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“Em lugares deliciosos” com a organização de JeováA Sentinela — 1963 | 15 de julho
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então, humanamente falando, era uma horrível experiência. Não sabíamos quanto duraria ou o que estava para acontecer. Lembro-me de que no período de crescente suspense antes de a guerra irromper, com a voz de Hitler, gritando a quase todo o instante pelo rádio, a nossa atitude para com as pessoas no trabalho de casa em casa era que esta podia ser a última vez que passaríamos pelo território e que elas deviam decidir o que seriam, “ovelhas” ou “cabritos”.
Sim, humanamente falando, senti o gosto das trevas e da incerteza. Terminaria isto no Armagedon? Daí, com a guerra ainda em progresso, veio a palavra da Sociedade que se planejava na “Fazenda do Reino”, no Estado de Nova Iorque, o estabelecimento de uma escola para o treinamento de missionários para o serviço no estrangeiro. Isto falou muito para mim. Era a voz da esperança e da promessa da organização de Jeová, indicando o que estava adiante. Foi um repentino descerrar de cortinas.
Assim, figurativa e espiritualmente descerram-se as cortinas, possibilitando-me a participar na restauração do paraíso espiritual predito em Isaías 55:12 (ALA): “Saíreis com alegria, e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas.” Que posição deliciosa em que se estar!
Esse paraíso espiritual se tem manifestado de modo tangível. Se alguém me tivesse dito em princípios da década de mil novecentos e vinte que depois de quarenta anos eu estaria vivo e trabalhando num excelente e espaçoso lar de Betel, bem, eu provavelmente risse como riram Abraão e Sara, quando se lhes disse uma aparente impossibilidade. (Gên. 17:17; 18:12) Eu ainda estou trabalhando no escritório, mas que escritório! Temos um grande escritório com janelas em toda a extensão de um lado, dando uma visão de um amplo espaço de céu e árvores, com um grande cedro nas proximidades. Que lugar agradável para se trabalhar! Segundo o nosso servo regional, o irmão Hoffmann, disse-me há pouco tempo: “É como viver num paraíso restaurado.”
E também eu tenho o mesmo amigo e companheiro de quarto por trinta anos ou mais, o irmão Edgar Clay, que talvez já tenha lido a história de sua vida; mas agora temos um lindo quarto, um agradabilíssimo lar, com uma excelente visão sulina, e uma outra janela que dá para o campo aclivoso e arborizado e para b pôr do sol em toda a sua glória.
Por dar ouvido à voz da organização de Deus, eu, junto com milhares de meus irmãos cristãos, posso dizer nas palavras do salmista, que “as linhas caem-me em lugares deliciosos”. — Sal. 16:6, Al.
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Provada a inocênciaA Sentinela — 1963 | 15 de julho
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Provada a Inocência
Uma testemunha de Jeová no Brasil fora contratada, juntamente com outro homem, a escavar um poço. Trabalharam até que o poço estava bem profundo; daí, ocorreu um acidente. O colega de trabalho da Testemunha caiu no poço e pereceu. A polícia prendeu a Testemunha para interrogatório e possivelmente para acusá-lo de homicídio, visto que muitas vezes se cometem homicídios nessas circunstâncias. Pareceu terrível à Testemunha, visto que não havia pessoas presentes para provar a sua inocência. Finalmente, a policia pediu-lhe que mostrasse os seus documentos de identificação. Ele não estava com eles. A única coisa que tinha consigo era o seu cartão de identificação de ministro, assinado pelo servo de congregação, que o identificava como sendo uma das testemunhas de Jeová. Ele lho mostrou. Quando descobriram que ele era de fato uma testemunha de Jeová, a atitude da policia mudou completamente. Disseram: “Sabemos que as testemunhas de Jeová não matam. Você é inocente.” A Testemunha foi imediatamente posta em liberdade.
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