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Está preparado para viajar no “jumbo jato”?Despertai! — 1970 | 8 de março
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da Pan-Am em dezembro de 1969. A segunda geração de jatos está prestes a surgir em cena. Se for viajante aéreo, então, com toda a probabilidade, estará viajando no “Jumbo” Jato por volta de 1970. — Contribuindo.
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As pessoas presentes à Assembléia “Paz na Terra”Despertai! — 1970 | 8 de março
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As pessoas presentes à Assembléia “Paz na Terra”
CENTENAS de milhares de pessoas compareceram à Assembléia Internacional “Paz na Terra” das Testemunhas de Jeová em 1969. Que quadro variado apresentaram, ao superlotarem os estádios em que se reuniram! Seus rostos felizes e radiantes eram um arco-íris de deleite, em contraste nítido com a sombria melancolia deste mundo.
Mas, quem eram tais pessoas que vieram à assembléia “Paz na Terra”? Qual era sua formação religiosa antes de se tornarem testemunhas cristãs de Jeová? Entrevistas feitas com algumas delas revelam como constituem um grupo espiritualmente rico, cheio de amor ao Deus de paz, Jeová.
Pessoas Que Vieram de Outros Países
No Estádio Ianque se achava Konrad Franke, que se tornou Testemunha em 1924. Serviu na sucursal alemã da Sociedade Torre de Vigia, em Magdeburgo e mais tarde foi ministro pioneiro (de tempo integral) até que a obra de pregação das testemunhas de Jeová foi proscrita por Hitler. Participou então na pregação subterrânea. Durante os anos de 1933 a 1936, serviu como superintendente viajante. Foi levado em custódia muitas vezes pelos nazistas, por causa de sua fé. Com efeito, passou nove anos num campo de concentração. Agora é o superintendente das testemunhas de Jeová em toda a Alemanha Ocidental.
Há vintenas de outros da Alemanha que contaram experiências similares de uma fé viva. Otto Bartzsch, agora na sucursal da Sociedade em Wiesbaden, sobreviveu aos campos de concentração de Buchenwald, Wewelsburg e Ravensbrück. Ernst Seliger passou oito anos no campo de concentração de Sachsenhausen. Certa vez, foi enterrado vivo. Em 1924, tornou-se ministro pioneiro e, atualmente, junto com sua esposa, ainda é pioneiro!
Da Libéria veio Dorothy Seaman e sua amiga Jestina Neblett. Em 1963, Dorothy era uma das muitas pessoas presentes em Gbarnga, quando a polícia militar invadiu o local da assembléia cristã e perseguiu as Testemunhas. Tal perseguição motivou Jestina a se tornar Testemunha. Agora, de braços dados, andavam juntas na assembléia “Paz na Terra” em Nova Iorque.
Outras pessoas interessantes no Estádio Ianque eram uma Testemunha de trinta e seis anos e sua esposa, de Vänersborg, Suécia. Foram batizados em 1950. Era um ateu que encontrou a fé na promessa de Jeová de uma terra paradísica. Junto se achava uma Testemunha de quarenta e três anos que é um cientista atômico francês, mas se empenha em seus objetivos pacíficos. Não muito distante se achava um médico que exercia a medicina na Universidade de Tóquio, Japão. Deixou de exercer sua profissão de modo a poder devotar mais tempo a obra de pregação. Também, junto dele, havia uma Testemunha de vinte e seis anos, pianista e organista por profissão, que já tocou para a principal estação de rádio e televisão de Tóquio, a NHK. Ela era budista, mas agora é um ministro pioneiro das testemunhas.
Cada rosto sorridente parecia ocultar emocionante experiência. Os estádios das assembléias pululavam de pessoas interessantes. Que prazer seria conhecer a todas elas!
Quem São os Voluntários?
Os congressos das testemunhas de Jeová são operados por trabalhadores voluntários. Mais de 17.000 foram usados na assembléia do Estádio Ianque. Em Atlanta, Geórgia, 9.455 voluntários se ocuparam desde o dia inicial. Quem são os que se oferecem para trabalhar nas assembléias?
Uma Testemunha de Wisconsin era marinheiro dos EUA durante doze anos. Agora é dono de uma oficina de refrigeração e serviu na assembléia de Nova Iorque como capitão de dois balcões de refrigerantes. Na chapelaria trabalhavam certa mãe e suas três filhas; a mãe era uma missionária batista antes de se tornar Testemunha.
