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Convidou seu cônjuge?A Sentinela — 1969 | 1.° de novembro
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Convidou seu cônjuge?
NA UNIÃO matrimonial em que ambos os cônjuges são cristãos dedicados, não há problema quanto a que fazer na ocasião duma assembléia. Mas, que dizer do caso em que um deles não é dedicado a Deus? Esta é uma questão que precisa ser encarada por muitos casais. Para o cônjuge cristão, assistir a uma das assembléias de distrito das testemunhas de Jeová é vital para a saúde espiritual e o bem-estar. Mas, que dizer do cônjuge não dedicado? Deve-se presumir que precisa haver uma separação por alguns dias? Por quê? Não há alternativa?
O cristão dedicado deve querer muito que o cônjuge o acompanhe. Mas, é o amor suficientemente forte para fazer um convite franco e cordial? Talvez seja isto o que é preciso. As assembléias grandes do povo de Jeová são, de certo modo, bastante diferentes das reuniões no Salão do Reino local. Quer dizer, a maioria dos que se congregam nunca se conheceram antes. Portanto, o cônjuge não dedicado não está em desvantagem. Ambos os cônjuges podem juntos travar novas relações.
Nestes congressos grandes, o local remove a questão do lugar conhecido na própria cidade da pessoa. A experiência é de certo modo nova e de interesse. E nestas assembléias é sempre fascinante ver a variedade de raças, nacionalidades e origens das pessoas presentes. Portanto, há razões por que o cônjuge não dedicado talvez queira acompanhá-lo. Convidou seu cônjuge?
O AMOR ENCONTRA MEIOS
O cristão, embora profundamente afeiçoado ao cônjuge, naturalmente, ainda precisa ter em mente a obrigação primária para com Jeová Deus, Aquele que instituiu o casamento em primeiro lugar. A adoração de Deus precisa sempre vir em primeiro lugar — na frente de tudo o mais. E o cônjuge não dedicado deve poder compreender a correção disso, se ele, ou ela, for movido pelo genuíno amor para com o outro cônjuge. Tal cônjuge é capaz de reconhecer quão imprudente seria questionar o direito de Deus de reivindicar as suas criaturas em primeiro lugar.
Não obstante, o amor genuíno deve induzir os cônjuges a serem recíprocos nos seus tratos mútuos. Pode haver certa transigência de ambas as partes, sem que se comprometa a posição de qualquer um deles. Deveras, as concessões que se fazem de boa vontade ao outro fornecem realmente evidência do vínculo de amor que os une. Portanto, não é de todo impossível que o cônjuge não dedicado consinta em assistir a uma ou a mais sessões da assembléia, tais como a conferência pública ou um dos dramas bíblicos realísticos, encenados na tribuna.
O cônjuge dedicado, por outro lado, não vai querer insistir que o outro cônjuge esteja presente em todas as sessões do programa da assembléia. Deve-se certamente reconhecer o fato de que a pessoa que ainda não se interessa tão profundamente no reino de Deus e nas suas atividades deve estar interessada em outras coisas, tais como passeios, fazer compras ou alguma forma de distração. Mas, o marido e a esposa pelo menos viajarem juntos à cidade da assembléia, vendo-se toda noite e toda manhã, é muito melhor do que estarem completamente separados por alguns dias.
Até mesmo o cônjuge não dedicado poderá observar que seu companheiro, ou companheira, no matrimônio está sendo muito edificado mental e espiritualmente por usufruir as associações na assembléia. Isto não pode deixar de ter reflexos sobre a vida física também. É de se esperar que o cônjuge que se sente espiritualmente feliz desenvolva e mantenha boa disposição — o que é uma vantagem em qualquer matrimônio.
VANTAGENS PARA AMBOS
O casal, sob tais circunstâncias, talvez ache vantajoso combinar curtas férias com a assistência à assembléia. E quão grande será a série de assuntos sobre os quais poderão falar nas semanas seguintes — palestras em que ambos estarão interessados, visto que passaram juntos por estas coisas! As férias desta espécie oferecem a oportunidade de passarem juntos horas relativamente livres das preocupações diárias. Ambos os cônjuges podem necessitar de tal mudança da rotina diária.
Deste modo, haverá tempo para passeios, para compras e para diversas outras formas de distração. Ao mesmo tempo, os poucos dias da assembléia serão uma boa ocasião para ambos darem alguma atenção às suas necessidades espirituais. E, quem sabe? Talvez, se o cônjuge não dedicado decidir assistir a uma ou mais das sessões da assembléia, seja provável que tire proveito disso como todos os demais. As considerações da Palavra de Deus, a Bíblia, inspiram sempre esperança, edificam, consolam e são poderosas no sentido de moldarem o modo de pensar das pessoas, dando novas perspectivas à vida.
O fato é que os cônjuges não dedicados muitas vezes avaliam a obra do Reino e os associados com ela à base das poucas pessoas que encontraram na sua própria localidade. A assembléia oferece a oportunidade de se observar pessoalmente que as testemunhas de Jeová procedem de todas as rodas da vida e estão unidas na única obra altruísta de fazer a vontade de Deus. Donas-de-casa, comerciantes, homens de negócios, profissionais, tanto homens como mulheres, lavradores — todos podem ser encontrados nas grandes assembléias das testemunhas de Jeová. Não precisa aceitar a palavra de outra pessoa quanto a isso. Podem ser vistos ali, fileiras e mais fileiras deles, ao passo que a assistência enche o auditório ou as arquibancadas.
