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  • Interesse pelo “rebanho de Deus”
    A Sentinela — 1981 | 1.° de março
    • Interesse pelo “rebanho de Deus”

      “Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos designou superintendentes para pastorear a congregação de Deus, que ele comprou com o sangue do seu próprio Filho.” — Atos 20:28.

      1. De que modo mostrou Jesus grande interesse por aqueles que ele comparou a ovelhas?

      NINGUÉM na terra jamais mostrou maior interesse pelos membros da família humana do que Jesus Cristo, o Grande Exemplo. Chamou os que escutavam a sua voz de suas “ovelhas”. E, como Pastor Excelente, entregou a sua alma ou depôs a sua vida a favor deles. (João 10:11, 27) Após a sua ressurreição dentre os mortos, Jesus infundiu ao seu apóstolo Simão Pedro a necessidade de dar a essas “ovelhas” uma atenção especial. Como é que Jesus fez isso? Dum modo que realmente motivou Pedro por todo o tempo restante de sua vida terrena.

      2. (a) De acordo com João 21:1-17, como reagiu Pedro às perguntas feitas por seu Amo? (b) O que enfatizou Jesus neste caso? Como?

      2 Jesus fez três vezes uma pergunta similar a Pedro. Duas vezes perguntou: ‘Simão, ama-me?’ Finalmente, Jesus indagou: “Simão, filho de João, tens afeição por mim?” Depois de se lhe ter feito pela terceira vez virtualmente a mesma pergunta, Pedro ficou pesaroso e assegurou enfaticamente ao seu Senhor: “Tu sabes todas as coisas; tu te apercebes que eu tenho afeição por ti.” Sim, Jesus estava plenamente apercebido do amor e da afeição que Pedro lhe tinha. Mas, a questão era que o apóstolo teria de provar isso durante um longo tempo. De que modo? Por mostrar interesse pelas “ovelhas”. Em cada caso, depois de Pedro ter respondido na afirmativa à pergunta feita, Jesus intensificou o ponto em questão, dizendo: (1) “Apascenta meus cordeiros”; (2) “pastoreia minhas ovelhinhas”; (3) “apascenta as minhas ovelhinhas”. (João 21:15-17) Jesus enfatizou assim de maneira bem eficaz não só o seu próprio interesse pelas “ovelhas”, mas a pesada responsabilidade futura de Pedro ao cuidar delas, assim como seu Senhor lhe salientara de maneira tão enfática.

      3. (a) Como provou Pedro seu amor pelo “pastor excelente”? (b) O que mostra que Pedro não era o único a mostrar interesse pelo “rebanho”?

      3 Esta foi para Pedro uma experiência inesquecível. Sem dúvida, Jesus tocara fundo o coração do apóstolo. Pedro nunca deixaria de apascentar as “ovelhas”, em prova de seu amor ao Pastor Excelente, Jesus Cristo. Esforçar-se-ia amorosa e conscienciosamente a pastorear “o rebanho”. Cerca de 30 anos mais tarde, Pedro escreveu “aos residentes temporários espalhados”, quer dizer, aos que se haviam tornado discípulos de Jesus Cristo. Sendo parte do “rebanho de Deus”, foram lembrados da libertação de sua anterior forma infrutífera de conduta. Como se fizera isso? Não por uma compra baseada em coisas comuns tais como prata e ouro, mas “com sangue precioso, como o de um cordeiro sem mácula nem mancha, sim, o de Cristo”. (1 Ped. 1:1, 18, 19) Pedro reconhecia que fora um preço elevado a pagar. Custara a Jeová Deus o sacrifício de seu Filho unigênito, a quem enviara a esta terra para prover um resgate para muitos. (Mat. 20:28; João 3:16) Até o tempo em que Pedro escreveu a sua primeira carta, os membros comprados do “rebanho” haviam aumentado a muitos milhares. De modo que havia então mais “ovelhas” do que o próprio Pedro podia cuidar. Junto com Pedro, porém, haviam sido suscitados outros homens qualificados, que mostravam interesse pelo “rebanho” por apascentá-lo, guiá-lo e protege-lo. Estes também reconheciam que “o rebanho” pertencia a Jeová. E nos nossos dias, este ponto é plenamente compreendido pelas dezenas de milhares de subpastores espirituais, que receberam a responsabilidade de pastorear o “rebanho de Deus” que lhes foi confiado.

      4. Que conselho apropriado sobre o pastoreio deu Pedro quando escreveu aos anciãos da congregação cristã?

      4 Quando Pedro foi inspirado a escrever a sua primeira carta, sem dúvida, ele se lembrava do que Jesus lhe infundira na mente e no coração com respeito ao pastoreio das “ovelhas”. Isto se torna evidente das palavras de exortação do apóstolo, dirigidas não somente àqueles subpastores do primeiro século, mas aos homens espiritualmente mais velhos entre o povo de Deus hoje em dia. Pedro escreveu: “Portanto, dou esta exortação aos anciãos entre vós, pois eu também sou ancião com eles e testemunha dos sofrimentos do Cristo, parceiro na glória que há de ser revelada: Pastoreai o rebanho de Deus, que está aos vossos cuidados, não sob compulsão, mas espontaneamente; nem por amor de ganho desonesto, mas com anelo; nem como que dominando sobre os que são a herança de Deus, mas tornando-vos exemplos para o rebanho. E, quando o pastor principal tiver sido manifestado, recebereis a coroa imarcescível da glória.” — 1 Ped. 5:1-4.

      Cuidado Amoroso Pelo “Rebanho de Deus”

      5. (a) Para ser eficaz, que atitude deve ter o superintendente cristão, a fim de cumprir com sua responsabilidade para com “o rebanho”? (b) Por que pode o superintendente, hoje, encarar a questão assim como Pedro?

      5 Pedro, como testemunha ocular dos sofrimentos do Cristo, foi movido a enfatizar a importância do interesse pelo “rebanho de Deus”. Assim como o Pastor Principal, Jesus Cristo, demonstrara tal interesse, assim se deve dar com todos os que pastoreiam “o rebanho”. Mas o superintendente cristão certamente não poderia fazer isso se achasse que estava servindo sob compulsão. Nenhum ancião designado deve hoje achar que ele tem de servir por sofrer pressão neste sentido. Embora haja muito trabalho envolvido em assumir esta responsabilidade privilegiada, o amoroso subpastor mostrará o desejo de ajudar e de servir. Mas, ele mostrará este espírito somente se tiver a mesma atitude mental de Cristo Jesus, que demonstrou humildade e a disposição de suportar sofrimento. (Fil. 2:5-8; 1 Ped. 4:1) Se o ancião reconhecer que ele mesmo faz parte do “rebanho” aos cuidados do Grande Pastor, Jeová Deus, tendo de prestar contas a Ele e ao Pastor Excelente, Jesus Cristo, não a algum homem, então servirá avidamente e sem queixas. (1 Ped. 2:25) Os superintendentes atuais, embora não tenham sido testemunhas oculares dos sofrimentos de Cristo, assim como Pedro, foram favorecidos com os relatos bíblicos pormenorizados sobre a vida e o ministério de Cristo. De modo que podem encarar o assunto assim como Pedro, e desta maneira ter o mesmo espírito do apóstolo, no que se refere a pastorear “o rebanho”.

