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Um templo celeste de adoração para toda a humanidadeA Sentinela — 1968 | 15 de março
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angular de Alicerce é Jesus Cristo. É uma organização celeste, que desce, isto é, estende sua influência benigna à humanidade. Isto revela como é possível que toda humanidade se chegue ao verdadeiro templo de Deus, pois não se localiza em nenhuma área terrestre, mas está no céu, e, portanto, é acessível a todos e pode dar atenção a todos.
10. O que foi que João viu a respeito das muralhas da cidade?
10 João passa a descrever a cidade: “Tinha uma grande e alta muralha, e tinha doze portões, e, junto aos portões, doze anjos, e havia nomes inscritos, os quais são os das doze tribos dos filhos de Israel. Ao leste havia três portões, e ao norte havia três portões, e ao sul havia três portões, e ao oeste havia três portões. A muralha da cidade tinha também doze pedras de alicerce, e sobre elas os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.” — Rev. 21:12-14.
11. Como podemos entender que a cidade representa o Israel espiritual?
11 Terem as doze portas inscritas sobre elas os nomes das doze tribos dos filhos de Israel nos ajuda a ver o que constitui esta cidade simbólica. Torna compreensível que representa o Israel espiritual, composto de 144.000 membros, conforme descrito em Revelação 7:4-8.
12. Que certeza temos por estarem os doze anjos guardando as doze portas da cidade?
12 Vê-se doze anjos guardando as doze portas. Trata-se de algo confortador para nós, pois nos dá a certeza de que ninguém que não seja justo entrará na cidade e que, portanto, não é ali o lugar dessas pessoas. Ninguém que deseje manter uma religião falsa e que, provavelmente, macule este templo e corrompa sua adoração, como fizeram os sacerdotes da antiga Jerusalém, conseguirá entrar lá.
OS ALICERCES DO TEMPLO
13. Como sabemos se o nome de Paulo ou o de Matias ou Judas estão em uma das pedras de alicerce?
13 A muralha da cidade tinha, sobre cada uma de suas doze pedras de alicerce, o nome de um dos doze apóstolos do Cordeiro. Então, se João visionasse a congregação cristã quando foi primeiro estabelecida no dia de Pentecostes de 33 E. C., um destes nomes teria sido Matias. Mas, a visão de João é da congregação completa e glorificada de Deus nos céus, no começo do reinado milenar de Cristo. Por conseguinte, não o nome Matias, mas o nome Paulo, talvez estivesse ali, visto que ele foi escolhido diretamente para ser um dos apóstolos pelo próprio Jesus Cristo, assim como o foram os outros onze. (Atos 1:15-26; 9:15; Gál. 1:1) Naturalmente, o nome de Judas Iscariotes não estaria incluído. Tal pessoa não poderia ter parte nesta cidade simbólica, porque amava o lucro desonesto e, por conseguinte, idolatrava a si mesmo, morrendo a “segunda morte”, como o “filho da destruição”. — João 17:12; Atos 1:16-20; 1 Ped. 5:2.
14. Quais são os nomes que estão nos doze alicerces?
14 Assim sendo, os nomes nas pedras de alicerce seriam: (1) Simão Pedro, (2) André, (3) Tiago, (4) João, (5) Filipe, (6) Bartolomeu (Natanael), (7) Tomé, (8) Mateus, (9) Tiago de Alfeu, (10) Tadeu (Judas, filho de Tiago), (11) Simão, o Cananita, e (12) Paulo. — Mat. 10:1-4; Luc. 6:12-16; João 1:45-49; Mar. 3:16-19.
15. (a) Por que tem a cidade a forma cúbica? (b) Comparem-na a outras capitais sagradas da História.
15 No antigo templo de Jerusalém, o compartimento Santíssimo era um cubo perfeito. (1 Reis 6:20) Isto significava a perfeição e retidão do templo celeste de Jeová, que é indicado como sendo um cubo perfeito de tremendo tamanho. Estende-se à terceira dimensão, ultrapassando a forma quadrada da antiga Babilônia, que também era uma cidade sagrada e, segundo o historiador Heródoto, foi construída como um quadrado em ambas as margens do Rio Eufrates. É muito maior do que a capital assíria, Nínive, que, segundo relatado por Diodoro Siculo, tinha construção quadrada. As medidas da Jerusalém celeste foram dadas a João:
SUAS DIMENSÕES
16. Forneçam uma descrição geral da santa cidade de Nova Jerusalém.
16 “Ora, aquele que falava comigo segurava como medida uma cana de ouro, para medir a cidade, e os seus portões, e a sua muralha. E a cidade é quadrada, e o seu comprimento é tão grande como a sua largura. E ele mediu a cidade com a cana, doze mil estádios; o comprimento, e a largura, e a altura dela são iguais. Ele mediu também a sua muralha, cento e quarenta e quatro côvados, segundo a medida de homem, sendo também a de anjo. Ora, a estrutura da sua muralha era de jaspe, e a cidade era de ouro puro, como vidro límpido. E os alicerces da muralha da cidade estavam adornados com toda sorte de pedra preciosa: o primeiro alicerce era jaspe, o segundo, safira, o terceiro, calcedônia, o quarto, esmeralda, o quinto, sardônio, o sexto, sárdio, o sétimo, crisólito, o oitavo, berilo, o nono, topázio, o décimo, crisópraso, o undécimo, jacinto, o duodécimo, ametista. Também, os doze portões eram doze pérolas; cada um dos portões era de uma só pérola. E a rua larga da cidade era ouro puro, como vidro transparente.” — Rev. 21:15-21.
17. Qual é o tamanho da cidade em medidas modernas?
17 Embora não se disse quão comprida era a vara na mão do anjo, a unidade de medir é compreensível, pois a Bíblia diz que é “segundo a medida de homem”, de modo que as dimensões da cidade são expressas em nossos próprios termos conhecidos. Aparentemente, o anjo mediu ao redor da cidade, o perímetro sendo de doze mil estádios, ou 2.400 quilômetros tornando cada lado da cidade de 600 quilômetros — sua altura sendo a mesma, 600 quilômetros. Nos dias de João, apenas um anjo poderia medir algo assim tão alto. Assentada sobre a terra, o cume da cidade atingiria o que se chama agora de “espaço sideral”.
18. Qual é altura da muralha, e como é que se compara à altura da cidade?
18 A muralha da cidade tinha 144 côvados ou 642 metros de altura. Isto tornava a cidade mais de 9.000 vezes mais alta do que as muralhas e deve ter constituído reverente visão contemplada pelo apóstolo, simbolizando a grandeza da Nova Jerusalém e fazendo com que as outras cidades, com seus templos, parecessem planas, em comparação com ela.
19. Por que é representada a cidade como sendo tão larga, bela e rica, e qual deve ser a avaliação que fazemos dela?
19 Esta cidade celeste ultrapassa em beleza e riquezas a tudo que é conhecido na terra — sendo uma cidade de tal dimensão, construída de metais e pedras preciosas, tudo nela sendo precioso. As coisas espirituais que simboliza são muito mais valiosas. Isto deve ilustrar para nós que a cidade é preciosíssima para Deus e deve também sê-lo a todos os do povo fiel de Deus no tempo em que procede de Deus, vinda do céu, isto é, do novo céu de Deus, de Sua nova ordem. Assim como se diz que é linda, pura e casta a noiva de Cristo, assim a pureza desta cidade é representada pela extrema limpeza, a justiça dela sendo representada pelo ouro puro, como vidro transparente.
UM PALÁCIO DE DEUS
20. Além de ser um templo espiritual, o que mais constitui a cidade?
20 É interessante que, na Bíblia, a palavra hebraica mais amiúde traduzida “templo” também significa “palácio”. Este templo de Deus, santificado para que habite nele, é, por conseguinte, a habitação do grande Rei do universo e é seu palácio celeste. Afirma João:
21. Que outras coisas incomuns viu João a respeito desta cidade?
21 “E não vi templo nela, pois Jeová Deus, o Todo-poderoso, é o seu templo, também o Cordeiro o é. E a cidade não tinha necessidade do sol, nem da lua, para brilhar sobre ela, pois a glória de Deus a iluminava, e a sua lâmpada era o Cordeiro.” — Rev. 21:22, 23.
22. (a) Por que não há nenhum templo nesta cidade? (b) Que posições ocupa Jesus Cristo com relação ao templo-cidade?