John Badalutz era voluntário na assembléia de Búfalo, Nova Iorque. Antes de aprender a verdade de Deus, e durante a Segunda Guerra Mundial, era piloto dum B-24, na frente italiana da Europa. Na assembléia, trabalhou na cafeteria do congresso. E havia, no departamento sonoro, uma Testemunha que ali ajudava, cujo serviço secular é na divisão de pontes de uma companhia siderúrgica, como chefe de turma.
Na assembléia de Atlanta, também, Testemunhas de toda roda da vida ofereceram seus serviços. Um contador diplomado e seu filho trabalhavam no departamento de limpeza. O presidente de uma companhia de produtos químicos ajudava no departamento de limpeza. Um fabricante de relógios ajudava a embalar frutas. Um vendedor de passagens, representante das Linhas Aéreas Belgas, Sabena, ajudava a limpar mesas. Uma Testemunha no negócio de Contratos Marítimos ajudava no departamento de limpar bandejas.
Servindo no departamento de auditoria, em Atlanta, lá estava E. Robinson, servo da cidade para as testemunhas de Jeová em Mobile, Alabama. A Testemunha Robinson relembrou que sua bisavó esposou a causa da paz por assinar a revista A Sentinela em 1890. Quando sua assinatura expirou, ela queria renová-la, mas faltavam-lhe fundos. Sem hesitação, vendeu uma espada de guerra dos Confederados, da família, por um dólar a fim de ter o dinheiro para custear a assinatura. Com o passar dos anos, a verdade de Deus veio a ser compartilhada com os parentes. Atualmente, diz a Testemunha Robinson, há quarenta e três descendentes que agora são testemunhas de Jeová que buscam a paz.
Os Idosos e os Jovens nas Assembléias
Ver dentre 50.000 a 100.000 pessoas cristãs que se juntam de perto num estádio gigantesco pode ser uma vista emocionante. No Estádio Ianque, uma Testemunha idosa, com oitenta e cinco anos, contemplou as multidões e disse: “Todas essas pessoas — é lindo!” Disse que certa vez era batista, daí, metodista, então veio a pertencer à Igreja de Cristo, mas, com as testemunhas de Jeová se acha “o único lugar em que encontrei descanso”.
Entre os grandes números de jovens presentes se achava Michael Bamsey, de dezesseis anos, e sua irmã, Janet, de dezessete, de Plymouth, Inglaterra. Seu pai vendeu sua companhia de seguros porque desejava que sua família toda se devotasse por tempo integral no serviço do Reino. Os pais são pioneiros especiais; Janet é pioneira e Michael planejava começar a ser pioneiro em setembro. A viagem para a assembléia “Paz na Terra” em Nova Iorque foi uma dádiva dos pais.
Na assembléia de Atlanta se achava R. B. Cresswell, de noventa anos, que entrou no ministério de pioneiro em 1927. Ainda é pioneiro, e durante todos esses anos jamais perdeu uma só assembléia.
Entre os mais antigos delegados à assembléia de Búfalo se achava Arthur Howell. Era ministro metodista antes de aprender a verdade de Deus em 1924, e gastou vinte anos no ministério de pioneiro. Embora sofresse cinco grandes operações no início de 1969, durante as quais perdeu dois terços de seu estômago, estava presente à assembléia.
Também, no Estádio “War Memorial” de Búfalo, achava-se Katie Kettlinger, de oitenta e cinco anos. Compareceu à assembléia cercada pelos seus filhos, netos e bisnetos. Seu rosto refletia sua satisfação íntima. Seu bisneto, a quarta geração, estava presente, um jovem de dezenove anos que já por um ano era ministro de tempo integral. A Vovó Kettlinger, como é freqüentemente chamada, cruzou os Estados Unidos de um lado para o outro para assistir a assembléias desde que compareceu à sua primeira grande assembléia em Cedar Point, em 1922.
Os Que Foram Batizados
O batismo é importante parte das assembléias das testemunhas de Jeová. Em Atlanta, 1.619 pessoas foram batizadas, em Búfalo, 985, e, em Nova Iorque, 2.972 simbolizaram sua dedicação a Deus pela imersão em água, somando 5.576 pessoas nestas três assembléias. Quem eram algumas das pessoas batizadas?
