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  • Resposta à oração de um preso
    A Sentinela — 1982 | 15 de janeiro
    • e foram batizados enquanto ainda estavam na prisão. Numa certa assembléia de distrito, encontrei-me com 23 deles. Depois de serem soltos, alguns se tornaram pioneiros, bem como superintendentes viajantes, e muitos servem agora como anciãos.

      Alguém que eu nunca esperava encontrar na prisão era o desassociado que pregou para mim pela primeira vez sobre Jeová. Este homem fora preso, acusado de colaborar com os japoneses. (Mais tarde, recebeu indulto e foi solto.) Enquanto esteve preso, comparecia humildemente às reuniões que eu presidia. Muitos anos depois, em 1975, fiz parte da comissão judicativa que considerou seu pedido de readmissão. Assim, depois de quase 40 anos como desassociado, ele podia novamente associar-se livremente com o povo de Deus.

      Durante todos esses anos, minha esposa tem sido deveras de grande ajuda — uma apoiadora leal no serviço de Deus. Agora, nós dois podemos olhar para trás, para mais de três décadas de serviço a Jeová. Tendo buscado e encontrado Jeová, cumpro aquela promessa feita há anos no campo de prisão japonês. Quão grato sou por ter encontrado a Jeová Deus durante os anos produtivos de minha vida e ter podido gastá-los no seu serviço!

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1982 | 15 de janeiro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Romanos 8:30 fala sobre os cristãos serem ‘glorificados’. Quando se dá isso, e como se relaciona esta ‘glorificação’ com eles serem ‘chamados’ e ‘declarados justos’?

      Em Romanos, capítulo 8, o apóstolo Paulo comenta o trato de Deus com os cristãos ungidos com o espírito. Deus realiza seu propósito, honrando-os ou glorificando-os por dar-lhes conhecimento de suas verdades, inclusive de seu propósito de torná-los “co-herdeiros de Cristo” no céu. (Rom. 8:14-17) Paulo escreveu também, em parte:

      “Aqueles a quem [Deus] deu o seu primeiro reconhecimento, a esses também predeterminou que fossem modelados segundo a imagem de seu Filho, para que este fosse primogênito entre muitos irmãos. Ademais, os que ele predeterminou são também os que chamou: e os que ele chamou são também os que declarou justos. Finalmente, [ou: E] os que ele declarou justos são também os que glorificou.” — Rom. 8:29, 30.

      Alguns se perguntaram sobre a seqüência: ‘chamados, declarados justos, glorificados’. Isto poderia ser encarado como uma série de passos que culminam em os cristãos ungidos receberem uma gloriosa vida espiritual no céu. Todavia, note o tempo das palavras de Paulo: “Os que ele declarou justos são também os que glorificou.” Ele parece estar falando de algo que já aconteceu, o que não seria assim, se ele se referisse à glorificação dos cristãos pela sua ressurreição para a vida celestial no futuro.

      Além disso, embora a ressurreição de alguém, por Deus, para ser governante no domínio espiritual seja uma ‘glorificação’, as pessoas podem ser ‘glorificadas’ de muitas outras maneiras. (Veja Romanos 8:17; João 7:39.) Jesus foi “glorificado” na terra por meio de seus milagres. (João 11:4) Cristo falou sobre um homem humilde ser ‘honrado’ ou glorificado por receber um lugar de destaque num banquete. (Luc. 14:10) Moisés obteve “glória” como porta-voz de Deus relacionado com o pacto da Lei. (2 Cor. 3:7) A Bíblia fala até mesmo sobre uma mulher receber “glória” ou ser ‘glorificada’ pelo seu cabelo comprido. (1 Cor. 11:15) Em todos esses casos, usam-se em grego formas do mesmo radical como o que é traduzido por “glorificou”, em Romanos 8:30. — Luc. 12:27; Rom. 2:10; 1 Tes. 2:6.

      É de interesse notar que lá em 1904 “A Nova Criação” (Volume VI de Estudos das Escrituras, em inglês) observou a respeito de Romanos 8:28-30 o seguinte:

      “Esta passagem costuma ser entendida mal, porque os leitores, em geral, têm a impressão de que o Apóstolo está aqui delineando as experiências cristãs como de costume, . . . mas o Apóstolo está adotando aqui um conceito oposto, e começa no lado oposto. . . . Ele delineia na ordem inversa o desenvolvimento da Igreja, a Nova Criação. Mostra que ninguém atingirá a grandiosa posição dos eleitos gloriosos de Deus, exceto os chamados [aceitos] a ela pela graça de Deus; e que todos os chamados precisam primeiro ter sido justificados [ou declarados justos]; . . . E esses justificados precisam anteriormente, antes de sua justificação, ter sido honrados [glorificados, Versão Autorizada, em inglês] . . . por Deus, por ter-lhes dado o conhecimento sobre si mesmo e sobre seu querido Filho.” — P. 182.

      Não é algo extraordinário que Paulo apresente aqui uma série de questões relacionadas na ordem inversa, como que indo para trás. Ele fez algo similar em Romanos 10:13-15.

      Em Romanos 8:28-30, Paulo explica que “Deus faz que todas as suas obras cooperem”. Isto é para o bem daqueles que participarão em cumprir seu propósito. Lá no tempo do jardim do Éden, Jeová Deus profetizou sobre um vindouro “descendente”. (Gên. 3:15) Jesus Cristo tornou-se a parte principal deste “descendente” e do descendente de Abraão. Mas Deus escolheu também um número limitado de humanos para constituírem uma parte secundária do “descendente”. (Gál. 3:16, 29) Assim, desde o tempo do jardim do Éden, Deus deu o “primeiro reconhecimento” aos que constituem o “descendente”. E ele “predeterminou” que esses humanos escolhidos se tornassem um corpo de irmãos de Cristo no céu, modelados à sua imagem.

      Daí, em Romanos 8:30, o apóstolo delineia certos passos que precedem a eles serem unidos com Cristo no céu. Tais humanos precisam ter sido “chamados” ou convidados para fazer parte do reino celestial. (Rom. 1:7; Fil. 3:14; 1 Tes. 2:12; Heb. 3:1) Mas, como podia Deus ‘chamá-los’ quando eles ainda eram pecadores, membros da família imperfeita de Adão? Antes de ‘chamá-los’, Deus teve de ‘declará-los justos’, perdoando-lhes seus pecados à base da fé que tinham em Cristo e no sacrifício dele. (Rom. 3:23-26; 4:25; 5:18) Mas, como podiam obter a necessária fé? Antes de poderem fazer isso, tiveram de obter conhecimento de Jesus Cristo, que Paulo em outro lugar chama de “gloriosas boas novas a respeito do Cristo”. (2 Cor 4:4; veja 1 Timóteo 1:11.) Dos que aceitam estas “gloriosas boas novas” e que tomam o caminho que os conduzirá à glória celestial certamente se pode dizer que são “glorificados” ou honrados por receberem tal glória.

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