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“Mantende a paz entre vós”A Sentinela — 1978 | 15 de fevereiro
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“Mantende a paz entre vós”
“Tende sal em vós mesmos e mantende a paz entre vós.” — Mar. 9:50.
1. Por que é bom que os membros duma equipe mantenham a paz entre si?
SEMPRE é bom que os membros duma equipe tenham paz entre si. Desacordos, rivalidades e desunião podem pôr em perigo o projeto realizado em conjunto por eles. Uma “guerra fria” entre eles, sem armas mortíferas, poderá ser o resultado, em derrota para todos eles. Manterem a paz entre si resultará em todos saírem vencedores, ganhadores, felizes com o trabalho bem feito.
2. Que espécie de instrutor disse as palavras: “Mantende a paz entre vós”?
2 Companheiros de equipe, membros de sociedades, casais e famílias naturais certamente podem tirar proveito de acatarem as palavras: “Mantende a paz entre vós.” Quem disse estas palavras? Um instrutor da antiguidade, que tinha uma visão sobre a paz mundial que finalmente haveria. Ele não se restringiu a alguma escola ou sala de aula. Saiu ao público, misturou-se com gente, e ensinou pessoas em particular e em reuniões públicas. Usou por compêndio uma coleção de escritos sagrados, as Escrituras inspiradas, que haviam sido escritas na sua língua nativa, o hebraico. Seus ensinos têm sobrevivido já por mais de dezenove séculos, tendo sido traduzidos em mais de mil línguas. Os fatos identificam este famoso instrutor não como Buda ou Confúcio, mas como Jesus Cristo, “filho” do Rei Davi e do patriarca Abraão.
3. Quem eram aqueles aos quais Jesus disse que mantivessem a paz entre si, e por que é tão surpreendente?
3 Quem eram aqueles aos quais Jesus Cristo teve de dizer que mantivessem a paz entre si? Ficamos surpresos de saber que era um grupo de homens escolhidos, que o haviam acompanhado por dois anos, ou mais, na sua obra itinerante de ensino. Ele designara este grupo de doze homens para ser seus apóstolos. Esta designação indicava seu objetivo em escolhê-los, pois o termo “apóstolos” significa “enviados”. Haviam de tornar-se instrutores iguais a ele, e pretendia enviá-los mesmo além das fronteiras da terra nativa deles, para ali fazer discípulos de pessoas de todas as nações. Sua intenção era organizar uma congregação mundial de discípulos seus. Os apóstolos seriam as pedras de alicerce desta congregação.
4. Não estavam aqueles apóstolos já familiarizados com os ensinos de Jesus sobre a paz, e, então, por que deu este conselho sobre a paz?
4 Os apóstolos estavam bem familiarizados com o ensino de Jesus sobre o assunto da paz. Durante o ano precedente, haviam ouvido o famoso Sermão do Monte dele, não muito longe do Mar da Galiléia, no qual falara sobre certas felicidades. Uma delas era: “Felizes os pacíficos, porque serão chamados ‘filhos de Deus’.” (Mat. 5:9) Então, por que se sentia Jesus agora obrigado a dizer a este grupo seleto de discípulos, na cidade litorânea de Cafarnaum: “Mantende a paz entre vós”? (Mar. 9:50) Por que dizia isso agora aos seus mais íntimos companheiros? Algo deve ter dado margem a este conselho. Alguma coisa deve ter perturbado as boas relações entre eles, contrário aos melhores interesses de sua causa comum. Para sabermos da razão das palavras significativas de Jesus, precisamos voltar atrás, na narrativa sobre esta ocasião, conforme apresentada no Evangelho de Marcos, no capítulo nove. Assim poderemos reconhecer por que as palavras de Jesus aos apóstolos são também bom conselho para nós, hoje.
5. O que acontecera num monte elevado, perto de Cesaréia de Filipe, e, depois, que caso de possessão demoníaca foi tratado?
5 Jesus e seus apóstolos haviam estado no norte, na região de Cesaréia de Filipe, perto das cabeceiras do rio Jordão, que corre dali para o sul, penetrando no Mar da Galiléia. Lá em cima, num monte elevado, provavelmente o monte Hermom, da cordilheira do Antilíbano, Jesus passara por uma miraculosa transfiguração, que era um vislumbre da glória que havia de ter, no devido tempo, no reino de Deus. Apenas os apóstolos Pedro, Tiago e João presenciaram esta transfiguração de seu Amo. Descendo do monte, Jesus encontrou um caso de possessão por demônio, que os outros nove apóstolos não puderam curar durante a ausência de Jesus. Em vista do apelo do desesperado pai do menino afligido, Jesus expulsou o demônio especialmente obstinado. Assim foi grandemente recompensada e fortalecida a fé do pai em Jesus. — Mar. 9:14-29; 2 Ped. 1:16-18.
