Regozijo em virtude da festa espiritual “Filhos da liberdade de Deus”
A LIBERDADE é um desejo que move a todos os homens, sem considerar a sua raça, religião ou nacionalidade. Todavia, o cumprimento satisfatório deste desejo não tem sido provado pela ampla maioria dos habitantes do mundo. Todavia, a liberdade ou libertação é exeqüível. E as Assembléias de Distrito “Filhos da Liberdade de Deus” das Testemunhas de Jeová, realizadas no verão (hemisfério norte) passado nos Estados Unidos, Canadá e nas Ilhas Britânicas e no Brasil em janeiro último, provaram além de qualquer dúvida que há abundante medida de liberdade cristã entre o povo de Deus.
As testemunhas de Jeová são um povo libertado, um povo livre, falando-se espiritualmente. Seu elaborado programa da assembléia de distrito visava salvaguardar e expandir a sua liberdade. Em cada uma das vinte cidades de assembléias, o programa era idêntico, na maior parte. O tema que permeou os cinco dias de sessões fazia eco ao deleite e ao aviso expresso pelo apóstolo Paulo aos gálatas (5:1): “Para tal liberdade é que Cristo nos libertou. Portanto, ficai firmes e não vos deixeis restringir novamente num jugo de escravidão.”
As multidões reunidas, atingindo centenas de milhares, foram convocadas pelos presidentes a ‘Escutar! Escutar! Escutar! Jeová Deus fez provisão e convocou o seu povo a reunir-se. Sendo Deus de propósito, tem algo a dizer. Portanto, Escutem!’ Os ouvintes levaram consigo uma rica bênção. O que foi que ouviram?
Talvez a primeira bênção foi ouvir música e cânticos do novo cancioneiro em inglês, “Cantando e Acompanhando-vos com Música nos Vossos Corações”. A cor brilhante do cancioneiro criou a aparência dum mar de flores de cor púrpura se agitando. Em muitos congressos, expressões de deleite e de aplauso acompanharam um cântico após outro!
FAZ-SE QUE A BÍBLIA VIVA
“Eletrizante”, “emocionante”, “espetacular” foram algumas das expressões usadas pelos congressistas para descrever sua reação às partes da Bíblia representadas nas assembléias. Jamais o relato do profeta Daniel se tornou tão real. A medida que o som de música dramática ecoava pelo sistema de alto-falantes e as vozes reproduzidas do profeta Daniel, do Rei Nabucodonosor e de Sadraque eram ouvidas, as palavras da Bíblia se tornavam vivas. A pessoa se sentia como se estivesse lá, com os três hebreus. A ameaça à pura adoração se tornou real. Houve um exame de seus corações, no sentido da integridade, por parte dos congressistas. A necessidade de maior força espiritual e de fé foi vividamente sentida pelos ouvintes mui atentos.
As cenas inesquecíveis que demonstraram o ministério de Jeremias e as provas pelas quais ele passou (com trajes característicos e efeitos sonoros) fizeram viver o ordálio do profeta. Os jovens e os idosos, sem exceção, experimentaram a veracidade do ditado de que uma gravura vale mais do que mil palavras. Jeremias a sós, com uma turba clamorosa que lhe exige a vida, destacou a confiança que os adoradores devem ter em Jeová e como precisam perseverar até mesmo em face da morte. Estas lições foram inculcadas da forma mais brilhante.
Que adulto ou jovem olvidará que é errado roubar, depois de ver o drama de Josué e do ladrão Acã? Que cristão tirará da mente o princípio bíblico de que “más associações estragam hábitos úteis” depois de observar a cena que representa a insensata associação de Diná com o cananeu Siquém? (1 Cor. 15:33) Como poderia qualquer rapaz ou moça esquecer a cena representada entre José e a esposa de Potifar, ilustrando a necessidade de moralidade, até mesmo quando em extrema tentação? Que beleza de virtude e de sabedoria há nas palavras de José: “Como poderia eu cometer esta grande maldade e em realidade pecar contra Deus?” (Gên. 39:9) Não veio a apreciar mais plenamente a necessidade de manter a congregação limpa depois de ver o que aconteceu em Corinto? Não se sentiu movido por estas demonstrações de ser melhor servo de Deus? Era isto o que se visava. Uma pessoa estranha, que assistia à assembléia em Blackpool, Inglaterra, disse: “Fiquei especialmente impressionado com os quadros vivos coloridos (demonstrações). Penso que é uma forma maravilhosa de ensinar a Bíblia.” Não é isso também o que pensa?
Aqueles que foram às assembléias apenas no fim-de-semana acharam que perderam algumas das melhores partes do programa. As demonstrações feitas na primeira parte do programa foram “espetaculares”, “inesquecíveis”, fixando indelevelmente os princípios bíblicos na mente.
