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  • Que dizer de marcar encontros?
    A Sentinela — 1972 | 1.° de abril
    • concentra primeiro em se tornar homem mesmo por ter suas amizades principais com outros homens que demonstram amar o que é direito, aprendendo deles capacidades e modos varonis? Se for moça, por que não se interessar primeiro em desenvolver-se em verdadeira pessoa adulta, tirando proveito da associação das que já são mulheres e que a podem ajudar a desenvolver boas habilidades e modos femininos? Os encontros com alguém do sexo oposto realmente interrompem e atrasam tal desenvolvimento.

      Portanto, está-se favorecendo ou prejudicando quando mantém encontros com alguém do sexo oposto? A evidência é que se está prejudicando. Expõe-se ao vexame e à calamidade.

      Conforme diz o livro inglês A Família no Contexto Social: “Os encontros entre os de sexo oposto como os conhecemos surgiram provavelmente depois da Primeira Guerra Mundial.” As pessoas antes da Primeira Guerra Mundial, inclusive os jovens, achavam bastantes coisas para fazer que lhes davam prazer — provavelmente mais do que a geração atual. Poderá fazer o mesmo. Poderá ter verdadeiro prazer na conversação, em aprender, desenvolver habilidades, trabalhar em projetos, em jogos de diversão, em passeios e excursões. E poderá tirar maior prazer de fazer tais coisas com alguém do seu próprio sexo ou com um grupo. Amiúde verificará que, quanto mais ampla é a diversidade das pessoas num grupo — algumas de sua própria idade, outras mais idosas, outras mais jovens — tanto mais prazer terá.

      Por que não passar os ‘primórdios da vida’ dum modo que realmente lhe faça bem e que lhe fortaleça o coração para ganhar uma vida de felicidade duradoura? Sem dúvida, isto é o que os pais lhe desejam. E sabe da Palavra do Criador que isto é o que ele lhe deseja. Aceite a ajuda deles.

  • Assembléias que realmente enaltecem o nome divino
    A Sentinela — 1972 | 1.° de abril
    • Assembléias que realmente enaltecem o nome divino

      “MONTARÃO uma pequena cidade regida por Jeová no estádio [Riverfront]”, foi como descreveu o editorialista do jornal Enquirer a Assembléia de Distrito “Nome Divino” então em preparação em Cincinnati, E. U. A.

      Esta previsão se aplicava também a todas as trinta e quatro assembléias realizadas nos Estados Unidos, às onze realizadas no Canadá, de junho a agosto do ano passado, e às dezoito realizadas no Brasil, em dezembro e janeiro últimos.

      De fato, desde os preparativos antecipados até o fim do programa de cinco dias, evidenciou-se que as testemunhas de Jeová reunidas gozavam do sorriso do seu Deus e Criador, a quem reconhecem como controlando suas atividades. O espírito predominante nas assembléias era o enaltecimento do Nome Divino, bem como de se ter um bom nome perante Deus. Deu-se ênfase especial à espiritualidade, à necessidade de alcançá-la, a como protegê-la e à edificação espiritual de outros.

      Esta atitude permeava de tal maneira as reuniões, que um jornalista do Constitution de Atlanta, E. U. A., sentiu-se induzido a dizer: “Vêm à procura de sustento e revigoramento espirituais, de ajuda nos seus problemas ou para prestar ajuda a alguém que amam — e amam a todo o mundo.”

      PREPARATIVOS

      Não é tarefa pequena providenciar e preparar tais assembléias, nas quais se espera uma assistência conjunta de centenas de milhares de pessoas. Começa-se já com mais de um ano de antecedência, às vezes anos antes, o trabalho de se proverem novas publicações bíblicas a serem lançadas. Selecionam-se e contratam-se também locais para os congressos. Com meses de antecedência, as gráficas da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados começam a compor e a imprimir. Os livros encadernados mantêm o departamento de encadernação das gráficas ocupado até a ocasião dos congressos. Os lançamentos impressos nas assembléias, além da demanda normal das Bíblias, dos livros bíblicos e das revistas da Sociedade, lançam um peso adicional sobre as gráficas e costumam exigir trabalho extra.