6. Chegando a Cafarnaum, como reagiram os apóstolos à pergunta que Jesus lhes fez?
6 Daquela vizinhança para o sul, atravessando a Galiléia, até a cidade de Cafarnaum, a distância era de uns quarenta quilômetros. Sossegados, mantendo-se à parte, Jesus e seus doze apóstolos seguiram a pé até a cidade que Jesus tornara sua sede, a ponto de que ela veio a ser chamada de “sua própria cidade”. (Mat. 9:1) O que aconteceu neste trajeto, até a cidade litorânea, podemos subentender da narrativa do Evangelho de Marcos, que diz: “E entraram em Cafarnaum. Então, quando ele estava dentro da casa, fez-lhes a pergunta: ‘Sobre que estáveis disputando na estrada?’ Eles ficaram calados, pois na estrada tinham disputado entre si quem era maior.” — Mar. 9:33, 34.
7. Por que envolvia sua discussão naturalmente assuntos do Reino?
7 Pelo visto, na estrada, os apóstolos haviam ficado para trás de seu Líder, Jesus. Contudo, de algum modo, ele percebeu que havia surgido uma discussão entre eles, com expressões acaloradas sobre isso. Era como que ele cuidasse de que a discussão ficasse resolvida entre seus seguidores. A maneira de ele tratar do assunto indica que sabia sobre que tinham discutido. Em vista do que Jesus havia dito anteriormente a eles, segundo Marcos 9:30-32, eles sabiam que as coisas estavam atingindo um clímax com respeito ao seu Líder. Eles acreditavam que era o Messias, o prospectivo Rei de Israel. Ouviram-no proferir muitas parábolas sobre o Reino, e, pouco antes de sua transfiguração no alto monte, ouviram-no dizer a todos os doze deles: “Deveras, eu vos digo: Há alguns dos que estão parados aqui, que não provarão absolutamente a morte, até que primeiro vejam o reino de Deus já vindo em poder.” — Mar. 9:1.
8. Neste respeito, por que se haviam os apóstolos entregue a se compararem uns com os outros?
8 Junto com a esperança que tinham dum breve estabelecimento do reino messiânico, eles tinham motivos para pensar nas suas respectivas posições oficiais, com seu Líder, neste reino. Neste respeito, a tendência natural de alguém de mentalidade política é engrandecer-se a si mesmo, em vez de a seus oponentes ou rivais na candidatura. De modo similar, os apóstolos começaram a comparar-se uns com os outros. A discussão não tratava apenas de quem era o melhor preparado para esta ou aquela posição, mas quem se habilitava para a posição mais elevada ao lado do próprio Messias.
9. Por que não respondeu nenhum dos apóstolos à pergunta de Jesus?
9 Não era o caso de quem apreciava mais o Messias, e, portanto, queria estar mais achegado a ele no Reino. Era o caso de quem queria ocupar o cargo mais elevado ao lado dele. Entre homens imperfeitos, poderia outra coisa, senão o egoísmo, entrar em tal disputa? Não era de se admirar que os ambiciosos apóstolos ‘ficassem calados’, depois de Jesus perguntar-lhes: “Sobre que estáveis disputando na estrada”? Eles acharam que sua discussão não merecia nenhum elogio. Sentiram que haviam demonstrado egoísmo, egocentrismo e autoglorificação neste assunto. De modo que nem um único deles respondeu a Jesus.
10. O que revelou Jesus pela sua maneira de tratar do problema, e que regra governante declarou ele?
10 Todavia, Jesus não precisava ter uma admissão deles. O silêncio significativo deles traía o embaraço que sentiam. Mostrava que se sentiam envergonhados. Jesus, porém, que até certo ponto podia discernir os pensamentos das pessoas, detectou qual fora o motivo de sua discussão, o ponto em questão. Revelou sua percepção disso pelo modo em que atacou o problema. “Assentou-se assim, chamou os doze e disse-lhes: ‘Se alguém quer ser o primeiro, tem de ser o último de todos e ministro de todos.’” (Mar. 9:35) Por meio desta declaração, Jesus revelou qual a regra que vigorava com referência a posições no seu reino.
11. Portanto, em que sentido haviam de diferir os associados com Jesus no seu reino dos políticos nos reinos deste mundo?
11 Seu reino havia de ser diferente dos reinos deste mundo, nos quais a ambição egoísta motiva os políticos, junto com a inclinação de ser servido em vez de servir os outros, no cargo. Este tipo de ação revela um sentimento de convencimento, de falta de humildade. O próprio Jesus não mostrava tal disposição. Os discípulos que haviam de ficar associados com ele no seu reino tinham de manifestar a mesma atitude mental dele. Foi por isso que o apóstolo posterior, Paulo, escreveu aos prospectivos herdeiros do reino celestial e disse: “Mantende em vós esta atitude mental que houve também em Cristo Jesus, o qual, embora existisse em forma de Deus, não deu consideração a uma usurpação, a saber, que devesse ser igual a Deus. Não, mas ele se esvaziou e assumiu a forma de escravo, vindo a ser na semelhança dos homens. Mais do que isso, quando se achou na feição de homem, humilhou-se e tornou-se obediente até à morte, sim, morte numa estaca de tortura.” — Fil. 2:5-8.
