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A personalidade dinâmica do autor da BíbliaA Sentinela — 1963 | 1.° de outubro
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nos foram dadas bondosamente por Deus”. — Apo. 19:13; 1 Cor. 2:12, 16.
DOS MOTIVOS PARA MELHOR ENTENDIMENTO DA BÍBLIA
10. (a) Como se pode definir a verdadeira religião, mas como se provou falsa nisto a cristandade? (b) Como se expressa hoje a verdadeira religião?
10 Há dois motivos pelos quais é bom se ter entendimento e apreciação corretos, tanto da Bíblia como do seu Autor. Primeiro, dá-nos uma visão correta da verdadeira religião. A verdadeira religião é uma religião de ação. Não é passiva, conforme a impressão que a cristandade deixa transparecer no modo rotineiro que geralmente se lê nas igrejas a Bíblia de capa preta e em linguagem arcaica. O resultado é que os freqüentadores de igreja têm a idéia de que a marca distintiva do cristão é a respeitabilidade. Naturalmente que o cristão deve ser exemplar em toda a sua conduta e no ministério, mas quando começou, sendo Jesus o líder, e nos dias dos apóstolos, aquele novo movimento não foi popular pelo bom comportamento e discrição dos seus membros. Receberam uma incumbência é foram autorizados a estarem ocupados com uma mensagem e um testemunho vigoroso, começando em Jerusalém e espalhando-se “até aos confins da terra”. Ainda mais hoje, a mensagem do reino estabelecido deve ser pregada “por todo o mundo, para testemunho a todas as nações”, antes do fim deste sistema de coisas. Os que têm ouvidos que ouvem, não escutam apenas um apelo suplicante, conforme expresso na Versão Almeida Revista e Atualizada: “Retirai-vos dela [de Babilônia], povo meu.” Ao invés, recebem o impacto da urgência, da ordem imperativa, segundo corretamente expressa na Tradução do Novo Mundo: “Saí dela, povo meu”! Os que têm ouvidos que ouvem tomam ação, esquecendo-se da cristandade e fugindo para Sião, a organização de Deus. Os desta organização, o fiel restante da verdadeira igreja, que tem esperança celestial, são abençoados, assim como o foi Jesus, com o “óleo da alegria” do espírito de Jeová. Verá o leitor que esta associação ajuda e estimula o revestir-se de “nova personalidade” e o desfrutar-se de parte ativa na verdadeira religião. — Atos 1:8; Mat. 24:14; Apo. 18:4; Isa. 61:3, ALA; Efé. 4:24.
11. Como é que Apocalipse, capítulos 1-3, nos provê hoje ajuda especial?
11 Nos capítulos iniciais de Apocalipse encontramos o segundo motivo para se procurar avaliar corretamente a Jeová e à sua Palavra. Encontramos ali informação pormenorizada que estabelece a norma para nos ajudar a amoldar-nos em harmonia com a Palavra e o seu Autor, dando-nos uma visão mais clara e mais incentivo para amarmos a justiça e odiarmos a iniqüidade. Jesus predisse as condições do mundo deste atual tempo do fim e as conseqüentes tribulações e provações que sobreviriam aos seus seguidores. Por isso ele deu a João uma mensagem para cada uma das sete congregações. As mensagens, embora apropriadas localmente nos dias de João, têm forte e verdadeiro significado para todas as congregações dos verdadeiros cristãos de hoje, do “dia do Senhor”. (Apo. 1:10) Embora tenham sido dadas primàriamente para os que têm esperança celestial (pois todas as promessas nelas são celestiais), as várias condições descritas, junto com os avisos e os conselhos dados por Jesus, aplicam-se igualmente a todos os servos dedicados de Deus, que têm uma esperança terrestre no reino de Deus.
12. (a) Que necessidades especiais são frisadas nas mensagens às sete igrejas? (b) De que se compõe a nova personalidade?