      6. De que devem lembrar-se os superintendentes quando lidam com “o rebanho”?

      6 Para dar um exemplo correto, o subpastor cristão não deve estar interessado em lucro desonesto ou egoísta, nem em obter indevido destaque. Qualquer ‘grandeza’ envolvida decorre de ele se colocar à disposição dos seus irmãos, sendo acessível e servindo aos interesses espirituais deles. Sabendo que “o rebanho” pertence a Jeová, que o comprou com o sangue do seu Filho, os anciãos exemplares não ‘dominam sobre os que são a herança de Deus’. Antes, estes subpastores tratam “o rebanho” com ternura e de maneira protetora, seguindo assim o conselho e o modelo provido pelo Pastor Excelente. — Mat. 20:25-27; Tito 1:7; contraste isso com Ezequiel 34:2-4; Judas 16.

      7. De que maneiras mostram muitos superintendentes verdadeiro interesse pelo “rebanho”?

      7 É preciso realmente reconhecer que a grande maioria dos superintendentes cristãos, hoje em dia, mostra o devido interesse pelo “rebanho”, de diversas maneiras. O tempo e o esforço gastos em apascentar as “ovelhas”, por dar atenção pessoal aos diversos, e em presidir às reuniões congregacionais, fornecem bons exemplos aos concrentes. (1 Tim. 5:17) Considere também a excelente liderança que os subpastores conscienciosos provêem na atividade de campo, procurando outras pessoas semelhantes a ovelhas e fazendo discípulos. (Mat. 28:19, 20; 2 Tim. 4:5) E que dizer do interesse mostrado pela proteção do “rebanho” contra elementos mundanos e contra os que fariam do “rebanho” sua presa? (Efé. 4:11-14; Col. 2:8; Jud. 22, 23) Destas e de muitas outras maneiras é que o “rebanho de Deus” tira proveito dos que o pastoreiam em interesse amoroso pelo seu bem-estar espiritual.

      Lições Valiosas Para Nós Hoje

      8. A fim de prover incentivo espiritual, o que providenciou o apóstolo Paulo para os anciãos de Éfeso?

      8 Na leitura dos relatos bíblicos sobre o que os superintendentes do primeiro século realizaram a favor do “rebanho” ficamos impressionados com o bom exemplo do apóstolo Paulo. Ele também deu incentivo a anciãos, assim como Pedro fez. Enquanto viajava para Jerusalém, Paulo convocou uma reunião de anciãos de Éfeso. Sem dúvida, estes apreciaram muito a oportunidade de passar algum tempo com Paulo, assim como os superintendentes, hoje, se reúnem periodicamente para trocar experiências úteis, para se edificarem mutuamente na fé e para receberem admoestação bíblica.

      9. Como mostra o relato de Atos 20:18-21 que Paulo era um abnegado homem de Deus?

      9 Podemos aprender algumas lições valiosas da palestra de Paulo com esses superintendentes de Éfeso. O registro em Atos 20:17-38 fornece-nos compreensão mais profunda do tipo de exemplo que o apóstolo havia dado aos seus irmãos, inclusive aos anciãos de Éfeso. Era Paulo ministro que poupava a si mesmo, apenas gostando de viajar pelas diversas partes do distrito da Ásia? De modo algum. Era homem abnegado de Deus, que havia estado “trabalhando como escravo para o Senhor, com a maior humildade mental, e com lágrimas e provações”, durante todo o tempo que passou ali. (Atos 20:18, 19) Não se refreava de “ensinar publicamente e de casa em casa”, fazendo isso em face de perigo. Tampouco temia o que os moradores da localidade pensavam dele, nem as ameaças feitas por opositores. Paulo dava testemunho cabal no território. — Atos 20:20, 21; veja Atos 19:1 a 20:1; 2 Coríntios 1:8-11.

      Pastoreio em Tempos de Perseguição

      10. De que maneira imitaram a Paulo muitos superintendentes atuais nos seus empenhos de ajudar “o rebanho” apesar de sofrimentos pessoais?

      10 O apóstolo dirigia-se então a Jerusalém, sem se amedrontar com a perspectiva de sofrer “laços e tribulações” ali. Estava preparado a depor a sua vida, se fosse necessário, a fim de terminar a sua carreira em fidelidade e para cumprir o ministério que recebera do Senhor Jesus. (Atos 20:22-24) Que belo exemplo isso era para aqueles superintendentes de Éfeso! Paulo não tinha interesse apenas pelos que precisavam ouvir as “boas novas”, mas também pelos que tinham a responsabilidade de divulgar a mensagem a outros. Não é esta a espécie de interesse que todos os anciãos cristãos devem ter hoje? Felizmente, temos homens que imitam a Paulo em estar dispostos a arriscarem a própria vida em prol das “boas novas” e para proteger seus irmãos. De fato, em países em que os cristãos sofrem intensa perseguição, muitos subpastores fiéis permaneceram realmente com “o rebanho”, embora se abrisse para estes homens de responsabilidade o caminho para irem a outros países, onde tais sofrimentos, aparentemente, podiam ser evitados. Para dar uma ilustração: Há pouco tempo, um ancião que já sofrera anos de encarceramento e espancamentos cruéis visitou os Estados Unidos para receber a instrução provida para o pessoal das filiais e congêneres da Sociedade Torre de Vigia. Abriu-se-lhe a oportunidade de ir para um país onde atualmente não há perseguição. Mas ele preferiu voltar ao país em que havia servido, embora parecesse certo de que iria sofrer encarceramento e severa perseguição ali. Igual a muitos outros subpastores cristãos, ele tem por privilégio mais precioso do que a sua própria liberdade poder cuidar do “rebanho”. Tais superintendentes realmente merecem ser elogiados. É excelente que continuam a cuidar de ‘ovelhas em apuros’! — Veja Isaías 32:1, 2.

      11. (a) Em vista de Atos 20:25-27, qual era a posição de Paulo com respeito à culpa de sangue, e como podem os superintendentes hoje manter uma posição similar? (b) Como se sentem os superintendentes, compreensivelmente, para com aqueles a quem ajudaram inicialmente a se tornarem discípulos?