12. Como ilustrou Jesus a regra governante que ele mesmo havia declarado aos seus apóstolos?
12 Por parte de Jesus, não significava isso tornar-se ele “o último de todos e ministro de todos”? Que exemplo melhor de humildade poderia haver por parte de uma criatura? Contudo, por adotar tal posição humilde e um ministério que lhe custou sua vida terrestre, ele foi recompensado com a primeira posição em toda a criação. Este enaltecimento do Filho de Deus colocou-o em segundo lugar logo após o Criador. Isto se harmonizava com ele nunca ter dado consideração a uma usurpação, de ser igual ao seu Pai celestial, o Deus Altíssimo. Em primeiro lugar, Jesus era suficientemente sensato para saber que tal coisa era inatingível. — Sal. 148:13.
13. Segundo a regra governante de Jesus, quem se torna o membro mais valioso numa organização, e como?
13 De modo que Jesus não se excetuou à regra que declarou aos seus apóstolos. Apresentou a si mesmo como exemplo perfeito a ser imitado por todos os que se hão de juntar a ele no reino celestial. De fato, todos os que se tornarão súditos terrestres de seu reino terão de imitá-lo na sua humildade e prestimosidade. Então, quem ocupa o primeiro lugar numa organização, quanto ao verdadeiro valor e importância? Não é aquele que é bastante humilde para aceitar todas as formas de serviço e que procura ser prestimoso para com todos os outros? Se alguém procurasse ser o primeiro de modo egoísta, não se rebaixaria a prestar toda e qualquer forma de serviço a todos os outros na organização. Estando disposto a prestar até mesmo o serviço mais inferior a outra pessoa, ele se teria de encarar como o “último de todos” na organização. Mas isso não rebaixa o seu valor intrínseco. Por ele prestar serviço a todos, sem exceção, torna-se o membro mais valioso.
14. Em que sentido é tal prestimoso, na realidade, o “primeiro” de todos?
14 De modo que a falta deste servidor humilde e prestimoso seria mais sentida, se se visse obrigado a ausentar-se. A falta de seu serviço seria sentida. Medido segundo a sua prestimosidade, seria realmente o “primeiro” de todos, mesmo que não esteja classificado como ocupando tal posição. Se nós nos classificamos assim aos olhos de Deus, então isso é muito mais importante do que ser classificados entre homens de destaque na vida.
RECEBER OUTROS À BASE DO NOME DE CRISTO
15. Usando uma criancinha como ilustração, o que disse Jesus sobre receber outros?
15 Termos consideração para com os outros, não importa quão inferiores eles possam ser externamente, desempenha um papel importante no assunto de nos darmos bem com outros. Para incutir este ponto, Jesus prosseguiu para ilustrá-lo. O relato de Marcos 9:36, 37, nos diz exatamente como ele fez isso, declarando: “E tomou uma criancinha, postou-a no meio deles, e, pondo os seus braços em volta dela, disse-lhes: ‘Todo aquele que receber uma dessas criancinhas à base do meu nome, a mim me recebe; e todo aquele que me receber, recebe não só a mim, mas também aquele que me enviou.’”
16. Como demonstrou Jesus amor às crianças até mesmo no seu lar em Nazaré?
16 Há casos registrados que mostram que Jesus amava as criancinhas. Como filho mais velho na sua própria família terrestre, sem dúvida, teve muito que fazer para cuidar de seus meios-irmãos mais moços (Tiago, José, Simão e Judas) e de suas duas ou mais meias-irmãs, lá em Nazaré da Galiléia. (Mat. 13:53-56) Não os desprezou por causa de suas imperfeições e falhas. Não lhes deu motivo de tropeçarem por causa dele, por alguma falha em participar no sustento da família, mas trabalhou diligentemente como carpinteiro perito. (Mar. 6:3) Aprendeu a apreciar as qualidades inocentes das crianças e também as qualidades semelhantes às das crianças nos adultos. Usou bem as crianças nas suas ilustrações.
17. Que perguntas surgem a respeito de pessoas semelhantes a crianças na questão de se ser acessível?
17 Quando estamos bem ocupados com algum trabalho, talvez não queiramos ser incomodados por crianças. Os convencidos ou os que sentem o peso e a dignidade de sua posição de responsabilidade talvez achem que estão acima de prestar atenção a crianças simplórias ou a adultos acriançados. Mas, que dizer se tais pessoas, semelhantes a crianças, forem cristãos ou pessoas inteligentes que querem tornar-se cristãos? Devemos nós, os que já somos discípulos de Cristo, tornar-nos acessíveis a eles e estar atentos às necessidades deles?
18. Por que receberia tal acolhedor também a Jesus?
18 Se recusarmos ajudar aos semelhantes a crianças, perderemos um grande privilégio e bênção. Se cristãos maduros, tais como os apóstolos de Jesus, se negassem a acolher um cristão recém-batizado, que é figurativamente como a criancinha que Jesus abraçou e usou como ilustração, não acolheriam o próprio Jesus. Por que se daria isso? Porque Jesus disse que aquele que “receber uma dessas criancinhas” recebe também a Jesus, porque faz isso ‘à base do nome’ de Jesus. Isto significa que Jesus encara isso como se ele mesmo fosse recebido como o Messias ou Cristo. O inverso também é verdade!
