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  • O que acontece com a religião na União Soviética?
    Despertai! — 1973 | 22 de outubro
    • que certo historiador, que declarou sem rodeios: “A religião organizada, à parte de bolsões de zelo e devoção, parece ser uma instituição moribunda” na União Soviética.

      Assim sendo, há necessidade de se pesquisar além da aparência superficial. É preciso levar muitas coisas em consideração ao se tentar avaliar o estado da religião na União Soviética hoje em dia. E quando se consideram todos os fatores, podem-se tirar conclusões definidas. Uma destas conclusões talvez lhe seja muito surpreendente!

      De ajuda nesta pesquisa é o exame da história das relações entre a Igreja e o Estado na União Soviética. Habilita-nos a compreender melhor por que certas coisas aconteceram, e qual é a tendência.

      O Poderoso Domínio da Religião

      Para remontar a história da religião na União Soviética, é preciso seguir as pegadas da Igreja Ortodoxa Russa. Tem sido, sem comparação, a religião mais proeminente daquele país.

      Essa Igreja teve seu começo em 988 E. C., quando Vladimir, o Grande, de Kiev, foi batizado na ramificação ortodoxa oriental da religião da cristandade. Diz-se que ele se converteu de sua religião pagã a fim de obter sua esposa, Ana. Ela era irmã do imperador do então dominante Império Bizantino. Tal império tinha sua capital em Constantinopla, a sede principal da Igreja Ortodoxa Oriental.

      Vladimir disse a seus súditos que todos eles tinham de submeter-se ao batismo como cristãos ortodoxos. Quem não quisesse fazê-lo era considerado inimigo do Estado. Assim, desde seu início, a Igreja Russa era apoiada pela força secular. Quando o Império Bizantino entrou em colapso, em 1453, a Igreja Ortodoxa Russa foi declarada independente do controle de Constantinopla. Mais tarde, o principal cabeça religioso em Moscou se tornou patriarca igual ao de Constantinopla. Não obstante, em 1692, Pedro, o Grande, aboliu a posição de patriarca, controlando ele próprio a Igreja. E, em 1721, a Igreja Ortodoxa Russa tornou-se oficialmente a igreja nacional.

      Ao passar o tempo, a Igreja tornou-se cada vez mais ligada à regência opressiva dos czares (reis ou imperadores, da palavra latina Caesar). Os czares exigiam que o povo se ajustasse à Igreja Ortodoxa Russa e tornaram ilegal converter-se a outra religião. Os impiedosos czares e a Igreja interesseira se combinaram para manter o povo em ignorância e na pobreza.

      Daí, então, em março de 1917, grupos políticos de mentalidade liberal fizeram uma revolução e destituíram o czar. Desaparecido o czar, a Igreja Ortodoxa Russa viu a oportunidade de se tornar independente do controle do Estado. E o novo governo provisório incentivou tais esforços. Em agosto daquele ano memorável, foi restaurado o cargo de patriarca. Com o novo patriarca, Tikhon, e nova liberdade, julgava-se que a Igreja se tornaria ainda mais poderosa do que antes.

      Ominosos Ventos de Mudança

      Antes de isso ocorrer, porém, os ventos políticos com força dum furacão varreram através da Rússia! Ocorreu outra revolução, em novembro de 1917. Esta elevou ao poder os bolchevistas (mais tarde chamados de comunistas). Acabaram com a ordem existente, inclusive o governo provisório.

      Em poucos anos, sob a direção de Lenine; o comunismo consolidou seu controle sobre a Rússia e outros territórios próximos. Daí, em 30 de dezembro de 1922, declarou-se em existência a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (U. R. S. S.). Por fim, quinze repúblicas vieram a constituir a União Soviética, inclusive a Rússia, a maior das repúblicas. Atualmente, a União Soviética abrange maior área terrestre do que qualquer outra nação. Sua população atinge cerca de 250.000.000 de pessoas, sendo a terceira do mundo, depois da China e da Índia.

      Assumindo o poder sobre mais de cem grupos nacionais, os regentes comunistas viram-se confrontados com pessoas que sustentavam uma variedade de crenças religiosas. Naturalmente, a Igreja Ortodoxa Russa era, sem comparação, a maior religião. Mas, havia muitas outras, especialmente nos territórios que ficaram sob o controle comunista mais recentemente.

      Todas estas religiões queriam constatar sua posição perante o novo governo. Logo viriam a descobri-la. Seriam todas elas afligidas com plena força pelos gigantescos ventos de mudança que começaram a soprar em novembro de 1917.

  • A campanha da união soviética para esmagar a religião
    Despertai! — 1973 | 22 de outubro
    • A campanha da união soviética para esmagar a religião

      QUANDO os comunistas obtiveram o controle da Rússia, não perderam tempo em tornar conhecido seu propósito quanto à religião. Era o de esmagar a religião e transformar o país num estado ateu.

