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  • Coisas previstas pela presciência de Deus
    A Sentinela — 1971 | 1.° de fevereiro
    • Deus, “era conhecido de antemão, antes da fundação [forma da palavra grega katabolé] do mundo [kósmou]” é tomada pelos defensores do predestinacionismo como significando que Deus usou de tal presciência antes da criação da humanidade. (1 Ped. 1:19, 20) A palavra grega katabolé, traduzida “fundação”, significa literalmente “lançar ou deitar” e pode referir-se à ‘geração’ dum descendente, como em Hebreus 11:11, que se refere a Abraão ‘lançar’ sêmen humano para gerar um filho e a Sara conceber este filho. Embora tivesse havido a “fundação” do mundo da humanidade quando Deus criou o primeiro casal humano, conforme Hebreus 4:3, 4, aquele casal perdeu depois sua posição como filhos de Deus. (Gên. 3:22-24; Rom. 5:12) No entanto, pela benignidade imerecida de Deus, permitiu-se que ‘lançassem’ (semeassem) e concebessem descendência, tendo assim prole, sendo que a respeito de um deles a Bíblia mostra especificamente que ele obteve o favor de Deus e se colocou na situação de receber redenção e salvação, a saber, Abel. (Gên. 4:1, 2; Heb. 11:4) É digno de nota que Jesus, em Lucas 11:49-51, mencione “o sangue de todos os profetas, derramado desde a fundação do mundo”, e equipare isto com as palavras “desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias”. Abel é assim ligado por Jesus com a “fundação do mundo”, com aquele período geral de tempo.

      O Messias ou Cristo havia de ser o Descendente prometido, por meio de quem todas as pessoas justas de todas as famílias da terra haviam de ser abençoadas. (Gál. 3:8, 14) A primeira menção de tal “descendente” ocorre após a rebelião no Éden já se ter iniciado, mas antes do nascimento de Abel. (Gên. 3:15) Isto foi mais de quatro mil anos antes de se fazer a revelação do “segredo sagrado” da administração que haveria por meio do Messias; portanto, deveras, “por tempos de longa duração tem sido guardado em silêncio”. — Rom. 16:25-27; Efé. 1:8-10; 3:4-11.

      No tempo devido, Jeová Deus designou seu próprio Filho primogênito para desempenhar o papel profetizado do “descendente” e tornar-se o Messias. Não há nada para mostrar que o Filho tivesse sido “predestinado” para tal papel mesmo antes de sua criação ou antes de irromper a rebelião no Éden. A seleção que Deus finalmente fez dele como o encarregado de cumprir as profecias tampouco foi feita sem base anterior. O período de associação íntima entre Deus e seu Filho, antes de o Filho ser enviado à terra, sem dúvida resultou em Jeová ‘conhecer’ seu Filho a um ponto em que Ele podia ter a certeza de que seu Filho cumpriria fielmente as promessas e os quadros proféticos. — Veja Romanos 15:5; Filipenses 2:5-8; Mateus 11:27; João 10:14, 15.

      OS ‘CHAMADOS E ESCOLHIDOS’

      Restam aqueles textos que tratam dos “chamados” ou “escolhidos” cristãos. (Jud. 1; Mat. 24:24) São descritos como “escolhidos segundo a presciência de Deus” (1 Ped. 1:1, 2), ‘escolhidos antes da fundação do mundo’, ‘predeterminados para a adoção como filhos de Deus’ (Efé. 1:3-5, 11) e ‘selecionados desde o princípio para a salvação e chamados para este mesmo destino’. (2 Tes. 2:13, 14) A compreensão destes textos depende de eles se referirem à predeterminação de certos indivíduos ou à descrição da predeterminação duma classe de pessoas, a saber, da congregação cristã, o “um só corpo” (1 Cor. 10:17) dos que serão co-herdeiros de Cristo Jesus no seu reino celestial. — Efé. 1:22, 23; 2:19-22; Heb. 3:1, 5, 6.