22 Visto que a cidade simbólica é em si mesma um templo e um palácio, a habitação do Deus e Rei do universo, é óbvio que não haveria nenhum santuário-templo nela. Os homens estão acostumados a ir a um templo para adorar a Deus. Mas, os 144.000 habitantes desta cidade não precisam dirigir-se a algum templo para se achegar a Jeová Deus, o Todo-poderoso, pois ele habita ali mesmo pelo espírito. Podem achegar-se diretamente a Deus. Nesse sentido, ele é como o templo. Não é necessário que os habitantes desta cidade se acheguem a ele por meio de algum edifício, que tenha algo dentro para representá-lo. Por motivos relacionados, o Cordeiro, Jesus Cristo, é também o templo da cidade. O templo em Jerusalém era servido por um sumo sacerdote. Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote de Jeová. É também conhecido como o Marido deste simbólico templo-cidade. Ele é o Alicerce, a Pedra Angular do templo espiritual e, visto que o templo dura por todo o milênio, sempre estará ali como o seu Sumo Sacerdote, dirigindo a adoração das pessoas segundo a vontade de Jeová e instruindo-as no caminho de Deus, segundo os deveres dum sacerdote. — Efé. 2:19-22; Rev. 20:4-6.
23. Por que a Nova Jerusalém não precisa da luz do sol nem da lua?
23 No antigo tabernáculo e templo em Jerusalém, havia lâmpadas de óleo no compartimento Santo, mas a luz Shekinah de Jeová estava miraculosamente ali no Santíssimo a fim de prover luz. Uma cidade terrestre precisa de luz por meio do sol, durante o dia, e, quer a da lua, quer alguma luz artificial, à noite. Mas, a Nova Jerusalém é uma cidade celestial. Sendo o próprio Jeová Deus sua luz e sendo o Cordeiro sua lâmpada, nunca haverá nenhuma necessidade de tais luminares, nem sequer o sol ou a lua.
LUZ PARA AS NAÇÕES
24. Que luzes serão necessárias às nações no tempo em que a Nova Jerusalém desce do céu?
24 As nações da terra, contudo, realmente precisam do sol e da lua e também precisam do esclarecimento espiritual que vem da Jerusalém celeste. Continua a descrição da Revelação: “E as nações andarão por meio da sua luz, e os reis da terra lhe trarão a sua glória. E os seus portões de modo algum se fecharão de dia, porque não haverá ali noite. E trarão a ela a glória e a honra das nações.” — Rev. 21:24-26.
25. Descrevam como a cidade celeste trará luz para que as nações andem nela.
25 Os que estão na terra serão guiados por esta cidade celeste. A Bíblia lhes será completamente esclarecida, também os rolos a ser escritos, que incluirão os decretos, as leis e as instruções justas e esclarecedoras de Deus, se tornarão tão claros que ninguém os violará por causa de ignorância. O templo espiritual deveras servirá à sua função intencionada e levará toda a humanidade à plena relação com Deus, de modo que possam andar no caminho que leva à vida eterna sem tropeço. Este templo, composto da Descendência de Abraão, verdadeiramente trará a bênção a todas as famílias e nações da terra. — Gên. 12:3; 22:18.
26. (a) Quem são os “reis da terra” aqui mencionados? (b) Podemos ter confiança nestes reis, e como trarão sua glória à cidade?
26 Quem são os reis da terra que trarão sua glória a esta cidade celeste, a Nova Jerusalém? Por certo não são os reis das nações políticas. Os capítulos anteriores de Revelação demonstraram que, por volta do tempo em que a cidade de Jeová se tiver apresentado à humanidade, os reis da terra terão sido mortos na batalha do Har-Magedon. Desde os dias dos reis de Judá, os únicos reis que foram designados a seu posto por Jeová Deus são Jesus Cristo e seus 144.000 vencedores do mundo, que dominarão como reis celestes junto com ele, por mil anos. (Rev. 5:8-10) Estes, enquanto estão na terra, dão plena devoção a Jeová Deus e dão suas vidas e sua integridade a Deus, em apoio de sua soberania universal. Não são reis enquanto estão na terra. São provados e experimentados aqui. Em sua posição real e sacerdotal no céu, terão zelo em trazer toda a sua glória, dada por Deus, à cidade santa, a Nova Jerusalém, a fim de magnificar a organização real para o louvor a Deus e o apoio à sua soberania universal. (1 Cor. 15:24-28) Sob o domínio de tal governo piedoso, os propósitos de Jeová serão plenamente cumpridos de trazer perfeição em uma terra paradísica, para o proveito eterno da humanidade.
RESULTADOS PARA A HUMANIDADE
27. Como é que a glória das nações será trazida à cidade?
27 A resposta das pessoas será que a glória e a honra das nações da terra serão trazidas àquela cidade celeste. Ao olvidarem suas antigas diferenças nacionais e religiosas, o exercício da verdadeira adoração de Jeová e a lealdade a seu governo celeste trarão seu sincero louvor e gratidão a Deus e o verdadeiro amor e a paz real entre os homens.
