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Compareça perante Jeová com agradecimentoA Sentinela — 1971 | 1.° de dezembro
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em Lucas 22:19-30, após o término da páscoa, Jesus instituiu a refeição noturna do Senhor, com pão e vinho. Fez com eles um pacto para um Reino. De modo calmo e bondoso resolveu uma disputa acesa sobre quem seria o maior. Era um exemplo para copiarem. Os capítulos 13 a 17 de João contêm muitas coisas boas que Jesus disse aos seus seguidores reunidos, naquela ocasião. Ali foi dado o novo mandamento de se amarem uns aos outros. Incutiu-se neles a importância de darem frutos para a glória de Jeová Deus. Jesus mostrou que, ao passo que manifestassem amor e dessem frutos para a glória de Deus seriam odiados e perseguidos, assim como ele foi. Jesus explicou a atitude cristã de neutralidade, no capítulo 15, e deu-lhe novamente ênfase na sua oração no capítulo 17. Deveras, os presentes naquela reunião devem ter tido muitos motivos para expressarem agradecimentos a Jeová Deus.
16. Que obra de edificação espiritual fez Jesus, que nos devia induzir a sermos gratos a Jeová?
16 O que Jesus fez por ajuntar pessoas para ensino e instrução constituía a fundação da congregação cristã. Foi um trabalho de edificação. Ele mesmo é a grande pedra angular de alicerce, e os fiéis apóstolos também faziam parte do alicerce. “Fostes edificados sobre o alicerce dos apóstolos e profetas, ao passo que o próprio Cristo Jesus é a pedra angular de alicerce.” (Efé. 2:20) Cristo Jesus foi designado cabeça desta congregação ou assembléia. “Ele é a cabeça do corpo, a congregação. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para se tornar aquele que é primeiro em todas as coisas.” (Col. 1:18) Pensar na maravilhosa organização da congregação cristã e na grande obra de edificação que Jesus fez ao reunir pedras viventes para o edifício é motivo suficiente para induzir qualquer pessoa interessada em Deus e nos seus propósitos a sentir-se induzida a dar graças, expressas ao Deus no céu. Mas, alguém talvez pergunte: “Onde está hoje este edifício de ‘pedras viventes’?” Verá isto. Mas, queira ler o próximo artigo para saber o que aconteceu desde a morte de Cristo até os nossos dias.
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Assembléias após a morte de CristoA Sentinela — 1971 | 1.° de dezembro
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Assembléias após a morte de Cristo
1. (a) Impediu a morte de Jesus Cristo que seus seguidores se reunissem? (b) Que encorajamento deu Cristo nas reuniões deles em tempos difíceis?
A FÉ daqueles que haviam sido treinados e selecionados por Jesus para fazerem parte da congregação cristã foi severamente provada pelos acontecimentos que cercaram a morte de Jesus e pela perseguição dos seguidores dele relacionada com ela. Embora naquele tempo estivessem em grande perigo, os fiéis não deixaram de se convidar uns aos outros a se reunirem para adoração e agradecimentos a Deus. Aconteceu, depois da ressurreição de Cristo Jesus, que ele participou em algumas das assembléias cristãs. Os discípulos se reuniam atrás de portas fechadas, por causa do temor dos judeus. Jesus apresentou-se para animá-los e edificá-los. Deve ter sido emocionante estar presente e ver Jesus entrar na sala, embora todas as portas estivessem fechadas, e ouvi-lo falar novamente. Esta e outras evidências da ressurreição de Jesus, que os cristãos tiveram, dificilmente podiam passar sem muitos agradecimentos da parte dos cristãos. Jesus realmente providenciou reuniões com seus discípulos depois de sua ressurreição. Em certo monte da Galiléia, Jesus disse-lhes: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” — Mat. 28:18-20; João 20:19-22.
2. O que se aprendeu na última reunião de Cristo com eles na terra?
2 Atos dos Apóstolos começa com o registro de reuniões cristãs e de instruções da parte de Jesus quanto a que devia ser feito nos dias futuros. “E, reunindo-se com eles, deu-lhes as ordens: ‘Não vos retireis de Jerusalém, mas persisti em esperar por aquilo que o Pai tem prometido, a respeito do qual me ouvistes falar; porque João, deveras, batizou com água, mas vós sereis batizados com espírito santo, não muitos dias depois disso.’ Tendo-se eles então reunido, perguntavam-lhe: ‘Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel’ Disse-lhes ele: ‘Não vos cabe obter conhecimento dos tempos ou das épocas que o Pai tem colocado sob a sua jurisdição; mas, ao chegar sobre vós o espírito santo, recebereis poder e sereis testemunhas de mim tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até à parte mais distante da terra.’ E, depois de dizer estas coisas, enquanto olhavam, foi elevado e uma nuvem o arrebatou para cima, fora da vista deles.” (Atos 1:4-9) Esta foi assim a última assembléia terrestre na qual Jesus Cristo estava visivelmente presente.
