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Mostrar amor mútuo nas assembléiasA Sentinela — 1970 | 1.° de dezembro
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Mostrar amor mútuo nas assembléias
AS ASSEMBLÉIAS cristãs são uma fonte ótima de edificação e encorajamento espiritual nestes “últimos dias” difíceis. Não só ampliam a nossa compreensão da Palavra de Deus, mas oferecem também oportunidade para os servos de Jeová se edificarem mutuamente por mostrarem amor cristão. — Heb. 10:24, 25.
Jesus disse: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:35) O amor, a consideração altruísta para com outros, é essencial para o funcionamento das assembléias do povo de Deus. Os servos de Jeová, por amor, contribuem liberalmente seu tempo e suas energias para preparar o programa, prover alimentação e acomodação e fazer muitos outros trabalhos voluntários.
Isto não significa que apenas os que fazem tal serviço voluntário mostram amor nas assembléias. Todos precisam mostrar amor cristão, especialmente quando o número dos que assistem é maior do que se esperava.
Embora a Sociedade Torre de Vigia programe as assembléias para acomodar confortavelmente a todos, às vezes vêm mais pessoas a determinada assembléia do que se esperava, e temos prazer em que façam isso. Mas as acomodações em determinada assembléia talvez fiquem superlotadas.
Em tal situação, como se espera que as pessoas se comportem? Ora, nos jogos esportivos, no mesmo estádio, assistidos por pessoas não orientadas pelos princípios da Bíblia, não se espera que se mostre muita consideração, bondade e paciência. Tais multidões costumam ter a atitude mundana: PRIMEIRO EU. Mas numa assembléia dos servos de Jeová prevalece o princípio de que “o amor . . . não se comporta indecentemente, não procura os seus próprios interesses”. — 1 Cor. 13:4, 5.
CONSIDERAÇÃO PARA COM OS OUTROS
Um modo de se saber como se pode demonstrar melhor este amor nas diversas circunstâncias, nas assembléias, é perguntar-se: “O que teria feito Jesus, se tivesse estado nesta situação?” Sabe que ele teria sido bondoso e altruísta, fazendo o que é correto. Por exemplo, quando os outros esperam na fila das refeições ou num balcão de literatura, teria ele usado a tática mundana de se adiantar em vez de esperar pacientemente a sua vez? Em vez de fazer isso, Jesus teria provavelmente esperado com paciência, talvez até mesmo cedendo seu lugar a alguém em necessidade, em consideração especial.
Ocasionalmente, talvez vejamos alguém que não demonstre amor cristão maduro em tais situações. Mas é bom reconhecer que nem todos os que assistem às assembléias cristãs são cristãos maduros. Alguns talvez conheçam as leis e os princípios de Jeová por apenas pouco tempo. Outros talvez sejam pessoas interessadas que assistem à primeira assembléia deles. Depois há as crianças que, por falta de experiência na vida, nem sempre mostram o mesmo grau de amor cristão que se esperaria dos servos adultos de Jeová. Entretanto, queremos que todos estes assistam, pois é ali que promoverão seu crescimento cristão. Cabe aos que progrediram em amor cristão dar o bom exemplo, tomando a dianteira em demonstrá-lo aos outros. Fará isso?
Pode demonstrar amor cristão no que se refere a manter o local da assembléia limpo. Nos jogos esportivos do mundo, os que não têm amor a Jeová ou ao seu próximo amiúde jogam no chão copos vazios de papel, papel de embrulho, guardanapos ou outras coisas. É fantástica a quantidade de lixo depois de tais jogos!
Mas o que pode esperar numa assembléia cristã? Deve esperar que os que são maduros encontrem um receptáculo para as coisas que querem jogar fora. Também admiraria e procuraria imitar o exemplo dos que, depois das sessões do dia, olham por baixo dos seus assentos para ver se há algum lixo ali, embora talvez não fossem eles que o lançaram ali, e que então o apanham e levam ao lugar devido. Fazer isto é amoroso. É muito apreciado por aqueles que se ofereceram voluntariamente a fazer a limpeza! Habilita-os a terminarem seu trabalho mais cedo e a voltarem aos seus amigos e às suas famílias.
O ARRANJO DOS LUGARES
Outra maneira de mostrar amor é ter um conceito equilibrado sobre o arranjo dos lugares. Observa-se muitas vezes que alguns reservam lugares para outros, nas assembléias, e outros acham que isto nunca devia ser permitido. Seria isso prático, porém?
