-
Não se refreie de ‘praticar a verdade’A Sentinela — 1975 | 15 de maio
-
-
encontramos registrada a vida de Moisés, servo de Jeová. Escreveu-se sobre ele que recusou ser chamado filho da filha de Faraó, “escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que ter o usufruto temporário do pecado”. Como foi Moisés capaz de fazer isso’ O registro diz que foi “porque estimava o vitupério do Cristo como riqueza maior do que os tesouros do Egito, pois olhava atentamente para o pagamento da recompensa”. (Heb. 11:24-26) Isto é o que significa praticar a verdade. Isto é o que significa andar na luz.
PRATICAR A VERDADE POR CUIDARMOS DAS NOSSAS ASSOCIAÇÕES
17. Que relação há entre praticarmos a verdade e cuidarmos das nossas associações?
17 Sem dúvida, muitos dos que lêem esta informação já ouviram a expressão: ‘Dize-me com quem andas e eu te direi quem és’, e: ‘Cada qual com seu igual.’ Ambas estas expressões significam que você, leitor, é muito parecido aos com quem se associa. Quando se procura a companhia dos deste mundo obscurecido, que estão interessados apenas em fazer o que bem entendem, sem consideração dos requisitos duma vida reta, delineados na Bíblia, então há probabilidade de que tal pessoa ache difícil não se identificar com tal companhia e tornar-se igual a ela. A advertência bíblica neste respeito é: “Más associações estragam hábitos úteis.” (1 Cor. 15:33) Portanto, todo aquele que quiser praticar a verdade terá de perguntar-se, em toda a honestidade, se aqueles com quem se associa o ajudam a andar na luz ou impedem seu progresso em servir o Deus da luz.
18. (a) Quando uma organização religiosa tolera ministros que estimulam a imoralidade, por que não significaria que alguém que pratica a verdade ainda se possa identificar com tal organização só porque nem todos naquela organização praticam um modo de vida desenfreado? (b) Então, onde precisam estar os que praticam a verdade?
18 No campo do pensamento religioso, é coerente que aquele que diz que quer ‘andar na luz’ também se associe com uma organização religiosa que tolere as chamadas “éticas segundo a situação”, deste sistema? Quando uma organização religiosa permite que seus ministros preguem de seu púlpito em apoio do adultério, do homossexualismo e de outras formas de vida desenfreada, como pode aquele que procura aprender o caminho de Deus, para andar na vereda da luz, continuar a associar-se com tal organização? Não faz nenhuma diferença que alguns na organização religiosa não pratiquem tais coisas, ao passo que outros as praticam. A organização ainda tolera pessoas que crêem e pregam o que é contrário à vontade expressa do Deus da luz. O conselho de Paulo, a respeito dum homem imoral na congregação de Corinto, no primeiro século, foi: “Removei o homem iníquo de entre vós.” (1 Cor. 5:13) De modo que os que querem obter o favor de Jeová Deus e praticar a verdade precisam seguir a admoestação de Revelação 18:4, que diz a respeito da religiosa Babilônia, a Grande: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas.” Sim, este é o lugar onde todos os que praticam a verdade e andam na luz devem estar, inteiramente ‘fora’ das organizações da religião falsa de Babilônia, a Grande!
19. O que se deve fazer para cuidar das associações no campo da diversão, e, por isso, que escolha se torna necessária?
19 Naturalmente, é também preciso cuidar de quem são os companheiros no campo da diversão. Embora a companhia neste caso talvez não seja pessoal, a maioria das pessoas não tem contato direto com os do mundo das diversões, ainda assim é preciso cuidar dos hábitos na leitura de livros e de periódicos, que seguem a norma corruta deste mundo, ou de ver filmes e televisão, que enaltecem e louvam as coisas condenadas pela Palavra de Deus, tais como as enumeradas no livro de Romanos, já mencionado. Não se pode andar na luz de Deus enquanto se mantém a companhia dos desta sociedade iníqua e doentia, que aprova tudo o que o Deus da luz abomina. A escolha de companhia é uma decisão que cabe a cada um, mas a decisão quanto a que se está praticando a verdade cabe a Jeová Deus. Lembre-se das palavras de 1 João 1:6: “Se fizermos a declaração: ‘Temos parceria com ele’, [quer dizer, com o Deus da luz] contudo prosseguirmos andando na escuridão, estamos mentindo e não estamos praticando a verdade.” O argumento e bem claro e vigoroso. É o dever de todos os cristãos, seguidores do Amo, Jesus Cristo, acatar o conselho da Palavra de Deus, e orientar sua vida em harmonia com este conselho.
20. Mencione outras coisas necessárias que se precisa considerar com respeito a praticar a verdade.
20 Mas a prática da verdade envolve ainda mais do que cuidarmos de nossa conduta diária e da associação certa. Praticar a verdade exige de nós observarmos outras coisas necessárias. Por exemplo, como encara aquele que pratica a verdade sua associação com os da mesma fé preciosa, nas reuniões congregacionais? Como necessidade ou como algo para quando não se tem nada melhor para fazer? E que dizer de participar em falar a outros sobre o Deus da luz e seu Filho, que é a luz do mundo? Pode-se praticar a verdade e não estar disposto e ansioso de falar a outros sobre as bênçãos que aguardam a humanidade, conforme preditas na Palavra de Deus? Depois há a questão de ajudar os da família da fé, os que agora participam em praticar a verdade na congregação cristã. Como afeta praticarmos a verdade esta relação e suas responsabilidades? Para se ter parceria com Jeová, o Deus da luz, e seu Filho, a fim de se poder dizer realmente que se pratica a verdade e não se anda na escuridão, exige-se satisfazer certos requisitos básicos. Estes são considerados no artigo que segue.
