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  • ‘Empenhe-se pelas coisas que produzem paz’
    A Sentinela — 1973 | 1.° de dezembro
    • Além disso, a consolidação não basta. A paz precisa ser estabelecida pela transformação do homem desde o íntimo, e não por se armarem estruturas externas.”

      3. (a) O que diz o profeta Isaías sobre a origem da paz? (b) Por que não podem as nações afirmar ter tal paz, mas quem pode, e por quê?

      3 No entanto, a paz por meio de tal poder transformador não vem pelas manipulações políticas dos homens, mas pela justiça de Jeová Deus. Observe o que o profeta de Jeová, Isaías, escreveu sobre esta paz, sete séculos antes de nossa Era Comum. Primeiro, ele disse que a verdadeira paz nunca pode vir à terra “até que o espírito [de Jeová] seja despejado sobre nós do alto”. Isaías prossegue então: “O trabalho da verdadeira justiça terá de tornar-se a paz; e o serviço da verdadeira justiça: sossego e segurança por tempo indefinido.” (Isa. 32:15-17) Quais as nações do mundo que podem afirmar que em todas as suas deliberações modernas a favor da paz a primeira preocupação deles é a justiça de Deus? Nunca tomaram um alvo tão elevado. Portanto, nunca colheram a paz de que falou o profeta de Deus. Mas o povo de Deus, as suas testemunhas, mostrou genuína preocupação com a justiça de Deus. Pois, Jeová é o Deus de paz; a paz é fruto de seu espírito. (2 Cor. 13:11; Gál. 5:22) Corretamente, suas testemunhas colheram a paz de Deus que excede todos os pensamentos, a qual guardou seu coração e sua faculdade mental por meio de Cristo Jesus. (Fil. 4:7) É a esta paz a que todos os que amam a justiça e querem viver eternamente precisam agora dar a devida consideração.

      PROVEITO TIRADO DA PAZ QUE JEOVÁ DA A SUA ORGANIZAÇÃO

      4. Que situação prevalece na organização de Jeová e como foi isto predito?

      4 Jeová tem dado paz abundante à sua organização, por causa do interesse dela na justiça. Esta paz se manifesta pelo estado de sossego, tranqüilidade e relações harmoniosas que existem entre as testemunhas de Jeová. Não criam dificuldades nem altercam sobre como Jeová maneja sua organização. Este ambiente de paz foi predito em Isaías 60:17: “Eu vou designar a paz como teus superintendentes e justiça como teus feitores.” Sem a justiça de Deus, não pode haver paz verdadeira ou duradoura.

      5. Como mantém a organização de Jeová a sua união pacífica?

      5 Quando Jeová fornece discernimento esclarecedor sobre um ponto doutrinal ou sobre um novo proceder a ser adotado, então, as instruções são enviadas de modo ordeiro aos diversos ramos da organização. Toda a organização passa a adotar então suavemente o proceder ajustado que está mais em harmonia com a vontade revelada de Jeová. O ajuste é feito pacificamente, sem que os diversos elementos estruturais alterquem entre si. Assim, a organização avança e realiza a obra de Jeová.

      6, 7.(a) O que se pode reconhecer sobre a paz na organização de Jeová? (b) Que obrigação tem cada membro para manter a paz, conforme admoestam Pedro e João?

      6 Baseado na Bíblia e na experiência pessoal, reconhece-se que a paz na organização das testemunhas de Jeová não é teoria, mas sim realidade, cumprimento da vontade divina e fruto do espírito santo de Deus. Ela procede de Deus, em vez de ser gerada pelos esforços dos homens, sem ajuda. Sendo assim, alguém talvez pergunte: Como é que cada um na organização contribui individualmente para a paz dela?

      7 A paz pessoal não vem automaticamente, só porque alguém ingressou na organização pacífica de Jeová. Cada um precisa fazer a sua parte. Conforme declarou o apóstolo Pedro: “Aquele que amar a vida e quiser ver bons dias, refreie a sua língua do que é mau e os seus lábios de falar engano, mas desvie-se ele do que é mau e faça o que é bom; busque a paz e empenhe-se por ela.” (1 Ped. 3:10, 11) As palavras inspiradas de Pedro tornam claro que, se havemos de usufruir a paz da organização de Jeová, então a paz precisa ser uma realidade funcional no nível pessoal. Não deve ser apenas uma qualidade ampla da organização. Também o apóstolo João salienta este ponto, dizendo: “Filhinhos, amemos, não em palavra nem com a língua, mas em ação e em verdade.” (1 João 3:18) Palavras não bastam; precisa haver ação e verdade.

      8. Que perguntas se podem fazer para revelar se mantemos a paz em nossa vida diária?

      8 Será que nos empenhamos pelas coisas que produzem a paz, nas nossas relações com outros da congregação? Podemos saber isso por nos perguntar se a nossa conduta ou o uso de nossa língua causa relações tensas com alguém, alguma altercação, ou se guardamos ressentimento. Qual é a situação na nossa família? Há quaisquer tensões desnaturais ali, quaisquer brigas ou críticas? Há rispidez! É provável que todos nós tenhamos às vezes fraquezas neste sentido. Mas devemos estar decididos a favor da paz, e, sem dúvida, todos podemos melhorar neste respeito.

      9. Que fatos sobre a paz são trazidos à nossa atenção pelo apóstolo Paulo e pelo discípulo Tiago?

      9 Visto que a organização de Jeová está em paz, precisa haver um empenho incansável em prol da paz, por parte de todos nela. O apóstolo Paulo declarou isso como ordem direta: “Assim, pois, empenhemo-nos pelas coisas que produzem paz e pelas coisas que são para a edificação mútua.” (Rom. 14:19) Não se pode pressupor que haja paz. Ela é evidência da sabedoria divina exercida por pessoas devotadas a Deus. O discípulo Tiago esclareceu isso, dizendo: “A sabedoria de cima é primeiramente casta, depois pacífica . . . Além disso, o fruto da justiça tem a sua semente semeada sob condições pacíficas para os que fazem paz.” (Tia. 3:17, 18) Aqui também se focaliza o nível pessoal.