      11 Fora entre os que então já eram superintendentes em Éfeso que Paulo estivera “pregando o reino”. Eles mesmos haviam ouvido a mensagem dos lábios dele. Havia derramado o coração para eles e outros na proclamação de “todo o conselho de Deus”, não de suas próprias idéias. De modo que tinha consciência limpa. Não se lhe podia atribuir nenhuma culpa de sangue por deixar de dar testemunho. (Atos 20:25-27) Assim deve ser com os superintendentes neste tempo de provação, dificuldade e dureza na terminação do trabalho de dar amplo testemunho do Reino. Atualmente, os superintendentes sabem que muito depende de seu exemplo zeloso em tomar a dianteira na obra. Por este motivo, esforçam-se a ter a maior parte possível na proclamação das “boas novas”. Desta maneira, eles também se mantêm isentos e livres de qualquer culpa de sangue. Outros na congregação observam que esses anciãos tomam a dianteira em avisar os iníquos e em procurar os sinceros. Por conseguinte, tais concrentes sentem-se animados a seguir o bom exemplo deles. Como no caso daqueles que foram ajudados por Paulo, também hoje, muitos dos que constituem “o rebanho” são pessoas que foram primeiro contatadas por superintendentes que deram testemunho no seu território. Agora que tais pessoas estão na congregação, os superintendentes mostram ainda maior interesse por elas. — 1 Tes. 1:5, 6; 2:7, 8.

      12. Como devemos entender a declaração de Paulo em Atos 20:28?

      12 O grande interesse de Paulo por esses anciãos de Éfeso, bem como pelo “rebanho” aos cuidados deles, é indicado nas suas palavras: “Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos designou superintendentes para pastorear a congregação de Deus, que ele comprou com o sangue do seu próprio Filho.” (Atos 20:28) Cada um desses homens certamente sentiu a necessidade de examinar a si mesmo em vista da séria responsabilidade envolvida no pastoreio do “rebanho”. Também, esses superintendentes precisavam aplicar o conselho de Paulo dado a eles como corpo de anciãos. Tinham de cooperar entre si e trabalhar juntos para cuidar do “rebanho”. Para haver melhor resultado, tinha de haver união de pensamento e ação da sua parte. Isto, em si mesmo, já mostraria que tinham profundo interesse pelo “rebanho”.

      13. O que se pode dizer sobre a aplicação atual de Atos 20:28?

      13 Quão apropriado é usar a admoestação de Paulo em benefício dos atuais anciãos cristãos! Estas palavras registradas em Atos 20:28 serviram muitas vezes de base para conselho salutar quando os superintendentes viajantes se reuniram com os anciãos congregacionais. Note-se que o que diz ali não se refere apenas a prestar atenção a si mesmo. Antes, o inteiro corpo de anciãos, em cada congregação, tem a responsabilidade de cuidar das necessidades específicas do “rebanho”. Isto é assim apesar de cada ancião talvez ter uma designação específica que contribui para o objetivo geral. Os superintendentes têm de cumprir conscienciosamente suas responsabilidades de pastoreio, com interesse amoroso, reconhecendo que “o rebanho” é precioso para Jeová, em vista do preço pago pela sua compra. — Efé. 1:7.

      Precaução Contra “Lobos” Apóstatas

      14. (a) Que aviso se encontra em Atos 20:29, 30? (b) Por que era oportuno que Paulo advertisse os superintendentes efésios?

      14 Sabendo o que se desenvolveria após a morte dele e dos outros apóstolos, Paulo deu o seguinte aviso: “Sei que depois de eu ter ido embora entrarão no meio de vós lobos opressivos e eles não tratarão o rebanho com ternura, e dentre vós mesmos surgirão homens e falarão coisas deturpadas, para atrair a si os discípulos.” (Atos 20:29, 30) Mais tarde, o apóstolo Pedro advertiu que haveria oportunistas e promotores de seitas vitimando os incautos, os não ensinados e os instáveis. (2 Ped. 2:1-3; 3:15, 16) Enquanto os apóstolos estavam presentes, eles agiam como freio contra as tendências nessa direção. Mas as Escrituras predisseram claramente uma apostasia maior, e esta ocorreu mesmo. Ela ainda persiste na forma da cristandade. — 2 Tes. 2:6-10.

      15. (a) Por que devem ser vigilantes os que agora pastoreiam “o rebanho”? (b) Por que às vezes é necessário que os anciãos ponham em prática a orientação provida em Romanos 16:17-19?

      15 Neste “tempo do fim”, as testemunhas cristãs de Jeová são especificamente advertidas contra a apostasia ou o desvio. (Dan. 12:4; Mat. 24:9-13) Portanto, os fiéis subpastores cristãos têm de mostrar interesse pelo “rebanho” por serem vigilantes. Devem estar atentos, com o fim de proteger os membros do “rebanho” contra caírem em más associações. (1 Cor. 15:33) Não é fácil manter conceito e atitude espirituais salutares em vista das constantes pressões por parte do mundo impuro. Este é o motivo pelo qual cada pessoa na congregação deve acatar a admoestação: “Lembrai-vos dos que tomam a dianteira entre vós, os que vos falaram a palavra de Deus, e, ao contemplardes em que resulta a sua conduta, imitai a sua fé.” (Heb. 13:7) Às vezes pode acontecer que os anciãos achem necessário dar conselho bíblico e acautelar concrentes contra a influência daqueles que procuram os seus próprios interesses e prazeres egoístas, em vez de buscarem o bem espiritual do “rebanho” como um todo. Em tais casos aplica-se a firme orientação provida por Paulo em Romanos 16:17-19. Ele declarou: “Exorto-vos agora, irmãos, que fiqueis de olho nos que causam divisões e motivos para tropeço contra o ensino que aprendestes, e que os eviteis. Pois homens dessa sorte são escravos, não de nosso Senhor Cristo, mas de seus próprios ventres; e, com conversa suave e palavras elogiosas seduzem os corações dos cândidos. Pois a vossa obediência tem sido notada por todos. Alegro-me, portanto, convosco. Mas, quero que sejais sábios quanto ao que é bom, porém inocentes quanto ao que é mau.”

      Labuta a Favor do “Rebanho”

      16. (a) O que indica o fato de que Paulo às vezes dava admoestações com lágrimas? (b) Os superintendentes, mostrando interesse, trabalham hoje diligentemente em prol de que para “o rebanho”?

      16 Visto que Paulo viajava extensamente, ele tinha um conceito amplo sobre o que estava acontecendo nas congregações daquele tempo. Sabia que havia diversos problemas e perigos. De modo que é compreensível que instasse com os anciãos de Éfeso para que se mantivessem espiritualmente despertos. Durante um período de três anos, Paulo havia demonstrado seu amor e seu interesse por admoestá-los continuamente, até com lágrimas. (Atos 20:31) Evidentemente, havia uma tensão emocional envolvida em tal pastoreio. Prestar essa atenção vigilante e amorosa exigia algo de Paulo. Portanto, não é surpreendente, hoje, que os superintendentes passem às vezes por algo similar, especialmente quando há problemas sérios para resolver. (Veja 2 Coríntios 2:4.) Em tais situações, seu interesse primário é pelo “rebanho”. Labutam diligentemente para mantê-lo espiritualmente limpo e sadio, livre de fermento. — 1 Cor. 5:6; Gál. 5:7-10; Tito 2:1.

