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Juízes e conselheiros da sociedade duma nova ordemA Sentinela — 1971 | 1.° de janeiro
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era mantida limpa e a apostasia não podia firmar-se. Mas depois da morte dos apóstolos, ela ocorreu. (2 Tes. 2:6-8) Conforme Paulo disse em Atos 20:29, 30: “Sei que depois de eu ter ido embora entrarão no meio de vós lobos opressivos e eles não tratarão o rebanho com ternura, e dentre vós mesmos surgirão homens e falarão coisas deturpadas, para atrair a si os discípulos.”
JUÍZES E CONSELHEIROS ATUALMENTE
10. Como se pode dizer que chegou o cumprimento final da profecia de Isaías?
10 E agora chegou o cumprimento final e grandioso da profecia de Isaías! A organização de Jeová está novamente estabelecida em plena base teocrática, pois as mais de 25.000 congregações das testemunhas de Jeová em todo o mundo estão em plena união e seguem a mesma lei em toda congregação. Esta lei temos nas instruções e nos conselhos de Jesus e dos seus apóstolos e discípulos. A organização é apostólica, quer dizer, funciona como fez sob a supervisão direta dos apóstolos. Homens maduros e fiéis são designados como superintendentes e servos ministeriais para dirigir a congregação e cuidar das violações da lei de Deus.
11. Em que sentido constitui hoje a congregação de Deus um baluarte da adoração verdadeira, e o que provê para os que vêem o fracasso deste mundo?
11 Hoje em dia, a congregação cristã pode ser mantida limpa, pode continuar no favor de Deus e preservar a união na realização da obra. A congregação mundial do povo de Deus, atualmente, constitui um baluarte da adoração verdadeira. (1 Tim. 3:15) Todos os que vêem o fracasso deste mundo e reconhecem as suas injustiças podem assim vir a um lugar em que se pratica a justiça e podem aguardar o tempo já muito próximo em que a lei de Deus vigorará em toda a terra, aplicando a justiça e o juízo para com todos, nunca mais permitindo que a rebelião cause um colapso. Predizendo isso, Isaías 60:17, 18 diz: “Em lugar de cobre trarei ouro, e em lugar de ferro trarei prata, e em lugar de madeira, cobre, e em lugar de pedras, ferro; e eu vou designar a paz como teus superintendentes e a justiça como teus feitores. Não mais se ouvirá de violência na tua terra, de assolação ou de desmoronamento dentro dos teus termos. E certamente chamarás as tuas próprias muralhas de Salvação e os teus portões de Louvor.”
12. Como são governadas hoje as congregações do povo de Deus?
12 Nestes “últimos dias”, quando a congregação cristã atinge a plena madureza, os interesses terrestres do Reino foram confiados ao “escravo fiel e discreto”, à classe ‘serva’ de Deus, composta dos membros remanescentes dos irmãos de Cristo, gerados pelo espírito, ainda na terra. (Mat. 24:45-47) Apegando-se à lei de Cristo, conforme apresentada na Bíblia, dirigem as congregações das testemunhas de Jeová em toda a terra. Por meio deles, o espírito santo tem designado homens nas congregações, segundo os requisitos bíblicos, para cuidarem dos assuntos que possam surgir com respeito à violação da lei de Deus. Por isso disse Paulo em Atos 20:28: “Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos designou superintendentes para pastorear a congregação de Deus, que ele comprou com o sangue do seu próprio Filho.”
13. Que arranjo há para se cuidar das violações sérias da lei de Deus?
13 Usualmente são três homens maduros que consideram tal caso, a saber, o servo ou superintendente da congregação, o servo ajudante de congregação e o servo de estudos bíblicos. Estes precisam ser homens que se provaram fiéis e que amam a justiça e a misericórdia. (1 Tim. 3:1-10) Os casos de transgressões sérias, que afetam a congregação e a sua posição perante Deus, bem como aquilo que traz vitupério sobre a congregação, são tratados por estes três homens designados, conhecidos como “comissão de serviço da congregação”. Estes homens agem para salvaguardar a pureza doutrinal e moral da congregação. — 1 Tim. 4:11-16; 5:19-21; 6:3-5, 13, 14, 20; Tito 3:9-11.
14. (a) Qual era o arranjo para se lidar com disputas na primitiva congregação cristã? (b) Por que não devem os cristãos instaurar processos uns contra os outros nos tribunais do mundo?