19. Receber assim alguém semelhante a uma criança afeta a relação do acolhedor com quem, e por quê?
19 Quando realizamos uma tarefa humilhante ‘à base do nome’ de Cristo ou em consideração com o seu nome, isto a torna mais fácil e mais agradável a nós. O ato tem um incentivo nobre. Além disso, influi na nossa relação não só com Jesus Cristo, mas também com o seu Pai celestial. Isto é indicado pelas palavras adicionais de Jesus: “E todo aquele que me receber [isto é, por receber “uma dessas criancinhas”], recebe não só a mim, mas também aquele que me enviou.” (Mar. 9:37) Quem enviou Jesus para a terra, a fim de que se tornasse o Messias, foi seu próprio Pai celestial, Jeová Deus. Jesus Cristo e seu Pai celestial não devem ser separados. Eles estão juntos, inseparavelmente, visto que são um em propósito e atividade. De modo que aquilo que alguém faz ao Filho, Jeová Deus aceita como também feito a Ele mesmo. Mostra que aceita o acolhimento como dado a Ele mesmo por abençoar o acolhedor.
20. Como se aplica este princípio no caso de nossos tratos com concristãos, e que qualidade é essencial para termos parte no Reino?
20 Este princípio é importante para ser lembrado por nós nos nossos tratos com concristãos, especialmente no caso daqueles que são como que meros “bebês”, no que se refere ao entendimento bíblico ou à associação com a congregação cristã. O apóstolo Pedro disse àqueles a quem escreveu a sua primeira carta inspirada: “Como crianças recém-nascidas, ansiai o leite não adulterado pertencente à palavra, para que, por intermédio dela, cresçais para a salvação, desde que provastes que o Senhor é benigno.” (1 Ped. 2:2, 3) Podemos participar a “palavra” àqueles que são como “crianças recém-nascidas”, a fim de que cresçam para a salvação e se apeguem a ela como cristãos maduros. Por conseguinte, aqueles que se mostram acessíveis, dispostos a receber “uma dessas criancinhas à base do . . . nome” de Cristo, mostram que eles mesmos são como crianças. Esta condição deles é essencial para terem participação no Reino. — Mat. 18:2-4; Luc. 18:16.
21. Como é a congregação beneficiada pela humildade mental e de atitude, e pela ausência de rivalidade e competição?
21 Assim como na família humana, natural, quando os membros duma congregação têm humildade mental e atitude semelhante à de criancinhas, a relação de um para com o outro assume uma qualidade pacífica. A ausência de rivalidades egoístas e de competições ruinosas produz um ambiente tranqüilizante, que acalma os nervos. Se estivermos dispostos e prontos para servir até mesmo nas tarefas mais humildes, só para podermos ministrar as necessidades e o conforto aos outros, isto produz a edificação e o fortalecimento da congregação inteira e a induz a obras positivas de bondade.
22. Qual é um poderoso fator para mantermos a paz entre nós?
22 Deste modo, nem mesmo o mais jovem, o mais atrasado ou o mais moroso na verdade bíblica e em experiência cristã passa despercebido. Ele é cordialmente acolhido no seio da congregação ‘à base do nome’ de Cristo. Nesta espécie de ambiente cristão prevalece o espírito do Senhor Deus, Jeová. É um fator poderoso em ajudar os membros da congregação a ‘manterem a paz entre si’. Isso resulta em união fraternal.
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“Tende sal em vós mesmos”A Sentinela — 1978 | 15 de fevereiro
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“Tende sal em vós mesmos”
1. Com que deve ser temperada a nossa “pronunciação”, e por quê?
OS SAIS orgânicos e vegetais são bem vitais para nossa saúde física. Há outro sal que é bem essencial para a saúde do corpo organizacional dos adoradores de Deus. Em harmonia com isso há o conselho de um dos principais guardiães da saúde espiritual da congregação cristã no primeiro século, a saber, o apóstolo Paulo. Escrevendo a uma congregação que ainda não conhecia pessoalmente, ele disse: “Vossa pronunciação seja sempre com graça, temperada com sal, para que saibais como responder a cada um.” — Col. 4:6.
2. Portanto, que pergunta surge sobre os apóstolos que tentaram impedir “certo homem” de expulsar demônios pelo uso do nome de Jesus?
2 Isto nos faz perguntar quanto desse “sal” temperava as pronunciações de homens na ocasião trazida à atenção de seu Instrutor, Jesus Cristo, pelo apóstolo João. Lemos sobre isso: “João disse-lhe: ‘Instrutor, vimos certo homem expulsar demônios pelo uso de teu nome, e tentamos impedi-lo, porque não nos acompanhava.’” — Mar. 9:38.
3, 4. (a) O que esperava João provavelmente, e por quê? (b) Que elemento egoísta aparece na explicação de João e o que indica isso a respeito do conceito que tinha sobre o assunto?