      Na verdade, no início da década de 1900, Lenine escrevera que devia haver tolerância religiosa. Mas, uma vez que os bolchevistas assumiram o poder, tornou-se claro que o governo consideraria a religião como sua inimiga e tentaria enterrá-la. Em seu tratado Relationship of the Worker’s Party to Religion (Relação do Partido dos Trabalhadores com a Religião), disse Lenine:

      “‘A religião é o ópio do povo’ — esta declaração de Marx é a pedra angular de todo o conceito mundial do marxismo no assunto de religião. O marxismo considera todas as hodiernas religiões e igrejas, cada uma e toda organização religiosa, como sendo sempre órgãos das forças reacionárias burguesas [inimigas].”

      Começa o Ataque

      Logo depois de assumir o poder, em novembro de 1917, o novo governo expediu um decreto declarando que todas as terras, inclusive as de propriedade eclesiástica, eram agora propriedade do povo (realmente do governo). Este decreto pavimentou o caminho para o confisco posterior das propriedades das igrejas.

      Outro decreto declarava que todos os cidadãos eram iguais, não importava que religião professassem, ou mesmo que não professassem nenhuma religião. O resultado prático disto foi tolerar e promover o ateísmo.

      Daí, no início de 1918, o governo anunciou a separação completa entre a Igreja Ortodoxa Russa e o Estado. Nessa ocasião, todas as propriedades eclesiásticas foram tomadas pelos comunistas. Também, proibiu-se a instrução religiosa nas escolas. E cessou todo o pagamento do governo às igrejas.

      Tais passos eram apenas parte do ataque. Muitos outros se seguiriam. Do ponto de vista do governo, era vital o que precisava ser feito às mentes das pessoas, em especial os jovens. A primeira constituição, em 1918, declarara que “reconhece-se para todos os cidadãos o direito à propaganda religiosa e anti-religiosa”. Mas, a constituição foi emendada em 1929 e o ‘direito à propaganda religiosa’ foi eliminado. Ao passo que se manteve o ‘direito à propaganda anti-religiosa’, só se concedeu o “direito à profissão de fés religiosas.

      O decreto de 1929 foi muito prejudicial à religião. Proibia todas as religiões de efetuar qualquer trabalho social, educativo ou caritativo. Limitava os grupos religiosos aos prédios concedidos a eles pelas autoridades. Não podiam fazer nada para disseminar sua religião. E, visto que as crianças então só aprendiam o ateísmo nas escolas, as perspectivas a longo prazo para a religião eram ominosas.

      O Efeito

      Todos estes passos legais e a atitude hostil do governo produziram seus efeitos. Desde as primeiras semanas da revolução, foram atacadas as igrejas através do país. Foram pilhadas, destruídas ou convertidas em fábricas, depósitos, salões de reuniões políticas ou museus.

      Não foi só a Igreja Ortodoxa que ficou envolvida. Outras religiões também foram atacadas. Exemplificando: os clérigos católico-romanos foram encarcerados, foi confiscada a propriedade da Igreja e as escolas católicas sofreram restrições. A prática comunista padrão era formar sociedades de sacerdotes leais a Moscou, minando a autoridade do papa.

      Sob grave pressão, algumas religiões desapareceram por completo. A Igreja Uniata foi uma delas. Tal igreja era filha híbrida do catolicismo romano e da Igreja Ortodoxa. Tinha sido forte entre os ucranianos. Mas, os clérigos que se opunham ao comunismo foram presos ou exilados. Outros clérigos renunciaram a sua lealdade ao papa, abandonaram sua religião e filiaram-se sob a bandeira do patriarca ortodoxo de Moscou.

      De mãos dadas com o confisco de propriedades eclesiásticas, o encarceramento ou exílio de clérigos opositores, e o fechamento das igrejas, aconteceu furioso processo de doutrinação pela imprensa, pelo rádio, por filmes e pelas escolas. Especialmente devastadora era a atmosfera anti-religiosa das escolas. Típico da doutrinação era o compêndio para o nono ano escolar, publicado na União Soviética, que dizia:

      “O estudo das leis da evolução do mundo orgânico é de ajuda no desenvolvimento do conceito materialista. . .

      “Em adição, este ensino nos arma para a luta anti-religiosa, fornecendo-nos a interpretação materialista do aparecimento do propósito do mundo orgânico, e, ao mesmo tempo, provando a origem do homem dos animais inferiores.”

      As crianças ficaram à mercê de seus instrutores ateus. E seus pais freqüentadores de igrejas não conseguiam contrapor essa influência. A maioria de tais genitores sabiam pouco ou nada sobre as razões dos ensinos e das práticas de sua própria religião. Assim, estavam muito mal equipados para deter a maré.

      Além disso, foram feitas grandes organizações para os jovens. Havia os “Jovens Pioneiros” para as crianças e a “União da Juventude Comunista” para os da faixa de dezesseis a vinte e três anos. Tais organizações estavam cheias das idéias de Marx e Lenine. Ao passo que não era obrigatório ser membro delas, era tremenda a pressão social de ajustar-se. O desejo natural dos jovens, de ser parte do que é popular, produziu seu efeito.