      17. (a) Que ponto importante deve ser aprendido das palavras de Paulo em Atos 20:32? (b) Encomendar pessoas e seus interesses a Jeová permite que resultado?

      17 Encomendando os superintendentes efésios “a Deus e à palavra de sua benignidade imerecida”, Paulo podia sentir-se confiante de que estavam nas melhores mãos. (Atos 20:32) Do mesmo modo hoje, depois de os superintendentes terem feito tudo o que podem para dar conselho e ajuda, ou para tomar qualquer outra ação disciplinar que for biblicamente aconselhável, eles podem deixar o assunto nas mãos de Deus. Nas situações em que nossos queridos irmãos e irmãs na fé são assediados por sérios problemas, sempre é consolador saber que, por serem eles e seus interesses encomendados a Jeová, em oração, e por deixarem que a Palavra, o espírito e a organização dele provejam a orientação necessária, o resultado será segundo a vontade dele. Nestas circunstâncias, o que quer que ocorra será com a permissão de Deus. (Veja 1 Ped. 2:23.) Novamente, isto mostra interesse pelo “rebanho”, porque faz com que a atenção se volte para Aquele que pode fazer o maior bem em cada situação.

      18. (a) Qual era o conceito de Paulo a respeito de suas provisões materiais? (b) Por imitarem o exemplo de Paulo neste respeito, de que maneira mostram os superintendentes seu interesse pelo “rebanho”?

      18 Paulo, de consciência limpa, podia indicar a evidência de que não procurara enriquecer às custas dos seus irmãos. Havia trabalhado com as suas próprias mãos e assim tinha a satisfação de cuidar de suas necessidades. (Atos 20:33, 34) É verdade que, quando padecia necessidade, ele havia aceito algo dos cristãos filipenses. Não havia procurado tais dádivas, mas, antes, os frutos associados com tal presente. (Fil. 4:14-17) Assim como Paulo era diligente e não servia em troca de ganho desonesto, assim os superintendentes dos nossos dias podem dar um exemplo excelente por mostrar que não são preguiçosos ou que não procuram esquivar-se do trabalho árduo. Seu interesse pelo “rebanho” impede que se tornem um fardo para a congregação. — 2 Tes. 3:6-10.

      19. Que efeito tem sobre os superintendentes e a congregação como um todo a aplicação do princípio declarado em Atos 20:35?

      19 Esses superintendentes efésios, tendo notado o que Paulo demonstrara na sua própria vida e serviço, tinham algo em que se basear no empenho de ajudar os fracos e de darem algo de si mesmos para a edificação da congregação. Agindo em harmonia com o princípio de que “há mais felicidade em dar do que há em receber”, os atuais superintendentes cristãos dão um bom exemplo aos outros. (Atos 20:35) De fato, eles não somente dão muita coisa, mas o fazem também sem mesquinhez. Continuarem a proceder assim contribui para a felicidade de todos na congregação das Testemunhas de Jeová.

      “Ansiedade por Todas as Congregações”

      20. Até que ponto se interessavam Pedro e Paulo pelo “rebanho”?

      20 É evidente que os bons exemplos fornecidos por apóstolos fiéis tais como Pedro e Paulo eram notáveis. Eles se gastaram a favor de concristãos e mostraram profundo interesse não apenas por uma congregação, mas pela associação inteira dos seus irmãos. (1 Ped. 2:17) Apesar de muitas inconveniências, problemas e provações, os apóstolos pensavam primeiro no bem-estar espiritual do “rebanho”.

      21. (a) De acordo com 2 Coríntios 11:23-28, quais eram algumas “destas coisas da espécie externa” pelas quais Paulo passou? (b) Como mostrou Paulo seu profundo interesse pelos outros?

      21 Paulo, escrevendo a concrentes em Corinto, mencionou espancamentos, encarceramentos, experiências provadoras e diversos perigos que havia sofrido no serviço como ministro. O apóstolo acrescentou então: “Além destas coisas de espécie externa, há o que de dia a dia me assedia, a ansiedade por todas as congregações.” (2 Cor. 11:23-28) Podemos apenas imaginar as pressões sofridas por Paulo e seu interesse por “todas as congregações”, porque se mantinha em contato com diversos companheiros cristãos. (2 Tim. 4:9-13) Viajou extensamente no decorrer de suas viagens missionárias, e fez diversas revisitas às congregações (Atos 15:36) Suas atividades a favor de outros exigiam dele muito. Proferiu discursos por períodos prolongados e testemunhou regularmente nas sinagogas, em logradouros públicos e de casa em casa. (Atos 17:2; 19:9, 10; 20:20) A fim de cuidar de suas próprias necessidades materiais e para evitar sobrecarregar a congregação, foi necessário que Paulo fizesse trabalho secular. (Atos 18:1-3; 2 Tes. 3:8, 9) Obviamente, o apóstolo gastou também bastante tempo estudando a Palavra de Deus, e o conhecimento assim obtido, sem dúvida, lhe foi de grande valia quando foi divinamente inspirado a escrever uns 14 dos 27 livros que constituem as Escrituras Gregas Cristãs. Deveras, Paulo foi um homem muito atarefado, mas prosseguiu, sempre demonstrando grande interesse pelo “rebanho”.

      22, 23. (a) No nosso tempo, quais são algumas das maneiras em que se fazem provisões para o “rebanho de Deus”? (b) Todas essas provisões são evidência de que, e como devemos ser afetados por isso?

      22 Hoje se faz uma enorme quantidade de trabalho a favor do “rebanho de Deus”. Em vista das mais de 42.000 congregações do povo de Jeová, imagine a atenção que se precisa dar às suas necessidades. O “escravo fiel e discreto” provê um fluxo regular de alimento espiritual. (Mat. 24:45-47) Providenciam-se regularmente programas para as reuniões de congregação, as assembléias de circuito e os congressos distritais, para habilitar os cristãos a se reunirem para estudo, adoração e associação espiritualmente edificantes. (Heb. 10:23-25) Os superintendentes viajantes são enviados para visitar todas as congregações e cuidar das necessidades delas. (Veja Atos 16:4, 5.) Enviam-se às congregações e aos corpos de anciãos comunicações com conselho e encorajamento. (Veja Filipenses 1:1; 1 Pedro 5:12; Judas 3.) Fazem-se outros arranjos, numerosos demais para mencionar, para beneficiar espiritualmente e de outro modo o “rebanho de Deus”.

      23 Este trabalho envolve uma enorme quantidade de tempo, esforço e despesas. Mas, o que evidencia isso? Mostra que Jeová se importa com o seu povo. Por meio de seu Filho, o Pastor Excelente, Deus demonstra uma magnífica capacidade de pastoreio. (Isa. 40:10, 11) Dezenas de milhares de subpastores foram designados pelo espírito santo, e eles participam no pastoreio do “rebanho de Deus”. Tudo isso mostra interesse amoroso pelo “rebanho” como um todo, e pelas pessoas individuais que constituem “o rebanho”. Demonstremos pessoalmente apreço de coração pelo amor demonstrado pelo Grande Pastor, Jeová Deus, e pelo seu Filho, Jesus Cristo, em todo o terno cuidado que têm por nós.

