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  • “Falai consoladoramente às almas deprimidas”
    A Sentinela — 1982 | 15 de outubro
    • “Falai consoladoramente às almas deprimidas”

      “NO COMEÇO sentia-me abatida, e essa disposição de ânimo prolongou-se. Não tinha vontade de ir a lugar nenhum nem de fazer nada, tampouco conseguia concentrar-me. Fiquei desanimada, confusa, e comecei a imaginar que toda a minha vida e minha boa folha de serviço a Deus não valiam nada. Fiquei tomada de pânico e com medo.” Foi assim que uma Testemunha de Jeová, de 48 anos, que servira muitos anos qual missionária descreveu seus sentimentos. “Sempre fui física e espiritualmente sadia, mas, daí, de repente, sentia-me como se nunca fosse me sentir bem novamente.”

      Certo irmão maduro também relatou: “Fiquei muito deprimido por causa do meu emprego. Chegava do trabalho tão desanimado que não conseguia comer. Saía da mesa e ia para um quarto onde não havia ninguém e chorava — simplesmente não conseguia conter as lágrimas. Os outros facilmente me deixavam irritado. Eu ficava refletindo: ‘Onde vou parar? Por que isso está acontecendo comigo?’ Isso durou seis meses.”

      Tais pessoas sofriam de depressão intensa. Outros relatos indicam que ainda há “almas deprimidas” entre os do povo de Deus. (1 Tessalonicenses 5:14) Estatísticas mundiais indicam um surpreendente aumento no número dos que sofrem de depressão. Embora aqueles que têm uma boa relação com Deus sejam menos afetados pelas situações que levam à depressão, não estão de modo algum imunes a esse mal. Mas, deviam tais servos fiéis ser atingidos?

      “ESTOU EXCESSIVAMENTE DEPRIMIDO”

      O leal Rei Davi, de Jerusalém, foi vítima da depressão. Em resultado de alguns erros ou tolices de sua parte, ele escreveu: “Estou excessivamente deprimido; passo o dia todo lamentando-me.” (Salmo 38:6, DeWitt, em inglês.) O quadro da próxima página mostra como diversos servos fiéis se sentiram em certas ocasiões, e por quê. Entretanto, todos os que estão alistados no quadro venceram suas aflições. De acordo com o registro bíblico, todos eles continuaram servindo a Deus fielmente.

      Há muitos motivos que levam as pessoas a ficar deprimidas. No caso de alguns, há pouca coisa que a vítima pode fazer. Recente pesquisa médica indicou que alguns tipos de severa depressão são causados por um desequilíbrio químico no cérebro, que pode ser conseqüência de diversas causas físicas.a Por outro lado, só nossos pensamentos podem causar depressão. Certo exemplo bíblico revela isso.

      Epafrodito, zeloso ajudante do encarcerado apóstolo Paulo, sofreu de depressão. Paulo enviou esse servo de volta, de Roma a sua anterior congregação em Filipos, e mandou talvez por meio dele uma carta que entre outras coisas declarava: “[Epafrodito] está deprimido por terdes ouvido que ele adoeceu.” De fato, ele ficara doente, mas agora estava bem — contudo, deprimido. Que causou a depressão? Ele sabia que a congregação tinha “ouvido que ele adoeceu”. Por que isso o deixaria deprimido? — Filipenses 2:25-30.

      Este servo devotado era evidentemente muito sensível aos sentimentos dos outros. Estava muito aflito com a preocupação de seus queridos irmãos e irmãs de sua própria congregação, por causa do relato de sua doença. Parece que a ansiedade de querer tranqüilizar a mente deles — mas impossibilitado de vê-los devido à distância de centenas de quilômetros — causou a depressão. O mesmo poderia ocorrer hoje, mesmo àqueles que, como Epafrodito, se dedicam inteiramente à obra do Senhor. Intensa ansiedade e preocupação com os sentimentos de outros, ou talvez a sensação de decepcionar outras pessoas, pode causar depressão.

      Mas, como podem outros ajudar os que estão deprimidos?

      ‘FALAR CONSOLADORAMENTE’

      Certa cristã deprimida disse, chorando, ao marido: “Que vou fazer? Simplesmente, não posso continuar assim!” O marido, que era incrédulo, replicou: “Você simplesmente vai ter de agüentar!” Esta mulher ficou tão arrasada que quase cometeu suicídio no dia seguinte! Quão importante é que todos acatem a injunção bíblica: “Falai consoladoramente às almas deprimidas.” Às vezes, pode resultar em danos irreparáveis quando uma pessoa não faz isso. Todavia, muitas vezes, talvez alguém deseje animar uma alma deprimida, mas não saiba o que dizer. — 1 Tessalonicenses 5:14.