DISCURSOS EMOCIONANTES
Pense em edificar pessoas! É isso que as testemunhas de Jeová fazem! “As testemunhas de Jeová estão tornando cristãs as pessoas que já existiam como humanos”, foi o que os congressistas em Toronto e em outras cidades de assembléias ouviram o Presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), N. H. Knorr, dizer no discurso principal sobre o tema da assembléia: “Construindo Sobre o Alicerce Correto com Materiais à Prova de Fogo.” (1 Cor. 3:9-15) “As testemunhas de Jeová constroem sobre o alicerce correto, Jesus Cristo”, disse Knorr, “e fazem verdadeiros cristãos com materiais à prova de fogo”, que a Bíblia compara ao ouro, à prata, aos corais e às pedras preciosas. Isto significa que “as pessoas a quem nos esforçamos de tornar discípulos de Cristo, temos de educar, treinar, disciplinar nas qualidades piedosas da sabedoria celestial, do discernimento espiritual, da apreciação pela integridade, da devoção aos princípios bíblicos, do respeito às leis, mandamentos, ordens, lembretes e decisões judiciais de Jeová Deus, da fé em sua Palavra escrita, da aderência à organização teocrática do povo de Deus, do amor às ‘ovelhas’ de Deus que estão sob os cuidados do Pastor Excelente, Jesus Cristo, do apego inabalável ao reino messiânico de Deus e da disposição destemida de dar testemunho dele”. Isto resultará em nossa própria vida eterna e na de outros em quem construímos, assegurou o orador a seus ouvintes.
Somente um povo liberto pode pregar a libertação aos cativos, foi dito aos congressistas na palestra “Preguem o Livramento aos Cativos”, que os emocionou com sua perspectiva esperançosa. “Jeová, o Deus de liberdade e de libertação, livrou seu povo da escravidão babilônica e lhes deu uma obra de libertação a executar. Tal obra de libertação e de salvação tem de prosseguir até o fim! A fim de ajudar, atualmente, nestes tempos críticos, aos filhos prospectivos de Deus”, anunciou o presidente Knorr, “foi publicado um novo livro em inglês, intitulado A Vida Eterna — na Liberdade dos Filhos de Deus”. Em todos os lugares de assembléia em que foi lançado, o livro foi entusiàsticamente acolhido. Multidões se juntaram em volta dos balcões e dentro em pouco se esgotaram os suprimentos do livro. Imediatamente se examinou o seu conteúdo. Não demorou muito para que os irmãos achassem a tabela que começa na página 31, mostrando que 6.000 anos da existência do homem terminam em 1975. A palestra sobre 1975 eclipsou tudo o mais. “O novo livro nos obriga a compreender que o Armagedom, com efeito, está muito próximo”, disse certo congressista. Por certo, foi uma das bênçãos notáveis com que se pôde voltar para casa!
“Liberdade é conhecer a verdade cristã”, as assistências ansiosas em várias assembléias ouviram F. W. Franz, o vice-presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), dizer em seu discurso: “A Adoração Libertadora e a Liberdade de Adoração.” “São os que adoram o único Deus vivo e verdadeiro, Jeová, mediante seu Filho, Jesus Cristo, que são libertados. As testemunhas de Jeová esforçam-se de manter a liberdade que a sua prática da adoração verdadeira lhes dá”, declarou Franz.
Entre os discursos que mais forneceram coisas a meditar nas Assembléias de Distrito “Filhos da Liberdade de Deus”, de 1966, achava-se o discurso “Utilizando com Gratidão um Dinheiro”. (Mat. 20:1-16, Al) As multidões congregadas aprenderam que no primeiro século o “dinheiro” simbólico era o privilégio acompanhante do recebimento do espírito santo, a saber, o privilégio de ser membro do Israel espiritual, autorizado a profetizar em cumprimento de Joel 2:28, 29, ungido para pregar as boas novas do reino messiânico de Deus. O “dinheiro” atualmente é, semelhantemente, a honra de servir como embaixadores ungidos do reino messiânico recém-nascido de Deus a partir de 1919 até a vindoura “batalha do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Armagedom. O “dinheiro” tem sido usado em ajuntar a “grande multidão” de pessoas semelhantes a ovelhas, predita em Revelação 7:9-17. Que recompensa isto já tem sido para os ungidos embaixadores do Reino!