      Se estas palavras se aplicassem a indivíduos específicos como predeterminados para a salvação eterna, então se seguiria que tais indivíduos nunca poderiam ser infiéis ou falhar na sua vocação, pois a presciência deles por parte de Deus não se poderia mostrar inexata e sua predeterminação deles para certo destino nunca poderia falhar ou ser frustrada. No entanto, os mesmos apóstolos que foram inspirados a escrever as palavras precedentes mostraram que alguns dos “comprados” e “santificados” pelo sangue do sacrifício resgatador de Cristo, e que “provaram a dádiva celestial gratuita” e “se tornaram participantes do espírito santo . . . e [dos] poderes do vindouro sistema de coisas”, se apartariam além de arrependimento e trariam sobre si a destruição. — 2 Ped. 2:1, 2, 20-22; Heb. 6:4-6; 10:26-29.

      Por outro lado, considerados como se aplicando a uma classe, à congregação cristã ou à “nação santa” dos chamados, como um todo (1 Ped. 2:9), os textos já citados significariam que Deus sabia de antemão e predeterminou a produção de tal classe (mas não os indivíduos específicos que a formariam). Estes textos significariam também que ele prescreveu e predeterminou o modelo com o qual se teriam de harmonizar todos os que no devido tempo fossem chamados para ser membros dela, tudo o que se faria segundo o seu propósito. (Rom. 8:28-30; Efé. 1:3-12; 2 Tim. 1:9, 10) Ele predeterminou também as obras que se poderiam esperar ser executadas por tais, e serem eles provados por causa dos sofrimentos que o mundo lhes causaria. — Efé. 2:10; 1 Tes. 3:3, 4.

      De modo que o uso da presciência por Deus não nos livra da responsabilidade de nos esforçarmos a nos harmonizar com a sua vontade justa.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1971 | 1.° de fevereiro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Qual é o “temor” que o perfeito amor lança fora, conforme diz 1 João 4:18? — C. A., E. U. A.

      O apóstolo João escreve: “No amor não há temor, mas o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor exerce uma restrição. Deveras, quem está em temor não tem sido aperfeiçoado no amor.” — 1 João 4:18.

      O temor, neste caso, é o temor que inibe as expressões da pessoa em oração a Deus. O contexto mostra que João estava continuando a sua consideração da “franqueza no falar”. (1 João 4:17) Ele não fala da franqueza no falar na pregação das boas novas, mas da “franqueza do falar para com Deus”. — 1 João 3:19-21; veja Hebreus 10:19-22.

      Aquele em quem o amor a Deus obtém plena expressão pode chegar-se com confiança ao seu Pai celestial, sem se sentir ‘condenado no coração’ como se fosse hipócrita ou desaprovado. Sabe que procura sinceramente guardar os mandamentos de Deus, e por isso faz o que agrada a seu Pai. (1 João 3:21, 22) Por isso é franco em expressar-se e fazer petições a Jeová. Não se sente como se estivesse ‘em prova’ diante de Deus, sob alguma restrição quanto ao que tem o privilégio de dizer ou de pedir. (Veja Números 12:10-15; Jó 40:1-5; Lamentações 3:40-44; 1 Pedro 3:7.) Não é inibido por nenhum temor mórbido; não está cônscio de algo ‘desabonador’ contra ele. — Veja Hebreus 10:26, 27, 31.

      Assim como a criança não se sente nem um pouco embaraçada ou amedrontada quanto a pedir algo a seus pais amorosos, por estar convencida de que eles sempre se interessam nas suas necessidades e na sua felicidade, assim os cristãos em quem o amor se desenvolveu plenamente têm certeza de que, “não importa o que peçamos segundo a sua vontade, ele nos ouve. Ainda mais, se soubermos que ele nos ouve com respeito àquilo que pedimos, sabemos que havemos de ter as coisas pedidas, visto que as pedimos a ele.” — 1 João 5:14, 15.

      Portanto, este amor perfeito não lança fora toda espécie de temor. Não elimina o temor reverente e filial a Deus, originado do profundo respeito pela Sua posição, Seu poder e Sua justiça. (Sal. 111:9, 10; Heb. 11:7) Nem elimina o temor normal que faz a pessoa evitar o perigo, quando possível, e assim proteger a si e a sua vida, nem o temor causado pelo repentino sobressalto. — Veja 2 Coríntios 11:32, 33; Jó 37:1-5; Habacuque 3:16, 18.

      O entendimento correto de 1 João 4:18 enriquece muito espiritualmente. Revela quão grandiosa é a relação que o cristão pode usufruir com seu Criador magnífico. Encoraja-nos a falar do coração em

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