-
Livro bíblico número 2 — Êxodo“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
-
-
de seus propósitos magníficos, e firma a nossa fé nele. Tal fé aumenta ao passo que estudamos as muitas referências a Êxodo nas Escrituras Gregas Cristãs, indicando o cumprimento de muitas características do pacto da Lei, a garantia da ressurreição, a provisão de Jeová de sustentar seu povo, e precedentes para as obras cristãs de assistência, conselhos sobre consideração pelos pais e os requisitos para se ganhar a vida, e como encarar a justiça retributiva. Por fim, a Lei foi resumida em dois mandamentos sobre mostrar amor a Deus e ao próximo. — Mat. 22:32 — Êxo. 4:5; João 6:31-35 e 2 Cor. 8:15 — Êxo. 16:4, 18; Mat. 15:4 e Efé. 6:2 — Êxo. 20:12; Mat. 5:26, 38, 39 — Êxo. 21:24; Mat. 22:37-40.
27. De que proveito é para o cristão o registro histórico em Êxodo?
27 Em Hebreus 11:23-29, lemos sobre a fé de Moisés e seus pais. Pela fé partiu do Egito, pela fé celebrou a Páscoa e pela fé conduziu a Israel através do mar Vermelho. Os israelitas foram batizados em Moisés e comeram alimento espiritual e beberam bebida espiritual. Aguardavam a rocha espiritual, o Cristo, mas, ainda assim, não obtiveram a aprovação de Deus, pois puseram Deus à prova e tornaram-se idólatras, fornicadores e murmuradores. Paulo explica que isto tem aplicação para os cristãos hoje: “Ora, estas coisas lhes aconteciam como exemplos e foram escritas como aviso para nós, para quem já chegaram os fins dos sistemas de coisas. Conseqüentemente, quem pensa estar de pé, acautele-se para que não caia.” — 1 Cor. 10:1-12; Heb. 3:7-13.
28. Como se cumpriram as sombras da Lei e do cordeiro pascoal?
28 Grande parte do profundo significado espiritual de Êxodo, juntamente com sua aplicação profética, é fornecida nos escritos de Paulo, especialmente em Hebreus, capítulos 9 e 10. “Pois, visto que a Lei tem uma sombra das boas coisas vindouras, mas não a própria substância das coisas, os homens nunca podem, com os mesmos sacrifícios que oferecem continuamente, de ano em ano, aperfeiçoar os que se aproximam.” (Heb. 10:1) Estamos, pois, interessados em conhecer a sombra e entender a realidade. Cristo “ofereceu um só sacrifício pelos pecados, perpetuamente”. Ele é descrito como “o Cordeiro de Deus”. Nenhum osso deste “Cordeiro” foi quebrado, como também não foi no prefigurativo. O apóstolo Paulo comenta: “Cristo, a nossa páscoa, já tem sido sacrificado. Conseqüentemente, guardemos a festividade, não com o velho fermento, nem com o fermento de maldade e iniqüidade, mas com os pães não fermentados da sinceridade e da verdade.” — Heb. 10:12; João 1:29 e João 19:36 — Êxo. 12:46; 1 Cor. 5:7, 8 — Êxo. 23:15.
29. (a) Contraste o pacto da Lei com o novo pacto. (b) Que sacrifícios a Deus oferecem agora os israelitas espirituais?
29 Jesus tornou-se Mediador dum novo pacto, assim como Moisés fora mediador do pacto da Lei. O contraste entre estes pactos é também explicado claramente pelo apóstolo Paulo, que fala do ‘documento manuscrito de decretos’, que foi tirado do caminho mediante a morte de Jesus na estaca de tortura. O Jesus ressuscitado, qual Sumo Sacerdote, é “servidor público do lugar santo e da verdadeira tenda, que Jeová erigiu, e não algum homem”. Os sacerdotes sob a Lei prestavam “serviço sagrado numa representação típica e como sombra das coisas celestiais”, segundo o modelo que fora dado por Moisés. “Mas, Jesus obteve agora um serviço público mais excelente, de modo que ele é também o mediador dum pacto correspondentemente melhor, que foi estabelecido legalmente em promessas melhores.” O antigo pacto tornou-se obsoleto e foi eliminado como código que administrava a morte. Os judeus que não entendiam isso são descritos como tendo suas percepções embotadas, mas, os crentes que entendem que o Israel espiritual está sob o novo pacto podem ‘com rostos desvelados refletir como espelhos a glória de Jeová’, estando adequadamente habilitados como ministros do pacto. Com a consciência purificada, estes podem oferecer seu próprio “sacrifício de louvor, isto é, o fruto de lábios que fazem declaração pública do seu nome”. — Col. 2:14; Heb. 8:1-6, 13; 2 Cor. 3:6-18; Heb. 13:15; Êxo. 34:27-35.
30. O que prefiguraram a libertação de Israel e o engrandecimento do nome de Jeová no Egito?
30 Êxodo magnifica o nome e a soberania de Jeová, apontando para a gloriosa libertação da nação cristã, o Israel espiritual, a quem se diz: “Vós sois ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial, para que divulgueis as excelências’ daquele que vos chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz. Porque vós, outrora, não éreis povo, mas agora sois povo de Deus.” O poder de Jeová, segundo demonstrado em ajuntar seu Israel espiritual, tirando-o do mundo, a fim de engrandecer o seu nome, não é menos milagroso do que o poder que demonstrou a favor de seu povo no antigo Egito. Mantendo vivo a Faraó para lhe mostrar o Seu poder e a fim de que Seu nome fosse declarado, Jeová prefigurou um testemunho muito maior a ser realizado mediante Suas Testemunhas cristãs. — 1 Ped. 2:9, 10; Rom. 9:17; Rev. 12:17.
