimento. Alguns matzos (pães ázimos) judaicos são feitos apenas com farinha de trigo e água, e esses podem ser usados pelos cristãos na celebração da Comemoração. Mas não usaremos matzos feitos com ingredientes adicionais, tais como sal, açúcar, malte, ovos, cebolas, e assim por diante.
Algumas Testemunhas talvez prefiram fazer uma pequena quantidade de pão não fermentado com farinha (de trigo, arroz ou outro cereal) e água. Isto pode ser feito do seguinte modo: Misture uma xícara e meia de farinha com uma xícara de água, produzindo uma massa úmida. Abra a massa com um rolo numa superfície lisa, polvilhada de farinha, até que fique fina como obreia ou o mais fino possível. Coloque-a numa panela rasa de forno ou em chapa de biscoitos, fazendo muitos furos pequenos na massa, com um garfo, e dando-lhe a forma de folha chata. Coza em forno quente até que fique seca e tostada.
O vinho provido para a Comemoração deve ser verdadeiro vinho tinto, como era usado pelos judeus nas suas celebrações da Páscoa. Notamos em Mateus 26:29 que Jesus mencionou o “produto da videira”, o qual, naquele tempo do ano, só podia ser vinho fermentado. Vinho tinto de uva, não adulterado, é o único lembrete apropriado do sangue derramado de Jesus. O sangue de Cristo era suficiente sem aditivos, de modo que o vinho usado deve ser simplesmente vinho tinto, não suave, nem reforçado. Caso se prevejam dificuldades na obtenção dos emblemas, então os preparativos podem ser feitos com bastante antecedência para obtê-los. Visto que os emblemas, em si mesmos, não são sagrados, o pão e o vinho, depois de acabar a celebração e terminar a reunião, podem ser levados para casa e considerados como comuns, a serem usados em outra ocasião, de modo normal. — 1 Sam. 21:4.
Quem deve tomar os emblemas? Apenas os do “pequeno rebanho” são os incluídos no novo pacto, e, por isso, exige-se deles participar dos emblemas. (Luc. 12:32) Foram os onze apóstolos fiéis, como pequeno grupo de prospectivos ungidos, que compuseram o núcleo daqueles que mais tarde foram incluídos no novo pacto, no dia de Pentecostes de 33 E.C. (Luc. 22:20) Os da “grande multidão”, não sendo ‘novas criaturas’ no novo pacto, não comem o pão nem bebem o vinho nesta celebração aniversária. — 2 Cor. 5:17.
Cada um dos ungidos que está presente na Comemoração examina-se de antemão para ver se é digno de participar e se tem realmente o testemunho do espírito. (Rom. 8:16, 24; 1 Cor. 11:27-29) Ocasionalmente, há uns que antes participavam e que chegaram a reconhecer que sua relação com Deus não é a dum filho ungido. Devem corretamente deixar de tomar os emblemas, mas isto não é indício de que se tornaram infiéis. É apenas que sua relação pessoal com Jeová esclareceu-se como sendo de esperança terrena.
Os contados como tendo tomado os emblemas são os de quem se sabe que são servos fiéis e batizados de Deus. Não convidamos desassociados a estar presentes. Mas, se algum deles estiver presente, não há motivo para se perturbar se ele estiver sentado numa fileira junto com os outros e passar a tomar os emblemas. De qualquer modo, não contamos a tal como participante.
Dá sempre alegria ver tantos novos assistir à celebração da Comemoração. Depois do programa, há companheirismo feliz com os novos e uns com os outros. Este companheirismo alegre e deveras edificante e animador para todos. O programa da noitinha, quando se reflete nele, sempre dá muito em que pensar com apreço grato a Jeová, lembrando-nos de tudo o que Ele fez por amor a nós, mediante nosso Resgatador, Jesus Cristo, nosso Senhor. (Mat. 20:28; 1 Ped. 3:15) Voltando para casa, após o programa, a família de testemunhas de Jeová poderá passar tempo em palestrar sobre o sentido desta ocasião significativa. Tudo isso ajuda a unir mais a família e a edificá-la espiritualmente.
Os anciãos fazem planos cuidadosos para uma celebração adequada da Refeição Noturna do Senhor, para a congregação local. Nesta noite específica, em todas as partes do globo, o coração e a mente dos do povo dedicado de Jeová, tanto ungidos como os da “grande multidão”, reunidos em união, dão louvor ao nosso Deus Soberano, Jeová. Dão novamente graças a Jesus Cristo, nosso Resgatador, que demonstrou seu grande amor a nós por entregar a sua vida humana, a fim de nós sermos restabelecidos. Os do restante ungido e os da “grande multidão” deleitam-se anualmente em comemorá-lo como o messiânico conquistador do mundo. — João 16:33.
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O apoio divino elimina o medoA Sentinela — 1976 | 1.° de fevereiro
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O apoio divino elimina o medo
COMO se sentiria, se tivesse sido mandado pelo Deus Todo-poderoso fazer certa obra, mas fosse proibido por um decreto humano, oficial, de fazê-la? E o que faria se o decreto procedesse da potência mundial prevalecente no seu tempo? Tremeria de medo, especialmente se tal obra tivesse de ser feita abertamente, onde todos a pudessem ver? Interromperia a sua obra ou prosseguiria destemidamente com ela?
Os cristãos que proclamam as boas novas do reino de Deus têm passado por tal situação muitas vezes e em muitos lugares. Sabem que sua comissão de pregar é divina. Seu Líder Jesus Cristo, que falava o que ouvia da parte de Deus, disse: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” Também: “Fazei discípulos de pessoas de todas as nações, . . . ensinando-as.”
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