      OPORTUNIDADES DE SE PRODUZIR A PAZ MÚTUA

      10, 11. (a) Quando é posta à prova sua capacidade de permanecer pacífico? (b) Como oferecem os assuntos comuns da vida oportunidades para se empenhar em produzir paz?

      10 A paz real é muito mais do que apenas agrado, quando as coisas vão bem para nós ou se ajustam às nossas emoções ou preferências. Nestas condições, nossa paz não é posta à prova. Mas o que fazemos quando estamos sob alguma pressão? Ainda nos empenhamos pela paz! Preservamos a nossa calma pacífica quando sob tensão!

      11 As relações comuns entre pessoas fora e dentro da congregação fornecem muitas oportunidades para se estar mutuamente em paz. O contato contínuo com outros, em vista da nossa imperfeição, às vezes produz pressões para romper a paz. Tais desafios nos provam quanto a se realmente buscamos a paz. Por exemplo, muitas coisas induzem hoje as pessoas a altercar, e usualmente são coisas mesquinhas, que não importam em nada. Quando se vê envolvido numa possível altercação, o que faz para evitá-la? Se controlarmos nossas emoções e mantivermos a paz com bom êxito em tais pequenas pressões diárias, realmente lançaremos o alicerce para manter a paz sob pressões maiores. Jesus Cristo disse: “Quem é fiel no mínimo, é também fiel no muito.” (Luc. 16:10) Não podemos lidar com uma grande ameaça à paz, se tomarmos por hábito brigar por coisas pequenas.

      12. Quais são algumas das situações que podem estragar a paz?

      12 Quais são algumas das situações que podem estragar a paz na nossa família e na congregação? Ao se construir o seu Salão do Reino, talvez tenham surgido diferenças sobre pormenores de construção, que produziram palavras desamorosas. Os filhos às vezes ficam irritados, quando os pais expõem com risadas a outros as suas tendências juvenis, sem querer fazendo-os sentir-se tolos. As esposas, às vezes, fazem pequenas piadas públicas sobre as pequenas fraquezas particulares de seus maridos, involuntariamente fazendo-os sentir-se envergonhados. O que cria mesmo tensão é quando os maridos deixam de controlar seus filhos ou não vêm em ajuda de sua esposa num momento de tensão.

      13. Faremos bem em nos fazer que perguntas?

      13 Vê-se envolvido em qualquer destas situações ou em outras similares? O que faz em prol da paz? Quando a paz sofre, pensa sempre que é culpa do outro? Espera que o outro dê o primeiro passo para restabelecer e manter a paz? Vencer as pequenas pressões diárias resulta numa vida pacífica e num trabalho agradável dentro da organização de Jeová.

      14, 15. (a) O que torna possível que haja tal empenho bem sucedido pela paz? (b) Qual é o princípio estabelecido pelo apóstolo João, que tem que ver com nosso empenho pela paz, e como enfatizou Jesus a importância de estarmos em paz com nosso irmão?

      14 Lembre-se de que a paz resulta da sabedoria divina, o que significa viver segundo os princípios de Deus, praticando a justiça. Torna-se claro, pois, que só tentar ser formalmente cortes, na hora certa, ser um pouco diplomático para evitar problemas, não é realmente a verdadeira paz cristã. Não, a paz que Jeová dá reflete algo mais profundo.

      15 Este princípio é destacado para nós em 1 João 4:20, 21, que diz: “Se alguém fizer a declaração: ‘Eu amo a Deus’, e ainda assim odiar o seu irmão, é mentiroso. Pois, quem não ama o seu irmão, a quem tem visto, não pode estar amando a Deus, a quem não tem visto. E temos dele este mandamento, que aquele que ama a Deus esteja também amando o seu irmão.” O princípio básico nisso é: Se quisermos estar em paz com Deus, teremos de estar em paz uns com os outros. Jesus esclareceu isto no seu Sermão do Monte, dizendo: “Se tu, pois, trouxeres a tua dádiva ao altar e ali te lembrares de que o teu irmão tem algo contra ti, deixa a tua dádiva ali na frente do altar e vai; faze primeiro as pazes com o teu irmão, e então, tendo voltado, oferece a tua dádiva.” (Mat. 5:23, 24) Em outras palavras, se a nossa adoração de Jeová é aceitável ou não depende desse mesmo ponto, de estarmos em paz com o nosso irmão.

      16. (a) Por que nem sempre é fácil o empenho pela paz? (b) Como mostrou Jesus ser pacificador? Cite exemplos.

      16 No entanto, buscar a paz nem sempre é fácil; de fato, às vezes pode ser bem embaraçoso. Amiúde é uma questão de quem deve dar o primeiro passo, e como. Jesus disse: “Se tu, pois, trouxeres a tua dádiva ao altar e ali te lembrares de que o teu irmão tem algo contra ti”, então, você é quem deve dar o primeiro passo conciliatório. Paulo ampliou este ponto, dizendo: “Nós, porém, os que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos que não são fortes, e não estar agradando a nós mesmos. Que cada um de nós agrade ao seu próximo naquilo que é bom para a edificação dele. Pois até mesmo Cristo não agradou a si mesmo.” (Rom. 15:1-3) Portanto, é o espiritualmente forte que deve tomar a iniciativa. Quando Pedro se mostrou fraco e negou a Cristo, quem foi que deu o primeiro passo para fechar a brecha na paz? Foi Cristo, e quão suavemente ele fez isso! (João 21:15-17) Quando Tomé teve dúvidas, foi Cristo quem agradou, não a si mesmo, mas a Tomé, por aparecer-lhe e restabelecer-lhe a fé, o que fez com que Tomé voltasse a ter uma relação pacífica com Cristo. (João 20:24-29) Que belo exemplo Cristo deu a todos nós! Era o amor em operação. — Luc. 22:24-27.