3 Parecia que João esperava algum elogio, uma batidinha de aprovação nas costas, do instrutor que lhes havia ensinado o caminho cristão. João talvez pensasse em como Jesus havia curado aquele caso especialmente obstinado de possessão demoníaca, lá no norte, perto de Cesaréia de Filipe. Talvez achasse estar protegendo o direito de Jesus, de autorizar outros a expulsar espíritos impuros, demônios, de vítimas indefesas. Do ponto de vista de João, alguém que não fora assim autorizado por Jesus não tinha o direito de usar o poderoso nome dele em exorcismar espíritos demoníacos, iníquos. Mas, há um elemento egoísta no motivo apresentado por João para tentar impedir certo homem anônimo de expulsar demônios. João disse que tomaram medidas preventivas “porque não nos acompanhava”.
4 A menção de ‘nós’ revela que João não pensava apenas em Jesus, mas também em todos os doze apóstolos. Numa ocasião anterior, Jesus enviara estes doze apóstolos a pregar as boas novas do Reino e a fazer curas, inclusive a libertação de vítimas de possessão demoníaca. (Mat. 10:1-8; Mar. 6:7-13) De modo que João encarava os apóstolos como equipe exclusiva, titular, dos que curavam.
5. Que comentário fez Jesus sobre esse “certo homem”, para a orientação de seus indignados e zelosos apóstolos?
5 Por conseguinte, segundo o raciocínio de João e dos outros apóstolos, que direito tinha esse “certo homem” de usar o nome de seu Instrutor na expulsão de demônios? Ao proceder assim, o homem infringia claramente os direitos de Jesus e de seus apóstolos. No entanto, encarou Jesus o assunto desta maneira? O registro bíblico mostra que ele não tinha palavras de aprovação para os seus indignados e zelosos apóstolos. “Mas”, prossegue Marcos 9:39-41, “Jesus disse: ‘Não tenteis impedi-lo, porque ninguém há que faça uma obra poderosa à base do meu nome que logo possa injuriar-me; pois quem não é contra nós, é por nós. Porque quem vos der um copo de água a beber em razão de pertencerdes a Cristo, deveras, eu vos digo que de nenhum modo perderá a sua recompensa.’”
6. Ao usar o nome de Jesus para expulsar demônios, o que fazia esse “certo homem” com respeito a esse nome?
6 Por que se devia impedir esse “certo homem” de sua obra de expulsar demônios pelo uso do nome de Jesus? Havia ele tentado injuriar o nome de Jesus por fazer isso? Havia assim rebaixado o nome do Messias, fazendo-o parecer vil e dando-lhe má conotação? Ele não usava o nome de Jesus da maneira em que os sete filhos do principal sacerdote judaico, Ceva, fizeram mais tarde como fórmula de exorcismo, como nome mágico. (Atos 19:13-16) O demônio não disse a esse “certo homem”: ‘Conheço Jesus, mas quem é você?’ negando-se então a abandonar a pessoa possessa por demônio. Mas, esse “certo homem” realmente tinha fé no nome de Jesus e conseguiu expulsar demônios. Por meio disso, realmente estava enaltecendo o nome de Jesus, tornando manifesto o poder dele.
7. Por que era esse “certo homem” a favor deles, embora não acompanhasse Jesus e seus apóstolos?
7 Portanto, esse “certo homem” que não acompanhava Jesus e seus apóstolos não era contra eles, nem detraía a atenção da obra de testemunho deles. Logicamente, não sendo contra eles, deve ter sido a favor deles, embora não os acompanhasse. Dificilmente se esperaria que num instante fizesse milagres que enalteciam o nome de Jesus e lhe davam fama, mas no momento seguinte falasse mal de Jesus. Seria incoerente e desarrazoado esperarmos que, por um poderoso milagre, o homem trouxesse honra e respeito ao nome, e depois falasse mal do nome, em particular, e agisse contra o portador dele e seus apóstolos. De modo que os apóstolos não deviam mais obstar ao homem.
8. À base de que princípio não deixaria de ser recompensado esse “certo homem”?
8 O homem anônimo não perderia sua recompensa pelo que fazia. Evidentemente, era candidato ao discipulado de Jesus Cristo. Fazia algo que se comparava favoravelmente com o que Jesus disse que mereceria uma recompensa, a saber, dar um copo de água a alguém sedento, à base de este ser discípulo pertencente a Cristo. Tal ato pareceria a última coisa que alguém faria para aliviar outro, mas era indicativo de algo que significava muito para Jesus Cristo. Significava que o dador do copo de água estava a favor de Jesus, como o Messias, e dava apoio à causa de Cristo, ao máximo de sua capacidade. A regra especificada mais tarde por Jesus aplica-se neste caso: “Ao ponto que o fizestes a um dos mínimos destes meus irmãos, a mim o fizestes.” (Mat. 25:40) Jesus Cristo, como Rei, não deixaria isso sem recompensa.