      Assim, uma vez no poder, os comunistas se aplicaram em desarraigar a religião tradicional. E, no primeiro quarto de século depois de 1917, a campanha contra a religião foi mantida, embora os ataques surgissem em ondas, mais violentas em certas épocas do que em outras.

      Por Que tão Anti-religiosos?

      Muitas pessoas em outros países ficaram horrorizadas com tais ataques. Mas, isso não aconteceu com o povo russo. Havia massas de pessoas que consideravam o que acontecia como simples retribuição pelos crimes que as igrejas tinham cometido.

      Para entender o modo de sentir de muitos russos, é preciso entender que as igrejas, em especial a Igreja Ortodoxa, eram elementos-chaves da opressão ao povo por parte dos czares. A bem de seu próprio proveito egoísta, o clero, durante séculos, agradava os regentes, ignorava as necessidades do povo e o mantinha ignorante. A maioria do povo era mantida em virtual escravidão aos regentes e às classes abastadas. O clero se empenhava em manter as coisas assim. Muitos dentre o clero se tornaram gananciosos, imorais e famintos de poder.

      Os historiadores reconhecem que a Igreja Ortodoxa, em especial, era crassamente corrupta. Em House Without a Roof (Casa sem Telhado), Maurice Hindus escreve:

      “O batushka [pároco] era amiúde um homem ignorante, viciado em vodca, e não era avesso a seduzir uma atraente paroquiana. . . .

      “O muzhik [camponês] . . . aprendia mais sobre o bem e o mal dos contos e das baladas dos mendigos ambulantes e dos peregrinos do que do pároco. . . .

      “O risco fatal da Igreja Russa era sua completa subordinação e subserviência ao estado czarista, que, nas palavras de Milyukov, ‘paralisava todos os botões vivos da religião’.”

      Este autor também observou as palavras do crítico literário russo, Vissarion Byelinsky, que escreveu: “Aos olhos dos russos, não é o sacerdote o símbolo vivo da glutonaria, da avareza, da bajulação, da sem-vergonhice?”

      Comentando o uso que a Igreja Ortodoxa fez do poderio armado dos czares para promover seus próprios fins, o falecido filósofo russo, N. Berdyaev escreveu no livro The Origin of Russian Communism (A Origem do Comunismo Russo):

      “Podem os hierarcas justificar tal ‘política’ anticristã? Por que recorrem à força, ao invés de às obras de amor? . . . Observamos com espanto a união da Igreja com o Estado nesta obra detestável. É este próprio servilismo da Igreja ao Estado que resultou na perda da fé por parte de tantas pessoas.”

      Que os pecados da religião foram grandemente culpados pelo que aconteceu na Rússia é admitido até pelos próprios líderes religiosos. Um teólogo dum país comunista disse, num relatório impresso pela revista Harpers:

      “Não sou comunista, sou cristão. Mas, sei que somos nós, somente nós, os cristãos, os responsáveis pelo comunismo. Tínhamos uma tarefa a desincumbir no mundo, e Jesus Cristo não deixou nenhuma dúvida quanto a qual ela era. Fracassamos. Nós ‘falamos, mas não agimos’. . . . Lembre-se de que os comunistas eram certa vez cristãos. Se não crêem em um Deus justo, de quem é a culpa?

      Sem dúvida, a corrupção das igrejas na Rússia alienou muitas pessoas de Deus, da Bíblia e do Cristianismo. Raciocinaram: ‘Se esta é a religião de Deus, então preferimos crer que não existe Deus algum.’

      Assim, houve razões para a oposição feroz dos líderes da União Soviética contra a religião. Mas, infelizmente, não diferençaram a verdadeira fé em Deus da religião hipócrita. Em sua amargura, resolveram derrubar toda religião.

      Clero Transige

      De início, muitos clérigos resistiram às incursões dos comunistas contra a religião. Mas, com o passar do tempo, cada vez mais clérigos transigiram e tornaram-se instrumentos do governo comunista. Mas, visto que o governo visava enterrar a religião, estes clérigos transigentes estavam, efetivamente, cavando as suas próprias covas!

      Exemplo disto foi o patriarca Tikhon. Diferente de Jesus Cristo, que se dispunha a morrer antes que transigir, quanto à verdade, Tikhon transigiu. Em 1923, depois de ser solto da prisão, assinou uma declaração em que prometia não se empenhar em nada prejudicial aos interesses do Estado. Pouco antes de sua morte, em 1925, concitou todos os russos a “colocar-se sinceramente a favor do poder soviete e a trabalhar pela riqueza comum e condenar qualquer agitação aberta ou secreta contra a nova ordem do Estado”.