      17. Quão persistente se deve ser em restabelecer relações e fazer as pazes?

      17 Quão persistente se deve ser em procurar estabelecer uma relação pacífica com um irmão? Paulo responde: “Se possível, no que depender de vós, sede pacíficos para com todos os homens.” (Rom. 12:18) Ele diz também: “Não desistamos de fazer aquilo que é excelente, pois ceifaremos na época devida, se não desfalecermos.” (Gál. 6:9, 10) Contudo, se nosso irmão se recusar a aceitar nosso amor e nosso esforço consciencioso de fazer as pazes, então é ele quem terá de arear com a responsabilidade.

      NOSSA MOTIVAÇÃO É A PAZ COM JEOVÁ

      18. Em que base se deve edificar relações pacíficas com outros?

      18 Nosso desejo de estar em paz com Jeová deve ser o que nos motiva a estabelecer paz uns com os outros. Sem termos por base uma relação pacífica com Jeová, o que conseguiriam nossos esforços? Nada. Portanto, quando verificamos que temos dificuldades em nos dar bem com outros, que sempre temos queixas sobre este ou aquele, que a nossa vida está assinalada por pequenas colisões e barreiras por causa de reservas, então o lugar para procurarmos soluções está na nossa relação com Jeová. A trave ofensora talvez esteja em nosso próprio olho, e o argueiro, no de nosso irmão. — Mat. 7:1-5.

      19. De que devemos todos lembrar-nos, e como destaca o apóstolo este ponto?

      19 Todos nós temos nossa personalidade individual, maculada pela imperfeição. Mas, apesar de nossas diferenças e peculiaridades, passamos a amar a Jeová e a sua justiça, e esta é a coisa importante! Paulo escreveu: “Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente, se alguém tiver razão para queixa contra outro. Assim como Jeová vos perdoou liberalmente, vós também o fazei. Também, a paz do Cristo domine nos vossos corações, pois, de fato, fostes chamados a ela em um só corpo.” (Col. 3:13, 15) Paulo reconheceu aqui que haveria motivos para queixa. Mas, dessemelhantes da humanidade em geral, ficamos reconciliados com Deus. Ele nos perdoou liberalmente. Na nossa dedicação e no nosso batismo, recebemos uma boa consciência e um início pacífico da parte de Jeová. Se o Deus justo pode estar tão pronto para perdoar e esquecer, por que não podemos fazer isso ainda mais uns para com os outros?

      20. Qual é a chave para termos relações pacíficas com nossos irmãos?

      20 A chave é a paz com Jeová, que usufruímos por meio de Cristo, dando-nos domínio sobre nossas inclinações e emoções, para que nós também possamos perdoar e esquecer. Assim não teremos uma lembrança inflamada no coração, que gere frieza para com um irmão, de quem achamos que se excedeu. Se mantivermos intata nossa paz com Deus, não nos deixaremos facilmente irritar. Tampouco revidaremos na mesma moeda, nem ergueremos calados uma barreira na nossa mente entre nós e nosso irmão.

      EVITEMOS, COM HUMILDADE, JULGAR OS MOTIVOS DOS OUTROS

      21. Por que é a humildade muito importante no empenho pelas coisas que produzem paz?

      21 Usualmente, é nas coisas pequenas que se criam fricções que vão além das proporções. Para ilustrar isso: Já achou alguma vez que a sua idéia sobre como tratar dum assunto era melhor do que a de seu companheiro, e deixou-se ficar acalorado no seu empenho de provar a questão? Por que estava tão decidido na sua própria preferência, que a paz começou a ficar em perigo? A Bíblia diz que não devemos pensar mais de nós mesmos do que convém, ‘mas a pensar de modo a ter bom juízo’. (Rom. 12:3) Se formos dos que procuram levar a término a obra de Jeová, então nos lembraremos de que há usualmente vários modos aceitáveis de cumprir determinada tarefa. Conseguir cumprir uma tarefa teocrática depende mais do espírito pacífico daqueles que trabalham nela do que do grau de eficiência dos arranjos.

      22. Como poderíamos julgar erroneamente os motivos dos outros e por que é isto perigoso?

      22 Talvez estejamos inclinados a questionar a justeza dos motivos das pessoas, só porque não reagem do modo como pensávamos. Por exemplo, talvez alguém não nos tenha cumprimentado no Salão do Reino, quando pensávamos que devia fazer isso. Nós o cumprimentamos, mas ele não disse nada. Começamos então a remoer a coisa e a nos sentir magoados, e começamos a refrear nossos sentimentos, pensando que ele talvez tenha algo contra nós ou não goste de nós? Permitimos o desenvolvimento duma barreira de reserva e de frieza! Quando alguém não vigia seus próprios motivos, a tendência é fazer um julgamento silencioso, quase que inconscientemente, introduzindo dúvidas no nosso conceito sobre o cristianismo de nosso irmão. Isto significaria julgar os motivos dele como questionáveis. É verdade que as ações de seu irmão são imperfeitas, mas desejaria que sua motivação fosse julgada segundo as suas ações falhas? Portanto, a cautela é clara: Procure desculpar a ação de seu irmão, em vez de criticá-lo. Assim evitará cultivar em si mesmo um espírito de crítica. — Mat. 7:1, 2.

      EMPENHE-SE PELA PAZ POR MANTER O CONCEITO DE JEOVÁ SOBRE A VIDA

      23. No empenho pela paz, por que é importante acatar o conselho de Hebreus 13:17?

      23 No empenho pela paz, devemos acatar o conselho de Hebreus 13:17, de ser obedientes e submissos aos anciãos na congregação. Talvez conheçamos certo ancião já por muitos anos, e tenhamos visto todas as suas imperfeições e pequenas excentricidades. Mas, apesar de todas as suas faltas, Jeová achou apropriado colocá-lo no cargo. Ora, vamos discutir com o critério de Jeová? Vamos minar a organização com um espírito de crítica? Quanto melhor é pôr mãos à obra e cooperar, e alegrar-se de que Jeová fez este arranjo.