14 Na primitiva congregação cristã não havia classe privilegiada. (Mat. 23:8; Rom. 12:10) Cada um tinha a mesma oportunidade e os mesmos direitos perante os superintendentes designados espiritualmente. (Pro. 28:21; 1 Tim. 5:21) Quando havia alguma dificuldade entre os membros da congregação, estes podiam levar a disputa perante tais homens e obter um julgamento justo baseado na lei de Deus. O apóstolo Paulo aconselhou que não havia necessidade de os cristãos levarem uns aos outros perante os tribunais do mundo; que deviam levar as suas disputas perante a congregação. Isto era razoável, porque, no tempo devido de Deus, os que ele havia escolhido para serem co-herdeiros de Cristo, nos céus, julgarão o mundo, sim, até mesmo os anjos. Portanto, significava realmente desconsiderar o arranjo teocrático e causar uma derrota para si mesmos, como congregação cristã, instaurar processos uns contra os outros nos tribunais do mundo. Era um vitupério, uma derrota para eles. Como podiam afirmar representar a Deus, o Juiz de tudo, e o seu Filho Jesus Cristo, sim, como podiam incentivar os outros a abandonar o mundo e se juntar a eles, se eles mesmos não podiam tratar das suas próprias diferenças? — 1 Cor. 6:1-8.
UM CASO COMO ILUSTRAÇÃO
15. (a) Quais são os dois objetivos primários da comissão em tratar dos casos de transgressão? (b) No caso dado como ilustração, qual é a situação?
15 Para ilustrar como a congregação expressa hoje julgamento contra a transgressão, apresentamos um relatório abreviado dum caso imaginário surgido em certa congregação. Observará que o procedimento é simples, sem complicações e informal. Os objetivos são: (1) Manter a congregação pura aos olhos de Jeová e livre de vitupério; (2) ajudar o ofensor, se possível. Todos os envolvidos são sempre tratados com bondade. A situação envolve um rapaz adolescente, dedicado, cujos pais são testemunhas de Jeová. Ele tem agido contrário ao conselho dos pais e se envolveu na má companhia de alguns rapazes da vizinhança, o que por fim levou a furtos. Os pais, ao descobrirem isso, sabem que afeta a reputação da congregação na comunidade, não só porque os pais são testemunhas de Jeová, mas também porque o filho é membro dedicado da congregação. Trazem o caso à atenção dos membros responsáveis da congregação, para ser corrigido, para que se possa retirar o vitupério sobre a congregação.
16. (a) Qual é a atitude do rapaz perante a comissão (b) Como maneja a comissão a audiência?
16 O rapaz, cujo furto foi descoberto pelos seus pais, tentou encobrir o assunto. Mas, perante a comissão da congregação, ele compreende a seriedade do mal que fez e o confessa, apresentando evidência do espírito de arrependimento e do seu desejo de fazer o que é direito. Toda a evidência, as circunstâncias e os fatores do caso ficam claramente expostos. Ouvem-se as expressões dos pais, da parte prejudicada e especialmente do rapaz. Ele furtou dinheiro do lar de um dos membros da congregação para ir com seus amigos mundanos a um bar e a um salão de bailes. Aquele de quem furtou está disposto a perdoar ao rapaz por causa do arrependimento evidente. A comissão se retira então e considera a aplicação da lei de Deus aos fatos do caso, falando depois outra vez com a família. Ouvimos o superintendente da congregação, o irmão Cristão, dirigir-se ao rapaz, a quem chamaremos de João Errante. (Os textos citados mostram os princípios envolvidos.)
17. Como lança o servo de congregação, o irmão Cristão, a base para expressar a decisão da comissão?
17 Cristão: “João, a comissão considerou a evidência neste caso e todas as circunstâncias e fatores ligados com ele. Agora, conforme bem sabe, a prática daquilo de que é culpado pode impedir que entre no reino de Deus. Isto é sério. [1 Cor. 6:9, 10] É obrigatório que a congregação cristã se mantenha livre de tais coisas, para conservar o espírito de Jeová sobre a congregação. [Deu. 23:14] Andou em más companhias, João, em desconsideração completa do conselho de seus pais [Efé. 6:1] e até mesmo contra a nossa advertência [Pro. 10:17; 12:1], e assim foi levado a este pecado contra Jeová.”
18. (a) De que modo parece João expressar verdadeiro arrependimento? (b) Que princípios expressa o irmão Cristão com respeito à atitude de João, de manter o assunto encoberto, e quanto ao arrependimento de João?