28. (a) Qual será a relação das nações da terra com a cidade celeste? (b) Quais serão os resultados para os que estiverem na terra?
28 Atualmente, os cristãos estão apenas em sujeição relativa às “autoridades superiores”, os governos políticos deste mundo, porque sua sujeição primária tem de ser a Deus. Mas, então, haverá total sujeição ao governo messiânico de Deus, pois o templo, como o centro de adoração, também será o palácio do Rei do universo. Será com deleite que as nações se sujeitarão à sua soberania. Ao reconhecerem em medida cada vez mais ampla suas glórias, as glórias dos presentes governos políticos nacionais gradualmente se desvanecerão da memória humana. Os povos da terra exercerão pela eternidade completa confiança e crédito no governo messiânico de Deus. Nenhuma política, religião falsa ou qualquer traço de corrupção entrarão jamais no santuário de Deus, a cidade sagrada: “Mas, tudo o que não for sagrado, e todo aquele que praticar uma coisa repugnante e a mentira, de modo algum entrará nela; somente os escritos no rolo da vida do Cordeiro entrarão.” (Rev. 21:27) Os habitantes desta cidade, os reis da “nova terra”, serão dignos da máxima confiança.
29. Como podemos nos achar entre os que andam na luz da cidade celeste?
29 Se havemos de adorar o verdadeiro Deus em seu templo e situar-nos entre as nações que andam na luz da Nova Jerusalém, temos de nos interessar agora pelo mesmo Livro que nos fala da operação do templo celeste de Deus. Ali encontramos instruções expressas que nos habilitarão a estar entre os primeiros das nações que andarão na luz da cidade santa. Isso nos habilitará a sobreviver à destruição que vem sobre as religiões falsas e os sistemas políticos deste mundo e a beber as águas vitalizadoras que fluirão do templo. Até mesmo agora, Jeová, por meio de seu Messias, assumiu o poder de governar como Rei. Quase que terminou a construção do templo. O salmista usa o antigo Monte Sião numa linda descrição, junto com instruções para nós, quando diz:
30. O que podemos aprender do salmista quanto a qual deve ser nossa atitude para com este templo-cidade?
30 “Grande é o Senhor [Jeová] e mui digno de louvor, na cidade do nosso Deus, no seu monte santo. Formoso de sítio, e alegria de toda a terra é o monte de Sião sobre os lados do norte, a cidade do grande Rei. Deus é conhecido nos seus palácios por um alto refúgio. Rodeai Sião; cercai-a; contai as suas torres; notai bem os seus antemuros; observai os seus palácios, para que tudo narreis à geração seguinte. Porque este Deus é o nosso Deus para sempre; Ele será nosso guia até à morte.” — Sal. 48:1-3, 12-14, Al.
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Quão importante lhe é a boa associação?A Sentinela — 1968 | 15 de março
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Quão importante lhe é a boa associação?
QUANDO o apóstolo Pedro, no primeiro século, se referiu aos cristãos como a “associação inteira dos vossos irmãos no mundo”, a sua alusão era uma alusão exata a uma das características notáveis dos seguidores de Cristo. (1 Ped. 5:9) Associavam-se uns com os outros. Não ficavam contentes de permanecer em casa e usufruir uma religião secreta e pessoal. Sentiam a necessidade de associar-se tanto quanto fosse praticável com outros da mesma fé. Sua fé tinha de ser comentada.
Tais cristãos precisavam da associação de uns com outros. Nenhuma outra associação poderia satisfazer. Daí, então, estavam cônscios do aviso do apóstolo: “Más associações estragam hábitos úteis.” (1 Cor. 15:33) Por se reunirem regularmente em boa associação, podiam dar ouvidos ao conselho urgente do escritor bíblico, Judas, de ‘edificar-se na vossa santíssima fé’. (Judas 20) Tão vital para eles era este vínculo com a congregação cristã que as perseguições, o tumulto político, a distância, as dificuldades, o tempo — nenhuma destas coisas dissuadia os cristãos zelosos de se reunirem. Será essa a sua atitude também?
DISTÂNCIA, PROBLEMAS SÃO VENCIDOS
Distar muito a sua casa do local mais próximo de reunião com outros cristãos, junto com a falta de transporte, talvez apresente um obstáculo a alguns, mas
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