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Mensageiros da libertaçãoA Sentinela — 1964 | 1.° de agosto
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Joel (2:28-32), que fala acêrca dos “salvos” e dos “sobreviventes” no monte Sião e em Jerusalém. Então, fazendo uma aplicação prática de sua mensagem de libertação, disse Pedro aos milhares de ouvintes judeus: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado no nome de Jesus Cristo, para o perdão de vossos pecados, e recebereis a dádiva gratuita do espírito santo. . . . Sêde salvos desta geração pervertida.” Três mil atenderam àquela mensagem de libertação no dia de Pentecostes. (Atos 2:14-42) Mais tarde, em expressão destemida de sua liberdade religiosa, Pedro e os outros apóstolos disseram o seguinte ao sumo sacerdote e aos líderes do Supremo Tribunal Judaico em Jerusalém: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens. . . . E nós somos testemunhas dêstes assuntos, e assim é também o espírito santo, que Deus tem dado aos que obedecem a ele como governante.” — Atos 5:27-32.
17. (a) Segundo a profecia bíblica, o que foi previsto para os libertos filhos espirituais? (b) A quem seria esta escravidão, quando ocorreria e que surgiria então?
17 Todavia, segundo a experiência profética dos judeus de outrora com Babilônia e segundo as profecias bíblicas, Sião, a Jerusalém de cima, sendo prefigurada pelos que na terra professavam ser seus filhos espirituais, não permaneceria livre. Foi previsto que seus filhos seriam cativos por uma Babilônia Maior, um sistema de escravidão religiosa, não na antiga Babilônia, mas em todo o mundo. Nos dias dos doze apóstolos fiéis, até ao fim do primeiro século, os filhos da Sião celestial, a Jerusalém de cima, continuaram livres, sendo então que o idoso apóstolo João escreveu os últimos livros das Escrituras Sagradas. Daí, segundo havia predito o apóstolo Paulo, ‘o que agia como restrição’ saiu da frente e veio o desvio ou apostasia da libertadora fé cristã. Então, a maioria dos que professavam ter a fé cristã foram cativos ao grande sistema de religião babilônica. Surgiu então, na forma da clerezia da cristandade, “o homem que é contra a lei” de Deus, “o filho da destruição”. — 2 Tes. 2:3-8.
18. Que curso tomaram então os eventos?
18 A cristandade data particularmente desde os dias do imperador romano Constantino, o Grande, no quarto século.a Evidentemente, os verdadeiros filhos terrestres da Sião celestial (Jerusalém de cima) tiveram que agir às escondidas por causa de grande perseguição religiosa. Como na parábola de Jesus sôbre o trigo e o joio, os poucos filhos de Sião semelhantes ao trigo e os filhos de mentira parecidos com joio foram deixados a crescer juntos no mesmo campo, o mundo da humanidade. (Mat. 13:30) O clero da cristandade, que pretendia representar a Sião celestial, tornou-se babilônico e parte da Babilônia Maior. Então, deveras, a Sião celestial, segundo representada pelos seus verdadeiros filhos na terra, tornou-se cativa da Babilônia Maior.
19. (a) Com que perguntas de interesse nos confrontamos agora? (b) Quando começou o esfôrço para se obter libertação, mas o que trouxe 1914?
19 Deveria continuar a escravidão de Sião à Babilônia Maior até à batalha do Har-Magedon predita no último livro da Bíblia, em Apocalipse 16:13-16? Não viria a ela nenhum mensageiro da libertação com boas novas antes do Har-Magedon? Segundo Apocalipse 9:13-15 haveria uma soltura, uma libertação dos “amarrados junto ao grande rio Eufrates”, onde estava assentada a antiga Babilônia. Nas últimas três décadas do século passado houve um esfôrço sincero de verdadeiramente dedicados e batizados adoradores cristãos de Jeová Deus para se libertarem da cristandade, que é parte predominante da religiosa Babilônia Maior. Mas, em 1914, irrompeu a Primeira Guerra Mundial: e a cristandade, a participante principal na guerra, usou-a como instrumento para levar cativos os filhos da Sião celestial, como foram levados cativos os israelitas para a antiga Babilônia durante os setenta anos de desolação de Jerusalém.
