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  • Evite o efeito mortífero da ganância!

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  • Evite o efeito mortífero da ganância!
  • Nosso Ministério do Reino — 1987
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  • Segurança Ilusória
  • Contatos Cristãos
  • Acautele-se Contra Planos de Enriquecimento Rápido
  • Uma Onda Pérfida
  • O Ponto de Vista Cristão Sobre as Riquezas
Nosso Ministério do Reino — 1987
km 6/87 pp. 2-6

Evite o efeito mortífero da ganância!

1 O mundo atual dá grande ênfase à prosperidade material. Os interesses comerciais constantemente estimulam a ganância das pessoas, para ficarem ricas. O sucesso costuma ser medido pelo tamanho do ordenado. Por isso, as muitas advertências da Bíblia contra a ganância e o vício relacionado da cobiça são bem oportunas. (1 Timóteo 6:10) A ganância pode ser tão séria como a fornicação ou a idolatria, porque Paulo advertiu: “[Cessai] de ter convivência com qualquer que se chame irmão, que for fornicador, ou ganancioso, ou idólatra, ou injuriador, ou beberrão, ou extorsor, nem sequer comendo com tal homem.” — 1 Coríntios 5:11.

2 Quando a ganância se infiltra na congregação cristã, pode causar dano e até morte espiritual, por colocar irmão contra irmão e fazer com que o ódio ferva a ponto de levar ao ‘homicídio’ espiritual. (1 João 3:15; Marcos 7:21, 22) Jesus advertiu seus seguidores: “Guardai-vos de toda sorte de cobiça.” — Lucas 12:15.

3 O potencial da ganância existe dentro de todos nós. Devido à imperfeição herdada, a ganância é o desenvolvimento desordenado do desejo normal de ter bens materiais e segurança financeira. (Romanos 5:12) Resulta dum desejo excessivo ou insaciável de obter bens, fama ou poder. Pode transformar uma pessoa prestativa em alguém cruel.

Segurança Ilusória

4 Como se desenvolve a ganância — com seus ardentes desejos de obter bens e riqueza? De que modo pode a ganância transformar alguém cauteloso em crédulo? Eclesiastes 4:4 indica uma resposta: “Percebi que o que faz os homens correrem atrás do sucesso é a inveja! Mas isso também é ilusão, é correr atrás do vento.” — A Bíblia Viva.

5 Patrocinadores comerciais inescrupulosos muitas vezes associam seu plano comercial a um clima de riqueza — um carro luxuoso, jóias dispendiosas — e usam isso como engodo para encobrir o anzol da ganância e apanhar os incautos. Querem que sinta inveja do luxo deles. Tanto assim, que você acreditará que por investir no negócio deles também poderá ter similar abundância de bens e ficar rico sem muito trabalho. Na verdade, se não chegar a perder todo o seu investimento, poderá acabar trabalhando mais horas e mais arduamente do que nunca.

6 A ganância cria a ilusão de que o dinheiro é tudo o que se precisa. É verdade que o dinheiro pode ser uma proteção, mas não pode comprar a felicidade ou a vida eterna. Tem limites. “Pois a sabedoria é para proteção, assim como o dinheiro é para proteção; mas a vantagem do conhecimento é que a própria sabedoria preserva vivos os que a possuem”, declara Eclesiastes 7:12. A ação baseada no conhecimento exato de Jeová Deus e do seu Filho, Jesus Cristo, é o que produz verdadeira felicidade e conduz à vida eterna. Portanto, não seria sábio investir em se tornar rico em sentido espiritual com Deus, em vez de se empenhar pela riqueza material com o homem? — Mateus 5:3; Lucas 12:20, 21; João 17:3.

7 Entretanto, a questão não é o dinheiro em si mesmo. A verdadeira questão é: Como obtemos o dinheiro e o que fazemos com ele? — Mateus 6:24.

Contatos Cristãos

8 Muitas organizações de vendas incentivam seus representantes a encarar todos os conhecidos como prospectivos clientes — inclusive os membros de sua igreja. Os concrentes tornam-se um mercado natural para qualquer coisa que se venda. Essa é uma das artimanhas usadas pelo negócio de vendas para expandir sua clientela. Mas, desejaria o verdadeiro cristão tirar proveito comercial de seus contatos cristãos, seus irmãos e suas irmãs na fé? — 1 Coríntios 10:23, 24, 31-33.

