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Como Jeová dá prosperidade à Sua obraA Sentinela — 1961 | 15 de setembro
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para desacreditar nossa obra que tão rapidamente se expande. Por lei, a Sociedade é uma organização não-lucrativa. Não há acionistas, nem dividendos, nem mesmo ordenados. Cada ministro, nas sedes, inclusive o presidente da Sociedade, os diretores e os membros, recebem uma mesada equivalente a US$ 14 (ou Cr$ 2.100,00 no Brasil), e mais alimento e abrigo, bem com despesas de viagem quando tratam dos assuntos da Sociedade, usualmente em viagens de conferências ou outras. Em parte alguma do mundo cobram os nossos ministros algo pela realização de casamentos, batismos ou ofícios fúnebres. Não se cobra entrada nem se faz coleta nas nossas conferências públicas ou nos nossos congressos, e é evidente que, se o objetivo fosse receber dinheiro, então se fariam estas coisas.
Incidentalmente, num recente processo judicial instaurado pela Sociedade nos Estados Unidos, para conseguir isenção de impostos erroneamente negada, o advogado da oposição submeteu os registros financeiros da Sociedade a um escrutínio minucioso com o fim de provar, se possível, que ela está empenhada na atividade impressora para tirar lucro e por isso não tem direito à isenção dos impostos. Conforme foi relatado na revista Despertai! de 8 de julho de 1961, o Tribunal de Apelação do Estado de Nova, Iorque, em 17 de novembro de 1960, concedeu a Sociedade o direito à isenção de impostos por ela ser uma organização caritativa, beneficente e não-lucrativa. O advogado da oposição não encontrou nenhuma evidência que substanciasse a acusação falsa de que os funcionários ou membros da Sociedade tirem lucro comercial das atividades impressoras.
P. Visto que nunca se faz passar o prato de coleta, como arcam as congregações locais com as suas despesas?
R. Pagam as suas despesas locais do mesmo modo como apóiam a obra em geral — voluntariamente. Há uma caixa de contribuição perto da entrada do Salão do Reino. (2 Reis 12:9) Todos os donativos, mesmo as “duas pequenas moedas” da viúva, ajudam a arcar com as despesas, quer as com a construção ou o aluguel do Salão do Reino, quer por luz, água e assim por diante. (Mar. 12:42; Al) Ninguém assume um compromisso monetário; não se fazem listas de contribuintes. Uma vez por mês, o ministro responsável pelas contas lê um breve extrato delas para a congregação, relatando o total de contribuições e despesas. Quando as novas Testemunhas dedicadas chegam a compreender este arranjo, participam dele voluntariamente, cada um fazendo “conforme estiver prosperando”. (1 Cor. 16:2, NM) É assim que se faz em cada uma das 21.008 congregações em todo o mundo.
P. Em Pentecostes, os primeiros cristãos tiveram todas as coisas em comum. É assim entre as testemunhas de Jeová?
R. Depois de Pentecostes surgiu um problema e emergência quanto à alimentação e à hospedagem dos cristãos recém-convertidos que permaneceram na cidade para obter mais esclarecimento espiritual. Isto deu origem à venda voluntária de propriedades e à comunhão em todas as coisas durante aquele período prolongado de associação. (Atos 2:1, 38-47; 4:32-37) Ninguém estava obrigado a vender ou a doar, mas se esperava de todos que dissessem a verdade. Ananias e Safira combinaram mentir sobre o montante da sua contribuição, e foram por isso exterminados por Deus. (Atos 5:1-11) Terem assim todas as coisas em comum não era comunismo, conforme alguns supõem. Foi um arranjo temporário similar ao feito quando as testemunhas de Jeová que moram na cidade onde se realiza um congresso da Torre de Vigia acolhem os congressistas visitantes nos seus lares e partilham com eles alimento e abrigo. A Sociedade tem também herdado propriedades e tem sido indicada como beneficiária em testamentos. Todas estas dádivas ajudam na difusão do esclarecimento espiritual, assim como se deu em Pentecostes. Nada disso é jamais mandatório ou comunista.