FAZER ALGUÉM DE PROPÓSITO TROPEÇAR FATALMENTE
9. O que nos preocupa quanto ao efeito causado no “certo homem” pela interferência dos apóstolos de Jesus? Por quê?
9 Quando os apóstolos tentaram impedir esse “certo homem” de continuar a expulsar demônios pelo uso do nome de Jesus, expressaram-se a ele de modo gracioso, temperado com sal ou de bom gosto? Temos motivos para duvidar disso. O que nos interessa é: Será que as palavras e as ações dos apóstolos fizeram o homem tropeçar, quando estava fazendo uma obra excelente que não era desaprovada pelo Instrutor deles? Isto era algo muito sério, porque Jesus prosseguiu: “Mas, quem fizer tropeçar a um destes pequenos que crêem, melhor lhe seria que se lhe passasse em volta do pescoço uma mó daquelas que o burro faz girar e que fosse realmente lançado no mar.” — Mar. 9:42.
10. Causar deliberadamente o tropeço de tais “pequenos” seria equivalente a que, e por quê?
10 Aquele a quem se faz tropeçar para cair talvez seja um ‘pequeno’, mas isso não diminui em nada a seriedade do caso para aquele que faz o outro tropeçar. Por que não? Porque envolve “um destes pequenos que crêem”. Isto indica que é um crente em Jesus, como o Filho messiânico de Deus. A crença de tais “pequenos” coloca-os no caminho para a vida eterna. Portanto, se alguém deliberada, proposital e desatenciosamente faz com que tal ‘pequeno’ no caminho para a vida eterna assim se ofenda e tropece, saindo do caminho da vida para a destruição, é equivalente a cometer homicídio. Mostra falta de amor para com aquele que se faz tropeçar.
11. Em que sentido difere fazer-se alguém tropeçar, sem querer, de fazer-se isso deliberadamente?
11 Está escrito em 1 João 3:15: “Todo aquele que odeia seu irmão é homicida, e vós sabeis que nenhum homicida tem permanecente nele a vida eterna.” Talvez ofendamos alguém sem querer, sem nos apercebermos disso — o que já é bastante sério — e esperamos que não resulte numa queda irreparável, no afastamento da crença cristã. Quando tal ofensa se torna conhecida, deve receber a devida atenção e deve-se fazer a devida retificação. Mas quando alguém mostra indiferença e nenhuma preocupação para com o bem-estar espiritual dum concrente, argumentando que cada um tem direitos de consciência e está livre para aproveitar plenamente seus direitos, ele demonstra desconsideração egoísta e desamorosa para com a vida eterna do outro, e também para com a relação deste com Deus. Subestima o valor deste crente, pelo qual Cristo morreu. — Rom. 14:15.
12. Como expressou Jesus indignação para com alguém que deliberadamente faz outros tropeçar, para caírem?
12 O que acontece quando um professo cristão não se importa de fazer tropeçar “a um destes pequenos que crêem” e assim revela o pouco valor que dá à vida eterna dele? Neste caso, Jesus Cristo não dá muito valor à vida daquele que deliberadamente faz outro cair. Jesus expressou sua indignação para com tal, que faz outro deliberadamente tropeçar. Como? Ele disse que seria melhor e mais seguro para os outros, se tal ofensor, criminosamente negligente, fosse mergulhado no mar aberto, impedindo seu ressurgimento com uma grande pedra de mó.
13. Contra que devemos especialmente precaver-nos quanto a fazer outros tropeçar?
13 De modo que é para nosso proveito não fazermos outros tropeçar para caírem, nem mesmo o mais insignificante deles. Faremos igualmente bem em não deixar que aqueles de quem esperamos mais, por causa de suas afirmações cristãs, nos façam tropeçar. Mas, damos bastante valor à nossa própria perspectiva de vida eterna, para não fazermos a nós mesmos tropeçar? O quê? Fazer a nós mesmos tropeçar? Sim. Como?
14. Segundo as palavras adicionais de advertência, de Jesus, como podemos fazer a nós mesmos tropeçar e cair?
14 Depois de falar sobre fazer “tropeçar a um destes pequenos que crêem”, Jesus acrescentou a advertência: “Se a tua mão te fizer alguma vez tropeçar, corta-a; melhor te é entrares na vida aleijado, do que ires com as duas mãos para a Geena, para o fogo inextinguível. E, se o teu pé te fizer tropeçar, corta-o; melhor te é entrares na vida coxo, do que seres com os dois pés lançado na Geena. E, se o teu olho te fizer tropeçar, lança-o fora; melhor te é entrares com um olho no reino de Deus, do que seres com os dois olhos lançado na Geena, onde o seu gusano não morre e o fogo não se extingue. Porque cada um tem de ser salgado com fogo.” — Mar. 9:43, 45, 47-49.
15. O que era a Geena de que Jesus falou, e ele a usou como símbolo de quê?
15 Nos casos que se acabam de mencionar, Jesus indica a destruição por fogo. Nos dias de Jesus, a Geena, ou o Vale de Hinom, mencionado por ele, ficava ao sul e ao sudoeste de Jerusalém. As palavras dele confirmam o fato de que esta Geena era usada como incinerador para o lixo da cidade e que se lançavam ali os cadáveres de criminosos, considerados indignos dum enterro honroso com a esperança duma ressurreição. Se os cadáveres não caíssem no fogo, mas numa encosta ou saliência aquecida pelo fogo da Geena, seriam decompostos e consumidos pelos gusanos que geravam. O fogo era mantido continuamente aceso, dia e noite, para consumir totalmente tudo o que fosse lançado no depósito de lixo da cidade. De modo que a Geena passou a ser símbolo da destruição eterna, como quando Jesus disse aos escribas e fariseus judeus: “Serpentes, descendência de víboras, como haveis de fugir do julgamento da Geena?” — Mat. 23:33.