20. (a) O cumprimento de profecias bíblicas conduziu a que acontecimentos tanto em 1914 como depois? (b) Que pergunta se faz, com que resposta?
20 Todavia, a profecia bíblica e seu tempo marcado, juntamente com os eventos de 1914, provaram que a mulher de Deus, a Sião celestial, tinha dado à luz o prometido reino do Messias ou de Cristo, e que o entronizado Jesus tinha começado a reinar no meio dos seus inimigos, para subjugá-los completamente no tempo devido. (Apo. 12:1-5; Sal. 110:1-6; Heb. 1:13; 10:12, 13) A futura batalha do Har-Magedon, a ser travada no tempo designado de Deus, pôs-se à frente dêle, especialmente depois que cessou a guerra invisível no céu, sendo lançados Satanás e seus demônios da posição celestial dêles para a terra. Enquanto isto, será que o vitorioso Rei Jesus Cristo, prefigurado por Ciro, o Grande, o conquistador da antiga Babilônia, esperaria até o Har-Magedon para libertar as testemunhas cristãs de Jeová do seu cativeiro à atual Babilônia Maior? Segundo a profecia bíblica, Não!
21. Que profecia se cumpriria em 1914, mas com que problemas se confrontaria então?
21 Em 1914, o Todo-poderoso Jeová Deus assumiu seu grande poder e começou a reinar quanto à terra mediante o estabelecimento do seu prometido reino messiânico. Assim, “o reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo”. (Apo. 11:15-18) Chegara então a hora do cumprimento da profecia de Cristo: “Estas boas novas do reino serão pregadas em tôda a terra habitada, em testemunho a tôdas as nações; e então virá o fim”, isto é, o Har-Magedon. (Mat. 24:14) Mas, se as testemunhas do Rei Jeová ficassem no cativeiro babilônico, como poderiam anunciar o já iniciado domínio do reino prometido de Deus? Como poderiam dar certo ou haver harmonia nas coisas, estando o Todo-poderoso Jeová Deus a reinar e as suas testemunhas ainda estando na terra em cativeiro ao inimigo, à Babilônia Maior? Como poderiam as cativas testemunhas cristãs de Jeová prefigurar a liberdade da “mulher” celestial de Deus e dizer: “A Jerusalém de cima é livre, e ela é a nossa mãe”? (Gál. 4:26) Sob condições cativas não poderiam assim fazer.
22. Depois de lançado do céu, como foi que Satanás se opôs ao Reino?
22 Apocalipse 12:7-17 revelou de antemão que depois de Satanás ser lançado para a terra mediante a guerra no céu, êle perseguiria a mulher de Deus que tinha dado à luz o reino messiânico e, irado com ela, iria “travar guerra com os remanescentes da sua semente, que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus”. A realização dêstes eventos requer que umas tantas outras coisas também ocorram. Que coisas? Satanás, o Diabo, é o “deus dêste sistema de coisas” e, por conseguinte, também é deus da Babilônia Maior, que pertence a êste sistema de coisas. Na Babilônia Maior êle manteve cativos os “remanescentes” da semente de Sião até o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918. Depois de ser tirado de sua posição celestial, Satanás, o Diabo, perseguiu a “mulher” de Deus, Sião, mediante perseguição aos remanescentes da semente dela na terra. Êle fêz isto travando guerra contra êles.
