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Livres — mas obedientesA Sentinela — 1973 | 1.° de setembro
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meditarmos e nos concentrarmos nas “coisas de cima”, nas coisas de Deus, poderemos ver claramente qual deve ser a nossa atitude. — Col. 3:2.
21. Como podemos mostrar lealdade à congregação quando um irmão é corrigido ou repreendido pelos que ocupam cargos de responsabilidade?
21 Daí, podemos também mostrar lealdade para com a congregação por apoiar sua luta de se manter limpa e por ajudar com conselho ou disciplina aos que erram. Em vez de fazer um irmão sentir que a correção que ele recebeu estava errada, podemos falar com ele bondosamente mostrando-lhe em que sentido seu proceder foi imprudente, repreendendo-o e ajudando-o a ver como poderá endireitar sua vereda e ser mais feliz. Podemos ajudar os anciãos na congregação nos seus esforços de ‘reajustá-lo’. (Gál. 6:1, NM ed. rev. ingl. 1971) Podemos evitar fazê-lo sentir-se justificado. Se falarmos contra a ação correta, estaremos agindo contra os seus interesses. Conforme dizem as Escrituras, estaremos ‘odiando nosso irmão no coração’. — Lev. 19:17.
O PERIGO DE SERMOS POSTOS SOB A AUTORIDADE ERRADA
22, 23. Explique as palavras do apóstolo em 1 Coríntios 6:12, 13.
22 Há ainda outra maneira de encarar a questão de até onde vai nossa liberdade como cristãos e em que ponto a obediência a Deus intervém para limitá-la. Considere as palavras do apóstolo: “Todas as coisas me são lícitas; mas nem todas as coisas são vantajosas. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei pôr sob autoridade por coisa alguma.” O apóstolo menciona como exemplo comer alimento. Nada poderia ser mais claro como direito. Mas, Paulo salienta que, se comer certos alimentos levantar uma questão com outros na congregação, o cristão deverá estar disposto a ceder. Diante dos interesses do Reino e comparado com os interesses de nossos irmãos, isso realmente não é nada. Paulo diz: “Os alimentos são para o ventre, e o ventre para os alimentos; mas Deus reduzirá a nada tanto um como os outros.” — 1 Cor. 6:12, 13; 10:23.
23 Os alimentos são destruídos quando são ingeridos. Não duram. Também, aquele que se entrega apenas a satisfazer seu apetite ou desejo carnal será destruído por Deus no tempo devido. Portanto, o que faz realmente o cristão que insiste em certo proceder, apesar dos sentimentos da congregação ou em face do conselho contrário da Bíblia? Ele está sendo posto sob a autoridade errada pela sua atitude, sua determinação ou sua insistência em fazer certas coisas que egoistamente deseja fazer. Age em desobediência para com Deus. Portanto, a quem presta obediência e serviço? Ao adversário de Deus. Na realidade, escraviza-se a um proceder que não é bom, e sua atitude o levará a dificuldades sérias na sua vida, se continuar assim.
24. A quem se aplicam as palavras de Paulo sobre os tempos críticos nos “últimos dias” e como nos deve preocupar isso seriamente?
24 Foi por isso que Paulo escreveu a Timóteo, superintendente em Éfeso, advertindo-o de que “nos últimos dias” os homens ficariam “teimosos”, “amantes de si mesmos”, “pretensiosos” e “não dispostos a acordos”. Tais coisas, advertiu Paulo a Timóteo, se manifestariam em grande escala entre os professos cristãos da cristandade. Mas não se deve permitir que essas condições sejam introduzidas na própria verdadeira congregação cristã. Portanto, quando alguém na congregação é teimoso, ele está numa situação pior do que os teimosos do mundo, porque o apóstolo Pedro diz que ‘o julgamento principia com a casa de Deus’. Tal pessoa é mais responsável perante Deus do que alguém de fora da congregação. Está numa situação muito perigosa. — 2 Tim. 3:1-5; 1 Ped. 4:17.
ACAUTELE-SE CONTRA ESTAR A FAVOR DUMA “MUDANÇA”
25. Por que não devem os cristãos juntar-se aos que procuram mudar o mundo para melhor?
25 Todos estão em perigo, especialmente os jovens, porque existe em toda a parte a agitação a favor duma “mudança”. Muitos dos que procuram mudanças sem dúvida são sinceros, vendo a corrução e a injustiça e desejando algo melhor, mas sem saber o que seja. Mas os informados sobre o reino de Deus e que se associam com a congregação de Deus conhecem a sua estrutura teocrática; sabem que está em harmonia com os princípios da Palavra de Deus. Devem dar-se conta de que o mundo está inteiramente permeado pelo egoísmo que está diametralmente oposto aos princípios justos, e que não pode ser mudado para melhor. Não há motivo para tentar fazer isso. E devem também saber que não devem procurar mudar a congregação de Deus segundo os seus próprios conceitos particulares ou segundo os conceitos dos que promovem as mudanças no mundo. Isto introduziria o espírito do mundo na congregação, que deve continuar a não fazer parte deste mundo.
26. Como advertem as Escrituras contra o perigo para os que querem causar mudanças na congregação, segundo as suas próprias idéias ou as do mundo?
26 Qual é o resultado do proceder perigoso de se exigir uma mudança, pensando-se que a congregação de Deus é “arcaica” ou pelo menos que não se conforma suficientemente com os modos e as idéias modernos? Esta atitude talvez se manifeste na tentativa de estabelecer certos “direitos” pessoais na congregação. Note o que o sábio disse ao seu filho, no livro de Provérbios: “Filho meu, teme a Jeová e ao rei. Não te metas com os que estão a favor duma mudança. Porque o seu desastre surgirá tão repentinamente, que da extinção daqueles que estão a favor duma mudança quem se aperceberá?” — Pro. 24:21, 22.
27. Qual será o resultado para os que usam a liberdade que Deus lhes concede, ao mesmo tempo reconhecendo o requisito da plena obediência?
27 Jeová ama os que são obedientes ele. Ama aquele que lê sua Palavra, medita sobre ela e aplica seu bom conselho a si próprio, não importa quão diretamente o conselho o possa atingir. Quanta liberdade Jeová não concede aos que lhe são obedientes! Ele mudará a aparência desta terra por eliminar seus poluidores. Com o tempo, toda a humanidade será levada à “liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. Restabelecer-se-á a relação entre o pai amoroso e os filhos obedientes. Jeová, por meio de seu amor incomparável pelos seus filhos obedientes, poderá derramar inesgotáveis riquezas espirituais e materiais sobre eles, por toda a eternidade! — Rom. 8:21; Rev. 11:18.
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Inquilinos desejáveisA Sentinela — 1973 | 1.° de setembro
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Inquilinos desejáveis
● Em 24 de novembro de 1971, uma senhora telefonou para a filial da Sociedade Torre de Vigia em Wiesbaden, na Alemanha, dizendo que ela havia comprado um prédio de apartamentos em Berlim e queria alugá-lo a testemunhas de Jeová. Perguntada por que queria ter testemunhas de Jeová por inquilinos, ela respondeu que uma amiga sua, no sul da Alemanha, alugava apartamentos para elas e lhe recomendou que fizesse o mesmo. Ela comentou também quão difícil era conseguir inquilinos fidedignos. Tendo ficado impressionada com a conduta das testemunhas de Jeová, ela observou: “Sei que são pessoas que temem a Deus, que estão prontas para ajudar e são diligentes, e eu ficaria muito feliz se me ajudassem a executar meu plano.”
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