      Após sua morte, a Igreja não teve permissão de eleger outro patriarca. Mas, outras altas autoridades eclesiásticas em geral seguiam sua liderança. Isto se tornou claro quando, em 1927, Sergei, um metropolita (logo abaixo do patriarca, em hierarquia), fez uma proclamação. O livro The First Fifty Years (Os Primeiros Cinqüenta Anos) observa que, na mesma, Sergei “prometeu o apoio e a cooperação política da Igreja e de seus seguidores”. Instou com o clero a que fornecesse garantias escritas de sua lealdade ao governo soviético ou encarasse a expulsão da Igreja.

      Apesar de todas as transigências dos clérigos, os comunistas continuaram sua campanha múltipla contra a religião. Em especial, durante os expurgos políticos de 1936 a 1938, as igrejas foram selvagemente atacadas. Ao passo que, em 1930, Sergei afirmara ter o apoio leal de 163 bispos, restavam menos de 12 em 1939. Dizia-se que 40 bispos haviam sido fuzilados. E calculadamente 10.000 igrejas foram fechadas. Como afirma The First Fifty Years: “A Igreja, em 1939, estava perto do colapso.”

      Mas, em 1939, aconteceu algo que produziria uma mudança. Irrompeu a Segunda Guerra Mundial. Afetou as relações entre o governo soviético e a religião.

  • Segunda Guerra Mundial produz certa mudança
    Despertai! — 1973 | 22 de outubro
    • Segunda Guerra Mundial produz certa mudança

      A SEGUNDA Guerra Mundial irrompeu em setembro de 1939. Dentro de dois anos, os exércitos de Hitler invadiram a Polônia ocidental, a França e vários outros países europeus e grande parte dos Bálcãs. Daí, em 1941, os vitoriosos nazistas voltaram sua atenção para o leste.

      Em junho daquele ano, os exércitos alemães mergulharam na União Soviética. Por volta de dezembro, já haviam capturado toda a parte ocidental do país e tinham chegado aos arredores de Moscou. A sobrevivência daquela nação pendia na balança.

      No entanto, péssimo tempo de inverno e a resistência determinada das tropas e dos guerrilheiros soviéticos estancaram a onda alemã no fim do ano. Mas, era óbvio que, na primavera setentrional seguinte, mais ataques seriam efetuados. O governo soviético sabia que seu povo tinha de ser estimulado para o que estava à frente. Era necessário um esforço máximo.

      Algo que tornou mais fácil esta tarefa foi a perversidade dos invasores alemães. A devastação que causaram, a matança de milhões de pessoas, suas pretensões de superioridade racial e sua clara intenção de exterminar muitos dos eslavos, enfureceu os soviéticos.

      Todavia, precisava-se de ainda maior motivação. A fim de captar todos os recursos daquela nação e granjear a cooperação integral de todo o povo, o governo tinha de ter o apoio dos líderes religiosos. Por que isto se dava?

      O governo precisava do apoio dos líderes religiosos porque ainda havia dezenas de milhões de pessoas religiosas no país. Na verdade, o comunismo obtivera o controle da nação por 24 anos. Mas, esse tempo não bastava para suscitar várias gerações jovens de ateus que, segundo pensavam os comunistas, gradualmente substituiriam os moribundos crentes mais idosos. Muitas pessoas com mais de vinte anos, em especial as mulheres, ainda professavam uma religião.

      Mudança Para com a Religião

      Por conseguinte, os regentes comunistas, inclusive Stalin, viram a necessidade de mudar sua atitude para com a religião. Compreenderam que suas campanhas contra a religião haviam alienado muitos religiosos. Assim, desde o outono de 1941 em diante, a liderança comunista começou a fazer concessões.

      Não demorou muito, tais esforços produziram efeito. Em 1942, o Metropolita Sergei saudou Stalin como o “líder divinamente ungido” da Rússia. Daí, em 1943, Stalin recebeu as autoridades destacadas da Igreja Ortodoxa em seu gabinete no Cremlin e as autorizou a eleger Sergei como o novo patriarca. Assim terminou um período de dezoito anos sem um cabeça oficial da Igreja Ortodoxa Russa.

      Fizeram-se outras concessões. A publicação de um jornal da Igreja foi permitida. Reabriram-se vários seminários teológicos, bem como muitas igrejas. O empenho de destruir a religião foi amordaçado. Também, diminuíram as limitações impostas a outras religiões.

      O Patriarca Sergei morreu em 1944. Sucedeu-lhe Alexei. The Encyclopaedia Britannica observa que Alexei assegurou a Stalin os “sentimentos de profundo amor e gratidão” com que todos os “trabalhadores da igreja” estavam inspirados. Então, os líderes eclesiásticos em toda a parte instaram com seus seguidores a que apoiassem o governo comunista. E o governo recompensou a alguns dos clérigos, por seus esforços, por lhes conceder medalhas.