9 O apóstolo Paulo, depois de passar três anos junto à congregação de Éfeso, pôde declarar de consciência limpa: “De ninguém cobicei a prata, ou o ouro, ou a vestimenta.” (Atos 20:33) Paulo não só se negou a cobiçar os bens materiais de outrem, mas também não desejava usar a verdade para proveito pessoal financeiro.

10 Alguns talvez se vejam tentados a usar seus contatos no Salão do Reino para fazer publicidade ou até mesmo promover campanhas de vendas. Poder-se-ia dizer que tal prática se harmoniza com o princípio de Atos 20:33? Dificilmente! Os Salões do Reino, os grupos de estudo da Bíblia, as assembléias ou os congressos das Testemunhas de Jeová não são lugar para se introduzir assuntos comerciais ou para recrutar vendedores, mas, em vez disso, atuam como centros para considerações e associação espirituais antes, durante e após a reunião. (Hebreus 10:23-25) Portanto, manchar a beleza espiritual da associação cristã com comercialismo indicaria completa falta de apreço pelos valores espirituais.

11 Lembre-se, uma manifestação de ganância que irritou muito a Jesus foi quando “achou no templo os que vendiam gado, e ovelhas, e pombas, e os corretores de dinheiro nos seus assentos”. O zelo pela casa de Jeová o fez expulsá-los do templo e exclamar: “Parai de fazer da casa de meu Pai uma casa de comércio!” (João 2:13-17) Temos nós zelo similar?

12 Há também a questão de tirar proveito dos contatos cristãos fora do Salão do Reino. Significa isso que os cristãos não podem fazer negócios entre si, ou empreender juntos um negócio? Não, essa é uma decisão pessoal. No entanto, alguns cristãos iniciam empreendimentos comerciais que incentivam a ganância e procuram engodar concrentes a se tornarem seus sócios ou seus representantes de vendas. Alguns de tais negócios fracassam, custando aos investidoras logrados grandes somas de dinheiro.

13 É certo que em alguns casos os próprios investidoras foram motivados pelo forte desejo de ganhar dinheiro rápido. Mas, não deveria cada organizador ter um senso de responsabilidade quanto aos resultados financeiros para outros nos empreendimentos comerciais? Não deveria ele considerar cabalmente, de antemão, qual pode ser o resultado espiritual para outros se o empreendimento fracassar? Nesse caso, não será a responsabilidade aumentada geralmente acompanhada de maiores obrigações?

14 Certos superintendentes cristãos promoveram empreendimentos questionáveis e prejudiciais para seus concrentes. Estes devem estar cientes de que isso poderá influir em sua posição privilegiada dentro da congregação. Não se pode dizer a ninguém como cuidar dos seus assuntos seculares. Contudo, tampouco deve alguém explorar seus contatos cristãos com objetivos comerciais. — 2 Coríntios 6:3, 4; 7:2; Tito 1:7.

Acautele-se Contra Planos de Enriquecimento Rápido

15 O cristão que logo percebe o perigo de se envolver num plano mundano de enriquecimento rápido poderia afrouxar a vigilância e ser enganado pelo seguinte raciocínio: ‘Naturalmente, este negócio é diferente; procede de companheiros cristãos, e eu poderia usar o dinheiro extra. Estou certo de que eles não se envolveriam num negócio arriscado, nem poderiam em perigo o investimento de seus concrentes. Ademais, isso me dará mais tempo para cuidar de assuntos espirituais. Eu talvez possa até ser pioneiro.’ Tenha cuidado! “O coração é mais traiçoeiro do que qualquer outra coisa e está desesperado”, adverte a Bíblia. Isso também inclui o seu coração. A ganância pode cegar-nos, de modo a seguirmos um proceder arriscado ou tirarmos proveito de nossos irmãos para alcançarmos fins egoístas. Devemos examinar sinceramente nossos motivos à luz da Palavra de Deus. — Jeremias 17:9, 10.