  • Superintendentes — dêem bom exemplo ao “rebanho”
    A Sentinela — 1981 | 1.° de março
    • Superintendentes — dêem bom exemplo ao “rebanho”

      “Torna-te exemplo para os fiéis, no falar, na conduta, no amor, na fé, na castidade.” — 1 Tim. 4:12.

      1. Por que devemos esperar que os superintendentes cristãos dêem bom exemplo?

      HÁ MUITO envolvido em alguém servir como superintendente na congregação cristã. Este fato é reconhecido por milhares de homens dedicados, espirituais, que hoje são incumbidos deste privilégio. Visto que todos na congregação são irmãos e irmãs cristãos, os anciãos designados sabem que sua responsabilidade não os torna melhores do que os outros adoradores de Jeová. (Mat. 23:8-12) Contudo, em vista de suas responsabilidades e dos requisitos bíblicos que precisam satisfazer, espera-se deles mais. É assim como Jesus disse: “Deveras, todo aquele a quem muito foi dado, muito se reclamará dele; e a quem encarregaram de muito, deste reclamarão mais do que o usual.” (Luc. 12:48) “O rebanho” fica grandemente afetado por aquilo que esses subpastores dizem e fazem. Espera-se, portanto, que esses homens dêem bom exemplo aos outros.

      2. Em que sentido específico exortou Paulo a Timóteo para que se tornasse exemplo?

      2 Não é exagero dar muita ênfase a este assunto de dar bom exemplo. É um dos pontos de conselho direto encontrado na primeira carta de Paulo ao superintendente Timóteo. Paulo não pressupôs nada como garantido, e não queria que Timóteo o fizesse. Visto que Timóteo ainda era jovem, alguns talvez estivessem inclinados a menosprezá-lo. Sem dúvida, Paulo pensava nisso ao escrever: “Nenhum homem jamais menospreze a tua mocidade. Ao contrário, torna-te exemplo para os fiéis, no falar, na conduta, no amor, na fé, na castidade. Até eu chegar, continua a aplicar-te à leitura pública, à exortação, ao ensino. Não negligencies o dom em ti, que te foi dado por intermédio duma predição e quando o corpo de anciãos pôs as suas mãos sobre ti.” (1 Tim. 4:12-14) Não haveria nenhum motivo legítimo para os outros menosprezarem a Timóteo, se ele continuasse a seguir o proceder cristão, exemplar, na vida.

      3. O que devem examinar os superintendentes, e por quê?

      3 Iguais a Timóteo, os superintendentes entre os do povo de Jeová, hoje em dia, devem examinar seu próprio modo de vida. Embora o nosso estudo envolva especialmente os superintendentes, os servos ministeriais e os homens que procuram ter maior responsabilidade congregacional, todos os cristãos devem considerar com cuidado o que está envolvido em servir de exemplo para “o rebanho”. (2 Cor. 13:5) Mas, agora perguntamos: “Anciãos, estão realmente dando bom exemplo?” Seus concrentes os observam, tendo em mente estas palavras registradas em Hebreus 13:7: “Lembrai-vos dos que tomam a dianteira entre vós, os que vos falaram a palavra de Deus, e, ao contemplardes em que resulta a sua conduta, imitai a sua fé.” Sim, anciãos, seus companheiros cristãos querem mostrar-se fiéis a Jeová. Para isso, precisam não só de conselho baseado nas Escrituras e de palavras de consolo, mas também de seu exemplo animador. Eles imitarão a sua fé ao observarem sua conduta correta e o resultado que ela dá.

      4. (a) Como enfatizam 1 Timóteo 3:1 e Mateus 20:26, 27, o que está envolvido em servir como superintendente cristão? (b) Desincumbirem-se das responsabilidades requer o que da parte do ancião? (c) Segundo 1 Tessalonicenses 5:12, 13, com quem é que os irmãos devem ter consideração e como devem demonstrá-la?

      4 Isto não significa que você, como ancião designado, seja indispensável. De modo algum. Mas tem uma “obra excelente” em servir seus irmãos e irmãs espirituais. (1 Tim. 3:1) Sua posição não é de alguma suposta ‘grandeza’ resultante de seus esforços. (Mat. 20:26, 27) Sim, você tem privilégios e responsabilidades adicionais. Mas, desincumbir-se deles corretamente exigirá que, humildemente, trabalhe como escravo para Jeová, para Jesus Cristo e para seus concrentes. (Rom. 12:11; Gál 5:13; Col. 3:23, 24) De fato, precisa trabalhar arduamente, presidir, admoestar e fazer outras coisas a favor de seus irmãos e de suas irmãs na fé. Eles reconhecem que você tem uma designação a cumprir; mas é o seu trabalho árduo, junto com o seu exemplo, que os induzem a serem sensíveis em dar apoio aos seus esforços. Tal consideração é correta e está em harmonia com as palavras do apóstolo Paulo: “Solicitamo-vos agora, irmãos, que tenhais consideração para com os que trabalham arduamente entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e que vos admoestam; e que lhes deis mais do que extraordinária consideração em amor, por causa do seu trabalho.” — 1 Tes. 5:12, 13.

      Bom Exemplo “no Falar”

      5. Em que circunstâncias diversas devem os superintendentes dar bom exemplo “no falar”, e por que é isso necessário?

      5 Não pode haver dúvida a respeito da necessidade de os superintendentes proverem bom exemplo “no falar”. Isto, certamente, é algo que precisa ser assim no seu próprio lar. Deve evidenciar-se também quando falam com membros individuais da congregação ou da tribuna pública, bem como quando estão dando testemunho de casa em casa, na localidade. Os comentários do superintendente podem influenciar outros mais do que ele se dá conta disso. Portanto, o que ele diz precisa sempre basear-se em princípios da Palavra de Deus ou ser governado por eles.

      6. Por que precisam os anciãos prevenir-se contra pensamentos errados e por que devem falar “coisas boas”?

      6 Para que as palavras sejam edificantes, o coração precisa estar cheio das boas coisas da Palavra de Deus. Então, a boca falará “coisas boas”, fazendo declarações espiritualmente apropriadas e edificantes. (Mat. 12:34) O superintendente precisa prevenir-se para não permitir que pensamentos ou idéias erradas se arraiguem na sua mente e no seu coração, visto que isto, por fim, se revelará no que ele fala e será prejudicial para os outros. A Bíblia aconselha, mostrando o que evitar e que espécie de declarações devem ser ouvidas: “Evitem a boca suja. Digam só o que é bom e útil àqueles com quem vocês estiverem falando, e o que resulte em bênção para eles.” — Efé. 4:29, O Novo Testamento Vivo.