      24. Por que é urgente fazer agora o que se nos diz em 2 Coríntios 13:11?

      24 Na nova ordem, não se permitirá que contendas estraguem a paz, e, assim, por que devemos deixar que o façam agora? O que diz 2 Coríntios 13:11? “Irmãos, continuai a alegrar-vos [agora], a ser restabelecidos [reajustados] [agora], a ser consolados [agora], a pensar [agora] em acordo, a viver [agora] pacificamente; e o Deus de amor e de paz estará convosco.” Por seguirmos este bom conselho agora, nossa adoração será pura e aceitável perante Deus.

      25. Que conceito de Jeová nos ajudará a manter a paz com nossos irmãos?

      25 Para nos ajudar a manter o conceito de Jeová sobre a vida, Efésios 4:32 diz: “Tornai-vos benignos uns para com os outros, ternamente compassivos, perdoando-vos liberalmente uns aos outros, assim como também Deus vos perdoou liberalmente por Cristo.” Como poderá guardar ressentimento contra um irmão, ao qual Jeová mostrou amor? Numa situação tensa, lembre-se de que há dois lados e que parte de sua imperfeição contribui para a tensão. É preciso puxar uma corda de ambos os lados para ela ficar esticada. Seu irmão deseja a vida tanto quanto você. Precisa do apoio dele tanto quanto ele do seu.

      26. Que pontos devemos ter em mente e aplicar para estar em paz com nosso Deus e uns com os outros?

      26 Lembre-se das coisas grandes quando surge tensão por causa duma coisa pequena. Pergunte-se: ‘Por que somos ministros de Jeová? Para onde vamos? Qual é nosso objetivo na vida?’ Tenha sempre diante de si estes assuntos todo importantes. Saiba que Jeová ama seu povo; que todos eles lhe são preciosos. Facilite as coisas para seu irmão, assim como quer que ele lhas facilite. Para poder ganhar o prêmio da vida eterna, terá de estar em paz com a Fonte da vida, Jeová. Mas esta paz é assegurada apenas se estiver em paz com seu irmão. Portanto, em todas as coisas, empenhe-se pela paz, para a glória de Jeová e sua própria felicidade eterna.

  • Mantenhamos limpa a congregação de Deus no tempo de seu julgamento
    A Sentinela — 1973 | 1.° de dezembro
    • Mantenhamos limpa a congregação de Deus no tempo de seu julgamento

      “Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?” — 1 Cor. 5:6.

      1. Por que se preocupam os cristãos seriamente com a limpeza?

      A LIMPEZA faz bem ao corpo humano, tanto a limpeza física como a limpeza moral. A boa atenção dada a isso promove uma vida saudável. O que se aplica ao corpo humano, aplica-se também à congregação dos discípulos genuínos de Cristo Jesus, que é como um corpo, encontrada hoje em todas as partes da terra. Jeová Deus exige tal limpeza salutar neste corpo de seus servos — para a honra de seu próprio nome e para o bem eterno de todos os que o amam. — 2 Cor. 6:17; Isa. 52:11; Mal. 3:2, 3.

      2, 3. Em harmonia com o conselho apostólico, de que deveres devem cuidar de desincumbir-se os pastores ou superintendentes cristãos?

      2 O apóstolo Paulo exortou ao escrever a concristãos há dezenove séculos atrás: “Empenhai-vos pela paz com todos e pela santificação sem a qual nenhum homem verá o Senhor, vigiando cuidadosamente para que . . . nenhuma raiz venenosa, brotando, cause dificuldade e para que muitos não sejam aviltados por ela; para que não haja fornicador, nem alguém que não estime as coisas sagradas, igual a Esaú, que em troca de uma só refeição renunciou aos seus direitos de primogênito.” — Heb. 12:14-16.

      3 Portanto, ao se empenharem pela paz com todos, os pastores do rebanho de Deus precisam protegê-lo contra a infiltração ou o aparecimento de elementos indesejáveis. Precisam reconhecer de modo realístico que “um pouco de fermento leveda a massa toda”. — 1 Cor. 5:6; Atos 20:28.

      FAZER FACE A QUESTÃO DO VÍCIO DOS ENTORPECENTES

      4, 5. (a) Que questão surgiu recentemente para ser considerada com oração? (b) Ao se comparar pessoas que estão num programa de recuperação de viciados com os que recebem outros tipos de medicação, quais são as grandes diferenças existentes?

      4 Hoje em dia, o vício dos entorpecentes tornou-se como praga em muitos países. Certamente, na congregação limpa de Deus não há lugar para tal prática.a Mas que dizer dos que talvez estejam incluídos num programa patrocinado pelo governo, em que se dão doses controladas dum produto (tal como o conhecido por metadona), em substituição dum entorpecente mais perigoso, tal como a heroína? Os que estiverem incluídos em tais programas governamentais talvez digam que não fazem nada de ‘ilegal’; que não sentem as alucinações tão características do vício dos entorpecentes; que podem agir como ‘parte funcional da sociedade’. O que se dá quando procuram tornar-se membros reconhecidos e batizados da congregação mundial das testemunhas de Jeová? Devem ser aceitos para o batismo?

      5 Estas perguntas surgiram para ser consideradas com oração. Do ponto de vista bíblico, parece claro que os que participam de tais programas não estão biblicamente habilitados, visto que podem ser considerados legitimamente como ainda viciados em drogas. Naturalmente, há um uso correto de drogas na medicina, no tratamento de males físicos ou orgânicos. Mas, por exemplo, a pessoa que toma metadona não pode ser comparada corretamente com o diabético, que tem uma doença orgânica que exige insulina, nem com o artrítico crônico ou com quem padece de câncer fatal, e que recebe medicamentos para reduzir a dor. Os casos de diabete, artrite ou câncer não usam estes remédios para evitar o sofrimento desagradável, e mesmo agonizante, da “recuperação” do vício dos entorpecentes fortes, nem usam os medicamentos como ‘muleta’, para manter o equilíbrio mental e emocional. E embora os médicos possam prescrever um sedativo, para prover alívio temporário ou induzir o sono numa hora crítica, ou a fim de preparar o paciente para uma intervenção cirúrgica, não é o mesmo que estar escravizado a um entorpecente por se ser viciado.