16. De que maneira não entram os lançados na Geena nem na vida, nem no reino de Deus?
16 Os sentenciados à Geena não entram no reino de Deus, nem no governo celestial com Cristo, nem no domínio terrestre dele, durante o reinado milenar de Cristo. Aqueles que Deus sentencia à Geena não entram em nenhuma vida, mesmo tendo todos os membros de seu corpo. Portanto, a Geena representa o estado da não-existência, do aniquilamento e da destruição, pela sentença adversa de Deus. Assim como os escribas e fariseus hipócritas, dos dias de Jesus, tropeçaram e caíram na Geena, assim um cristão dedicado e batizado, da atualidade, pode fazer a si mesmo tropeçar e vir a ser sentenciado por Deus à Geena, à destruição eterna. Lembremo-nos de Judas Iscariotes.
17. Como tropeçou Judas Iscariotes sozinho e caiu na ladroagem?
17 Este Judas de Queriote tornou-se o tesoureiro para Jesus e seus doze apóstolos. Com o tempo, ele ficou cobiçoso do que se punha na caixa de dinheiro. De modo que metia a mão nela e tirava o que seus olhos cobiçosos viam e o embolsava. Deixou que seu olho e sua mão o fizessem tropeçar e cair na ladroagem, furtando até mesmo do Messias de Jeová. Cinco dias antes da morte de Jesus, num banquete realizado em honra de Jesus, em Betânia, (perto de Jerusalém), Judas fez um comentário hipócrita a favor da caridade pública. Lemos sobre isso: “Ele disse isso, porém, não porque estivesse preocupado com os pobres, mas porque era ladrão e tinha a caixa de dinheiro e costumava retirar dinheiro posto nela.” — João 12:6.
18. Judas deixou finalmente que os membros de seu corpo o fizessem tropeçar em que, e como?
18 Finalmente, na ânsia de maior lucro financeiro, Judas deixou que seus pés o levassem a uma reunião com os principais sacerdotes e os capitães do templo, combinando com eles trair seu Amo Jesus por trinta moedas de prata. (Luc. 22:1-6) Daí, a fim de receber o pagamento de traidor nas suas mãos ávidas, os pés de Judas levaram o bando de homens armados para prender Jesus, no Jardim de Getsêmani, na noite da Páscoa. (Luc. 22:47, 48; Mar. 14:10, 11, 43-46; Mat. 26:14-16, 47-50; 27:3-5) Depois de seu ato traiçoeiro, Judas teve a satisfação, de curta duração, de pousar seus olhos cobiçosos naquelas trinta moedas de prata nas suas próprias mãos. Não havia então nenhuma maneira pela qual Judas pudesse desfazer a questão, criada em conjunto pelos seus olhos, suas mãos e seus pés. Ele deixara que estes membros do corpo o fizessem tropeçar no pecado imperdoável. (Mat. 27:4) Sem esperança, suicidou-se. Embora seu corpo eviscerado não fosse lançado na Geena literal de Jerusalém, sua “alma” foi destruída naquilo que a Geena simbolizava. (Atos 1:16-19; Mat. 10:28) Com boa razão, Jesus falara dele como sendo “o filho da destruição”. — João 17:12.
19. O que queria dizer Jesus com “cada um tem de ser salgado com fogo”?
19 Jesus concluiu sua palestra sobre o discípulo deixar-se fazer tropeçar pela sua mão, pelo seu pé e pelo seu olho, caindo na Geena, por dizer: “Porque cada um tem de ser salgado com fogo.” (Mar. 9:49) Quer dizer, todo aquele que é culpado de deixar que os membros de seu corpo o façam tropeçar numa queda irrevogável tem de ser “salgado com fogo”. O fogo com que ele tem de ser salgado assim é o “fogo” sobre o qual Jesus falou, o fogo da Geena. O que significa para alguém ser salgado assim? Não o mesmo que ser salgado com sal. Significa a destruição dele. Quando as antigas cidades de Sodoma e Gomorra foram salpicadas ou ‘salgadas’ com fogo desde o céu, na vizinhança do Mar Morto (ou Salgado), elas foram destruídas. (Luc. 17:28, 29) Jeová Deus apega-se a esta regra de lidar com aqueles que só podem culpar a si mesmos por tropeçarem e caírem, assim como Ele faz num inviolável “pacto de sal”. — Lev. 2:13; Num. 18:19; 2 Crô. 13:5.