      Além disso, precisa-se preparar o programa, visando as necessidades dos cristãos no meio da atual situação do mundo. Alguns dos discursos principais são impressos em forma de manuscritos. Outros são preparados como esboços, para que o mesmo alimento espiritual seja transmitido não importa a que assembléia alguém assista. Gravam-se dramas bíblicos, que são enviados às cidades de assembléia em tempo para que os participantes possam aprender o texto e encenar em pantomima as palavras transmitidas pelo sistema sonoro. Outros dramas são cabalmente preparados, ensaiados e apresentados “ao vivo”.

      Além de tudo isso, gastam-se milhares de horas de trabalho na organização de cada assembléia local, para que haja um restaurante, bares, indicadores para cuidar da multidão, equipes grandes de limpeza, equipamento sonoro, locais de estacionamento e ajudantes, hospedagem, departamento de serviço voluntário e uma multidão de outras coisas, tudo pronto para o dia de abertura.

      CIDADES DÃO BOAS-VINDAS ÀS ASSEMBLÉIAS

      Em tempos passados, a oposição da parte das religiões da cristandade criava muitas dificuldades para as testemunhas de Jeová em obter locais de assembléia. Também, por causa da influência clerical sobre os cidadãos locais, às vezes era difícil conseguir hospedagem. Até mesmo autoridades municipais e comerciantes ficavam influenciados pela difamação dos motivos e da fidedignidade das Testemunhas. Mas hoje, isto acontece raras vezes.

      Um repórter do jornal Star de Montreal, Canadá, ao ver tantos reunidos (22.692 num estádio de corridas), observou: “A Bíblia atraiu mais pessoas para cá do que as corridas. As Testemunhas de Jeová simplesmente nunca desistem. Aquela gente que as combatia não está mais presente, mas as Testemunhas de Jeová ainda estão aqui.”

      Típicos da atitude de autoridades, gerentes de auditórios e comerciantes são os seguintes exemplos.

      No segundo dia da assembléia de Mênfis, E. U. A., o jornal Commercial Appeal escreveu em editorial:

      “QUINZE MIL das Testemunhas de Jeová chegaram a Mênfis para uma reunião de cinco dias, e Mênfis tem o prazer de dar-lhes as boas-vindas.

      “As Testemunhas são um grupo diligente. Já estiveram em Mênfis no passado, e sua conduta foi sempre exemplar. É uma seita evangélica, cujos membros trabalham como voluntários. Seu congresso procura manter o custo reduzido para os seus trabalhadores atarefados, e o restaurante improvisado que estabeleceram é um exemplo de seu cuidadoso planejamento.

      “Tal diligência de sua parte as torna hóspedes bem-vindos. Esperamos que achem a cidade hospitaleira.”

      E o jornal Press-Scimitar, de Mênfis, observava que a multidão, tratando-se dum “acontecimento de família”, era grande demais para o maior salão de Congressos da cidade, e depois dizia: “Quando as Testemunhas programarem a sua próxima assembléia em Mênfis, já estará pronto para elas o novo Centro de Congressos Everett Cook, da cidade, na rua North Main. As Testemunhas sempre são um grupo bem-vindo. Mantêm elevadas normas de conduta e cortesia, e cuidam dos seus próprios problemas.”

      Esta foi a recepção dada em quase todas as cidades de assembléia. Apenas em alguns casos isolados houve certa dúvida quando se falou com gerentes de auditórios ou autoridades. Mas quando se lhes pediu que telefonassem para outros gerentes e autoridades com os quais as Testemunhas já haviam tido tratos, afastaram-se as suas dúvidas. O diretor do Estádio dos Veteranos, em Filadélfia, E. U. A., observou aos jornalistas que ele havia falado com outros funcionários do estádio antes de alugá-lo. Acrescentou: “São a melhor gente para se conseguir. Atraem muitas pessoas, mas fazem um trabalho enorme de limpeza e cuidam bem de suas próprias necessidades.”