      7. Por que devem os superintendentes cristãos refrear-se de divulgar opiniões ou idéias estritamente pessoais?

      7 Os subpastores cristãos, para darem exemplo no falar, não devem ir “além das coisas que estão escritas”. (1 Cor. 4:6) Quer em questões de doutrina, quer de moral ou de organização cristã, o superintendente deve ‘pregar a palavra’. (2 Tim. 4:2) Se introduzisse opiniões estritamente pessoais ou divulgasse idéias contrárias ao ensino recebido por meio do “escravo fiel e discreto”, isso causaria confusão. Portanto, em vez de avançar presunçosamente num proceder que pode levar à desonra, por que não esperar por Jeová e sua organização? (Pro. 11:2) Talvez haja posteriormente explicações e esclarecimentos adicionais do assunto. Ou o ancião, por meio de oração e estudo diligente da Palavra de Deus, com a ajuda das publicações da Torre de Vigia, talvez verifique que estava errado e ficará assim satisfeito de não ter divulgado conceitos errôneos.

      8. (a) Por que se deve evitar lutar sobre palavras e ficar envolvido em debates? (2 Tim. 2:14-19) (b) Quando alguém suscita uma pergunta e precisa de ajuda espiritual, como se deve prestar tal auxílio?

      8 Paulo disse a Timóteo que advertisse os outros “que não lutem sobre palavras, coisa que não é de nenhuma utilidade, porque subverte os que estão escutando”. O apóstolo mencionou então os efeitos perniciosos de declarações feitas por homens que se haviam desviado da verdade. Não há nada a ganhar, e provavelmente há muito a perder em sentido espiritual, com a luta sobre palavras ou com o envolvimento em debates com os que rejeitam o ensino salutar. (2 Tim. 2:14-19; Tito 1:7-9) Isto não significa que alguém não possa sinceramente fazer uma pergunta sobre um assunto que não entende. Todavia, a insistência em algum ponto de vista pode causar perturbação desnecessária. Naturalmente, quando alguém precisa de ajuda espiritual, há um modo correto de ensinar, que é “com brandura”. — 2 Tim. 2:23-26.

      9. O que se requer dos superintendentes, para ensinarem com eficácia?

      9 Os superintendentes devem ‘trabalhar arduamente no falar e no ensinar’, não somente contatando com a verdade os de fora, mas edificando espiritualmente a congregação. (1 Tim. 5:17) Requer tempo e esforço para preparar discursos bíblicos e partes das reuniões, que sejam espiritualmente revigorantes, instrutivas e práticas. Por estudarem regularmente as Escrituras e usarem as publicações da Sociedade Torre de Vigia, os esboços de discursos e outra matéria do “escravo fiel e discreto”, os oradores e instrutores podem preparar muitos pontos bons que os habilitem a transmitir ensino salutar. E por se tornarem exemplo em falar, os superintendentes mostram que se empenham de modo correto.

      Manter Sempre Uma “Boa Conduta”

      10, 11. (a) Que relação há entre a conduta e a sabedoria celestial? (b) O que acontece quando se mostra a sabedoria de cima, em comparação com situações em que se evidenciam tendências ímpias?

      10 Os superintendentes congregacionais precisam tornar-se exemplo também na “conduta”. Para serem bem-sucedidos em manter uma boa conduta, precisam ter sabedoria celestial e entendimento. O discípulo Tiago salienta este ponto, dizendo: “Quem é sábio e entendido entre vós? Mostre ele as suas obras pela sua boa conduta com a brandura que pertence à sabedoria. Mas, se tiverdes ciúme amargo e briga nos vossos corações, não vos jacteis e não mintais contra a verdade. Esta não é a sabedoria que desce de cima, mas é a terrena, animalesca, demoníaca. Porque, onde há ciúme e briga, ali há desordem e toda coisa ruim.” — Tia. 3:13-16; 1 Ped. 2:12.

      11 As relações com os outros anciãos e com os outros membros da congregação são fortalecidas pela boa conduta que reflete a sabedoria divina. (Tia. 3:17, 18) Por outro lado, brigas, ciúme, jactância e outras tendências e ações mundanas, animalescas e demoníacas derrubam tais relações. Essas más tendências não têm lugar nas fileiras do povo de Deus Agir alguém de modo egocêntrico sempre refuta qualquer profissão de amor cristão. Portanto, a boa conduta requer que não se esteja “fazendo nada por briga ou por egotismo, mas, com humildade mental, considerando os outros superiores” à própria pessoa. (Fil. 2:3) Tal conduta é deveras exemplar, visto que reflete uma atitude mental semelhante à demonstrada por Cristo Jesus — Fil. 2:5-8.

      12. (a) Como devem ser encarados e tratados os membros femininos da congregação? (b) O que se requer que os superintendentes façam a respeito de violações das normas de moral de Deus? (c) No que se refere a questões judicativas, manterem os anciãos confidências lança que responsabilidade sobre eles?

      12 Para dar bom exemplo, os superintendentes e outros irmãos de responsabilidade precisam sempre comportar-se de maneira circunspecta para com os do sexo oposto. Devem suplicar ‘às mulheres mais idosas, como a mães, às mulheres mais jovens, como a irmãs, com toda a castidade’. (1 Tim. 5:1, 2) Precisa haver constante vigilância para se prevenir contra o ‘afrouxamento’ com respeito à aderência às elevadas normas de moral de Deus. Se houver evidência definitiva de que alguns estejam tentando corromper moralmente a outros, os superintendentes precisam agir prontamente para manter a organização limpa, sabendo que Jeová “exige punição por todas estas coisas”. (1 Tes. 4:3-8) Ao mesmo tempo, os subpastores designados precisam refrear-se de considerarem abertamente assuntos judicativos que envolvem aqueles que violaram princípios justos de Deus. É preciso manter a confidência. Só se pode esperar que a congregação tenha plena confiança em anciãos que exercem a devida supervisão e cuja conduta pessoal esteja sempre acima de qualquer crítica.

      Exemplares “no Amor”

      13. Que espírito precisam ter os superintendentes, se querem ser bem-sucedidos em dar bom exemplo, e por quê?

      13 OS superintendentes realmente não podem ser bem-sucedidos em se tornarem “exemplo para os fiéis” a menos que mostrem o espírito de amor. Depois de lembrar a Timóteo que devia ‘atiçar o dom de Deus que havia nele’, Paulo disse: “Porque Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, e de amor, e de bom juízo.” (2 Tim. 1:6, 7) Sabemos que se produz um efeito salutar na nossa vida em resultado de Deus ter manifestado para conosco esta qualidade do amor. Quando os superintendentes dão bom exemplo na demonstração do fruto do espírito que é o amor, isto, mais do que qualquer outra coisa, mostra o que sentem para com seus companheiros na adoração de Jeová. O amor tem poder atraente, induzindo-nos a procurar conselho e ajuda de subpastores amorosos. Apreciamos a cordialidade de seu interesse e seu desejo sincero de ajudar-nos a fazer progresso espiritual.