20. A fim de nos protegermos contra ser ‘salgados com fogo’, como eliminamos mão, pé e olho ofensores?
20 Como proteção contra sermos ‘salgados com fogo’, como cortaremos nossa mão ou nosso pé ofensor, ou lançaremos fora nosso olho ofensor? Fazermos isso literalmente não corrigiria ou eliminaria os impulsos errados, que se expressam através da mão, do pé ou do olho natural. O processo de eliminação precisa ser levado a cabo de modo figurativo. O apóstolo Paulo indicou como se pode seguir o conselho de Jesus, dizendo: “Amortecei, portanto, [o quê?] os membros do vosso corpo que estão na terra, com respeito a fornicação, impureza, apetite sexual, desejo nocivo e cobiça, que é idolatria. Por causa destas coisas é que vem o furor de Deus.” — Col. 3:5, 6.
21. Como realizamos o processo do ‘amortecimento’?
21 Para fazermos tal ‘amortecimento’ precisamos realmente exercer autodomínio sobre os membros literais do corpo, que estão na terra. Por exemplo, temos de refrear os olhos de ler literatura pornográfica, ou de ver filmes ou programas de televisão sujos, ou nossas mãos de se empenharem em ladroagem ou em práticas imorais, nem devemos satisfazer o impulso de nossos pés de participar em danças sugestivas ou de acompanhar um ‘amigo do mundo’ a locais de tentação. Temos de espiritualmente matar nosso amor às “coisas no mundo”, quer dizer, “o desejo da carne, e o desejo dos olhos, e a ostentação dos meios de vida da pessoa”. — 1 João 2:15-17; Pro. 6:16-19.
O “SAL” QUE DEVEMOS TER EM NÓS MESMOS
22, 23. (a) Por fim, a que espécie de salgar se referia Jesus? (b) Que espécie de sal mandou Jesus que seus apóstolos tivessem em si mesmos, e por que eles?
22 Jesus não terminou sua palestra sobre o sal de maneira desfavorável. (Mar. 9:33-49) Prosseguiu dizendo: “O sal é excelente; mas, se o sal perder a sua força [ou fica sem salinidade], com que é que o temperareis? Tende sal em vós mesmos e mantende a paz entre vós.” — Mar. 9:50, e variante marginal da edição em inglês.
23 Como tempero, o sal literal em geral é excelente. “Comer-se-ão coisas insípidas sem sal”, pergunta Jó (6:6), “ou há sabor na seiva viscosa da altéia?” O sal, certamente, pode tornar os comestíveis mais saborosos. Mas, se o tipo de sal usado nos dias de Jesus perdesse a sua salinidade, não podia ser refinado dos componentes estranhos e tornava-se impróprio para cozinhar e ingerir. Não podia ser novamente tornado salino para o consumo humano. Apropriadamente, Jesus usou o sal como ilustração. Ele disse aos seus doze apóstolos: “Tende sal em vós mesmos.” Mas, por que disse Jesus isso a eles? Disse-o porque, na discussão que tiveram entre si, no retorno a Cafarnaum, eles haviam revelado falta deste excelente sal figurativo dentro deles.
24. O que é este figurativo “sal”?
24 O sal desta espécie retrata aquela qualidade da personalidade que faz com que se atue com bom gosto no tratamento dispensado aos outros. Torna aquilo que se diz mais agradável aos outros e mais fácil de assimilar, mais aceitável ao modo de pensar dos outros. Faz com que a pessoa seja companhia mais agradável e desejável. — Pro. 16:21, 23.
25. Que resultado benéfico tem até mesmo o consumo de sal literal na companhia de outro?
25 Consumir sal na companhia de outro, como no caso dum anfitrião e seu convidado, produz uma sensação de bem-estar, de relação excelente entre os comensais. O sal era até mesmo usado como pagamento pelos serviços prestados por um empregado. (Esd. 4:14) Termos o figurativo sal como traço de nossa personalidade é algo bom e valioso, conforme enfatizou o apóstolo Paulo, quando escreveu: “Prossegui andando em sabedoria para com os de fora, comprando para vós todo o tempo oportuno. Vossa pronunciação seja sempre com graça, temperada com sal, para que saibais como responder a cada um.” (Col. 4:5, 6) Veja também Provérbios 15:1
26. Termos em nós mesmos “sal” figurativo ajuda-nos a acatar que admoestação final de Jesus aos seus apóstolos, e com que conseqüências para nós mesmos, como seus discípulos?
26 Termos sal em nós mesmos e temperarmos nossas pronunciações com ele ajuda-nos a fazer o que Jesus disse, quando terminou sua palestra com os seus doze apóstolos: “Mantende a paz entre vós.” (Mar. 9:50) Usarmos de tato e consideração, e sermos benéficos e pacíficos na pronunciação e na conduta certamente promoverá relações pacíficas entre nós, como discípulos de Cristo. Tornará evidente que o espírito de Deus está no nosso íntimo, pois “os frutos do espírito são amor, alegria, paz”. (Gál. 5:22) Também, “a sabedoria de cima é primeiramente casta, depois pacífica”. (Tia. 3:17) De modo que revelamos um alto grau de sabedoria se obedecemos à admoestação de Jesus a respeito da paz. Distingue o verdadeiro discipulado cristão no meio dum mundo competitivo, desunido e desintegrante. Mantém-nos unido como povo organizado de Deus, sob Cristo.
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