18 A mãe e o pai falam então ao rapaz sobre a seriedade de ele não ter escutado o seu conselho e sobre os maus efeitos da turma com que tem andado. A conversa prossegue então como segue:
João: “Sinto muito, papai e mamãe. Eu estava completamente errado. Procurava as minhas associações no lugar errado e admito isso agora e confesso que tenho pecado contra Jeová e a congregação. Quero continuar a servir a Deus como membro da congregação. Estou disposto a fazer o que for que a comissão diga e a aceitar qualquer disciplina aplicada a mim, que me ajude a voltar a estar em situação boa na congregação e a retornar ao estado espiritual correto perante Jeová.”
Cristão: “Está bem, João; tem sido rebelde; tem procurado a associação entre pessoas erradas. Tem agora dezenove anos de idade — o que é certamente idade bastante para que adote o proceder certo por conta própria. Mas cometeu um erro e procurou encobri-lo, e teve de ser trazido a nós pelos seus pais. [Jó 31:33] Todavia, é bom que confessou, quando viu quão péssima era a sua situação perante Jeová [Tia. 5:16], e acreditamos que agora mostra tristeza de modo piedoso — verdadeiro arrependimento. [Pro. 28:13; 2 Cor. 7:9, 10] Acreditamos, também, que compreende agora quão más eram as suas ações e que deseja endireitar o assunto perante Jeová.”
João: “Eu sei que não usei de bom juízo; não sei o que aconteceu comigo para me desviar tanto. Sei agora que eu era realmente infeliz naquilo que fazia. E, irmãos, quero realmente permanecer na organização de Jeová, se puder. Como eu já disse, estou tomando medidas para pagar de volta o que furtei. Estou disposto a cooperar com tudo o que os irmãos achem que a lei de Deus requer de mim.”
19. (a) Como salienta o irmão Cristão que a raiz da dificuldade de João era a desobediência à lei de Deus? (b) Em que base pôde a comissão evitar a desassociação de João?
19 Cristão: “Pois bem, João, é assim como a Bíblia diz: ‘Más associações estragam hábitos úteis’ — é tão simples assim. [1 Cor. 15:33] Isto lhe deve servir de lição. Embora se tenha envolvido em toda esta dificuldade, mostra agora uma atitude arrependida e deseja servir com a organização de Jeová. Portanto, é possível mostrar-lhe misericórdia à base do sacrifício de Cristo, para cobrir os seus pecados. [1 João 2:1, 2] Portanto, a decisão da comissão é não desassociá-lo da congregação, João. [Tiago 2:13] Mas o estamos pondo num período de prova.”
João: “Irmão Cristão, aprecio a oportunidade de permanecer na organização de Deus e farei tudo para procurar endireitar as coisas ao máximo possível. Sei que poderia ter sido desassociado pelo que fiz.”
Cristão: “Sim, mas agora caiu em si; confessou o que furtou e a quantia, e deu os primeiros passos para fazer o que é direito, por concordar em devolver plenamente o que furtou.”
Pai: “Eu cuidarei disso, irmão Cristão.”
20. (a) Em que base pôde a congregação exigir que João pagasse de volta o que furtou com juros? (b) Como podem os pais ajudar a João, e por que precisa ele apresentar-se regularmente a um membro da comissão? (c) Em que sentido se tornara João realmente escravo?
20 Cristão: “Muito bem, irmão Errante. Deve cuidar de que ele trabalhe, quer para o irmão, quer para outro, para que ele mesmo ganhe o suficiente, a fim de restituir plenamente, com juros, o que furtou. [Êxo. 22:3, 7] . . . Agora, João, segundo a lei de Deus, seus pais são responsáveis por você; por isso deixamos que eles supervisionem este assunto e o ajudem a retornar a uma condição espiritual sadia. Seus pais terão de restringi-lo na questão de andar com a turma de rapazes. [Pro. 22:15] Também o ajudarão a restabelecê-lo por cuidar de que freqüente as reuniões da congregação [Heb. 10:24, 25], e o ajudarão de outro modo para se recuperar. Terá a obrigação de se apresentar uma vez por mês a mim ou a um dos outros membros da comissão. Esta apresentação não é toda para controlá-lo, João. É também para que a comissão possa ajudá-lo, bem como verificar que progresso está fazendo [1 Tes. 5:14], a fim de que a congregação não caia sob o desfavor de Jeová por permitir que uma transgressão não seja reprimida entre os seus membros. [1 Cor. 5:5, 6] Deve compreender, João, que em vez de ser escravo de Jeová, obedecendo à lei Dele, tornou-se realmente escravo desta turma má de rapazes com que tem andado. [Rom. 6:16] Achou que era esperto fazer o que eles faziam, e não se dava conta da escravidão em que se encontrava realmente.”