P. Ensinam que os donativos materiais são um meio de expiar pecados?
R. Não. A Bíblia diz: “Sabeis que não foi com coisas corrutíveis, com prata ou com ouro por resgate, que fostes libertos de vossa forma de conduta infrutífera, recebida por tradição de vossos antepassados. Mas foi com sangue precioso, semelhante ao dum cordeiro imaculado e sem mancha, sim, o de Cristo.” — 1 Ped. 1:18, 19, NM.
As testemunhas de Jeová reconhecem que requer uma considerável quantidade de fundos para difundir eficientemente as boas novas do novo mundo justo de Deus. (2 Ped. 3:13) Reconhecem também que contribuir para esta proclamação é um privilégio concedido por Jeová. Iguais a Davi, dizem: “Tua é, ó Jehovah, a grandeza, e o poder, e a gloria, e a victoria, e a majestade, por que tudo o que ha no céo e na terra é teu. . . . , Porque tudo vem de ti, e do que é teu t’o damos.” — 1 Crô. 29:11, 14.
É assim que Jeová dá prosperidade à sua obra.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1961 | 15 de setembro
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Perguntas dos Leitores
● Em João 21:22 (NM) lemos: “Jesus lhe disse: ‘Se for a minha vontade que ele permaneça até que eu venha, que tens tu que ver com isso? Continua a seguir-me.’” Que significa este texto? — A. A., Estados Unidos.
Neste versículo, Jesus pode ter-se referido à sua vinda em miniatura, em 70 E. C., para executar a vingança divina na cidade de Jerusalém, o que resultou na destruição desta. Sabe-se que João sobreviveu àquele evento de 70 E. C. e que viveu até perto do fim do primeiro século, tempo em que escreveu o seu relato da vida de Jesus e também as três epistolas ou cartas, bem como o livro de Apocalipse.
Por outro lado, Jesus pode ter-se referido também ao apóstolo João em sentido profético ou figurativo, e este pode ter prefigurado ali o restante do corpo de Cristo, que tem permanecido até a segunda vinda do Senhor Jesus Cristo, invisível, em 1914. É este restante, que tem sobrevivido até o tempo presente, que está testemunhando o cumprimento do livro de Apocalipse. É por isso que se tem declarado que este restante foi prefigurado pelo apóstolo João. — Apo. 1:10.
● Não está porventura errado o uso do termo “côvado” em Mateus 6:27, na Tradução do Novo Mundo, visto que a duração da vida não pode ser medida com um côvado?
Mateus 6:27 (NM) reza: “Quem de vós pode, por estar ansioso, acrescentar um côvado à duração de sua vida?” A palavra grega aqui é pe’khus, que significa literalmente o antebraço, em que se baseava o côvado, e é portanto a palavra grega para côvado ou cúbito. Lucas empregou a mesma palavra quando registrou estas palavras de Jesus, e João a usou ao descrever quão distantes da praia estavam os discípulos quando apanhavam o grande número de peixes, na ocasião em que Jesus lhes apareceu após a sua ressurreição. Ele usou também a mesma palavra ao dar as medidas da cidade santa, Jerusalém. — Luc. 12:25; João 21:8; Apo. 21:17, ALA.
Fica, portanto, claro que a palavra pe’khus contém a idéia de comprimento. Jesus, ao empregar este termo no seu sermão do monte, não estava falando da estatura do corpo de alguém, nem de sua altura, pois isso não é uma causa comum para ansiedade. Ele se referia antes ao prolongamento da vida da pessoa. A vida se mede pela sua duração, conforme se indica pelo uso da frase “duração de sua vida” na Tradução do Novo Mundo. Portanto, uma medida de comprimento, a saber, o côvado, que tinha quarenta e seis centímetros de comprimento, era muito apropriada, e, comparada com a duração da vida, seria bem curta. Este era o ponto que Jesus queria frisar: ninguém poderá aumentar a duração de sua vida; nem mesmo por quarenta e seis centímetros, por ficar ansioso. Mas, acrescentar quarenta e seis centímetros à altura da pessoa seria fenomenal, tornando-a um gigante, comparada com os outros.
É bem interessante notar que Uma Tradução Americana, de Smith e Goodspeed, verte Mateus 6:27 como segue: “Mas qual de vós, com toda a sua preocupação, pode acrescentar uma hora sequer
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