      6, 7. Embora possam ser ‘legais’, qual é uma grande fraqueza de tais programas e que perguntas suscita isso?

      6 A ‘legalidade’ do uso dum produto, tal como a metadona, num programa patrocinado pelo governo para combater os entorpecentes, não é o fator decisivo. Em alguns países, os viciados podem obter ‘legalmente’ heroína através de dispensários. Isto não o torna biblicamente correto.

      7 Em geral, tais programas de recuperação apenas substituem uma droga por outra, sendo uma considerada menos prejudicial do que um entorpecente tal como a heroína. Mas agora lemos nos jornais que a metadona está sendo vendida nas ruas aos viciados em entorpecentes, como qualquer outra droga ‘ilegal’. Em vez de passar pelas dores da “recuperação” e depois levar uma vida livre do vício dos entorpecentes, os que continuam a participar nestes programas de recuperação procuram evitar ou adiar enfrentar seu problema e vencê-lo. Isto suscita as perguntas: Quão significativo seria seu batismo? Que significado teria?

      8. Contraste a relutância dos viciados, de passar pela “recuperação”, com os requisitos bíblicos para os discípulos do Filho de Deus.

      8 Cristo Jesus disse que todo aquele que quiser ser seu discípulo devia ‘apanhar a sua estaca de tortura’ e segui-lo, estando disposto até mesmo a perder a vida a favor de Cristo. (Luc. 9:23, 24; João 12:25) Todo batizado deve ter feito tal decisão de coração. Quando alguém está disposto a levar uma “estaca de tortura” e está disposto a seguir Jesus ao ponto de ser pendurado numa estaca, pode então dizer que não está disposto a suportar a dor da “recuperação” do vício dos entorpecentes? (Compare isso com Romanos 6:6; Gálatas 5:24; Colossenses 3:5.) Na realidade, o sofrimento causado pela “recuperação” é apenas uma conseqüência natural duma prática errada, ‘ceifar-se o que se semeou’. — Gál. 6:7.

      9. (a) Que perguntas se fazem corretamente a respeito dos que participam de tais programas de recuperação de viciados, que desejam ser batizados? (b) Que exemplo nos deu o Filho de Deus neste respeito?

      9 Então, quão completo foi o ‘arrependimento e dar meia-volta’ de tal pessoa de seu anterior modo de vida? (Mat. 3:8; Atos 26:20) Pode realmente apresentar-se a Deus de todo o coração, alma, mente e força, como seu escravo, se continuar a estar escravizado a drogas viciadoras? (Mar. 12:29, 30) Será que aquele que participa em tal programa de recuperação realmente tem fé na Palavra de Deus, como em Filipenses 4:6, 7, onde temos a promessa de que a paz de Deus ‘guardará nosso coração e nossas faculdades mentais’, se recorrermos a ele em fé? Confiará no poder do espírito de Deus ou duvidará deste poder, confiando em algumas drogas substitutas para proteger-lhe o coração e as faculdades mentais, e impedir que perca o autodomínio? Em que sentido estaria mostrando “autodomínio”, que é um fruto do espírito de Deus? (Gál. 5:22, 23) Quando foi pendurado numa estaca, Jesus negou-se a beber “vinho misturado com mirra”, evidentemente estando decidido a manter plenamente os sentidos ao selar sua integridade com a morte. (Mar. 15:23, Tradução do Novo Mundo; também versão Almeida) Deu-nos assim um exemplo de confiança no poder de Deus, de nos ajudar a vencer tais provas vitais.

      10, 11. Por que é razoável esperar-se que os que querem ser batizados vençam primeiro qualquer vicio de entorpecentes que tenham, e por que não seria realmente bondoso aceitá-los como batizandos antes de fazerem isso?

      10 Não se pode negar a extrema dificuldade sentida em se vencer o vício da heroína ou de outros entorpecentes “mais fortes”, nem que apenas uma pequena minoria consegue isso com bom êxito. O mero fato de alguns o terem feito, porém, mostra que pode ser feito. Visto que pessoas do mundo puderam fazer isso, há tanto mais motivo para se crer que os que desejam tornar-se verdadeiros discípulos do Filho de Deus devem também poder conseguir isso. Em vez de trocar a escravização a uma droga pela escravização a outra, tal como a metadona, deviam fazer face ao desafio e confiar na ajuda de Deus para vencer esta escravidão.

      11 Admitirmos pessoas ao batismo, antes de fazerem isso, simplesmente seria tolerar seu adiamento de fazer face à questão. Não lhes seria realmente útil, pois, por fim, terão de encarar esta questão e tomar uma atitude firme. Em breve poderá vir o tempo em que tais programas governamentais não mais lhes sejam disponíveis. Se os viciados fossem aceitos agora como membros duma congregação, não poderiam tornar-se verdadeiro perigo ou grave vitupério em algum tempo futuro? Mesmo antes disso, não poderá sua plena aceitação na congregação enfraquecer a resistência de alguns de nossos irmãos cristãos quanto a usar entorpecentes! Não podemos desconsiderar o bem da congregação como um todo a favor duma única pessoa. — Gál. 5:9; 6:10.

      UMA ATITUDE COERENTE PARA COM O VÍCIO DO FUMO

      12-14. Pode-se comparar o vício do fumo com outro vício de entorpecentes? Que pergunta suscita isso?

      12 No entanto, isto suscita a questão da coerência no que se refere a aceitar para o batismo os que ainda fumem Estes também estão escravizados a um produto prejudicial, quer por o fumarem, mascarem ou o cheirarem como rapé. Veja o que diz certo relatório na revista Science World de 9 de abril de 1973:

      13 “A droga . . . que vicia é a nicotina. . . . Dentro de um ou dois minutos depois de a pessoa ‘dar uma tragada’ no cigarro, a nicotina já está presente no cérebro. Mas de 20 a 30 minutos depois da ‘última tragada’, a maior parte da nicotina saiu do cérebro para outros órgãos. . . . Este é mais ou menos o momento em que o fumante precisa de outro cigarro. . . . Quando não há nicotina, o corpo ‘tem fome’ dela. Tanto assim, que o corpo às vezes fica ‘doente’ quando passa sem ela. Começam os sintomas da recuperação — uma sensação de enjôo. . . . Alguns destes sintomas são tonturas, dores de cabeça, perturbações estomacais, suor e batidas irregulares do coração.”

