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Cuide de seu dinheiroDespertai! — 1980 | 22 de setembro
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excessivamente alto de modo que as lojas possam parecer que oferecem pechinchas por remarcá-lo por bem menos.
“Abaixo do custo de fabricação” suscita mais perguntas, tais como: Por quê? Trata-se de um item pouco vendido? Deixou de ser fabricado? Não há mais peças disponíveis?
“Economize!” Lembre-se de que esta atraente palavra usualmente tem um único objetivo — fazer com que gaste. Palavras como “Especial!” “Remarcação!” e “Liquidação Total!” obviamente significam, nada mais, nada menos, do que deseja o gerente da loja. Mesmo em lojas bem conhecidas, já foi dito a mais de um balconista: “Marque-o Cr$ 79,50, de modo que na próxima semana possamos remarcá-lo a Cr$ 65,00.”
Tornamo-nos vítimas de tais artifícios porque queremos obter uma pechincha. Poderá proteger-se por aprender sobre os preços e a qualidade dos artigos. Saiba quanto custam as coisas. E, lembre-se, nada é uma pechincha, a menos que realmente precise disso. Mesmo que, se o comprar, estaria realmente economizando 50 por cento, por não comprá-lo estaria economizando 100 por cento!
Verifique os Preços
Tem-se relatado que membros das famílias de baixa renda (que obviamente mais precisam fazer economia) mostram menos probabilidades de verificar os preços em mais de uma loja do que os compradores das famílias mais prósperas.
Poderá economizar por comparar os preços de diversas lojas? Naturalmente que sim! Nos EUA, a União dos Consumidores verificou que os preços do mesmo aparelho doméstico variavam de US$ 259 a US$ 370 em diferentes lojas.
Reduza Seus Gastos com Alimentos
Tem-se calculado que muitas donas-de-casa poderiam reduzir seus gastos com alimentos em até 25 por cento mediante compras mais argutas. Os alimentos constituem grande parte dos gastos de sua família. Como ensinam os peritos que se pode economizar nisso?
Primeiro, deve planejar. Poderá economizar por fazer compras uma vez por semana, ao invés de cada dia. Poderá aguardar vendas especiais, e poderá comprar gêneros alimentícios quando estiverem na época e custarem muito menos do que no resto do ano.
Uma lista de compras pode ser de grande ajuda. Os supermercados que anunciam itens a preços reduzidos, ou abaixo do custo, para atrair freguesas, esperam que compre bastantes outros itens para compensar os itens de preços reduzidos. Dá-se grande consideração a como atraí-la para comprar itens de preços aumentados enquanto está no supermercado.
Artigos empilhados bem alto, ou colocados nas pontas dos corredores, ou em mesas especiais no meio dos corredores, ou próximos das caixas, podem tentá-la a comprar itens que não constem de sua lista. Os donos dos supermercados sabem que as probabilidades de lucro dum supermercado dependem de seu êxito em estimular tais compras por impulso. Leland J. Gordon e Stewart M. Lee afirmam em Economics for Consumers (Economia Para Consumidores): “A tendência das consumidoras de comprar por impulso é explorada pelos vendedores, para seu proveito. A compra por impulso aumenta quando os homens fazem as compras, e sobe vertiginosamente quando os filhos os acompanham. Cônscia das armadilhas das compras por impulso, a compradora cuidadosa compra o que está em sua lista, e nada mais.”
Outros Meios de Economizar
Muitos artifícios são empregados pelos supermercados com as embalagens, e com alimentos já preparados. Outrora, quando se comprava um quilo de açúcar, ou de arroz, estes eram pesados na sua frente, e os levava para casa. Agora, vêm em embalagens, que podem ser enganosas. Algumas caixas grandes não estão totalmente cheias. Um frasco de creme de mãos foi projetado para parecer maior que o frasco da marca competidora que contém o dobro do produto. Uma embalagem talvez pareça oferecer-lhe mais, quando, em realidade, estará obtendo menos.
Uma solução simples é comparar as coisas. Leia o peso antes de comprar tal embalagem.
Legumes preparados são vendidos em embalagens convenientes, e queijos em fatias. Mas a pessoa paga — às vezes mais do que pensa — por tal conveniência. Os alimentos preparados não só custam mais; possuem menos valor nutritivo do que se espera. Suplementos, dilatadores e até mesmo água substituíram alguns dos nutrientes nos alimentos preparados.
A regra é simples: Quanto mais preparativos especiais forem feitos em seus alimentos, tanto menos provavelmente conseguirá em troca de seu dinheiro.
Como Proteger-se
O comprador cuidadoso leva a sério sua
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A religião e seu dinheiroDespertai! — 1980 | 22 de setembro
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A religião e seu dinheiro
As pessoas doam muito dinheiro às causas religiosas. Nos Estados Unidos tais donativos atingem cerca de US$ 18 bilhões (Cr$ 990 bilhões) por ano.
Grande parte desse dinheiro, sem dúvida, é usado para os fins tencionados. Mas estão todos satisfeitos com o modo como são usadas suas contribuições aos grupos religiosos? Numa carta enviada ao “National Catholic Reporter” (Repórter Nacional Católico), certo senhor escreveu recentemente: “Desde quando era um jovem adolescente, tenho tido completa fé e confiança nestas organizações.” Mas “agora”, continuou, “minha fé e confiança foram abaladas”.
Este senhor ficou desiludido com os escândalos que envolviam fundos doados. Mencionou a Cidade dos Meninos do Padre Flanagan. Também os Padres Palotinos, que levantaram milhões de dólares por meio de maciços apelos por correspondência, para ajudar a crianças abandonadas e famintas em outros países. Mas o chefe dessa ordem monástica teve de declarar-se culpado, no tribunal, diante de “apropriação indébita e fraudulenta” dos fundos. Tal senhor também se referiu à investigação dos Padres Paulinos por terem alegadamente esbanjado até US$ 20 milhões num alto estilo de vida e péssimas aventuras com imóveis.
Os evangelistas protestantes utilizam apelos no rádio e na televisão para atrair anualmente muitos milhões de dólares, nos EUA, dos ouvintes de casa. Os evangelistas talvez ofereçam no programa um item religioso grátis de pequeno valor. Mas, “uma vez tenha escrito, seu nome é colocado no computador”, afirma a revista “Presbyterian Survey” (Pesquisa Presbiteriana), e será bombardeado de cartas que solicitam dinheiro.
Um ex-dirigente de programas de rádio dos Batistas do Sul explica que grande parte do dinheiro é usado para alugar mais horários de transmissão, a fim de se conseguir mais dinheiro para comprar mais horários de transmissão. E visto que os evangelistas estão “sob contínuo escrutínio por parte dos [agentes da receita federal] afirma, podem “criar uma universidade e colocar-se como presidente, [de modo que] possam pagar a si mesmos grandes somas sem o escrutínio da Receita Federal”.
É elogiável quando alguém contribui para ajudar outros. E, por certo, nem todo apelo é fraudulento. Mas, evidentemente, é sábio pensar duas vezes antes de contribuir, mesmo quando tal apelo é feito em nome da religião.
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