21. (a) Em que sério perigo se colocou João ao andar com a turma de rapazes mundanos? (b) O que fará agora feliz a João e a congregação?
21 Pai: “Sim, e veja só como estes rapazes dirigem os seus carros! Ora, poderia ter estado com eles quando alguém fosse morto. Poderia realmente ter ficado culpado de sangue perante Jeová!” — Núm. 35:11, 25, 34.
Cristão: “É isto mesmo, João. Pois bem, irmão e irmã Errante, se João fizer o que ele diz que está resolvido a fazer, e se derem muita atenção a ele e o ajudarem, ele deve progredir bem; e quanto mais felizes seremos todos nós!” — Luc. 15:7; Tia. 5:19, 20.
22. (a) É a aplicação da lei de Deus um assunto complicado? (b) O que deve a comissão sempre procurar fazer, se possível, e em que base se faz isso?
22 Isto ilustra a simplicidade com que se trata de tal caso. Adere-se à lei de Deus, tão clara e simples. Não se pode tolerar a transgressão; no entanto, exerce-se misericórdia quando se verifica que há uma base para ela, quando a atitude da pessoa e as circunstâncias são tomadas em consideração. É nisso que entra o mérito do sacrifício de Cristo.
23. Por se ter misericórdia com João, que perspectivas se lhe apresentam, e por que não deve ele recair no erro?
23 Se o rapaz se restabelecer, recuperará com o tempo plenamente a sua posição perante a congregação. Se recair no proceder mau e for pecador impenitente, ladrão ou malfeitor, ou se persistir em associar-se com outros em transgressões, será desassociado, quer dizer, expulso da congregação cristã. — 1 Cor. 5:11-13.
24. O que tem resultado para as testemunhas de Jeová por terem cuidado de seguir a lei de Deus para manter a congregação limpa?
24 Os cristãos se sentem felizes de que Jeová deu bondosamente à congregação “dádivas em homens”, na pessoa dos que são maduros, que compreendem a lei de Deus e aderem a ela como juízes e conselheiros. As testemunhas de Jeová agem segundo delineado nas Escrituras. Exercem cuidado escrupuloso para que a organização seja mantida limpa. Jeová tem mostrado que está com eles, por dar-lhes uma boa posição perante si mesmo, e uma boa reputação perante as pessoas do mundo quanto à sua moral limpa e os princípios que acatam a lei. (1 Tim. 3:7; 1 Ped. 4:15, 16) Deus dá cada vez mais prosperidade espiritual e aumento, sendo que cada ano se juntam às suas fileiras dezenas de milhares de pessoas que dedicam a sua vida a Jeová, usando a vida numa nova ordem em que não haverá o que é contra a lei. Conforme está escrito em Isaías 60:22: “O próprio pequeno tornar-se-á mil e o menor, uma nação forte. Eu mesmo, Jeová, apressarei isso ao seu próprio tempo.”
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Proveito pessoal tirado das leis e dos princípios da BíbliaA Sentinela — 1971 | 1.° de janeiro
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Proveito pessoal tirado das leis e dos princípios da Bíblia
“Também o teu próprio servo foi avisado por elas; há grande recompensa em guardá-las.” — Sal. 19:11.
1. Debaixo de que lei vivem hoje os cristãos, e por que há muitas similaridades à Lei dada a Israel?
HOJE em dia, os seguidores de Jesus Cristo vivem sob a lei do sistema cristão de coisas. A lei é administrada por Jesus Cristo, não sob o antigo pacto da lei de Israel, mas sob o novo pacto posto em vigor pelo sangue derramado de Cristo. Nos estatutos do pacto da Lei Mosaica havia muitas similaridades às do sistema cristão de coisas. Isto é de se esperar, porque ‘a Lei era santa e o mandamento era santo, justo e bom’. Era “espiritual”. (Rom. 7:12, 14) E visto que continha uma sombra das boas coisas vindouras, a Lei Mosaica nos mostra o modo de
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