      14 Até mesmo governos mundanos foram induzidos a fazer sérias advertências contra o perigo do uso do fumo. Então, habilitam-se para o batismo os que não venceram seu vício do fumo?

      15. Embora o tabaco ou fumo não seja mencionado especificamente na Bíblia, como fornecem os princípios bíblicos uma resposta para esta questão?

      15 A evidência bíblica indica a conclusão de que não se habilitam. Conforme já se explicou em outros números desta revista, a palavra grega pharmakia usada pelos escritores bíblicos e traduzida “prática de espiritismo” ou “práticas espíritas’’ tem por significado inicial “drogaria”. (Gál. 5:20; Rev. 9:21) O termo veio a referir-se às práticas espíritas por causa da relação íntima entre o uso de drogas e o espiritismo. Também o fumo ou tabaco foi usado assim inicialmente pelos índios norte-americanos. Portanto, ele pode ser colocado corretamente na categoria das drogas viciadoras, tais como as que deram origem ao termo grego pharmakia. A nicotina no fumo não tem os mesmos efeitos mentais e emocionais produzidos pelos entorpecentes “mais fortes”, tais como a heroína e as chamadas drogas psicodélicas, como o LSD; contudo, o vício da nicotina definitivamente afeta a mente e causa uma forte escravização. Na Europa, no fim da Segunda Guerra Mundial, em alguns casos, os cigarros valiam mais do que o dinheiro. Noticiou-se que as prostitutas se vendiam por alguns cigarros e que pessoas comuns sacrificavam até mesmo talões de racionamento de víveres para obter fumo.

      16. (a) Que motivos fortes há para se abandonar tal prática viciadora? (b) Oferece Gênesis 1:29 qualquer desculpa para os que usam o fumo?

      16 O efeito prejudicial do fumo ou tabaco sobre o corpo é bem conhecido e seu efeito imundo é do mesmo modo evidente. Por certo, não mostra respeito pela vida que nos foi dada pelo Criador, se usarmos mal e sujarmos nosso corpo pelo vício do fumo. As autoridades médicas advertem que as mulheres grávidas que fumam estão muito mais sujeitas a sofrer aborto do que outras, e isto, também, mostra grave falta de consideração para com a santidade da vida. Os viciados no fumo não podem biblicamente defender-se por argumentar que Deus criou a planta do tabaco e que ela faz parte da “vegetação)’ que Deus deu à humanidade como “alimento”. (Gên. 1:29) Os que usam o fumo ou tabaco não o usam como “alimento” por comerem as folhas verdes como salada ou por cozinhá-las como espinafre. Não, mas eles as curtem e então usam as folhas secas, marrons, para fumar, mascar (sem engolir o sumo) ou cheirar, para obter sensações físicas, e tudo isso com dano real para o corpo e a mente.

      17-19. (a) Que perguntas esquadrinhadoras devem considerar os dados ao fumo, se desejarem ser batizados? (b) A que outros viciados se aplicam estes mesmos pontos?

      17 Perguntas semelhantes às feitas com respeito àqueles que estão em programas de recuperação de entorpecentes, patrocinados pelo governo, também podem ser feitas quanto aos viciados no fumo, que se apresentam para o batismo. Será que realmente ‘se arrependeram e deram meia-volta’ ou ainda se apegam às práticas das quais eles mesmos sabem que são contrárias aos princípios bíblicos? (Rom. 6:19; 1 Tes. 4:7; 5:22) O apóstolo diz em 2 Coríntios 7:1: “Portanto, amados, visto que temos estas promessas, purifiquemo-nos de toda imundície da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade em temor de Deus.” Será que os viciados no fumo tomaram isso a peito? Certamente, todos reconhecerão que os que viverem na nova ordem de Deus não terão o vício do fumo, nem precisarão de escarradeiras e cinzeiros, nem poluirão com o fumo o ar que os outros têm de respirar.

      18 Portanto, não deviam agora os que tem o vício do fumo descontinuar seu uso em evidência de sua fé nesta nova ordem limpa e de seu amor à justiça, que morará nela? Se quiserem ser achados por Deus como ‘sem mancha nem mácula’, no tempo em que ele executar o julgamento, não deviam tomar agora uma posição firme, em vez de talvez esperar que a passagem através da vindoura “grande tribulação”, de algum modo, produza uma mudança e os cure de seu vício da nicotina? (2 Ped. 3:11-14) Quando a vindoura “grande tribulação” tornar o fumo comercial impossível de obter, não será então mais fácil de vencer o vício sob a força das circunstâncias do que fazer isso agora, no desejo de agradar a Deus.

      19 O que se disse a respeito do fumo ou tabaco aplica-se com força similar ao uso que se faz, em algumas regiões, de produtos prejudiciais, viciadores, tais como a nóz-de-areca e as folha de coca (sendo que estas últimas contêm a cocaína, que certamente tem um efeito estupefaciente sobre o cérebro).b

      PRECISO TOMAR AÇÃO DECISIVA AGORA

      20, 21. Em vista destes pontos, que atitude decisiva tomam agora as testemunhas de Jeová e por que é isto até mesmo para o bem dos viciados?