A autonomia ou liberdade humana está inseparàvelmente ligada ao reino de Deus. O discurso público de domingo, portanto, suscitou grande curiosidade, pois o assunto era: “O Que o Reino de Deus Tem Feito Desde 1914?” Mais de 386.600 pessoas presentes a este discurso nas vinte cidades de assembléias ouviram a prova de que o reino de Deus é uma realidade. O que tem feito tal reino desde 1914? Tem entrado em ação contra seus inimigos no céu (Rev. 12:12); tem feito sentir sua influência na proclamação mundial do Reino em toda a terra em testemunho, hoje em dia; tem protegido e preservado seus embaixadores ungidos durante provas indizíveis; tem adquirido súditos dos quais cerca de um milhão se têm dedicado a Deus e a seu reino messiânico. ‘Que todos fiquem atentos à realidade de 1914, bem como à realidade do reino celeste!’ — instou o orador.
OUTROS DISCURSOS
Em adição a estes discursos informativos e esclarecedores, houve muitos discursos excelentes de meia hora, tal como aquele que deu ilustrações práticas a respeito de como ensinar como Jesus o fez, pelo uso de perguntas. “Não quero dizer apenas a freqüência com que ele usou perguntas”, disse o orador, “mas quero dizer a forma que ensinou por perguntas — quando talvez parecesse muito mais fácil apenas dizer à pessoa o ponto. Deixem-me dar-lhes um exemplo. . . . Consideremos Mateus 17:24-27.” As perguntas fazem que as pessoas pensem e se recordem também. As pessoas, por responderem às perguntas feitas, ficam mais dispostas a aceitar conclusões que elas mesmas expressaram do que se outrem as expressar. Por meio de perguntas, podemos ajudar as pessoas a educar suas consciências, a começarem a pensar seriamente em termos de certo e errado, de modo que elas cheguem a amar o que é correto e odiar o que é errado.
Outros discursos ajudaram os congressistas a entender como podem combater a indiferença com a perseverança; como o serviço de tempo integral tem ajudado a muitos que amam a liberdade a reter os olhos no prêmio da vida. Por exemplo, certo orador disse que “o serviço de tempo integral exige tudo da pessoa. Não é possível falar a respeito do reino e da vida eterna sem que tenha sua mente nestas coisas”. Outros discursos moveram os ouvintes a fazer profunda introspecção. A preleção “Minha Responsabilidade Para com a Casa do Meu Deus” mostrou que a assistência às reuniões e a participação ativa nelas são responsabilidades a serem cumpridas pelos cristãos, junto com o fornecimento de apoio material. Os maridos e as esposas apreciaram especialmente a admoestação no discurso: “Maridos: Assumam Suas Responsabilidades de Direção.” Foi indicado que a voz do marido tem de ser a final na família, que ele tem de dar orientação, e que esta precisa ser fornecida com amor. Quando isto acontece, tanto a esposa como os filhos usufruem a segurança e o marido granjeia auto-respeito para si mesmo.
Para as mais de 4.900 pessoas que simbolizaram sua dedicação a Jeová mediante serem imersas em água, o discurso “As Responsabilidades Duma Testemunha Batizada” sem dúvida muito perdurará em sua memória. Ouviram os oradores dizer que o batismo mostra fé em Jeová e em Cristo, que simboliza a plena dedicação a Deus, feita em oração, que é passo necessário a ser dado e que a dedicação deve ser fielmente cumprida.
Uma sessão de perguntas e respostas destacou pontos interessantes a respeito das modas de vestido, penteados e enfeites em geral dos dias modernos. Foi dito aos congressistas que não deviam seguir o exemplo dos que se vestem dum modo que realmente reflete seus pensamentos imorais. A respeito de namoro, aos pais e aos jovens congregados se recordou que o namoro não é forma de recreação. É um proceder que naturalmente leva ao casamento. “Não cabe ao jovem decidir com que idade isto [namorar] será permitido ou se será necessário uma acompanhante”, os jovens ouviram o orador dizer. “Essa é a responsabilidade dada por Deus ao pai; e, se não houver pai vivo na casa, a responsabilidade cabe à mãe.” Instou-se com os pais a que assumissem suas responsabilidades paternais. Outras perguntas vitais foram também suscitadas e respondidas.
COMENTÁRIOS FINAIS
Especialmente apreciados foram os comentários extemporâneos do presidente da Sociedade nas muitas assembléias a que pôde comparecer pessoalmente. Por mais de uma hora, seus ouvintes se apegaram a cada palavra dita. Tratou ligeiramente dos pontos principais da assembléia, o tema da liberdade e a construção com os materiais corretos sobre o alicerce correto. “Jamais afrouxem as mãos”, instou. “Fiquem vigilantes contra a dissensão interna, o materialismo e a perseguição!”
Falou da crescente oposição à obra do Reino em vários países, tais como em Cuba, onde têm sido incendiados Salões do Reino; na Birmânia, de onde foram expulsos os missionários da Sociedade; em Zâmbia, onde se mandou que o servo da filial abandonasse o país; em Portugal, onde quarenta e nove testemunhas de Jeová foram julgadas. Mas, também apresentou algumas estatísticas animadoras. Ao passo que em alguns dos países maiores houve pouco aumento em números de pregadores do Reino em abril passado, ainda assim, outros tiveram excelentes resultados: a França teve um aumento de 12 por cento; a Itália, 15 por cento; o Brasil, 21 por cento; o Chile, 22 por cento; a República Dominicana, um aumento de 40 por cento.