CONVITE CORDIAL
Então, por não convida seu cônjuge para as assembléias agora no princípio do ano, mesmo que ele ou ela não demonstre ter muito interesse na Bíblia, no momento? Nem que o cônjuge concorde em assistir apenas a uma sessão da assembléia, não lhe daria isso satisfação, não seria causa para gratidão? E pode sentir-se encorajado pelos relatos que mostram que pessoas não dedicadas ficaram profundamente impressionadas, por terem assistido mesmo a uma só assembléia. Por exemplo, um homem amigável, não dedicado, escreveu às Testemunhas hospedadas no seu lar durante uma assembléia: “A maneira em que se comportaram, a felicidade, o fato de que não pregaram para mim todo o tempo, os discursos no congresso, a conduta das pessoas ali — acho que tudo isso me fez chegar à conclusão de que se trata de uma coisa muito boa.”
A conferência pública sobre “A Paz de Mil Anos Que se Avizinha” é especialmente apropriada para os recém-interessados e mesmo para os que professam ter pouco interesse. Seu cônjuge, embora não dedicado, provavelmente vai descobrir que desde uma quarta parte até a metade da assistência, nesta sessão específica, é constituída de pessoas que não professam ser testemunhas de Jeová.
Há também outros que talvez possam ser convidados a acompanhá-lo. Que dizer dos parentes e conhecidos que se mostraram favoravelmente dispostos para com a mensagem do Reino? Uma visita durante o fim da semana talvez seja algo de que realmente gostem. Mas, deve-se fazer o convite com bastante antecedência, para que tenham tempo de fazer seus planos. E talvez lhes ajude a chegar a uma decisão favorável, se mencionar outras coisas interessantes que se podem fazer ou ver na visita à cidade da assembléia. O que se aplica a estes seus amigos, aplica-se também ao seu cônjuge. Ajude-os a passar um tempo agradável, para que queiram também assistir a uma assembléia futura.
Ama seu cônjuge. Portanto, não precisa pressupor que ele, ou ela, não queira acompanhá-lo à cidade da assembléia. Por que não lhe oferece o ensejo? Talvez baste um convite cordial. Não importa qual o resultado dele, terá a satisfação e ter tentado.
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Crescente fé pela palavra de DeusA Sentinela — 1969 | 1.° de novembro
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Crescente fé pela palavra de Deus
A PALAVRA de Deus diz que “a fé é a expectativa certa de coisas esperadas, a demonstração evidente de realidades, embora não observadas”. (Heb. 11:1) Muitos culpam o materialismo como causa de não se ter tal fé. Outros dizem que a culpa cabe à busca de prazeres, e ainda outros, que é o medo que impede o desenvolvimento da fé, fazendo-a antes desvanecer e morrer. Embora tais coisas talvez estejam envolvidas em fazer que a fé que alguns têm se enfraqueça, contudo, quando examinada mais de perto, verifica-se que esta condição se deve bàsicamente a que não se continua a se alimentar da Palavra de Deus.
Sim, “a fé segue à coisa ouvida”, e para alguém ser um ministro excelente, precisa ser “nutrido com as palavras da fé”. Precisa-se prestar “mais do que a costumeira atenção” à Palavra de Deus, para não se desviar. Isto é o que fizeram os cristãos tessalonicenses, e por esta razão o apóstolo Paulo lhes podia escrever: “Vossa fé está crescendo sobremaneira.” — Rom. 10:17; 1 Tim. 4:6; Heb. 2:1; 2 Tes. 1:3.
Assim como um lar exige continua manutenção para ser conservado em bom estado e servir bem ao seu dono, assim se dá com a fé. Para se continuar a crescer sobremaneira na fé é preciso ‘persistir em examinar se se está na fé’. (2 Cor. 13:5) Como se pode fazer isso? Por se fazer perguntas tais como estas: “Estamos estudando menos, eu e a minha família? Acho as explicações dos assuntos bíblicos um pouco mais difíceis de entender? É meu ministério público um programa apressado, ‘para acabar logo’? Tornou-se a verdade bíblica uma coisa corriqueira para mim, por ser tão fácil de obter?”
Se a sua resposta for um “sim” a estas perguntas, então FAÇA alguma coisa a respeito! Lembre-se do zelo que antigamente tinha e ponha os interesses do Reino em primeiro lugar na sua vida! Estabeleça um programa seguro para assimilar alimento espiritual, arranjando tempo para a leitura da Bíblia, para a preparação de lições e para as designações que possa ter na Escola do Ministério Teocrático, na reunião de serviço ou de discurso público, na congregação das testemunhas de Jeová. Jeová diz: “‘Meu justo viverá em razão da fé’, e, ‘se ele retroceder, minha alma não tem prazer nele’.” — Heb. 10:38; 12:2.
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A verdade libertaA Sentinela — 1969 | 1.° de novembro
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A verdade liberta
◆ A seguinte experiência que mostra o poder da verdade para vencer a influência demoníaca foi contada por uma pioneira, ministro de tempo integral, nas Ilhas Britânicas: Pediu-se-lhe que revisitasse uma senhora que parecia estar sob alguma espécie de influência espírita. Na visita a esta senhora, verificou que ela estava num estado muito lamentável, tanto física como emocionalmente. O marido desta senhora, que era espírita, a havia abandonado, mas não sem antes lançar sobre ela um feitiço, dizendo que ela morreria de uma doença especifica. O médico dela, embora concordasse que ela não estava apta para trabalhar, não encontrou razão para a sua doença. Todavia, iniciou-se com ela um estudo bíblico regular, e, depois de uns quatro meses, esta pessoa interessada surpreendeu seu médico por se restabelecer completamente. Ela tem agora um emprego regular e assiste com constância às reuniões congregacionais das testemunhas de Jeová. Sim, a verdade liberta realmente!
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