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Aprendi a prezar minha visãoDespertai! — 1979 | 8 de março
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pelo tato, ao passo que dobrava papel-moeda de modos diferentes, segundo seu valor, de modo a reconhecê-lo pelo tato. Até mesmo agora, que já consigo enxergar de novo, minha memória ainda é muito aguçada, e minha audição é bem sensível.
Atividades Cristãs
Manny e os amigos da congregação foram de grande ajuda para que eu mantivesse atividades cristãs regulares. Mantive-me em dia com as novas publicações, porque Manny as lia para mim de noite, antes de dormirmos. Nas reuniões, eu conseguia comentar, graças ao nosso estudo juntos, previamente. Eu também participava em cantar. Meu marido lia rapidamente para mim as palavras a serem entoadas. Eu as cantava em voz alta, enquanto que ele lia quietamente o verso seguinte para mim.
Consegui participar na pregação de casa em casa e continuei a dirigir um estudo bíblico. Outros, por certo, tinham que ler os textos e as perguntas da publicação. Mas eu formulava perguntas adicionais para sublinhar os pontos importantes. Nesta situação, eu me sentia muito grata de ter usado de antemão as oportunidades para estudar a Bíblia e edificar um fundo de conhecimento! A senhora com quem dirigia um estudo bíblico antes parecera um tanto indiferente. Mas depois que fiquei cega, ela fez excelente progresso.
Assim, minha oração foi respondida. Consegui continuar a servir a Jeová e obter alegria e êxito em tal serviço.
Volta a Minha Visão
Por cerca de oito meses, só conseguia ver uma névoa cinzenta. Perseverei em consultar vários médicos e em tomar os remédios receitados, embora, aparentemente, não houvesse melhora. Mas, cerca de dois meses depois que parei de tomar os remédios receitados, comecei a sentir-me um pouco melhor. Gradualmente, conseguia ver vultos vagos, e desapareceu a névoa cinzenta. Embora tudo ainda fosse esbranquiçado, esta melhora me ajudou em lavar e cozinhar.
Decorreu um ano. Embora já conseguisse ver algumas cores, não raro sentia tonturas, como se estivesse debaixo d’água. Tudo se movia ao meu redor e então desaparecia. Embora minha vista ainda fosse muito fraca, conseguia reconhecer as pessoas, quando elas chegavam bem perto. Por fim, no 13.º mês de minha doença, olhei para uma lata de biscoitos e consegui ler as letrinhas do rótulo. Minha visão retornara!
Assim, lá estava eu, sentada em minha festa de “agradecimentos”, sentindo imensa gratidão a Jeová por tantas coisas. Eu me sentia grata, naturalmente, por ter recuperado a vista. Também me sentia grata por todas as coisas que aprendi, graças a ter ficado cega por certo período de tempo. Eu me sentia muito mais apegada a meus irmãos cristãos, por causa do amor intenso que demonstraram para comigo, quando eu mais precisava. Prezava muitíssimo o caloroso amor que existia em nossa família. Estávamos tão mais achegados uns aos outros, graças ao que havia acontecido. Tendo de estribar-me grandemente em Jeová, sentia-me muito mais achegada a Ele, também. Podia sentir que minha relação com Ele se aprofundara. E tinha aprendido que o mais precioso privilégio que temos é nosso serviço a Ele. — Contribuído.
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A cortesia compensaDespertai! — 1979 | 8 de março
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A cortesia compensa
NUM mundo em que a cortesia e as boas maneiras estão desaparecendo, é revigorante encontrar alguém que ainda crê em tornar os outros felizes. Uma de tais pessoas é um motorista de ônibus em São Gonçalo, Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Ele relata o que faz:
“Como motorista de ônibus, encontro todos os tipos de pessoas, desde as calmas e corteses até as rudes e irritadiças. Não é de admirar que muitos de meus colegas de trabalho fiquem incitados e respondam. No entanto, decidi aplicar as maneiras cristãs.
“Por que não devo ajudar a alegrar os passageiros? Não custa nada ser prestimoso. Assim, quando alguém me pede parar num certo ponto, eu o chamo, agradeço-lhe por ter viajado comigo e lhe desejo um bom dia. Os sorrisos e agradecimentos retribuídos são uma agradável recompensa.
“Os comentários se espalharam sobre o ‘feliz motorista de ônibus’, e a administração da empresa recebeu várias cartas comentando minha atitude. Por exemplo, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres escreveu: ‘De todos [os motoristas], um me chamou a atenção e merece especial destaque pela maneira como se comporta, seja na direção do veículo, seja no trato com os passageiros e do público em geral (transeuntes), e ainda, no respeito ao Regulamento do Trânsito, o que deveras impressiona, levando em consideração a época conturbada que vivemos e a onda de abusos e indisciplina que se vem verificando em todos os setores de atividade. . . . Procurei saber quem era e qual o seu nome para recomendá-lo a V. S.ª como digno de toda a atenção e consideração, como bom motorista que é, em todos os sentidos que se queira interpretá-lo, seja como pessoa humana, seja como profissional.’
“Visto que já cheguei à idade de aposentadoria, decidi tirar férias. No entanto, o dono da empresa de ônibus me pediu voltar ao trabalho, pois os passageiros se queixavam da minha ausência.
“Recentemente, o jornal local me entrevistou e quis saber a razão de meu comportamento incomum. O texto que publicaram rezava: ‘Integrante da Organização religiosa “Testemunhas de Jeová”.’ A manchete dizia: ‘Comportamento. Em cada parada, os cumprimentos do chofer que não perde a linha.’ Que surpresa tive quando recebi o diploma de destaque do ano na cidade, ao lado de médicos, engenheiros, dentistas, etc.! Sinto-me feliz pelo treinamento cristão recebido para me fazer apreciar o valor da amabilidade. Só posso dizer que a cortesia compensa.”
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Transfusões de sangue: por que muitos adotam novo enfoqueDespertai! — 1979 | 8 de março
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“ESPALHAM O AVISO SOBRE AS TRANSFUSÕES.” Com tal título, um artigo de Medical World News (Notícias Médicas Mundiais), de 28 de novembro de 1977, informou a milhares de médicos dos Estados Unidos:
“Este mês, 370.000 médicos e autoridades hospitalares dos E. U. estarão recebendo um folheto de bolso, de 64 páginas: As Testemunhas de Jeová e a Questão do Sangue. Um milhão de enfermeiras registradas obterão o mesmo opúsculo; também, 320.000 advogados e juízes de todas as instâncias, todos através de entrega pessoal por parte de Testemunhas voluntárias.”
Mas os profissionais nos Estados Unidos foram apenas uma fração do total alcançado. O material também foi provido na Alemanha, Brasil, Canadá, Finlândia, França, Inglaterra, Itália, Japão, Portugal, Suécia e em muitos outros países.
Todos estamos interessados em nossa saúde, consciência e nossos direitos fundamentais. Mas talvez perguntemos: Por que se empreendeu tão ampla campanha? Era importante? Como foi que reagiram os da classe médica e jurídica? Quais foram os resultados?
Conforme observado por Medical World News, a campanha especial teve que ver com um novo folheto (e um volante de quatro páginas, para ser incluído na ficha médica do paciente), explicando por que
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