Mencionou também o modo como o Parlamento da Suécia resolveu o problema de tratar as testemunhas de Jeová que recusaram o serviço militar. Segundo a recomendação do próprio ministro da defesa, o governo não mais convocará qualquer pessoa que seja testemunha de Jeová. No entanto, anualmente, far-se-á uma verificação para ver se tais pessoas ainda são ou não testemunhas de Jeová.
O ANO DE 1975
Na assembléia de Baltimore, EUA, o irmão Franz, em seus comentários finais, teceu interessantes comentários a respeito do ano de 1975. Começou dizendo casualmente: “Pouco antes de vir à tribuna, um rapaz se aproximou de mim e disse: ‘Diga-me, o que significa este negócio de 1975? Será que significa isto, aquilo ou alguma outra coisa?’ Em parte, o irmão Franz passou a dizer: ‘Os irmãos notaram a tabela [nas páginas 31-35 do livro A Vida Eterna — na Liberdade dos Filhos de Deus, em inglês]. Mostra que 6.000 anos da experiência humana terminarão em 1975, cerca de nove anos a contar de agora. O que isso significa? Será que significa que o dia de descanso de Deus começou em 4026 A. E. C? É possível que tenha começado. O livro A Vida Eterna não diz que não começou. O livro simplesmente apresenta a cronologia. Poderão aceitá-la ou rejeitá-la. Se este é o caso, o que significa para nós? [Demorou-se um tanto em mostrar a possibilidade da data de 4026 A. E. C. como sendo o começo do dia de descanso de Deus.]
‘O que dizer do ano de 1975? O que irá significar, caros amigos?’ — perguntou o irmão Franz. ‘Será que significa que o Armagedom estará terminado, com Satanás preso, por volta de 1975? É possível! É possível! Todas as coisas são possíveis para Deus. Será que significa que Babilônia, a Grande, terá sido derrubada por volta de 1975? É possível. Será que significa que o ataque de Gogue de Magogue será lançado contra as testemunhas de Jeová, para eliminá-las, daí o próprio Gogue sendo posto fora de ação? É possível. Mas, não estamos afirmando. Todas as coisas são possíveis para Deus. Mas, não estamos afirmando. E que nenhum dos irmãos seja específico em dizer algo que irá acontecer daqui até 1975. Mas, o ponto capital de tudo isso é o seguinte, caros amigos: O tempo é curto. O tempo se escoa, não há dúvida sobre isso.
‘Quando nos aproximávamos do fim dos Tempos dos Gentios em 1914, não havia sinal de que os Tempos dos Gentios iriam terminar. As condições da terra não nos davam indício do que viria, mesmo até fins de junho daquele ano. Daí, subitamente, houve um assassinato. Estourou a Primeira Guerra Mundial. Já conhecem o resto. Fomes, terremotos e pestes se seguiram, conforme Jesus predisse que aconteceria.
‘Mas, o que temos hoje, ao nos aproximarmos de 1975? As condições não têm sido pacíficas. Temos tido guerras mundiais, fomes, terremotos, pestes e ainda temos tais condições ao nos aproximarmos de 1975. Será que tais coisas significam algo? Estas coisas significam que estamos no “tempo do fim”. E o fim tem de chegar, mais cedo ou mais tarde. Disse Jesus: “Quando estas coisas principiarem a ocorrer, erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando.” (Luc. 21:28) Assim, sabemos que, ao nos aproximarmos de 1975, o nosso livramento está esse tanto mais próximo.’
“Aproveitemos ao máximo o tempo e façamos toda a obra boa e árdua para Jeová, enquanto se oferece a oportunidade”, instou ele.
Em conclusão, na maioria das assembléias, foram explicados os planos para o ano vindouro, de ter grande número de assembléias de distrito nas cidades menores de cada país. Daí, as felizes reuniões se encerraram assim como haviam começado as suas assembléias de cinco dias, com cântico e oração a Jeová Deus. Os congressistas, embora um tanto relutantes de partir das cidades de assembléias e deixar a íntima associação de seus irmãos, todavia, sentiram-se enriquecidos pela festa espiritual que usufruíram. Ficaram contentes de ser testemunhas de Jeová. O congresso foi uma experiência muito recompensadora e piedosa, sendo motivo de muita gratidão a Jeová, seu Deus. Estavam determinados a permanecer vigilantes e a manter a gloriosa liberdade espiritual com que têm sido abençoados.