      Paulo, em sua segunda carta aos coríntios, indica que se “sentia deprimido”, pois tinha “temores por dentro”. Um bom relato o consolou. Tito trouxe notícia sobre a condição espiritual melhorada da congregação de Corinto, sobre seu “zelo” ou preocupação por Paulo e sobre a “saudade” que tinham dele. Saber que era amado por eles animou a Paulo. (2 Coríntios 7:5-7) O mesmo se dá hoje. Certa cristã, que sofreu duma depressão incapacitante, disse: “Mais do que tudo, precisa saber que outros se importam com você como pessoa. Precisa ouvir alguém dizer: ‘Eu compreendo; você logo ficará boa. Aprecio sua experiência na vida e gosto de conversar com você.’”

      “APRENDI A TER EMPATIA”

      “Nunca me esquecerei duma lição”, admitiu uma mãe cristã que sofreu de depressão. “Aprendi a ter empatia. Antes costumava pensar que tudo o que a pessoa tinha de fazer era tomar um ‘chá de ânimo’ e seguir em frente, de modo que nunca compartilhei muito os sentimentos dos outros que estavam doentes. Agora sei. Quando alguns de meus amigos me disseram para ‘deixar disso’, não havia nada que eu mais desejasse fazer, mas a essa altura eu não tinha controle algum. Seus comentários realmente me magoavam.” As pessoas deprimidas necessitam que se ‘compartilhe os sentimentos’ delas. — 1 Pedro 3:8.

      Como é que a família e os amigos podem ajudar? Certa mãe de quarenta anos, que já sofrera de depressão, refletiu: “A pessoa não só se sente muito mal física e emocionalmente, mas também se sente culpada por não estar fazendo pela sua família o que normalmente faria.” Portanto, aconselhou: “Faça com que a pessoa deprimida saiba que você compreende que ela está fazendo o melhor que pode. Anime-a a prosseguir.”

      Ao passo que palavras edificantes são necessárias e apreciadas, os que desejam ajudar talvez possam oferecer mais assistência.

      AMPARAR OS FRACOS

      Paulo exortou a congregação tessalonicense não só a ‘falar consoladoramente às almas deprimidas’, mas também a ‘amparar os fracos, ser longânime para com todos’. O termo ‘amparar’ envolve atos, pois a palavra grega originalb tem o sentido primário de manter-se diretamente oposto a outra pessoa, de modo a escorá-la. — 1 Tessalonicenses 5:14.

      O informe dum estudo feito com mais de 500 pessoas concluiu: “Mais do que vontade sincera e forte, e uma disposição alegre, as pessoas talvez precisem de amigos e famílias achegados e apoiadores para afastar a depressão.” O dr. L. Cammer, famoso psiquiatra, concordou, dizendo: “É vital que a pessoa deprimida tenha alguém por perto que não começará a dar sermões, que permanecerá paciente.” Sim, um esforço positivo de ajudar, tal como um telefonema ou uma breve visita, pode ser profundamente apreciado.

      Certa cristã foi indagada quanto à forma de tratamento que mais a ajudou. Ela respondeu: “O melhor foi estar junto de meus irmãos e irmãs espirituais. Do contrário, não me teria recuperado. Em nossa congregação de Testemunhas de Jeová havia amor, interesse e compreensão. Era como que um muro de proteção.”

      Naturalmente, é necessário ser às vezes afetuosamente firme ao ajudar uma pessoa deprimida, visto que seu raciocínio talvez esteja confuso. Talvez necessite de alguns estímulos gentis para dar um passeio com você, para fazer alguma outra forma de exercício, para tomar os remédios ou para prosseguir em suas atividades espirituais.

      Quando alguém é hospitalizado devido a uma doença física, ele amiúde é alimentado com diversas refeições pequenas, em vez de umas poucas refeições grandes. O mesmo pode ser necessário ao ajudar a alguém deprimido com alimento espiritual. Talvez exija verdadeira paciência da parte dum cônjuge ou dum amigo preocupado considerar brevemente, em diversas ocasiões, ‘boas coisas’ espirituais, em vez de tentar travar uma longa palestra bíblica, que talvez exigisse demais do deprimido. Mesmo quando o indisposto não reage às instruções, o amor que lhe é mostrado causa um impacto.

      Até que o distúrbio passe ou reaja ao tratamento, são necessárias contínua paciência e compreensão da parte dos outros. Às vezes, há situações em que nenhuma forma de tratamento médico parece funcionar. Portanto, é necessário mostrar longanimidade junto com amor abnegado para ajudar a tais doentes até que Jeová cure todas as doenças — mentais e físicas — na vindoura nova ordem. — Revelação 21:3, 4.