      Os líderes eclesiásticos disseram a seus seguidores que a luta com os invasores nazistas era, não só em defesa da União Soviética, mas também em defesa do Cristianismo. As igrejas fizeram coletas para comprar armas. Por volta de janeiro de 1943, os donativos já eram suficientes para equipar um esquadrão de caças. Outra contribuição equipou uma unidade de tanques e, quando tal unidade foi entregue ao Exército Vermelho numa cerimônia solene, o Metropolita Nikoloy louvou a Stalin como “nosso Pai comum”.

      Por fim, em 1945, os exércitos alemães recuaram. As tropas soviéticas invadiram a Alemanha. Para comemorar tais eventos, realizou-se uma assembléia sob a direção do Patriarca Alexei. A assembléia adotou uma proclamação em que as vitórias do Exército Vermelho foram louvadas como vitórias de Cristo sobre as forças das trevas. A proclamação declarava: “Qualquer um pode ver as armas de quem [as dos soviéticos] o nosso Senhor Jesus Cristo abençoou e as armas de quem [as dos alemães] não receberam tal bênção.” Poucos dias depois, os líderes comunistas expressaram sua gratidão pelo esforço feito pelas igrejas.

      Mudança de Coração?

      Será que a mudança de atitude do governo indicava verdadeira mudança de coração para com a religião? De jeito nenhum. Como declara o livro Europe Since 1939 (Europa Desde 1939):

      “Objetivos estritamente seculares impeliam os amos soviéticos, que eram ateus materialistas, a fazer concessões aos sentimentos religiosos. Os cidadãos inclinados para a religião, na URSS, arrazoaram, apoiariam mais plenamente o estado em guerra; ficaria amainada a animosidade para com o modo de vida comunista entre os cristãos nos países aliados no ocidente, e os devotos cristãos ortodoxos na península dos Bálcãs sentiriam mais calorosa simpatia para com a Rússia.”

      Tiveram êxito tais táticas? O autor do livro que acabamos de mencionar, Arthur J. May, da Universidade de Rochester, afirma: “Em grau maior ou menor, todos estes objetivos foram conseguidos por meio da moderação adotada pelo Cremlin.” Outro resultado que ele observou foi que “na esfera da religião, como, deveras, em tudo o mais, floresceu o culto a Stalin”.

      A religião se tornara útil aos comunistas! Quão útil, pode-se ver até mesmo no fim da guerra. No livro The Soviet Union: The Fifty Years (A União Soviética: Os Cinqüenta Anos), editado por Harrison Salisbury, lemos; “Com o fim da guerra, os líderes eclesiásticos aderiram às exigências da Guerra Fria da política exterior de Stalin.”

      Numa celebração da Páscoa em 1949, ocorreu um incidente típico. Durante ofícios à meia-noite, na catedral Yelokhovsky de Moscou, o Patriarca Alexei proferiu a bênção de Deus sobre o líder do estado soviético, José Stalin. E, em 1950, Alexei enviou um telegrama ao Conselho de Segurança das Nações Unidas protestando contra a “agressão dos Estados Unidos contra a Coréia”.

      Torna-se óbvio, então, que as concessões da liderança soviética tiveram motivações políticas. Por este meio, as igrejas se tornariam mais cooperadoras. Além disso, com a aprovação do governo apenas aos clérigos leais ao Estado, a religião poderia ser completamente regulamentada em harmonia com os alvos comunistas.

      Não poderia haver dúvidas de que as mudanças não representavam verdadeira mudança de coração. O objetivo dos comunistas era ainda estrangular toda a religião. Mas, suas táticas tornavam-se mais sutis. Viram o proveito de usar “táticas graduais”, retirando gradualmente o poder e o apoio à religião. Isto evitaria o aparecimento indevido de oposição, ou a criação de mártires para a religião, como tinha sido o caso com as táticas diretas empregadas de início.

      Naturalmente, num todos no exterior ou mesmo na União Soviética estavam convencidos de que as altas autoridades eclesiásticas eram todas eclesiásticos genuínos. A amplitude de sua transigência fez com que algumas delas fossem acusadas de ser agentes do governo colocados nos cargos para controlar as igrejas. Os acusadores apontavam que outros altos clérigos que se opuseram ao comunismo foram presos ou mortos. Mas, os clérigos favorecidos conseguiam movimentar-se livremente e continuavam em seus cargos.

      Quer tais altos clérigos fossem agentes diretos do governo quer não, o efeito era o mesmo. Trabalhavam intimamente ligados ao governo comunista para atingir seus objetivos. E um de tais objetivos ainda era a determinação de acabar com a religião.

      Ações Mostram que Objetivo não Mudou

      Que a política a longo prazo do governo de destruir a religião não mudou pode ser depreendido de seus atos e pronunciamentos oficiais. Por exemplo: apesar das concessões feitas à religião em troca do apoio desta, o direito de disseminar a religião da pessoa ainda era proibido. A profissão de ateísmo continuava a ser condição para ser membro do partido comunista.