-
-
‘Continue a observar os seus mandamentos’A Sentinela — 1975 | 15 de maio
-
-
‘Continue a observar os seus mandamentos’
“E por meio disso temos o conhecimento de que chegamos a conhecê-lo, a saber, se continuarmos a observar os seus mandamentos.” — 1 João 2:3.
1. Por que é necessário fazer um exame de si mesmo na prática da verdade?
EM TODA a terra há hoje centenas de milhares de testemunhas dedicadas e batizadas de Jeová Deus, que se reúnem e participam juntamente na proclamação das boas novas do Reino de casa em casa e por muitos outros meios. Estes servos de Deus o amam e querem fazer a vontade dele. É por isso que dedicaram sua vida ao cumprimento de Seus mandamentos, observando as Suas leis. No entanto, às vezes pode haver alguns que deixam de reconhecer plenamente o que significa ‘continuar a observar os mandamentos’ de Deus. Quando não se continua com o exame de si próprio, de seu modo de vida e de suas motivações, pode-se verificar que os poderes da escuridão neste sistema cegam a pessoa para com os requisitos de Jeová. Precisamos continuar a cumprir os mandamentos de Deus. Quando alguém continua a fazer a mesma coisa, com o tempo, esta se torna um hábito para ele, algo que faz regularmente. Não a faz agora, esquecendo-se dela depois. Podemos dizer que ele pratica este “algo” habitualmente, não importa o que seja. Torna-se assim para ele um modo de vida, algo que faz sem pensar em descontinuá-lo no futuro.
2. De que modo se chega realmente a conhecer a Jeová?
2 Assim é com os que observam os mandamentos de Deus. Continuam neste proceder dia após dia, mês após mês, ano após ano, sabendo que é um requisito de Deus. O ponto em tudo isso é que a única maneira de se realmente ‘chegar a conhecê-lo’, isto é, a Jeová, é sempre observar o que ele quer que façamos. Isto não admite que se sirva a ele apenas quando se tem vontade, quando não interfere em outra coisa que achamos mais importante. Esta constância é que está englobada nas expressões ‘praticar a verdade’ e ‘continuar a observar os seus mandamentos’.
NAS “MULTIDÕES CONGREGADAS”
3. O que convoca Jeová seu povo a fazer quanto a reunir-se?
3 O salmista escreveu: “Bendirei a Jeová no meio das multidões congregadas.” (Sal. 26:12) Jeová, o Deus da luz, ordenou que seu povo se reunisse em seu nome. As Escrituras hebraicas contêm as ordens de Jeová, dadas ao seu antigo povo de Israel, de se reunir para observar acontecimentos especiais durante o ano. Em muitos casos, era obrigatório que o povo se reunisse assim. Além disso, era para a sua bênção e seu proveito. A obrigação de ter reuniões para adoração foi transmitida à congregação cristã do povo de Deus. Basicamente, Hebreus 10:24, 25, convoca os cristãos a se reunirem e a não se esquecerem disso. Isto tem por finalidade encorajarem-se mutuamente e edificarem sua fé, estimulando-se ao amor e a obras corretas.
4. (a) A fim de praticar a verdade, o que precisa fazer a pessoa? (b) O que se poderia argumentar a respeito das reuniões da congregação, mas o que é bom lembrar?
4 A atual congregação cristã, no nosso século vinte, precisa ‘observar os seus mandamentos’ a respeito de reunir-se para adoração. Cada um do grupo, individualmente, precisa observar este mandamento, se há de haver uma ‘multidão congregada’. Para praticar a verdade como grupo, cada um precisa acatar os mandamentos de Jeová. Talvez se argumente que nas Escrituras não há ordem específica de que nos tenhamos de reunir por cinco horas na semana, conforme é costume entre o povo de Jeová na terra. Isto é verdade. Mas não devemos ser gratos de que nosso Deus é generoso, suprindo-nos abundantemente boas coisas espirituais? Tiramos proveito espiritual de cada reunião a que assistimos. Nossa fé é fortalecida. Quando nos reunimos com concristãos, somos ajudados a observar os mandamentos de Jeová, a praticar a verdade. Não é isto o que desejamos fazer?
5. Então, como encarará o servo dedicado de Jeová as reuniões da congregação?
5 É razoável, pois, que o servo dedicado de Jeová faça todo esforço para estar com seus irmãos e irmãs cristãos nas reuniões. Em vez de achar desculpas para ficar longe, procura motivos para estar em toda reunião possível da congregação. Naturalmente, usará de bom juízo, se estiver doente ou se surgir outra circunstância imprevista de importância séria. Mas, na maior parte, sua consciência treinada pela Bíblia o impelirá a praticar a verdade por seguir o mandamento de Jeová mediante sua Palavra, de não deixar de se reunir.
6. Como podem os “motivos” para se faltar a uma reunião tornar-se “desculpas” para tornar isso um hábito?
6 Se o servo do Senhor não tiver cuidado, poderá permitir regularmente que coisas de somenos importância o mantenham longe desta associação bendita. Às vezes, uma visita de parentes talvez impeça alguém de estar em determinada reunião, dependendo das circunstâncias. Mas, permitir-se-á que cada visita de parentes e toda ocasião desta natureza interfira em estar com os que andam na verdade no meio das multidões congregadas? Por que não convidar os parentes a acompanhá-lo? De modo similar,
-