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Amor pela verdadeA Sentinela — 1962 | 15 de julho
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não permaneceu inativa. O salão estava lotado até o último assento. Durante os primeiros quinze minutos, nada sucedeu. Daí, ao passo que ia apresentando provas bíblicas de que os sistemas religiosos da cristandade não haviam tomado uma posição contra as duas guerras mundiais, tampouco haviam sido fortemente contra elas, ouviu-se uma voz das últimas fileiras gritar: “Isto não é verdade!” Imediatamente, vários jovens que estavam no centro e na parte do lado do salão reagiram e puseram-se a assobiar. Jeová me deu fôrça para repreender calmamente os perturbadores e exortá-los a permanecerem quietos. E êles atenderam, com a exceção de dois ou três que saíram do salão. Mas, vinte minutos depois, as coisas ficaram mais sérias e começou um “concêrto de assobio”, alguns rapazes ficaram de pé. A assistência os controlou por algum tempo, mas então eu interrompi meu discurso e perguntei a todos os presentes: “Concordam com a conduta dêstes homens?”. Um forte “Não” foi a resposta. “Então, gostaria de sugerir a essas pessoas que não concordam com o que eu digo que ouçam o meu discurso até o fim, e que tomem notas e daí declarem abertamente as suas objeções e as suas perguntas.” Isto teve o desejado efeito, e o discurso continuou até o fim. No término do discurso era comovedor ver grupinhos de jovens em volta de irmãos maduros, que palestraram sôbre a verdade com êles, e vê-los aceitar literatura e sair ordeiramente do salão até um pouco envergonhados. Vários dêles assistiram ao resto do programa de discursos.
Betel continua a nos proporcionar uma vida variada, muitos privilégios de serviço, alegrias indizíveis, mas também provações em vários sentidos. Tenho tido repetidas vêzes ofertas tentadoras de emprêgo de meus anteriores empregadores e parentes. Temos perguntado a nós mesmos: “Não seria irracional e extremamente imprudente deixar o caminho da verdade, junto com êle o caminho da vida, a favor de tais coisas passageiras?” Tôdas as vêzes rejeitamos decididamente êstes atrativos. Quem nos dá a fôrça necessária? Jeová, nosso bondoso Pai celestial que nos tem conduzido no seu amor. Amamos a sua verdade, e é nosso desejo de todo o coração que, com a sua ajuda, jamais o percamos.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1962 | 15 de julho
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Perguntas dos Leitores
● Será que a grande multidão das “outras ovelhas” que sobreviver ao Armagedon saberá se os seus companheiros do restante se provaram fiéis e se ganharam ou não o prêmio da imortalidade? — F. C., Estados Unidos.
Sim, parece razoável concluir que justamente quem compõem os 144.000 membros do corpo de Cristo será de conhecimento geral das “outras ovelhas” que estiverem vivendo na terra, depois do Armagedon. Pertinente a isto temos o Salmo 87:5, 6, (VB) onde se lê: “De Sião será dito: Este e aquelle foram nascidos nella; e o proprio Altíssimo a estabelecerá. Jehovah, ao registrar os povos, relatará: Este foi nascido alli.”
É bem razoável que êste seja o caso. Naturalmente, mesmo agora nós sabemos, por causa do registro bíblico, que certas pessoas foram aprovadas antigamente por Jeová e esta informação nos anima. Do mesmo modo, será um incentivo à fidelidade para os do nôvo mundo depois do Armagedon saberem que certas pessoas se provaram fiéis e receberam a gloriosa recompensa da imortalidade. A devoção fiel delas seria relembrada por aquêles que as conheceram em conformidade com o principio estabelecido em Hebreus 13:7: “Lembrai-vos dos que vos governam, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, ao contemplardes em que resulta seu comportamento, imitai-lhes a fé.”
● Como se pode harmonizar Mateus 8:11, que fala de Abraão, Isaac e Jacó no reino dos céus, com Mateus 11:11, que indica que nem mesmo João Batista irá para êle?
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