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A madurez cristã — é difícil de atingir?A Sentinela — 1972 | 1.° de julho
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na verdade. Por outro lado, talvez seja cristão maduro com um longo registro de serviço cristão. Não é a gravidade do ato em si mesmo, séria ou não, que determina se a pessoa é madura ou imatura. É verdade que falta de bom senso e fraqueza são características de crianças. Mas até mesmo adultos podem ser ocasionalmente culpados de tais coisas. Já lhe aconteceu alguma vez, como adulto, que se sentiu envergonhado de ter agido ou falado de modo “infantil”? No entanto, com isso não se tornou em realidade criança; continua sendo adulto.
O proceder errado adotado por um cristão maduro talvez se deva a que se tornou ‘espiritualmente doente’, talvez por ter negligenciado o estudo da Palavra de Deus ou por ter permitido que desejos errados lhe penetrassem no coração e enfraquecessem sua devoção a Deus e a Cristo. O adulto que adoece pode ficar ‘tão fraco como um bebê’, mas continua sendo adulto. Talvez tenha de ser alimentado por algum tempo com nutrição própria para bebês, leite ou mingaus, por causa de sua doença. De modo similar, o cristão que está espiritualmente doente, embora maduro, pode por um tempo precisar que outros o ajudem e cuidem dele, nutrindo-o até mesmo espiritualmente, para restabelecer-lhe a saúde e a força espirituais. — Veja Hebreus 12:5, 6, 12, 13; Tiago 5:13-16.
Naturalmente, o cristão maduro, em vez de ficar espiritualmente doente, talvez se torne mau, tornando-se delinqüente ou apóstata. Mas não volta a ser imaturo. Um fruto maduro que se estraga não se torna novamente verde (ou ainda não maduro). Fica estragado ou podre. — Heb. 6:1-8; 12:15.
VARIEDADE ENTRE OS CRISTÃOS MADUROS
Portanto, faremos bem em evitar usar a palavra “madureza” como uma espécie de termo geral, tão amplo e vago que se torna generalizado na aplicação. Tampouco queremos que simplesmente represente o nosso próprio ideal imaginado de como deve ser o cristão. Nem todos os cristãos maduros são precisamente iguais em personalidade e manifestação de qualidades espirituais. Como ilustração, dois pomares, cada um deles de espécies diferentes de árvores frutíferas, podem ambos ser “maduros”, quer dizer, ter árvores frutíferas plenamente desenvolvidas. No entanto, um dos pomares pode ter mais macieiras do que pereiras, ao passo que o outro pode ter mais pereiras do que macieiras.
Do mesmo modo também os cristãos maduros talvez se mostrem mais fortes num respeito do que em outro quanto a produzir os frutos do espírito de Deus. (Gál. 5:22, 23) Um pode ter conhecimento notável, outro talvez seja especialmente notável na bondade ou na paciência, outro talvez seja excecional em bom senso ou discernimento quanto a problemas, ainda outro talvez seja extraordinariamente generoso ou hospitaleiro, e outro pode ter capacidade muito boa de direção. (Veja 1 Coríntios 7:7; 12:4-11, 27-31.) Entretanto, tal variedade não é sinal de imaturidade. Não significa que tais cristãos não sejam todos ‘adultos’. Não precisam todos ser igualmente fortes e capazes em todos os aspectos para serem “maduros”. Nem são cópias um do outro. Cada um, como cristão maduro, pode contribuir ao seu próprio modo para a ‘edificação do corpo do Cristo’. — Efé. 4:15, 16.
Precisamos também evitar ser guiados pelas normas mundanas quanto à madureza cristã, classificando alguns como ‘imaturos’ por causa de sua aparente incapacidade no que se refere à educação mundana ou à experiência em métodos mundanos. Se os apóstolos do primeiro século fossem trazidos à atual sociedade humana moderna, industrializada e agenciosa, muitos fatores lhes seriam estranhos, desconhecidos, e, pelo menos por um tempo, confusos. Será que isso os tornaria cristãos imaturos? Evidentemente que não. Pois, a madureza cristã não é determinada pelo conhecimento, pela experiência ou pela eficiência em métodos modernos de negócios, nem pela vida citadina. É determinada pelas qualificações espirituais especificadas na Palavra de Deus. Estas qualificações se aplicam de modo igual em toda a parte, a todas as pessoas e em todos os tempos, de modo que o local geográfico, a profissão ou a posição social não são decisivos.
Alguns pescadores do primeiro século tornaram-se discípulos maduros do Filho de Deus, ao passo que escribas e líderes religiosos altamente educados em geral deixaram de fazer isso. O cristão maduro aplica princípios bíblicos, e eles se aplicam tanto na fazenda como na cidade, tanto num país primitivo, “atrasado”, como numa nação industrial “progressista”. De modo que nenhum cristão precisa sentir-se desanimado quanto a atingir a madureza cristã por falta de capacidade segundo as normas mundanas. — Veja 1 Coríntios 1:26-31; 2:3-6; 2 Coríntios 1:12.
Portanto, se ainda não tivermos atingido a madureza, “avancemos” a ela. Somos cristãos maduros? Usemos, pois, a nossa madureza com bom proveito, ‘procedendo como homens, tornando-nos poderosos’, ajudando os imaturos e prosseguindo na mesma rotina excelente que nos levou à madureza e que nos levará ao nosso objetivo derradeiro, a aprovação de Deus para a vida. — 1 Cor. 16:13, 14; Gál. 6:1, 2; Fil. 3:15, 16.
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“Persisti em buscar, e achareis”A Sentinela — 1972 | 1.° de julho
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“Persisti em buscar, e achareis”
Conforme narrado por Richard S. Cotterill
JÁ PENSOU alguma vez em que certo versículo da Bíblia talvez resuma parte de sua vida? Um texto muito relacionado com a minha vida é Mateus 7:7: “Persisti em pedir, e dar-se-vos-á; persisti em buscar, e achareis; persisti em bater, e abrir-se-vos-á.” Sim, estas palavras de nosso Senhor Jesus Cristo têm significado especial para mim.
Isto se dá porque, quando era jovem, procurava constantemente um objetivo real na vida. Queria saber a verdade sobre Deus.
Quando jovem, ocorriam-me constantemente perguntas sobre a vida. Nasci em Manchester, na Inglaterra, em 1908, e fui batizado na Igreja Anglicana. Quando eu era ainda bastante jovem, perguntava-me se Deus realmente torturava pessoas eternamente num fogo de inferno. Pensava também na Idade do Obscurantismo, quando pessoas religiosas torturavam umas às outras e perguntava-me se isso era direito. Eu orava sinceramente.
Em 1925, meu pai morreu de repente. Esta foi a primeira vez que a morte se intrometera na minha vida. A vida parecia então mais incerta. Após o falecimento de meu pai, estudei direito, contabilidade, economia e outras matérias. Mas, sentia-me perplexo. Qual era meu objetivo? Qual era meu objetivo real na vida?
BUSCA EM TEMPO DE CRISE
Visto que eu era pessoa acanhada, tomei um curso de aperfeiçoamento pessoal, mas sentia dificuldades por nada ter decidido sobre meu objetivo na vida. Esta era a pergunta que eu fazia.
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