      Também, continuava a ser proibida a instrução religiosa nas escolas. O ateísmo ainda era o ensino oficial, e incluía propaganda anti-religiosa. Dava-se atenção especial à promoção do ateísmo entre os “Jovens Pioneiros” e a “União da Juventude Comunista”. A diretriz oficial do partido foi resumida no seguinte conselho, publicado em Komsomolskaya Pravda, o jornal oficial da liga da juventude:

      “Os jovens comunistas não só têm de ser ateístas convictos e se opor a todas as superstições [religiões], mas têm de combater ativamente a disseminação de superstições e preconceitos entre os jovens.”

      A morte de Stalin não parou os alvos de longo alcance dos sovietes contra a religião. Perto do fim da década de 1950, e em especial no início dos anos 60, sob o primeiro-ministro Nikita Kruchev, exerceu-se grande pressão contra todos os grupos religiosos. O escopo da mesma se tornou evidente mais tarde. O correspondente do Times de N. I., Peter Grose, relatou:

      “A extensão do dano causado à estrutura religiosa por toda a União Soviética nos cinco anos anteriores a 1964 se torna agora evidente. Os eclesiásticos dissidentes na Rússia têm afirmado que 10.000 locais de adoração foram fechados pelas autoridades naqueles anos. . . .

      “Ampla estrutura burocrática foi desenvolvida para assegurar que as operações da igreja em todo o país ficassem sob o controle eficaz do poder civil.”

      Por isso, ao passo que os líderes comunistas fizeram ajustes em sua luta contra a religião, eles estavam e continuam a estar unidos em seus objetivos. Trabalham incessantemente no sentido de exterminar a religião na União Soviética.

      Depois de todos estes anos de oposição, o que resta da religião naquele país? Exatamente quão forte é a religião hoje em dia na União Soviética?

  • Quão forte é a religião na U.R.S.S. atualmente?
    Despertai! — 1973 | 22 de outubro
    • Quão forte é a religião na U.R.S.S. atualmente?

      A UNIÃO Soviética não mais publica estatísticas oficiais sobre religião. No entanto, anteriormente as publicava. Tais estatísticas, junto com relatos de testemunhas oculares e outras notícias, com o passar dos anos, fornecem um quadro razoavelmente completo da situação

      As informações mostram o que aconteceu com os “crentes” e com o clero da religião tradicional. Mostram o que aconteceu com o poder destas religiões, e a condição de suas igrejas, seminários e conventos. Revelam um registro inequívoco.

      Quantos “Crentes”?

      Na época anterior à Primeira Guerra Mundial, a edição de 1911 de The Encyclopœdia Britannica declarava: “Segundo os resultados publicados [pela Rússia] em 1905, os aderentes das diferentes comunidades religiosas em todo o império russo somavam aproximadamente . . . 125.640.020.”

      Visto que a população naquele tempo era de cerca de 143.000.000 de habitantes, o número de pessoas que pertenciam à religião então era superior a 87 por cento da população. Provavelmente, o número de “crentes” era ainda maior, se aqueles que criam em Deus, mas que não se associavam com uma religião fossem acrescentados.

      Isto reflete o fato básico de que, antes de o comunismo assumir o controle, a Rússia era muitíssimo religiosa. A maioria absoluta das pessoas pertencia a alguma religião ou expressava crer na existência de Deus. Mas, o que aconteceu desde então?

      Em 1937, a União Soviética: realizou um censo especial para determinar a atitude de seu povo para com a religião. Cerca de 50.000.000 de cidadãos se declararam “crentes”. Em 1939, a população da União Soviética foi fornecida como sendo de 170.000.000. Assim, em fins da década de 1930, menos de um terço do povo no país inteiro professava ser “crentes”. Após vinte anos de controle comunista, o número tinha decrescido de cerca de 90 por cento para cerca de 30 por cento.

      Em 1970, o Times de N. I. publicou um relatório do Grupo dos Direitos das Minorias, uma organização de pesquisas com sede em Londres. O Times disse: “O relatório calcula que a Igreja Ortodoxa Russa goza da lealdade de 30 milhões de pessoas, numa população soviética de 237 milhões.” E, em 1971, o Herald-Examiner de Los Angeles, EUA, declarou: “Não existe estimativa oficial de crentes ativos ortodoxos russos na União Soviética. As estimativas não-oficiais vão além de 20 milhões.”

      Considerando que os “crentes” em outras religiões somam apenas alguns milhões, a tendência é inequívoca. Em realidade, a situação se agrava para as igrejas, visto que muitos “crentes” não são freqüentadores de igrejas como eram antes da revolução de 1917.

      O Daily Post de Kotorua, Nova Zelândia, noticia: “Recente enquete em Pskov [na parte ocidental da União Soviética] mostrava que 13 por cento da população da cidade se consideravam crentes.” O jornal interpretou o total como significando que havia força religiosa na localidade. Mas, o contrário é realmente verdade. O que mostra é que, de cerca de 90 por cento que eram “crentes” antes de 1917, agora apenas 13 por cento o são.