      14. Os superintendentes casados têm que oportunidades de mostrar que ‘amam sua esposa como ao seu próprio corpo’, e isto habilita sua esposa a fazer o quê?

      14 Os superintendentes, para procederem como homens espirituais, esforçam-se a fazer com que ‘todos os seus assuntos se realizem com amor’. (1 Cor. 16:13, 14) Estes homens, quando casados, devem “estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos”, o qual alimentam e acalentam. (Efé. 5:28, 29) Os superintendentes reconhecem quanto o seu próprio corpo requer diariamente certo cuidado. Do mesmo modo, também sua esposa requer atenção e cuidados espirituais, regulares, que a habilite a desempenhar seu papel de apoio, como esposa, dum modo que é “decente no Senhor”. (Col. 3:18, 19) A consideração do texto do dia, do Anuário das Testemunhas de Jeová, a recapitulação da matéria nas publicações da Sociedade, a preparação para as reuniões cristãs e ficar atento a ocasiões de orar em conjunto — tudo isso é expressão de tal amor. Também, conforme surge a oportunidade, os anciãos devem ajudar sua esposa de outras maneiras. Isto, bem como a maneira correta de criar os filhos que o casal talvez tenha, fornecerá evidência de que o homem preside bem à sua própria família e assim satisfaz um dos requisitos bíblicos para superintendentes. — 1 Tim. 3:4, 5; 5:8.

      15. Como pode o superintendente mostrar que pode ‘tomar conta da congregação de Deus’ e que ele tem amor?

      15 De fato, o superintendente que preserva um bom arranjo familiar mostra que pode ‘tomar conta da congregação de Deus’. (1 Tim. 3:5) Ao desincumbir-se das responsabilidades congregacionais, o ancião toma vivo interesse nos aparentados com ele na fé. (Gál. 6:9, 10) Os superintendentes preparam e dirigem reuniões congregacionais, visitam os doentes e outros em necessidade, e participam regularmente na proclamação pública das “boas novas”. Tudo isso é exemplo do amor a Deus, às “ovelhas” aos seus cuidados e àqueles a quem esses anciãos pregam a mensagem do Reino.

      16. O que induziu Paulo a agir nos melhores interesses da congregação coríntia, e encontra-se hoje a mesma atitude entre os superintendentes cristãos?

      16 Há ocasiões em que os superintendentes acham necessário dar conselho direto ou tomar ação disciplinar. Desejam ajudar as pessoas e proteger a congregação. Neste respeito, os anciãos imitam o apóstolo Paulo. Motivado pelo amor, o apóstolo agiu nos melhores interesses da congregação de Corinto, embora isso lhe causasse considerável tensão. Ele escreveu: “Eu vos escrevi em muita tribulação e angústia de coração, com muitas lágrimas, não para vos entristecer, mas para que soubésseis que amor tenho, mais especificamente por vós.” (2 Cor. 2:4) Embora alguns naquela congregação não reconhecessem plenamente os esforços incansáveis e altruístas de Paulo, ele estava disposto a gastar-se ainda mais a favor deles, pois disse: “Da minha parte, de muito bom grado gastarei e serei completamente gasto em prol das vossas almas. Se eu vos amo mais abundantemente, hei de ser amado menos?” (2 Cor. 12:15) Muitos superintendentes, iguais a Paulo, empenham-se de todo o coração. Fazem isso por amor aos seus irmãos, dando assim um exemplo elogiável.

      17. Que efeito têm tido os bons exemplos de muitos superintendentes sobre a organização do povo de Deus, fornecendo a base para que sentimentos da parte dos subpastores fiéis?

      17 É possível indicar muitos superintendentes que, durante anos, gastaram-se literalmente em servir a Jeová e em cuidar das necessidades de seus irmãos e irmãs espirituais. O exemplo dado por tais homens tem promovido o espírito de amor em toda a organização do povo de Deus. Nossa confiança tem sido fortalecida por tais exemplos de pastoreio do “rebanho” nestes dias dificultosos. Esses subpastores, por terem verdadeiro amor ao “rebanho” e interesse nele, têm motivos para se expressarem assim como Paulo, que escreveu: “Que o Senhor vos faça aumentar, sim, que vos faça abundar em amor uns para com os outros e para com todos, assim como nós também fazemos convosco, a fim de que ele torne os vossos corações firmes, inculpáveis na santidade perante o nosso Deus e Pai, na presença de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.” — 1 Tes. 3:12, 13.

      Mostrar Fé Fortalece os Concrentes

      18. Que obras devem poder indicar os superintendentes como evidência de que têm fé genuína?

      18 Apesar das clamorosas profissões religiosas de muitos, hoje em dia, “a fé não é propriedade de todos”. (2 Tes. 3:2) No entanto, deve ser nossa propriedade, se havemos de agradar a Deus. (Heb. 11:6) Também nisso os superintendentes cristãos precisam dar exemplo a todos — “na fé”. Além disso, precisam ter atos ou obras para provar a existência de fé genuína da sua parte. (Tia. 2:14-26) Entre outras coisas, essas obras incluem atos tais como consolar concrentes doentes, suprir os necessitados dentre eles e participar regularmente na proclamação das “boas novas do reino”. — Mat. 24:14; veja Mateus 25:34-40.

      19. Por que é essencial a fé, e a que habilita ela a muitos?

      19 É significativo que Paulo salientou repetidas vezes o ponto de que ‘o justo viverá em razão da fé’. (Rom. 1:17; Gál. 3:11; Heb. 10:38) A fé não somente nos fornece uma visão do que nos aguarda, mas também nos induz a fazer alguma coisa. Por exemplo, requer fé para alguém se alistar como pioneiro auxiliar ou como regular, servindo então como pregador das “boas novas” por tempo integral. (Mar. 13:10) Apesar das responsabilidades familiares e de outros deveres, muitos superintendentes e servos ministeriais providenciam participar nesta atividade. Muitos ajustam seu emprego secular e outros assuntos de modo a darem mais atenção às responsabilidades congregacionais. E a fé genuína é necessária para se ter participação direta na pregação das “boas novas”, para cumprir designações nas assembléias cristãs, para construir Salões do Reino ou para se empenhar nas diversas atividades teocráticas de dia em dia. Deveras, requer fé da parte dos superintendentes e de todos os do povo de Jeová para crer, viver, trabalhar e adorar segundo a Palavra de Deus.

      20. (a) Que papel desempenha a fé em tomar posição firme contra o Diabo? (b) De que modo especial podem os superintendentes ajudar os concrentes a superar provações para a sua fé?