16 Não é sábio entrar cegamente num empreendimento comercial com qualquer um, mesmo que se trate de concrentes. É sábio primeiro ‘calcular o custo’. (Lucas 14:28, 29) Conheça os fatos — seus limites, os limites do negócio.

17 Considere a seguinte ilustração: O motorista cauteloso conhece os limites do seu carro e da estrada. Ele sabe que outros carros podem fazer curvas e desviar de obstáculos com maior facilidade e em maior velocidade do que o dele. Ele também sabe que, quanto maior a velocidade do carro, menor é a tolerância de erro e maior é o risco dum desastre. Portanto, ele se nega a fazer o mesmo que outros motoristas e seus carros podem fazer — ele conhece os limites. De modo similar, agora não é o momento de ver quão longe e quão rápido podemos ir no atual sistema. O fato de que um cristão é bem-sucedido nos negócios não significa necessariamente que outro também será. A ganância, como o álcool num motorista, pode fazer com que o cristão superestime suas limitações, causando um colapso ou dano espiritual, ou, pior, a morte espiritual. — Gálatas 5:26.

18 Antes de se envolver num empreendimento comercial pergunte-se: É isso realmente necessário? Será que a propaganda de vendas suscitará a ganância, ou satisfará uma necessidade real? Poderei eu arcar com a perda de todo o dinheiro que estou investindo? Se o negócio falir, privarei a mim ou a minha família da segurança financeira necessária? Quão arriscado é meu investimento? Se vou ser dono ou sócio no negócio, quanta experiência e tarimba nos negócios tenho? Estou familiarizado com as leis tributárias? Pesquisei as referências e os princípios dos proprietários e do negócio? Há um mercado crescente para o negócio? Ficarei comprometido com o negócio a ponto de tornar difícil eu abandoná-lo? Se eu ficar gravemente enfermo, o que será do negócio?

19 E, o que é mais importante, pergunte-se: Terei realmente mais tempo para devotar a assuntos espirituais, ou este diminuirá? Quantos dos que já se encontram no negócio aumentaram realmente o tempo que gastam com assuntos espirituais?

20 As respostas a tais perguntas estão diretamente ligadas à sua espiritualidade. Práticas, idéias ou planos comerciais escusos não se tornam bons só porque está envolvido um companheiro cristão, do mesmo modo que uma casa construída com materiais bons não é segura durante uma tempestade se seu alicerce foi construído sobre areia. O perigo para O cristão não reside só na perda financeira, mas também no colapso espiritual. — Mateus 7:24-27.

21 Daniel, pai de seis filhos, constatou que seu negócio, embora fosse muito rendoso, requeria que passasse muitas horas longe da família e estava corroendo sua espiritualidade. Então, o que fez ele? “Decidi abandonar o negócio”, disse ele. Isso foi há 12 anos, e, acrescentou, “nunca me arrependi disso; recebi muitas bênçãos de Jeová, e toda a nossa família serve unicamente nosso Grandioso Criador, Jeová”.

Uma Onda Pérfida

22 A onda pérfida que leva ao materialismo perturba a muitos, induzindo cristãos preocupados a comentar:

“O mundo está repleto de planos para ganhar rápido muito dinheiro — por tempo integral ou parcial, especialmente no ramo de vendas diretas em diversos níveis. Muitos de meus companheiros cristãos foram engodados — só para perderem tempo e dinheiro preciosos. Eu mesmo fui perdedor três vezes. Lamentei ter envolvido alguns de meus companheiros de crença. Perderam dinheiro que não podiam dar-se ao luxo de perder.”

“Alguns cristãos de destaque daqui estão promovendo vários investimentos e planos comerciais entre os irmãos. Só na semana passada fui contatado três vezes, ou para comprar o produto dum irmão, ou para investir dinheiro num clube formado pelos irmãos e para eles, ou para entrar num negócio com um irmão.”

“Parece que os cristãos ficaram tão animados com essa oportunidade [plano de seguro de estrutura piramidal] que qualquer um, os recém-interessados, os crentes que passam por dificuldades espirituais, qualquer um mesmo, é encarado como prospectivo associado de sua organização de negócios.”

“Às vezes, os que promovem ‘riqueza rápida e fácil’ zombam dos valores espirituais quando, por exemplo, dão a entender ou declaram abertamente que sua recém-encontrada riqueza ou sucesso foi resultado direto da bênção de Deus sobre seu empreendimento.”

