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Conviver com a lei — agora e para sempreDespertai! — 1979 | 22 de agosto
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tal escolha é um inestimável atributo de um conselheiro.”
Similarmente, em seu Sermão do Monte, Jesus Cristo forneceu alguns conselhos legais práticos, delineando princípios que têm muito mérito até mesmo hoje em dia:
“Resolve prontamente os assuntos com aquele que se queixa de ti em juízo . . . se alguém quiser levar-te perante o tribunal para obter posse da tua roupa interior, deixa-o ter também a tua roupa exterior.” — Mat. 5:25, 40.
Uma solução exige a razoabilidade de ambos os lados. Raramente, em qualquer processo, pode-se afirmar que um lado está 100 por cento certo e o outro totalmente errado.
Disputas na Congregação Cristã
Reconhecendo que haveria algumas disputas até mesmo entre crentes na congregação cristã, a Bíblia bondosa, mas realisticamente, forneceu orientações para pôr fim à contenda.
Jesus mostrou como a consulta, primeiro em particular, e em seguida com a cooperação de outras testemunhas dos fatos, pode ser eficaz na solução de disputas. (Veja Mateus 18:15-17.) Este processo é muitíssimo prático. Advogados ponderados e práticos admitirão isto. Ambas as partes são assim levadas a uma posição de considerar abertamente os fatos do caso. Se assim não se puder conseguir o reconhecimento mútuo dos fatos, então, dentro da congregação cristã, uma comissão judicativa, composta de anciãos, poderá cuidar do assunto.
Isto era similar aos tribunais de aldeias do antigo Israel. Um sistema rápido e prático de justiça era administrado localmente por não-profissionais, os anciãos experientes e sábios da comunidade. Estavam prontos para decidir a questão disputada e isto sem esperar uma porcentagem dos ganhos do caso, como é o costume de muitos profissionais nos tempos modernos. — Êxo. 18:13-26.
Devem as disputas cristãs hoje ser levadas aos tribunais seculares? O apóstolo Paulo sublinhou a necessidade de a comunidade cristã solucionar suas próprias disputas internas: “Se um dentre vós tiver uma disputa com outrem, tem ele coragem de levá-la aos tribunais legais pagãos, ao invés de à comunidade do povo de Deus?. . . Será que não existe um único homem sábio entre vós, capaz de fornecer uma decisão numa causa dum irmão cristão? Precisa um irmão dirigir-se à lei com seu irmão — e perante descrentes? Deveras, já vos rebaixais ao vosso padrão ao dirigir-vos de algum modo à lei junto com outrem. Por que não sofrer antes o dano? Por que não se deixar roubar?” — 1 Cor. 6:1-7, The New English Bible.
Naturalmente, isso não quer dizer que todos os processos jurídicos entre concristãos estejam fora de ordem. Por exemplo, se obter a compensação de uma companhia de seguros, a execução dum testamento ou alguma outra circunstância exigirem um recurso aos tribunais, não há descrédito para a congregação cristã, visto que realmente não existe disputa real entre irmãos cristãos em tais casos. Mas, para cuidar da maioria das diferenças entre os cristãos, acham-se disponíveis homens bem alicerçados em princípios bíblicos, nas congregações. Estão até mesmo ajudando agora a resolver tais assuntos, sem conhecimento do público e o conseqüente vitupério dos recursos aos tribunais. Em alguns casos, o amor cristão até mesmo moverá a pessoa a ‘sofrer o dano’, ao invés de prejudicar o bom nome da congregação perante os de fora.
Quando Prevalece a Verdadeira Justiça
No mundo atual, a imperfeição humana abunda tanto nos sistemas jurídicos como nas pessoas que os utilizam. Mas isto nem sempre será assim. O Criador da humanidade prometeu que, em breve, corrigirá a presente falha dos governos em prover a verdadeira justiça para todo o seu povo. Sob o reino de Deus, a justiça perfeita será possível, porque sua administração não mais estará nas mãos de simples humanos.
Os advogados e os sistemas jurídicos serão algo do passado. Ao invés, com perspicácia sobre-humana, o juiz escolhido de Deus, Jesus Cristo, “não julgará pelo que meramente parece aos seus olhos, nem repreenderá simplesmente segundo a coisa ouvida pelos seus ouvidos. E terá de julgar com justiça os de condição humilde”. — Isa. 11:3, 4.
A humanidade não sentirá falta da classe jurídica e de suas tentativas imperfeitas de conseguir justiça. Ela se regozijará no exercício da verdadeira justiça para sempre. “Seu poder real continuará a crescer; seu reino sempre estará em paz. Ele regerá . . . baseando seu poder no direito e na justiça, desde agora até o fim dos tempos.” — Isa. 9:7, Today’s English Version.
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Contorcida, nodosa, emaranhada e lindaDespertai! — 1979 | 22 de agosto
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Contorcida, nodosa, emaranhada e linda
O que é essa coisa contorcida, nodosa, emaranhada e linda? O que é que nos pode fornecer combustível para afugentar o frio do inverno, dar sombra para aliviar o calor do verão, prover tempero para salada, bálsamo para feridas e até mesmo luz para a escuridão da noite? A resposta é a forte, vigorosa e velha oliveira, conhecida pelos eruditos por “Olea europaea”.
Já viu uma oliveira? Se reside perto do Mediterrâneo, certamente que sim, pois estas árvores parecem florescer até mesmo na mais seca e inóspita terra. Nas palavras de certa autoridade. “A importância sem igual desta planta reside especialmente no seu caraterístico cultivo permanente, . . . produzindo safras até mesmo nas condições mais difíceis. Resiste a longos períodos do abandono quase total e se recompõe facilmente de períodos críticos causados por acidentes climatológicos ou por problemas de cultivo.
A oliveira cultivada possui folhagem espessa, consistindo em folhas alongadas e estreitas, cuja face é de um verde-pálido e o outro lado é verde-acinzentado. Os olivais de Andaluzia, no sul da Espanha, estendem-se por quilômetros, com uma carreira após outra de árvores bem cuidadas. Quando a brisa faz farfalhar as folhas, a coloração dupla delas produz um lindo efeito tremeluzente.
Algumas oliveiras chegam a ter configurações estranhas. Os troncos parecem entrelaçar-se e contorcer-se, dando a impressão de lutadores entrelaçados em combate, ou de serpentes contorcendo-se e erguendo-se da toca. Naturalmente, requer muitos anos para isso acontecer. Mas a oliveira não tem pressa.
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