12 Embora as promessas variem, note o mesmo apelo de cada mensagem: “Quem tem ouvidos, ouça o que o espírito diz às igrejas.” Note também a situação em que se deve estar, não coletiva, mas individualmente, quando se diz o seguinte, no fim de cada mensagem: “Ao vencedor . . .” E isto associado com a palavra “perseverança”, que ocorre diversas vezes nas referidas mensagens, junto com expressões, tais como: “Sê fiel até à morte” e “conserva o que tens”. Conservar o que tem, perseverar e vencer, sem dúvida, requer forte personalidade. Não é questão de demonstração exterior, mas precisa haver uma determinação fixa procedente de uma profunda admiração e amor por Jeová e de uma resolução íntima de viver para ele e de fazer a sua vontade. Cristo Jesus, que sempre teve prazer em fazer a vontade do seu Pai, estabeleceu o padrão perfeito e é a vontade de Deus que sejamos “à imagem de seu Filho”. E isto também significa à imagem de Deus, segundo Paulo disse: “Revesti-vos da nova personalidade que, por meio de conhecimento acurado, se renova segundo a imagem daquele que a criou.” O que significa isto em pormenores? Ouça! “Revesti-vos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade da mente, mansidão e longanimidade. . . . Mas, além de todas estas coisas, revesti-vos do amor, pois é o perfeito vínculo de união.” Ter forte personalidade, sim, mas não há lugar para ser autoritário. É questão de ter motivo correto. — Apo. 2:7, 10, 13, 19; Rom. 8:29, ALA; Col. 3:10-14.
13. (a) Como podemos adquirir uma personalidade piedosa? (b) Neste sentido, como foi Paulo um bom exemplo?
13 É somente por intermédio de conhecimento acurado das Escrituras que podemos apreciar e adquirir o equilíbrio apropriado e o excelente contraste das várias qualidades e características que constituem a personalidade piedosa. O próprio apóstolo Paulo serve de bom exemplo. Antes de tornar-se cristão ele de fato era dinâmico, mas, estando cego quanto à verdade, era desequilibrado e, segundo as suas próprias palavras, “era blasfemo e perseguidor e insolente”. Depois que lhe foram abertos os olhos e pelo resto de sua vida, ele ainda era dinâmico, mas com motivo diferente e belamente equilibrado, segundo se vê no que ele escreveu aos tessalonicenses: Tornamo-nos “dóceis entre vós, qual ama que acaricia os próprios filhos; assim, querendo-vos muito, estávamos prontos a oferecer-vos, não somente o evangelho de Deus, mas, igualmente, a nossa própria vida, por isso que vos tornastes muito amados de nós.” Ali! sim, eis a diferença. Ele era então motivado por um espírito de altruísmo e de amorosa devoção. — 1 Tim. 1:13; 1 Tes. 2:7, 8, ALA.
14. Como pode a sua personalidade ser recriada à imagem de Deus?
14 Seja qual for a sua disposição antiga, não se desanime. O Criador paternal, que disse ao seu Filho: “Façamos o homem à nossa imagem”, pode criar-lhe uma “nova personalidade”, à imagem deles. Como? Mediante a transformadora influência do seu espírito, a “força que ativa vossa mente”, e mediante a influência de sua Palavra escrita. Quanto mais compreendemos e nos convencemos de que a Bíblia inteira é da única autoria divina, tanto mais apreciamos a grande personalidade do seu Autor, Jeová. Por sua vez, isto nos ajudará a revestirmo-nos “da nova personalidade que foi criada, segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e benevolência”. — Gên. 1:26, ALA; Efé. 4:23, 24.
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Identificação religiosaA Sentinela — 1963 | 1.° de outubro
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Identificação Religiosa
● Em 1957, o instituto de estatísticas dos E.U.A. fez pesquisa pretensiosa, descobrindo que 96 por cento do povo se diziam protestantes, católicos ou judeus ao responder à pergunta: “Qual é a sua religião?” Todavia os totais reunidos de todas as cifras de afiliação a igrejas indicam que uns 68.000.000 de norte-americanos não pertencem a igreja nem a sinagoga alguma. — A Tale of Ten Cities, de E. J. Lipman e Albert Vorspan, pág. 316.
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