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De que Deus é testemunha?A Sentinela — 1964 | 15 de agosto
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Os fiéis e dedicados seguidores de Jesus Cristo são aquêles que constituem a nova nação, à qual é dado o reino de Deus. Produzem seu fruto, pelo tipo de vida espiritual que levam e em sua pregação mundial das boas novas do reino de Deus, com suas bênçãos para tôdas as famílias da terra.
16. Na relação de Deus com seu povo, quem é o criador de quem, provando o quê?
16 Como no caso da antiga nação de Jacó ou Israel, antes de Jeová Deus a rejeitar, assim se dá com esta nova nação, à qual êle dá o reino de Deus, para que reinem com Jesus Cristo nos céus, quais abençoadores de tôda a humanidade que ficará sôbre a terra. Não criaram Jeová em suas mentes, como seu Deus, mas, êle os criou nação espiritual, Israel ou Jacó espiritual. Não o formaram, nem modelaram estátuas imaginárias dêle, mas Jeová Deus os formou qual nação espiritual, junto com Jesus Cristo, como o Rei dos reis. Por conseguinte, Jeová não é nenhum deus falso, nenhum deus feito pelo homem, mas, como Deus e Criador, êle os fez.
NECESSÁRIO O REAJUNTAMENTO
17. Por que era necessário o reajuntamento dos que criam no verdadeiro Deus? Mas, que’ interrupção impediu isso por certo tempo?
17 Após a morte de Jesus Cristo e seus doze apóstolos, seus seguidores fiéis foram espalhados, pela perseguição e pelos opressores religiosos. Na última metade do século dezenove, o fiel restante dos seguidores dedicados e batizados de Cristo fêz esfôrço de se unir, de tôdas as partes da terra. Mas, em 1914, veio a Primeira Guerra Mundial, e o clero religioso da cristandade se aproveitou das paixões patrióticas e nacionalistas, das ambições e dos arranjos de emergência de tempo de guerra, a fim de oprimir e espalhar, senão exterminar, êstes cristãos que adoravam a Jeová como o único Deus vivo e verdadeiro. Todavia, milhares de anos antes, Êle prometera reajuntar seus adoradores e usá-los de modo especial para a sua glória. No mesmo capítulo de Isaías, continuou a dizer:
18. Fêz o verdadeiro Deus qualquer declaração sôbre o reajuntamento dos seus, que estavam espalhados?
18 “Não receies, pois estou contigo. Desde o nascer do sol trarei tua descendência, e do pôr do sol te reunirei. Direi ao norte: ‘Cede!’ e ao sul: ‘Não retenhas. Traze meus filhos dos lugares longínquos, e minhas filhas da extremidade da terra, todo que fôr chamado pelo meu nome e que tenho criado para a minha própria glória, que formo, sim, que formo.’” — Isa. 43:5-7.
19. Como mostrou Jesus que sabia da realização dêste reajuntamento?
19 Jesus Cristo predisse êste mesmo reajuntamento, na sua profecia sôbre o fim dêste sistema mundano de coisas. Aplicou-o, não ao reajuntamento dos judeus sionistas na Palestina, e nem ao estabelecimento da República de Israel, mas aos do restante fiel dentre seus próprios seguidores dedicados. Disse: “Os podêres dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e tôdas as tribos da terra se baterão então em lamentação, e verão o Filho do homem vir nas nuvens do céu, com poder e grande glória. E enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e êles ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma extremidade dos céus até à outra extremidade dêles.” — Mat. 24:3, 29-31.
20. De que modo mostrou Jeová que era o Deus de sua promessa quanto ao reajuntamento dos da sua nação”?
20 Assim, no oitavo século A. C., pelo seu profeta Isaías, Jeová Deus predisse o reajuntamento de seus adoradores cristãos, e destacou isto pela profecia do seu próprio Filho, Jesus Cristo, há dezenove séculos. Será que Jeová Deus cumpriu a profecia? Provou que é Deus da profecia verdadeira? Provou que é Deus fiel, todo-poderoso, que se apega à sua promessa e que cumpre sua palavra prometida? Sim! Contrário ao que o clero da cristandade esperava, e aumentando a sua vergonha e irritação, Jeová livrou seu fiel restante de adoradores do cativeiro babilônico e o ajuntou de nôvo em unidade mundial, mais forte e mais extensa do que nunca antes. Até mesmo os mais proeminentes dentre o restante, que haviam sido feito prisioneiros durante a Primeira Guerra Mundial, foram libertos da prisão e exonerados de tôdas as acusações falsas que foram usadas para metê-los na cadeia.