23. O que evidencia o fato de Satanás ter travado guerra contra os remanescentes da semente de Cristo?
23 O que vemos nisto? Sendo lançado do céu, Satanás perdeu o domínio sôbre os remanescentes da semente dela; e a sua adoradora, a religiosa Babilônia, a Grande, também perdeu tal domínio. Se êle e ela ainda os tivessem cativos, por que teria sido necessário “travar guerra” contra êles? Travar guerra contra êles se tornara necessário porque tinham sido libertados e estavam livres para ‘observar os mandamentos de Deus e ter a obra de dar testemunho de Jesus’. A guerra que o Diabo travou contra êles foi uma tentativa para trazê-los de volta ao cativeiro da Babilônia Maior.
24. Quando foi liberto o povo de Deus da Grande Babilônia e de que grande fato dá isto testemunho?
24 Precisamos guiar-nos pelos fatos do caso. Quando provam os fatos que as testemunhas cristãs foram libertas do cativeiro à adoração demoníaca da Babilônia Maior? Na primavera de 1919, pois dali em diante elas se empenharam destemidamente na pregação do reino messiânico em tôda a terra habitada, em testemunho a tôdas as nações, observando assim o mandamento de Deus para êste tempo e desincumbindo-se da obra de dar testemunho do entronizado Messias, Jesus. A libertação delas não seria atribuída a nenhum outro além de Jeová, mediante seu Rei messiânico, Jesus Cristo, o Ciro Maior. O que significa isto? De que grande fato dá testemunho esta evidência? Do seguinte: Que não sòmente Satanás, o deus da Grande Babilônia, tinha sido lançado do céu, mas também a própria Babilônia, a Grande, tinha caído.
25. (a) Por que não significa isto que a Grande Babilônia tinha sido destruída e que exemplo se apresenta para ajudar-nos a entender o que significou a sua queda? (b) Será que a destruição final da Grande Babilônia levará séculos para ser completada?
25 A queda de Grande Babilônia por volta de 1919 não significa que ela tinha sido destruída. Nada disso! Ela ainda existe hoje e ainda mantém seu domínio sôbre os reis da terra. Contudo, as testemunhas cristãs de Jeová foram libertas dela. Podemos entender melhor êste assunto, olhando para a história antiga. Observamos que, quando a antiga Babilônia caiu diante do persa Ciro, o Grande, em 539 A. C., ela não foi destruída nem extinguida. Ela continuou existindo por séculos depois, até mesmo nos dias do apóstolo cristão Pedro, que visitou a decadente cidade e escreveu dali pelo menos uma carta, senão duas. (1 Ped. 5:13) Hoje, porém, nada mais resta da cidade de Babilônia, senão ruínas indistintas que começaram a ser escavadas em 1899. Semelhantemente, a religiosa Babilônia, a Grande, caiu por volta de 1919 e sua destruição completa jaz à frente, no futuro. Mas não cremos ter que esperar séculos por sua destruição. Agora tudo acontecerá de repente à Grande Babilônia, e esperamos ver a sua destruição em nossa geração! Que alegria será isto para todos os mensageiros da libertação!
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Se Jesus voltasseA Sentinela — 1964 | 1.° de agosto
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Se Jesus Voltasse
Num almôço em Lauttasaari, Finlândia, a autora Eila Pennanen falou sôbre o assunto do título acima e, na conclusão, disse o seguinte, conforme relatado no Vartija, um jornal religioso patrocinado pelos clérigos, no seu número 5-6, em 1962: “Como as pessoas reagiriam para com Jesus hoje em dia? Os homens da direção da igreja o desconsiderariam sorrindo, os fariseus o denunciariam pela imprensa, os escribas demandariam que concílios de bispos o punissem por heresia, os saduceus o imaginariam homem simples e indouto, e a autoridade secular o silenciaria dum modo muito mais eficiente que a crucificação. A publicidade em si mesma é assassina. Há motivos de se desejar que Jesus não volte.” Não deve causar admiração esta atitude, pois o que diria Jesus sôbre a apatia espiritual, cobiça materialística, imoralidade e guerras da cristandade? O que diria êle sôbre os lideres religiosos que se unem aos políticos em louvor às Nações Unidas antes que ao reino de Deus?
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