      20 Durante décadas, as publicações das testemunhas de Jeová têm advertido contra o uso de produtos viciadores tais como o fumo. Os associados com as congregações das testemunhais de Jeová, em quase todos os casos, reconhecem o erro destes hábitos. Os recém-interessados, pois, devem tomar uma posição firme e não adiar a questão por pedir que sejam batizados e aceitos na congregação, ou que possam participar na apresentação de informações da tribuna, no seu Salão do Reino, enquanto ainda estão nas garras da nicotina ou de outro vício prejudicial.c Ao estar agora já bem próxima a nova ordem, está certamente em harmonia com a Palavra de Deus tomar a atitude de que os que não estão dispostos a abandonar tais práticas viciadoras prejudiciais, não estão habilitados a ser batizados por nós e reconhecidos como membros aprovados da cristã de Jeová.

      21 Na realidade, aceitar a tais na congregação poderá ser um desserviço para eles, por aliviar a sua consciência. A recusa de aceitá-los pode mostrar-se uma bênção, ajudando-os a sentiram seriamente a necessidade de ação decisiva e de se prepararem para a vida na nova ordem de Deus. Por se fazer face a tais desafios, obtém-se uma vitória moral que traz verdadeira força e confiança no poder de Deus e na sua disposição de ajudar.

      22-24. (a) Se alguém foi batizado enquanto ainda estava viciado assim, o que deverá fazer agora, e por que é razoável esperar-se isso dele? (b) Que proceder devem adotar as congregações para com os batizados que não se livram de tal vício?

      22 Então, que dizer dos que no passado foram batizados enquanto ainda usavam produtos que viciam, tais como o fumo ou outras drogas, ou que se submetem a um tratamento tal como o chamado “programa de metadona” e que continuam em tal prática? Pode-se conceder-lhes um prazo razoável, tal como de seis meses, para se livrarem deste hábito. Ao fazerem isso, mostrarão seu desejo sincero de permanecer dentro da organização pura de Jeová Deus, de servos dedicados.

      23 Certamente, se alguém pode passar pela agonia da recuperação do vício dum entorpecente “mais forte”, para se tornar verdadeiro discípulo do Filho de Deus, então os que têm o vício do fumo ou de outros produtos similares não devem ter nenhuma objeção válida a passar pelo sofrimento menor de largarem seu vício. A recusa de fazer isso certamente daria um péssimo exemplo àquele que se esforça a vencer o hábito duma droga “mais forte” e que faz face a um desafio muito mais difícil.

      24 O que se dá no caso dos já batizados que não estiverem dispostos a abandonar seu hábito de usar produtos prejudiciais e escravizadores? Estes mostram assim, iguais a Esaú, que não ‘estimam coisas sagradas’, preferindo tais hábitos ao privilégio de fazer parte do povo limpo de Jeová. Portanto, devem ser removidos da congregação, por causa de tal conduta imprópria para o cristão. — 1 Cor. 5:7; Heb. 12:15, 16.

      25. Precisam ser batizados de novo os membros da congregação que agora abandonam o vício prejudicial?

      25 Haverá necessidade de um novo batismo por parte dos que abandonam seu vício do fumo ou de outro produto prejudicial? Não, isto não parece ser necessário. O conhecimento traz responsabilidade e educa a consciência. (1 Tim. 1:13) A congregação deu-lhes a entender que a sua prática não ‘os impedia’, e eles foram batizados segundo este entendimento. (Atos 8:36) Naturalmente, se alguém achar que ele se apresentou ao batismo com uma ‘consciência má’, por causa de tal prática, poderá decidir ser batizado de novo. Esta seria uma decisão pessoal dele.

      O TEMPO PARA DECISÕES JUDICIAIS, DIVINAS

      26. O que se deve ter em mente a respeito das conclusões a que se chegou?

      26 Estas decisões com respeito a assuntos espirituais e morais das testemunhas cristãs de Jeová talvez pareçam a alguns muito rigorosas. Mas elas não representam nenhum esforço de se agir de modo arbitrário e ditatorial. O rigor procede realmente de Deus, que se expressa por intermédio de sua Palavra escrita. Em vista do tempo em que esta geração da humanidade vive, é tempo para se dar atenção cuidadosa à pureza de conduta da parte dos que desejam agradar a Deus e entrar na sua nova ordem justa, agora próxima.

      27-29. (a) Por que se sentiu o apóstolo Pedro, como membro do Corpo Governante do primeiro século, induzido a escrever a seus irmãos, e sobre que tema? (b) Que pergunta séria foi suscitada sobre quem seria aprovado sob o julgamento de Deus?

      27 Há dezenove séculos atrás, o apóstolo Pedro era membro do Corpo Governante da congregação cristã do primeiro século E. C. Como tal, escreveu cartas de conselho e de instrução às congregações do povo de Jeová. Pedro dava-se conta de que a congregação cristã vivia então no período final do sistema judaico de coisas, que tinha por centro Jerusalém e seu templo. Seu Amo, Jesus Cristo, predissera que tal culminação ocorreria dentro daquela geração. (Mat. 23:36; 24:34) Era um tempo muito sério, especialmente para os judeus cristianizados, e também por estar prestes a irromper a perseguição dos cristãos por parte do Império Romano. Por isso, Pedro sentiu-se induzido a escrever aos seus concristãos.

      28 Sua primeira carta foi escrita por volta de 62-64 E. C., pouco antes da revolta judaica contra o Império Romano, em 66 E. C., seguida pelo fim da Jerusalém judaica e de seu templo, em 70 E. C. Pedro sabia que se aproximava a sua morte e sentia a obrigação de advertir seus concristãos contra andarem com pessoas não cristianizadas, do mundo, no seu “proceder para o mesmo antro vil de devassidão”. Para salientar a urgência de se evitar tal proceder ruinoso mesmo às custas da perseguição, Pedro mostrou quão tarde já era por escrever: “Mas tem-se aproximado o fim de todas as coisas. Sede ajuizados [não entorpecidos para fugir da realidade], portanto, e sede vigilantes, visando as orações.” (1 Ped. 4:17) O assunto tornou-se tanto mais sério, visto que o processo de se expressar o julgamento divino já havia começado com referência à congregação cristã. Quem permaneceria aprovado sob o exame e o escrutínio divinos? Não os despreocupados, não os que se enquadravam no proceder devasso do mundo e não os que deliberadamente se entregavam a coisas não-cristãs, que davam prazer à carne depravada e decaída. (Pro. 1:32, 33) O apóstolo Pedro escreveu:

      29 “Se ele sofrer como cristão, não se envergonhe, mas persista em glorificar a Deus neste nome. Pois é o tempo designado para o julgamento principiar com a casa de Deus. Ora, se primeiro começa conosco [os da casa de Deus], qual será o fim daqueles que não são obedientes às boas novas de Deus? ‘E se o justo está sendo salvo com dificuldade, onde aparecerá o ímpio e o pecador [dentro da congregação cristã]?’ Assim, também, os que estão sofrendo em harmonia com a vontade de Deus persistam em recomendar as suas almas a um Criador fiel, enquanto estão fazendo o bem.” — 1 Ped. 4:16-19.