21. Que avaliação de Jeová tinham agora os reajuntados? A que compreensão chegaram?
21 Por meio de sua Palavra escrita, sôbre a qual estava brilhando a luz das profecias cumpridas, Jeová levou o restante a avaliar melhor a importância e preciosidade do seu nome. Vieram a avaliar que eram um povo, não para o nome de Jesus, mas, para o nome de Jeová, como até o discípulo cristão, Tiago, indicou há muito tempo, quando aplicou a profecia de Jeová em Amós 9:11, 12. (Atos 15:13-19)d Com a revelação do significado das Escrituras Sagradas, tornaram-se mais e mais impressionados com a realidade de que tinham de servir quais testemunhas cristãs de Jeová. Por meio de seu espírito santo, êle os tinha criado para a Sua glória, pois êle os gerou para serem seus filhos espirituais e os ungiu com seu espírito para pregarem e serem os co-herdeiros de Jesus cristo em seu reino celestial. Jeová os formou qual nação espiritual, por trazê-los ao Seu nôvo pacto, através do Mediador, Jesus Cristo. Jeová os tornou sua organização visível na terra, uma organização teocrática. Agora, por libertá-los em 1919 e reorganizá-los para seu serviço adiante, provou que para êles era um Deus vivo.
22, 23. (a) Que falha da parte dêles, Jeová lhes trouxe à atenção? (b) Quais foram algumas das acusações contra êles? O que teriam de encarar?
22 Antes disso, não avaliavam tão plena e claramente que êle era seu Deus. A respeito disto, tinham ficado cegos e surdos espiritualmente, como a cristandade, que adora o que chama de “Deus trino”, a trindade de três pessoas coiguais e coeternas, tôdas elas, segundo se diz, contidas em um só Deus. A vagarosidade com que viram e ouviram foi devida, em grande parte, à influência da cristandade, com a qual estavam associados há tanto tempo e que os havia oprimido e mantido cativos. Deixaram de agir como o “servo de Jeová”. No capítulo anterior de Isaías (42:18-25, ALA), Jeová trouxe isto à sua atenção, e às suas dolorosas conseqüências, dizendo-lhes:
23 “Surdos, ouvi, e vós, cegos, olhai, para que possais ver. Quem é cego, como o meu servo, ou surdo, como o meu mensageiro, a quem envio? Quem é cego como o meu amigo, e cego como o servo do SENHOR [Jeová]? Tu vês muitas cousas, mas não as observas; ainda que tens os ouvidos abertos, nada ouves. Foi do agrado do SENHOR [Jeová], por amor da sua própria justiça, engrandecer o seu povo pela lei, e fazê-lo glorioso. Não obstante é um povo roubado e saqueado; todos estão enlaçados em cavernas, e escondidos em cárceres; são postos como prêsa, e ninguém há que os livre; por despôjo, e ninguém diz: Restitui. Quem há entre vós. que ouça isto? que atenda e ouça o que há de ser depois? Quem entregou Jacó por despôjo, e Israel aos roubadores? Acaso não foi o SENHOR [Jeová], aquêle contra quem pecaram, e nos caminhos do qual não queriam andar, não dando ouvidos à sua lei? Pelo que [Jeová] derramou sôbre êles [de Jacó] o furor da sua ira, e a violência da guerra; isto lhes ateou [a Jacó] fogo ao redor, contudo não o entenderam; e os queimou, mas não fizeram caso.”
A CONVOCAÇÃO DE SEREM TESTEMUNHAS
24. (a) Como poderiam alguns considerar a permissão do povo de Jeová ser roubado? (b) O que, então, era necessário?