Por exemplo, uma senhora casada talvez se assente com os filhos. O marido dela, que se ofereceu ao serviço voluntário, planeja juntar-se à sua família assim que for possível, após o início da sessão. Também, nos intervalos, é possível que um dos filhos precise ir ao toalete. A mãe talvez o mande junto com um dos filhos mais velhos. Seria errado que esta esposa reservasse estes três lugares, sendo que tal família mostra muito amor por contribuir o trabalho do marido para a assembléia?
Ou talvez o marido e a esposa reservem dois lugares antes de se iniciar a sessão. Podem ser para seu filho e sua nora, que servem a Jeová de tempo integral numa designação distante do lar dos pais e que talvez participem no serviço voluntário na assembléia. É possível que a família tenha programado com antecedência sentar-se juntos, para que possam ter mais tempo juntos. É errado que estes pais, que deram seus filhos e suas filhas em serviço especial a Jeová, desejem ficar sentados com eles durante a assembléia?
Por outro lado, talvez haja ali pessoas interessadas que vêm pela primeira vez, e Testemunhas bondosas providenciaram sentar-se com elas para que estejam à vontade, mas estas pessoas talvez se atrasem um pouco em chegar aos seus lugares. Não seria realmente amoroso da parte do irmão ou da irmã cristãos reservarem os lugares para estes recém-interessados, pelo menos por algum tempo?
Naturalmente, estes exemplos são bastante diferentes de se reservar seções inteiras de lugares apenas para ter alguns disponíveis para qualquer conhecido que possa aparecer. Os lugares devem ser reservados apenas para os que definitivamente vêm juntar-se a outros.
No entanto, se depois de um tempo razoável aquele para quem se reservou o lugar não comparecer, o que se deve fazer? Seria amoroso dizer ao indicador que o lugar está disponível, para que ele possa encaminhar outra pessoa a ele. Para certas sessões, tais como o discurso público, é também possível que se faça um anúncio de que não se devem reservar lugares depois de certa hora, para que todos possam acomodar-se antes de se iniciar a sessão.
Na questão dos lugares, é também bom lembrar-se de que evidencia amor cristão quando mostramos consideração para com os que talvez nunca tenhamos encontrado antes, quer sejam nossos irmãos e irmãs cristãos, quer pessoas que vêm pela primeira vez. Como acalenta o coração quando alguém confortavelmente sentado oferece espontaneamente o seu lugar a outra pessoa mais idosa, a uma mãe com o bebê nos braços ou a alguém que aparenta não ser muito forte! Se se mantiver atento, sem dúvida poderá participar na felicidade derivada de se mostrar tal preocupação amorosa.
A demonstração do amor cristão, da parte dos servos de Jeová, em todos os aspectos das assembléias, certamente é observada por outros. Conforme disse certa autoridade municipal depois de assistir à assembléia do ano passado em Kansas City, Missúri, por apenas uma hora: “Sei que são o povo de Deus.” Mas, então, não disse Jesus: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós”? Sim, este será muitas vezes o resultado quando mostramos amor mútuo, cristão, nas assembléias.
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Podem todas as raças conviver como irmãos?A Sentinela — 1970 | 1.° de dezembro
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Podem todas as raças conviver como irmãos?
DIRÁ que é impossível? Se esta for a sua reação, sua opinião certamente é compartilhada por muitos. É um exame daquelas partes do mundo em que povos de raças diferentes são trazidos a um contato íntimo revela bastante evidência para sugerir que a possibilidade de todas as raças conviverem como irmãos parece remota, para se dizer o mínimo.
Os países que se comprometeram biblicamente a promover a integração racial encontram a execução disso difícil. O governo dos Estados Unidos está lutando com crises raciais. Enfrenta pressão cada vez maior da parte dos extremistas de ambos os lados. Por um lado, há o clamor de uma parte cada vez maior da população branca que insiste em que a integração e o progresso do negro avançam depressa demais. Por outro lado, as vozes militantes do “poder negro” afirmam que o progresso é vagaroso demais. Alguns vão até o ponto de advogar a guerra de guerrilha, no esforço de obrigar o governo a satisfazer as suas demandas. A situação racial, em muitas cidades, está ao ponto de explodir, precisando apenas duma faísca para dar início a renovada violência racial.
A Grã-Bretanha, onde até há pouco tempo a luta racial era quase que desconhecida, agora enfrenta problemas cada vez maiores neste setor das relações humanas. As cidades industriais, em anos recentes, tiveram um influxo de imigrantes das Antilhas e da Índia. A questão quanto a povos de raças diferentes conviverem em paz como irmãos
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