      30. Por que e tão perigoso para o cristão batizado imitar em qualquer sentido os ‘ímpios’ e os ‘pecadores’, especialmente neste tempo?

      30 Mesmo ao permanecer “justo” dentro da congregação cristã, o seguidor fiel de Jesus Cristo “está sendo salvo com dificuldade”. Se o cristão batizado imitasse em qualquer sentido o “ímpio” e o “pecador”, sua salvação se tornaria tanto mais difícil. Ou mostraria ele merecer a salvação? Isto é algo de que os cristãos se devem lembrar hoje. Por certo, pode-se dizer verazmente a respeito de nossa geração: “Tem-se aproximado o fim de todas as coisas.” Agora está em progresso a expressão das decisões judiciais de Deus para com a sua própria “casa” de adoradores. É a isto que se refere a profecia de Malaquias, capítulo três, que fala a respeito de Jeová vir ao seu templo espiritual, acompanhado por Jesus Cristo como o “mensageiro do pacto”. Contra quem dará testemunho o Juiz divino, Jeová, como contra violadores da lei e pecadores? Ele nos diz, em Malaquias 3:5:

      31-33. (a) Como salienta Malaquias 3:5 o grave perigo que confronta os que se acham escravizados agora a produtos viciadores? (b) Que outra evidência bíblica mostra a relação entre o espiritismo e o uso de drogas?

      31 “‘E vou chegar-me a vós para julgamento e vou tornar-me testemunha veloz contra os feiticeiros [pharmakous, segundo a Versão dos Setenta grega], e contra os adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que agem fraudulentamente com o salário do assalariado, com a viúva e com o menino órfão de pai, e os que repelem o residente forasteiro, ao passo que não me temeriam’, disse Jeová dos exércitos.”

      32 Note que os primeiros que Jeová menciona como alvos de seu testemunho veloz quanto à transgressão deles são os “feiticeiros”. A Versão dos Setenta grega, conforme traduzida pelos judeus de Alexandria, antes de Cristo, traduziram a palavra grega pharmakous por “feiticeiros”. Esta é a mesma palavra usada em Revelação 21:8, onde alguns tradutores a vertem por “feiticeiros”, mas a Tradução do Novo Mundo diz: “aos que praticam o espiritismo”. Os antigos feiticeiros realmente praticavam o espiritismo. A palavra grega aplicada a eles significa literalmente “os que drogueiam”, não “droguistas”, tais como os “farmacêuticos”. Os antigos feiticeiros eram os traficantes de drogas nos seus dias.

      33 A Versão dos Setenta grega, pré-cristã, usa a palavra grega relacionada, phármakon (significando literalmente “droga”, mas traduzida “feitiçaria”), pelo menos cinco vezes. A idólatra Rainha Jezabel, do antigo Israel, praticava tal phármakon (no plural) ou “feitiçaria”. (2 Reis 9:22, LXX) Ela foi executada pelo Rei Jeú, que agiu como executor da parte de Jeová. Os que patrocinavam “feiticeiros” profissionais ou praticantes do espiritismo também participavam das práticas espíritas e eram condenados.

      34-36. (a) Por que é razoável que tais práticas recebam agora atenção judicial? (b) Que responsabilidade recai assim sobre os que servem como pastores entre o rebanho de Deus?

      34 Não é de se admirar, então, que nestes dias de amplo vício dos entorpecentes e do crescente uso do fumo os que se entregam a tais coisas venham a estar sob observação judicial. Jeová Deus, o Juiz Supremo, está no seu templo espiritual e esquadrinha especialmente os que professam adorá-lo neste lugar sagrado. Ele prometeu ser testemunha veloz contra os feiticeiros ou os praticantes do espiritismo, que desde os tempos antigos foram associados com entorpecentes que criam hábito e que escravizem.

      35 Queremos que Jeová Deus seja testemunha veloz contra nós, como viciados em entorpecentes ou em outras ervas prejudiciais, que criam hábito, coisas que nos expõem a cair sob a influência dos demônios espirituais, O julgamento de Jeová contra tais viciados, durante a vindoura “grande tribulação”, significará a destruição deles. (Rev. 21:8) Certamente, Jeová Deus não quer tais viciados no meio da congregação de suas testemunhas cristãs, agora, nesta “terminação do sistema de coisas”. Revelação 22:15 diz a respeito da prometida “Nova Jerusalém”: “Lá fora estão os cães e os que praticam o espiritismo [os que drogueiam; tradução Interlinear do Reino, em inglês], e os fornicadores, e os assassinos, e os idólatras, e todo aquele que gosta da mentira e a pratica.”

      36 Portanto, transmitem-se estas instruções com um profundo senso de responsabilidade para com Jeová Deus. Por conseguinte, é do dever dos anciãos, como superintendentes espirituais do rebanho de Deus, cuidar de que tais elementos indesejáveis não sejam aceitos como membros aprovados e batizados das congregações das testemunhas cristãs de Jeová.

      “Deveis por de lado a velha personalidade que se conforma ao vosso procedimento anterior e que está sendo corrompida segundo os seus desejos enganosos; mas . . . deveis ser feitos novos na força que ativa a vossa mente, e . . . vos deveis revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.” — Efé. 4:22-24.

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