Na Praia Orchard, em Nova Iorque, o primeiro a ser batizado foi um trabalhador social de vinte anos, de Englewood, Nova Jersey. A primeira mulher a ser batizada foi uma aeromoça de vinte e cinco anos da Suécia. A pessoa mais idosa que foi batizada era Sebastiana Tropie, de oitenta e cinco anos, que certa vez era resoluta católica-romana em Catânia, Sicília.
Vários dos que se batizaram possuem cônjuges descrentes. Em Atlanta, certa mãe de trinta e três anos, com quatro filhos, foi batizada apesar do protesto de seu marido. “Ele talvez me tranque em casa quando eu voltar”, ela disse, “mas confio em Jeová. Sei o que se exige de mim.” Outra pessoa que foi batizada, apesar da oposição de seu cônjuge, foi uma senhora de quarenta e sete anos, de Houston, Texas, que afirmou: “O pequeno livro Verdade foi que me trouxe.”
Foi batizado em Búfalo um jovem de vinte e seis anos que anteriormente era membro de uma organização ultrapatriótica. Dessatisfeito com as Nações Unidas, ele disse: “As Testemunhas me mostraram pelas Escrituras que o ONU era parte da organização de Satanás, e foi isto que me atraiu à verdade da Bíblia.”
Também foi batizado em Búfalo um senhor de quarenta e seis anos que fora tanto um ministro católico como batista. Fizera um estudo das religiões, tentando encontrar a verdadeira. Depois de não obter satisfação na Ciência Cristã, freqüentou o Salão do Reino das Testemunhas de Jeová. Ficou grandemente impressionado. “O que mais apreciei”, disse, “foi como tudo que se considerava se harmonizava com a Bíblia. Isto, por fim, era o que eu procurava, oh, não sei por quantos anos?” E agora, na assembléia “Paz na Terra”, ouviu grandioso programa que sustentava a Bíblia como sendo a Palavra de Deus!
Outros Que Assistiram às Assembléias
Sim, havia pessoas interessantes de todos os tipos. Na assembléia de Nova Iorque se podia conversar com Walentina Kudriaszow, que visitara parentes na Rússia no ano retrasado. Ela, que certa vez pertencera à Igreja Ortodoxa Russa, ficou surpresa com o número de pessoas na Rússia que lhe pediram uma Bíblia e que desejavam saber mais sobre Deus ou o Armagedom. Sua companheira na assembléia, Janina Riznyk, disse que, em 1951, a polícia russa chegou às 2 da madrugada e levou a ela e sua família, junto com oitenta e cinco outras famílias para a Sibéria. Foram levadas para grande floresta em que viveram de peixe seco, pão e um pouco de chá. Depois de trabalharem na floresta, vinham para seus dormitórios, onde podiam cortar grama e cebolas silvestres para dar de comer a seus filhos, a fim de que não morressem de fome. Oravam constantemente. Em caminho para o trabalho, cantavam cânticos do Reino. Logo o inteiro grupo de prisioneiros se tornou testemunhas de Jeová. Declararam os oficiais da prisão: “Trouxemos estas Testemunhas para a Sibéria para exterminá-las, mas, ao invés disso, contaminaram a inteira área com sua religião.”
Um bom número de pessoas nas assembléias não eram Testemunhas, mas foram convidadas ou vieram por simples curiosidade. Certa senhora que chegou ao Estádio Ianque disse que passou toda a semana no estádio conversando com as Testemunhas. “São deveras maravilhosas”, declarou. “Fiquei tão emocionada com a atmosfera criada pelas Testemunhas aqui que gostaria de receber uma lição de estudo bíblico em minha casa!”
Oito freiras estavam presentes para uma sessão da assembléia de Búfalo. Duas delas comentaram: ‘Viemos à assembléia porque notamos que multidões de pessoas passavam pelo nosso convento. Toda a semana antes da assembléia, o ‘padre’ sugeriu que orássemos pedindo bom tempo, a fim de que os senhores gozassem uma bela semana. E temos feito exatamente isso.” “A parte mais impressionante de sua assembléia é o grande número de jovens.” Um estudo bíblico foi iniciado com algumas das freiras.
Muitos dos que se achavam na assembléia de Nova Iorque disseram que escolheram esta cidade da assembléia porque queriam também ver a sede mundial da Sociedade Torre de Vigia. E mais de 15.000 pessoas dentre os delegados da assembléia visitaram o lar de Betel, e mais de 20.000 visitaram as gráficas de Brooklyn. Uma Testemunha idosa, depois
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