      20 Precisa-se também de fé para suportar dificuldades e vencer provações para a fé. Depois de Pedro ter exortado os anciãos a se tornarem exemplos para “o rebanho”, ele advertiu: “Mantende os vossos sentidos, sede vigilantes. Vosso adversário, o Diabo, anda em volta como leão que ruge, procurando a quem devorar. Mas, tomai vossa posição contra ele, sólidos na fé, sabendo que as mesmas coisas, em matéria de sofrimentos, estão sendo efetuadas na associação inteira dos vossos irmãos no mundo.” (1 Ped. 5:8, 9) Os superintendentes têm de estar sempre atentos às táticas do Diabo e às artimanhas que ele usa para desviar, enlaçar ou devorar os servos de Deus. Os cristãos nunca devem deixar-se levar à complacência quanto à situação com que se confrontam, e os subpastores designados do “rebanho” devem ser especialmente vigilantes. Em muitos países, a experiência mostra que, quando dificuldades e provações sobrevêm às Testemunhas de Jeová, os superintendentes estão na dianteira da batalha. Com confiança em Deus, estes anciãos continuam a ajudar seus concrentes de diversas maneiras, resistindo ao Adversário, orando incessantemente, e usando o grande escudo da fé e outra armadura espiritual. — Efé. 6:10-18.

      21. Os superintendentes, por eles mesmos serem exemplos de fé, ajudam “o rebanho” a fazer o que, quanto à fé e a esperança?

      21 Os superintendentes devem ajudar ‘o rebanho” a andar pela fé e a alegrar-se na esperança à frente. Visto que são invisíveis, não podemos ver a Jeová Deus e seu Filho no domínio celestial. Não obstante, seus tratos conosco são reais. (Heb. 11:27) O que está acontecendo em resultado da sua liderança ocorre em cumprimento do que a Bíblia predisse. Os superintendentes devem estar ansiosos de ajudar seus irmãos e suas irmãs espirituais a reconhecer este fato e a compreender que membros da “grande multidão” estão sendo ajuntados em número considerável. A bênção de Jeová está sobre a obra que está sendo feita. (Isa. 60:22; Rev. 7:9) Sentimos a segurança espiritual que ele prometeu. (Sal. 91:1, 2) Os frutos do espírito santo de Jeová, inclusive a fé, são hoje abundantes entre o povo de Deus. (Gál. 5:22, 23; veja Romanos 1:8.) Nossos olhos de fé contemplam a vindoura execução dos julgamentos de Jeová. (Rev. 11:16-18; 16:14, 16) Depois da “grande tribulação” deve começar uma nova ordem, e a terra será levada a um estado paradísico. (Mat. 24:21; Luc. 23:43; 2 Ped. 3:11-13) Haverá uma ressurreição. (João 5:28, 29; Atos 24:15) A família humana será restabelecida a uma relação pacífica com Deus, e a vida eterna será a sorte daqueles que forem obedientes durante a prova final. (Rev 20:7-10) Mas, ao passo que aguardamos o futuro, apreciamos as dezenas de milhares de superintendentes que agora servem como exemplos de fé, como subpastores leais, que fazem muito para ajudar “o rebanho” a se alegrar na esperança à frente. — Rom. 12:12

      “Na Castidade” — Exemplos Dignos

      22. (a) Como pode o refletir sobre Filipenses 4:8 e Tiago 3:17 ajudar os superintendentes a dar exemplo na castidade? (b) Ao recomendarem irmãos para responsabilidades dentro da congregação, de que modo precisam os superintendentes esforçar-se a permanecer castos?

      22 Finalmente, exorta-se aos superintendentes a ‘se tornarem exemplo para os fiéis na castidade’. Isto significa mais do que apenas ter mentalidade limpa e conduta de boa moral. É evidente que precisam ter cuidado de que aquilo em que se fixa a sua mente seja casto. (Fil. 4:8; Tia. 3:17) Mas, a fim de permanecerem castos, os superintendentes precisam também usar de bom juízo ao considerarem irmãos para terem responsabilidades na congregação. As qualificações destes precisam ser cuidadosamente avaliadas à luz dos requisitos bíblicos. Nunca se deve mostrar favoritismo para com amigos ou parentes. Se houver dúvidas sobre a conduta moral de alguém, deve-se deixar que o tempo e os fatos eliminem tais dúvidas. Isto está em harmonia com o conselho salutar encontrado em 1 Timóteo 5:22: “Nunca ponhas as mãos apressadamente sobre nenhum homem; tampouco sejas partícipe dos pecados de outros; mantém-te casto.”

      23. O que ajudará os superintendentes a manter-se castos ao lidarem com assuntos judicativos?

      23 Os superintendentes também evitam compartilhar os pecados de outros por cuidarem devidamente de assuntos judicativos. Ao lidarem com casos de transgressão, os anciãos devem ser misericordiosos quando as circunstâncias requerem misericórdia, mas não devem tolerar o pecado ou encará-lo levianamente. (Pro. 28:13; Tia. 2:13; veja Judas 3-15, 22, 23.) Os anciãos designados precisam ter cuidado para que não sejam influenciados pela parcialidade, pelo sentimento ou pela emoção, quando ouvem declarações de transgressores ou o testemunho de outros. Os subpastores fiéis manter-se-ão castos por se deixarem governar pelos princípios bíblicos nas decisões que tomam.

      24. O que possibilitará aos superintendentes expressarem-se assim como Paulo em 1 Coríntios 11:1?

      24 Quando os fiéis superintendentes cristãos se tornam exemplos nas maneiras descritas, todos eles poderão dizer de boa consciência, assim como Paulo: “Tornai-vos meus imitadores, assim como eu sou de Cristo.” (1 Cor. 11:1) Embora cônscio de suas fraquezas pessoais, o apóstolo pôde dizer com confiança que estava seguindo a Cristo. O mesmo se dá com os superintendentes atuais, que se esforçam a cumprir com os requisitos de Deus.

      A Congregação É Animada a Falar a Palavra com Denodo

      25. A imitação do bom exemplo dado pelos superintendentes cristãos pode produzir que resultado na congregação, em vista da bênção de Deus?

      25 Que resultado podemos esperar de seguir o exemplo provido pelos subpastores fiéis do “rebanho de Deus”? Ora, todos na congregação ficarão animados a continuar a falar a palavra de Deus com denodo, ao passo que mantêm uma boa conduta! (Atos 4:29-31; 1 Ped. 2:12) O fruto do amor identificará inconfundivelmente a congregação como composta dos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, e isso atrairá outros à associação do povo de Deus. (Zac. 8:23; João 13:34, 35) Demonstrar-se-á fé ativa em boas obras tais como a pregação das “boas novas”, fazer discípulos e empenhar-se num proceder piedoso. (Mat. 24:14; 28:19, 20) Com a prevalência da castidade na vida de todos os que procuram ter a aprovação de Deus, a congregação inteira será mantida limpa. Portanto, sirvamos a Jeová com fidelidade, apreciando as bênçãos que usufruímos como povo de Deus. E continue nosso amoroso Pai celestial a abençoar nossos esforços unidos, ao passo que trabalhamos com os superintendentes cristãos que dão bom exemplo ao “rebanho”.

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