MOTIVOS DE AGRADECIMENTO EM PENTECOSTES
3. Que experiência única tiveram os cristãos reunidos no dia de Pentecostes?
3 Após a ascensão de Jesus Cristo aos céus, seus seguidores fiéis na terra continuaram a reunir-se para oração e para a consideração de importantes coisas espirituais. Os dias festivos dos judeus ofereceram aos cristãos ensejo para se reunirem num só lugar, e eles, como cristãos fiéis, aproveitaram a oportunidade para se congregarem no dia de Pentecostes, em 33 E. C. Pode imaginar quão desapontado teria ficado qualquer dos cristãos que deixasse de se congregar naquela ocasião? A Bíblia não indica que tivesse havido alguma espécie de aviso antecipado sobre o que aconteceria nesta ocasião específica. Mas quão gratos devem ter ficado por estarem todos “juntos no mesmo lugar”! Foi uma experiência única para cerca de cento e vinte servos dedicados de Jeová: “E, repentinamente, ocorreu do céu um ruído, bem semelhante ao duma forte brisa impetuosa, e encheu toda a casa onde estavam sentados. E línguas, como que de fogo, tornaram-se-lhes visíveis e se distribuíram, e sobre cada um deles assentou-se uma, e todos eles ficaram cheios de espírito santo e principiaram a falar em línguas diferentes, assim como o espírito lhes concedia fazer pronunciação.” — Atos 2:2-4.
4. (a) O que induziu o espírito de Deus os seus servos a fazer naquele dia? (b) Quais foram então alguns dos motivos de agradecimento?
4 Jeová havia enviado a sua força ativa, seu espírito santo, para impelir seus servos dedicados à obra de testemunho. Poder milagroso da parte de Deus fez com que a pequena assembléia desse um grande testemunho para a honra do nome de Deus. O que os cristãos falaram foi entendido em muitas línguas pelas pessoas que então estavam na cidade de Jerusalém e causou espanto entre os que compreendiam. A ocasião desta assembléia abriu uma oportunidade para um discurso público de Pedro. O discurso forneceu matéria instrutiva para a própria assembléia e também para os não-cristãos que estavam ao alcance da voz. Pedro foi movido por Jeová Deus a usar textos e raciocínios poderosos para convencer os reunidos que Jeová Deus havia deveras enviado a Jesus como Cristo, que as obras poderosas feitas por Jesus foram de Deus, que Jesus havia conseguido obter uma ressurreição dentre os mortos e estava então à mão direita de Jeová nos céus. O discurso de Pedro continha motivação e exortação para se ser salvo. A apresentação de Pedro foi tão convincente, que o pequeno grupo de cristãos teve muito que fazer naquele dia. O grupo de cerca de cento e vinte se compunha de homens e de mulheres, de modo que provavelmente menos de cem homens se ocuparam com o batismo de cerca de três mil novos louvadores cristãos de Jeová. De modo que esta festa espiritual por ocasião de Pentecostes produziu honra para Jeová e assinalou um gigantesco passo para a frente na divulgação das boas novas. Seria difícil de imaginar que alguém dos presentes, naquela ocasião, deixasse de ficar cheio de agradecimento a Jeová. — Atos 2:22-41.
5. Mencione algumas das bênçãos que se seguiram a Pentecostes.
5 Daquele tempo em diante, sob a orientação do espírito santo, os cristãos fizeram uma grande campanha educativa que se estendeu através de todo o Império Romano e mais além. Continuaram a devotar-se ao ensino dos apóstolos, à oração, às reuniões e a louvar a Deus. Acharam favor diante de todas as pessoas. “Ao mesmo tempo, Jeová continuava a ajuntar-lhes diariamente os que estavam sendo salvos.” (Atos 2:42, 46, 47) Com o passar do tempo, formaram-se congregações em toda a região chamada Palestina. Os servos de Deus continuaram a comparecer perante ele com agradecimento, observando com grande interesse e alegria o espírito de Jeová impelir a organização teocrática visível. Com o progresso da expansão, surgiu perseguição; contudo, Jeová sempre levou seus servos através dela e aumentou a sua força. — Atos 5:14; 6:7; 8:1, 14, 40.
6. (a) Como orientou o espírito santo a ampliação da expansão para incluir não-judeus? (b) Que papel teve Paulo o privilégio de desempenhar em reunir cristãos?
6 Durante cerca de três anos e meio, os que se haviam associado com Jesus sentiram a emoção de ver grandes multidões dentre os judeus tornar-se crentes em Jesus Cristo e retornar à adoração pura de Jeová. Para eles, deve ter parecido que havia uma grande expansão em progresso. Às vezes devem ter refletido nas palavras de Jesus, quando disse que seriam testemunhas dele até à parte mais distante da terra. Não ficaram desapontados, ao recorrerem a Jeová em busca de orientação. Pedro foi mandado, por espírito santo, a ir a Cesaréia, e ali se abriu um novo campo para a expansão da adoração, quando Jeová aceitou Cornélio e outros gentios nas fileiras de seus servos dedicados. Assim se abriu o caminho para tanto gentios como os descendentes carnais de Israel
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