      Os anciãos de congregação têm uma responsabilidade especial. O artigo “Língua Treinada — ‘Para Animar os Fatigados’”, que trata desse aspecto, será publicado futuramente.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja o artigo “Está Tudo na Mente?” em nossa revista Despertai! de 8 de março de 1982.

      b Antekhesthe — “Segurai-vos contra”.

      [Quadro na página 14]

      COMO SE SENTIAM POR QUÊ

      JÓ ‘Deus me abandonou’, Doença e infortúnio

      ‘sinto ódio de minha vida’. pessoais. Parecia que

      — Jó 29:2, 4, 5;10:1. Deus o tinha abandonado.

      JACÓ Negou-se a ser consolado. Tristeza por pensar que

      “Continuava a chorar.” o filho estivesse morto.

      ‘Quero ir para a sepultura.’

      — Gênesis 37:35.

      ANA “Chorava e não comia.” Amargo desapontamento

      ‘Amargurada de alma e chorava por não ter nenhum

      muito.’ — 1 Samuel 1:7, 10. filho.

      JONAS “É melhor eu morrer do que Ira contida.

      ficar vivo.” Num “estado

      calamitoso”.— Jonas 4:6,8.

      DAVI “O dia inteiro tenho andado Sentimento de culpa por

      entristecido.” “Fiquei um grave erro.

      entorpecido.” “Meu poder me

      deixou.” — Salmo 38:6, 8, 10.

      NEEMIAS ‘Começou a chorar e a prantear Perturbado por causa da

      por muitos dias’, tinha situação de alguns dos

      “tristeza de coração”. do povo de Deus.

      — Neemias 1:4; 2:2.

      PAULO Tinha “temores por dentro” e Oposição e falta

      sentia-se ‘abatido’. de descanso.

      — 2 Coríntios 7:5, 6.

  • ‘Felizes sois quando vos perseguirem’
    A Sentinela — 1982 | 15 de outubro
    • ‘Felizes sois quando vos perseguirem’

      “Felizes sois quando vos vituperarem e perseguirem, e, mentindo, disserem toda sorte de coisas iníquas contra vos, por minha causa. Alegrai-vos e pulai de alegria, porque a vossa recompensa é grande nos céus.” — Mateus 5:11, 12.

      1-4. Que experiência pode suscitar perguntas na nossa mente quanto a alegrar-se sob perseguição?

      PODE você realmente ser feliz se as pessoas mentirem a seu respeito e tentarem fazer toda sorte de coisas injuriosas contra sua pessoa? Considere o caso de uma jovem senhora na Finlândia, que começou a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová, alguns anos atrás. Em pouco tempo ela se alegrava com as boas coisas que aprendia a respeito do propósito de Jeová para a humanidade e veio a ter um profundo apreço por sua bondade e seu amor.

      2 Mas, daí, seu esposo começou a opor-se ao seu estudo da Bíblia, e, quando ela se recusou a deixar de fazer isso, ele passou a tratá-la de modo violento. Por fim, ele pediu a separação legal a um tribunal. Logo em seguida a jovem senhora foi expulsa de sua casa e obrigada a separar-se de seus três filhos pequenos, incluindo um bebê de pouco mais de um ano, visto que o tribunal concedeu a custódia ao pai. Por quê? Será que ela havia negligenciado seus deveres para com eles? Não, pois seu estudo da Bíblia, na verdade, a ensinava a ser uma esposa e mãe melhor.

      3 Poucas semanas mais tarde, seu marido fez que ela fosse levada à força do seu local de trabalho ao centro de saúde, de modo que fosse declarada insana e recebesse ordem para ser internada numa instituição para doentes mentais. De início, o médico que a examinou recusou-se a dar tal ordem, mas, mais tarde, sob pressão do marido, ele baixou uma ordem para interná-la numa clínica de doentes mentais. Nesse ínterim, essa jovem senhora, que agora era batizada e uma das Testemunhas de Jeová, fora para outra cidade, onde consultou outro médico. Após examiná-la, esse médico prontamente deu a ela um atestado, comprovando sua sanidade.

      4 Mas isso não anulou a ordem do primeiro médico. Assim, ela teve de ficar escondida por várias semanas até que a validade da ordem expirasse. Depois disso, o médico recusou-se a baixar uma segunda; de modo que a irmã pôde voltar à sua cidade natal. Com o tempo, o marido obteve o divórcio à base da separação legal e o tribunal deu a custódia dos filhos ao pai.

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