23 O conceito piedoso sobre as riquezas alertará o cristão contra os laços da ganância e o ajudará a resistir para não sucumbir à onda de materialismo no mundo. Portanto, como se deve encarar as riquezas para não suscitar a ganância?

O Ponto de Vista Cristão Sobre as Riquezas

24 O apóstolo Paulo apresenta o ponto de vista equilibrado sobre as riquezas materiais em 1 Timóteo 6:6-19. A carta escrita por Paulo encontrou Timóteo vivendo na fabulosamente próspera cidade de Éfeso. Os cristãos que viviam naquele grande centro comercial tinham de lutar contra a tendência de ver as riquezas do ponto de vista mundano, como sendo a coisa mais importante. Em resumo, aqueles versículos aconselham: Esteja contente com o que você tem, e não procure ficar rico; aqueles que já são ricos, não baseiem sua esperança nas coisas materiais. Deveras, todos devem ser ricos em obras excelentes e manifestar a generosidade.

25 Ademais, quando Jesus advertiu os seus ouvintes a se ‘guardarem de toda sorte de cobiça’, ele passou a falar sobre um fazendeiro, cujos campos produziam muito bem. O homem “começou a raciocinar no seu íntimo, dizendo: ‘Que farei, agora que não tenho onde ajuntar as minhas safras?’ De modo que ele disse: ‘Farei o seguinte: Derrubarei os meus celeiros e construirei maiores, e ali ajuntarei todos os meus cereais e todas as minhas coisas boas; e direi à minha alma: “Alma, tens muitas coisas boas acumuladas para muitos anos; folga, come, bebe, regala-te.”’” No entanto, este homem morreu naquela mesma noite. Toda aquela riqueza acumulada não lhe ajudou nem um pouco. Jesus concluiu: “Assim é com o homem que acumula para si tesouro, mas não é rico para com Deus.” — Lucas 12:16-21.

26 Qual foi o erro daquele homem? Ele confiava na sua riqueza para prover um futuro seguro e se esqueceu de algo mais importante: ser “rico para com Deus”. É precisamente por tornarmos a nossa relação com Deus a coisa mais importante na vida, que podemos evitar o efeito mortífero da ganância e não fazer parte do mundo. — João 17:16.

27 Jesus aconselhou: “Nunca estejais ansiosos, dizendo: ‘Que havemos de comer?’ ou: ‘Que havemos de beber?’ ou: ‘Que havemos de vestir?’ Porque todas estas são as coisas pelas quais se empenham avidamente as nações.” (Mateus 6:31, 32) Todos nós nos confrontamos com os mesmos problemas que “as nações” têm. A maioria de nós tem de trabalhar arduamente para ganhar a vida, a fim de poder comprar as coisas necessárias para comer, beber e vestir. (2 Tessalonicenses 3:10-12) Mas não podemos permitir que tais preocupações se sobreponham a sermos ‘ricos para com Deus’.

28 Jeová é a fonte de toda a riqueza. (Atos 14:15, 17) Ele prometeu cuidar especialmente bem de seus servos. Jesus disse: “O vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas. Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça, e todas estas outras coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:32, 33; Salmo 37:25) Por acreditarmos firmemente nesta promessa de Jeová, e nos mantermos satisfeitos com as provisões que Ele faz para nós, neste caso, evitaremos o efeito mortífero da ganância. — Colossenses 3:5.

[Destaque na página 3]

Os patrocinadores comerciais inescrupulosos querem que sinta inveja do luxo deles.

[Destaque na página 4]

Quando a ganância se infiltra na congregação, pode causar danos espirituais.

[Destaque na página 4]

A ganância cria a ilusão de que o dinheiro é tudo o que se precisa.

[Destaque na página 5]

O Salão do Reino não é lugar para recrutar vendedores nem para promover assuntos comerciais.

[Destaque na página 5]

‘Lamentei ter envolvido companheiros de crença. Perderam dinheiro que não podiam dar-se ao luxo de perder.’

[Destaque na página 6]

O conceito piedoso sobre as riquezas alerta os cristãos contra os laços da ganância.

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