      Assim, se as estatísticas disponíveis mostrarem alguma coisa, mostram é que o povo da União Soviética, após 55 anos de doutrinação ateísta, está abandonando a religião. As gerações mais jovens estão saturadas de idéias que as separam da religião. E, cada ano, elas constituem crescente porcentagem da população, à medida que morrem os “crentes” mais idosos.

      Devastada a Igreja Ortodoxa

      A Igreja Ortodoxa Russa sofreu perdas assombrosas. Isto se reflete, não só no número decrescente de “crentes”, mas também no número de igrejas, de clérigos e de trabalhadores religiosos. A Encyclopaedia Britannica de 1959 disse sobre a Igreja Ortodoxa: “Em 1914, havia na Rússia 55.173 igrejas e 29.593 capelas.” Isto dá um total de cerca de 85.000 prédios para serviços religiosos. Mas, em 1955, restavam apenas 20.000!

      A mesma fonte alistava o seguinte:

      1914 1955

      Clérigos 112.629 32.000

      Mosteiros e

      Conventos 1.052 70

      Tais números são similares aos fornecidos por outras fontes. Exemplificando: o livro Europe Since 1939 (Europa Desde 1939) relata que, em 1959, o número de igrejas era de cerca de 20.000 e os clérigos somavam cerca de 32.000. Calculava que cerca de 90 estabelecimentos monásticos ainda funcionavam.

      Daí, na última parte dos anos 50, e no início da década de 1960, foram fechadas muitas outras igrejas. O Times de N. I. citava “um estudo feito por dois sacerdotes ortodoxos em Moscou de que 10.000 igrejas foram fechadas durante a parte finai do regime do Sr. Kruchev, e cerca da metade daquele número tinham sido abertas”. Acrescentava o Times: “Uma publicação oficial soviética de 1966 dava o número de igrejas abertas como sendo de 7.500.”

      Típica é a situação nas cidades principais. O Herald-Examiner de Los Angeles relata: “Moscou, em 1917, possuía mais de 600 igrejas, para uma população de um milhão. Há atualmente não mais de 40 ou 50 igrejas ativas para uma população de sete milhões, e algumas são do tamanho de pequenas capelas.” Um editor de The Christian Century, depois de cinco visitas à União Soviética, comprovou isto, afirmando: “Quantas igrejas ortodoxas acham-se abertas em Moscou, Quarenta.” Assim, em Moscou, o coração da religião nos dias pré-comunistas, as igrejas desapareceram, praticamente. E, como observa o Herald-Examiner: “Raramente se constrói uma nova.”

      A situação em Leningrado é similar. Declara The Christian Century: “Tome-se Leningrado, uma cidade de 5 milhões de pessoas. Quatorze igrejas acham-se abertas ali.” No entanto, este relatório mostra que tais igrejas estavam “mais do que superlotadas, a cada manhã de domingo”. O leitor poderia assim concluir que isto representa uma onda de interesse na Igreja Ortodoxa.

      Mas, este não é de jeito nenhum o caso. Para ilustrar: Se três igrejas tivessem congregações de 1.000 pessoas cada uma, mas, no decorrer dos anos, o número de membros decrescesse para 500 membros cada, e então duas fossem fechadas, o que aconteceria? Provável é que encontrasse 1.500 pessoas tentando entrar na igreja restante. O observador casua1 talvez conclua que havia forte ressurgimento, deveras, um “reavivamento”, porque essa única igreja estava ‘mais do que superlotada’. Mas, o que aconteceu realmente? Havia menos pessoas dando apoio à religião na localidade. Devido ao constante fechamento de igrejas, porém, a única que restava ficava superlotada.

      Quem São os Religiosos?

      Também, quem são as pessoas que geralmente freqüentam a Igreja Ortodoxa? O correspondente do Times de N. I., Peter Grose, observou:

      “Toda vez que visitei uma igreja soviética . . . Havia sempre mulheres idosas e andrajosas com seus lenços de cabeça, sentadas em cantos escuros, inalando o incenso, que pareciam ter perdido o interesse na vida ao redor delas.

      “Se isto era tudo que a religião significava então os edificadores do comunismo deviam ter pouco motivo de preocupação, sobre o presente ou o futuro.”

      O relatório do Herald-Examiner de Los Angeles, EUA, também dizia: “Os que comparecem aos ofícios são poucos, a maioria sendo de idosos e a maioria do sexo feminino.”

      Mas, o que dizer das notícias de que jovens se estão voltando para a religião? O Daily Post da Nova Zelândia disse sobre isto: “Na Rússia, alguns jovens (não muitos) retornaram à [religião] ortodoxa por razões estéticas bem como espirituais.” O que isto quer dizer é que pequeno número de jovens comparecem, não porque aprendem sobre as verdades de Deus, mas por razões de arte, cultura curiosidade ou até mesmo superstição. Como observou o Livro do Ano da Enciclopédia Britânica de 1972: “Os jovens recém-chegados na fé ortodoxa não compreendiam a liturgia nem se interessavam pelos sermões, mas mesmo assim eram batizados na fé.”