24 Devido a ter permitido que seu povo fosse saqueado e roubado, por falhar em ver e ouvir e em obedecer a seu Deus, Jeová permitiu transparecer que o Deus dêles não era Deus coisa nenhuma, ou que era um Deus fraco, de modo que os deuses de seus perseguidores, roubadores e saqueadores eram mais fortes que Jeová. Agora, chegara o tempo para inverter a impressão errada que se permitira criar. Havia chegado então o tempo de a disputa sôbre a verdadeira Divindade ser resolvida e de serem silenciados todos os deuses falsos. Que seja feito um julgamento! Que sejam chamadas as testemunhas, e que todo o universo assista à audiência, especialmente tôdas as nações da terra! Ao invés de pedir a unificação de todos os deuses e a combinação da adoração dêles em uma só religião que inclua a todos, Jeová desafia a todos os que são adorados quais deuses, por parte das nações, para que se provem deuses.
25, 26. O que fêz então Jeová a favor do seu povo? Como falou disto, de modo profético?
25 Para que seu povo dedicado sirva como representantes seus neste tribunal universal, Jeová abre-lhes os olhos e os ouvidos, de modo espiritual, por trazê-los para fora de seu cativeiro na organização mundial babilônica, no ano de 1919, ano em que realizaram a primeira assembléia geral, que marcou época, dos estudantes cristãos internacionais da Bíblia, depois da Primeira Guerra Mundial. Tendo agora os seus próprios representantes livres, Jeová Deus convoca tôdas as nações da terra a se apresentarem perante o tribunal. Seu povo, antes cego e surdo, tem de enfrentar tôdas as nações do mundo na controvérsia da Divindade.
26 Expedindo profèticamente a ordem de convocação dêste tribunal, neste século vinte, Jeová continuou a dizer, por meio de seu profeta Isaías, há vinte e sete séculos atrás: “Traze o povo que, ainda que tem olhos, é cego, e surdo, ainda que tem ouvidos. Tôdas as nações se congreguem, e os povos se reúnam; quem dentre êles pode anunciar isto, e fazer-nos ouvir as predições antigas? Apresentem as suas testemunhas, e por elas se justifiquem, e para que se ouça, e se diga: Verdade é.” — Isa. 43:8, 9, ALA.
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Segunda parteA Sentinela — 1964 | 15 de agosto
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Segunda Parte
1. A quem se dirigem as palavras desafiadoras de Jeová?
A QUEM se refere Jeová, quando diz a respeito de tôdas as nações e grupos nacionais: “Quem dentre êles pode anunciar isto, e fazer-nos ouvir as predições antigas? Apresentem as suas testemunhas, e por elas se justifiquem”? Por tais palavras desafiadoras, Jeová se refere aos deuses de tôdas as nações e grupos nacionais. É a tais deuses que se chama para que apresentem suas testemunhas, as quais, pelo seu testemunho, provem que seus deuses sejam deuses de profecia e deuses justos, deuses cuja adoração é correta, deuses que se possam livrar da acusação de serem deuses falsos. Que tais deuses defendam o seu caso no tribunal, contra Jeová.
2. Ao passo que houve suficiente tempo para que as palavras de Jeová se cumprissem, que perguntas diretas são feitas a todos os outros deuses, inclusive ao deus trinitário da cristandade?
2 A Palavra escrita de Jeová, a Bíblia Sagrada, foi terminada por volta do fim do primeiro século da E. C. Desde então, em mais de dezoito séculos, houve suficiente tempo para que as profecias de Jeová, escritas em sua Palavra, em seu próprio nome, se cumprissem. Mas, o que dizer dos deuses de tôdas as nações do mundo, inclusive do deus trinitário da cristandade? Já houve, ou será que há, dentre tôdas as nações dêste mundo, algum deus que “pode anunciar isto”, ou seja, anunciar o que Jeová anuncia em sua Palavra escrita? Ou, podem tais deuses das nações “fazer-nos ouvir as predições antigas”, ou seja, ouvir as coisas de antemão? Predisseram tais deuses algo que, mais tarde, se cumpriu, na antiguidade? Predisseram tais deuses algo sôbre o atual tempo de perplexidade? Provam os eventos e condições do mundo, desde 1914 E. C. que tais deuses falaram a verdade e sejam deuses verídicos de profecia,
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