31. O que prefigura Êxodo quanto a um reino e à presença de Jeová?
31 Por conseguinte, podemos dizer, à base das Escrituras, que a nação formada sob a direção de Moisés apontava para uma nova nação que seria formada sob a direção de Cristo, e para um reino que nunca será abalado. Por isso, somos incentivados a ‘prestar a Deus serviço sagrado com temor piedoso e espanto reverente’. Assim como a presença de Jeová cobria o tabernáculo no ermo, da mesma forma ele promete estar eternamente presente entre os que o temem: “Eis que a tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles e eles serão os seus povos. E o próprio Deus estará com eles. . . . Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.” Êxodo é deveras parte essencial e proveitosa do registro da Bíblia. — Êxo. 19:16-19 — Heb. 12:18-29; Êxo. 40:34 — Rev. 21:3, 5.
-
-
Livro bíblico número 3 — Levítico“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
-
-
Livro bíblico número 3 — Levítico
Escritor: Moisés
Lugar da Escrita: Ermo
Escrita Completada: 1512 AEC
Tempo Abrangido: 1 mês (1512 AEC)
1. (a) Por que é apropriado o nome Levítico? (b) Que outros nomes foram dados a Levítico?
O NOME mais comum do terceiro livro da Bíblia é Levítico, que vem de Leu·i·ti·kón da Septuaginta grega, através do “Leviticus” da Vulgata latina. Este nome é apropriado, embora os levitas sejam mencionados apenas de passagem (em Levítico 25:32, 33), pois o livro consiste principalmente em regulamentos para o sacerdócio levítico, escolhido da tribo de Levi, e em leis que os sacerdotes ensinavam ao povo: “Pois, são os lábios do sacerdote que devem guardar o conhecimento e da sua boca devem as pessoas procurar a lei.” (Mal. 2:7) No texto hebraico, o livro é chamado segundo a sua expressão inicial, Wai·yiq·ráʼ, literalmente: “E ele passou a chamar.” Entre os judeus posteriores, o livro era também chamado de Lei dos Sacerdotes e Lei das Ofertas. — Lev. 1:1, nota.
2. Que evidências comprovam que Moisés é o escritor?
2 Não resta dúvida de que Moisés escreveu Levítico. A conclusão, ou colofão, declara: “Estes são os mandamentos que Jeová deu a Moisés.” (Levítico 27:34) Há uma declaração similar em Levítico 26:46. As evidências apresentadas anteriormente, de que Moisés escreveu Gênesis e Êxodo, comprovam também que ele escreveu Levítico, visto que o Pentateuco evidentemente era originalmente um só rolo. Além do mais, Levítico é ligado aos livros precedentes por meio da conjunção “e”. O mais forte testemunho de todos é que Jesus Cristo, bem como outros servos inspirados de Jeová, citam freqüentemente as leis e os princípios de Levítico ou referem-se a eles e os atribuem a Moisés. — Lev. 23:34, 40-43 — Nee. 8:14, 15; Lev. 14:1-32 — Mat. 8:2-4; Lev. 12:2 — Luc. 2:22; Lev. 12:3 — João 7:22; Lev. 18:5 — Rom. 10:5.
3. Que período é abrangido por Levítico?
3 Que período abrange Levítico? O livro de Êxodo termina quando se erige o tabernáculo “no primeiro mês, no segundo ano, no primeiro dia do mês”. O livro de Números (que se segue imediatamente ao relato de Levítico) começa com Jeová falando a Moisés “no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano da saída deles da terra do Egito”. Segue-se, portanto, que não poderia ter passado mais de um mês lunar para os poucos eventos de Levítico, consistindo a maior parte do livro em leis e regulamentos. — Êxo. 40:17; Núm. 1:1; Lev. 8:1-10:7; 24:10-23.
4. Quando foi escrito Levítico?
4 Quando Moisés escreveu Levítico? É razoável concluir que ele guardou um registro dos eventos ao passo que iam ocorrendo, e que escreveu as instruções de Deus à medida que as recebia. Isto é implícito na ordem de Deus a Moisés de escrever a condenação dos amalequitas logo após Israel tê-los derrotado em batalha. Ademais, certos assuntos no livro sugerem que foi escrito logo. Por exemplo, ordenou-se aos israelitas trazer animais que desejassem usar para alimentação à entrada da tenda de reunião, para serem abatidos. Esta ordem teria sido dada e registrada pouco depois do estabelecimento do sacerdócio. Muitas instruções são dadas para a orientação dos israelitas durante a sua viagem no ermo. Tudo isto indica que Moisés escreveu Levítico durante 1512 AEC. — Êxo. 17:14; Lev. 17:3, 4; 26:46.
5. A que propósito serviram as leis sobre sacrifícios e a impureza cerimonial?
5 Por que se escreveu Levítico? Jeová se propusera a ter uma nação santa, um povo santificado, colocado à parte para Seu serviço. Desde os dias de
-