      Em seu livro House Without a Roof (Casa sem Telhado) o autor Maurice Hindus, comenta o fato de que se vêem alguns jovens nas igrejas. Afirma ele:

      “Seria tolice falar disso como movimento popular. De forma esmagadora, a juventude soviética ou é atéia ou completamente apática à Ortodoxia.

      “Mesmo na Kuban cossaca, historicamente uma das localidades mais piedosas do país, os jovens praticamente deixaram de freqüentar a igreja. Quando passava de carro pelos povoados cossacos na manhã de domingo, vi multidões de jovens passeando a pé pelas ruas, brincando nos parques, mas não indo à igreja. Não vi, em nenhuma igreja, um número significativo de jovens.”

      Por isso, é inevitável a conclusão. A Igreja Ortodoxa Russa, certa vez todo-poderosa, está morrendo. Peter Grose a chamou de “sombra pálida do que era antes da Revolução Bolchevista”. E certo teólogo e historiador da Igreja Ortodoxa, Anatoly Y. Levitin, disse:

      “A Igreja Russa está enferma, seriamente enferma. A doença mais séria é a doença milenar do cesaropapismo, a subjugação da igreja à autoridade secular.

      “Na Igreja, há bispos que são ramos de uma árvore morta, estéril e inútil. Há membros da igreja com gangrena que estão . . . infetando-a com suas exalações pútridas e que injetam veneno nas suas profundezas mais secretas.”

      Conforme Levitin indica, a “gangrena” existe nos níveis mais altos. Isto foi de novo visto em 1971, quando foi instalado novo patriarca, Pimen, para substituir Alexei, que morreu no ano anterior. A respeito de Pimen, o Livro do Ano da Enciclopédia Britânica de 1972 disse: “Ele demonstrou plena conformidade com a política oficial do governo.”

      Isto era tão evidente que a revista Time, de 3 de abril de 1972, relatou que destacado escritor russo “acusou o Patriarca Pimen, o líder da Igreja Ortodoxa Russa, de sujeição abjeta às diretrizes anti-religiosas do Cremlin”. Conforme observou Time, o escritor “vituperou a hierarquia da igreja por obedecer mediante medidas tais como o fechamento de igrejas, a repressão de sacerdotes dissidentes e a proscrição da educação religiosa para as crianças”.

      Com certeza, o clero ortodoxo russo continua a assistir ao enterro de sua própria religião! Mas, o que dizer das outras religiões? Estão passando melhor do que a Igreja Ortodoxa?

  • O que dizer das outras religiões?
    Despertai! — 1973 | 22 de outubro
    • O que dizer das outras religiões?

      SEGUNDO uma lista de representantes eclesiásticos que assistiam a uma conferência em Zagorsk, perto de Moscou, há pelo menos vinte e três outras denominações registradas pelo governo soviético. Estas têm a permissão de realizar seus ofícios em seus locais de reunião.

      Entre elas há muçulmanos, luteranos, católicos-romanos, batistas, georgianos e ortodoxos armênios, judeus, budistas, e algumas religiões menores. Naturalmente, são minorias em comparação com a Igreja Ortodoxa Russa. Postas juntas, estas religiões minoritárias representam apenas poucos milhões de pessoas na inteira União Soviética.

      Mas, serem estas religiões ‘reconhecidas’ pelo governo indica algo. Indica que também transigiram com os líderes comunistas. Indício disto é que há outras religiões que não têm permissão de registrar-se ou de realizar reuniões. Destacam-se entre estas as testemunhas cristãs de Jeová, que repetidas vezes tentaram registrar-se, mas que não obtiveram permissão de fazê-lo.

      Morrem as Religiões ‘Reconhecidas’

      Com raríssimas exceções, porém, as religiões ‘reconhecidas’ estão morrendo. Por exemplo: afirma Europe Since 1939 (Europa Desde 1939): “Cerca de 15 milhões de muçulmanos na Ásia soviética tenderam, com o tempo, a assimilar o modo de vida comunista; sob pressões oficiais, a lealdade ao Islã declinou, junto com os costumes peculiares islâmicos.” E um estadunidense que visitou recentemente a República Soviética de Uzbek, e que havia sido muçulmano, disse: “A maioria dos cidadãos desta região muçulmana abandonaram a prática da religião do Islã.”

      O budismo certa vez controlava as pessoas nas regiões soviéticas orientais. Mas, o repórter Peter Grose comenta que os budistas agora “enfrentam números rapidamente decrescentes nas santas ordens, a idade avançada dos lamas, e, acima de tudo, a subserviência dos líderes budistas que, ecoando a política externa soviética, saúdam os co-budistas do estrangeiro com declarações sobre a liberdade de religião na União Soviética”.

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