      A cooperação similar da polícia, de autoridades municipais e de comerciantes foi um ponto de destaque em cada assembléia nos Estados Unidos, no Canadá e no Brasil. O bom êxito em conseguir hospedagem foi tão notável, que induziu o seguinte comentário no jornal News de Albuquerque, Novo México, E. U. A.: “Quase se tem a sensação de que Alguém Importante toma interesse pessoal no assunto.”

      OBJETIVO DAS ASSEMBLÉIAS

      Pode-se dizer que as assembléias tinham um objetivo duplo: (1) enaltecer o Nome Divino Jeová na mente e no coração das testemunhas de Jeová e de todos os outros com quem podem entrar em contato (Mat. 6:9); e (2) fornecer educação para si mesmas, seus filhos e outros, em obediência aos princípios divinos representados por este Nome.

      O discurso básico das assembléias, proferido no primeiro dia, intitulava-se “O Nome de Quem Respeita Mais — O Seu Próprio ou o de Deus?”. Mostrou-se claramente que os clérigos da cristandade colocam a si mesmos à frente de Deus, preferindo as suas próprias idéias à Palavra de Deus. Em contraste, uma particularidade destacada desta assembléia foi a ênfase dada ao uso da Bíblia. Incentivou-se a leitura diária da Bíblia em cada família. E para se obter compreensão realmente profunda e inclinação correta, demonstrou-se a necessidade de se considerarem o fundo histórico e os acontecimentos que cercam os livros bíblicos, bem como o contexto geral da parte lida.

      A necessidade de se atender a soberania de Deus e a vindicação do Nome Divino foi salientada no discurso público “Quando Todas as Nações Entrarem em Choque com Deus”. Este discurso culminante no dia final das assembléias foi a ocasião da maior assistência, que ascendeu a 678.359 pessoas só nos Estados Unidos e no Canadá.

      As assembléias, na realidade, constituem passos maiores na preparação para a vida numa nova ordem, na qual prevalecerão justiça, ordem, paz, verdadeiro amor e interesse nos outros. As testemunhas de Jeová procuram viver assim agora.

      As Testemunhas realmente crêem na oração do “Pai-Nosso”, que pede a Deus: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mat. 6:10) Seguem o conselho de Jesus: “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça”, isto é, a de Deus. E isto as torna realmente felizes. — Mat. 6:33.

      Alguns gostam das testemunhas de Jeová, mas não querem escutar o que elas crêem baseadas na Palavra de Deus. Mas, se não fosse a Palavra de Deus e a aplicação de seus princípios na sua vida, sua conduta não seria exemplar e não poderiam realizar assembléias tão excelentes. Alguns se dão conta disso. Certa senhora, em Portland, Oregon, E. U. A., disse a duas testemunhas de Jeová que lhe falaram sobre obter hospedagem no seu lar para os congressistas visitantes: “São tão cordiais, bondosas e gentis. Deve ser a sua religião que as torna assim.”

      Certa cronista escreveu no jornal Evening News, de Búfalo, E. U. A.: “As Testemunhas acham que a consideração para com a propriedade dos outros simplesmente é conduta cristã.” Ela contou a experiência dum dono-de-casa em Tonawanda, Nova Iorque, que primeiro hesitara em conceder hospedagem aos congressistas, mas depois disse: “Se todos fossem como eles, gostaria de alugar meus quartos cada semana. Quando o dia era chuvoso, tiravam até mesmo os sapatos antes de entrar na casa, para não sujar os tapetes. Estão entre as pessoas mais corteses que já encontrei.”

      ENSINO

      O programa das assembléias dava muita ênfase ao ensino. Os congressistas foram informados de que é preciso manter abertas as comunicações na família. A fim de ajudar os pais a evitar a ‘lacuna entre gerações’, é preciso instruir os filhos desde os seus primeiros anos. Antes de o orador anunciar o lançamento do livro de 192 páginas intitulado Escute o Grande Instrutor, ele disse aos pais: “Não pensem que seus filhos se tornarão por natureza discípulos só porque vocês, pais, os são. Não serão seguidores de Jesus Cristo a menos que os instruam neste sentido.”

      Os pais acolheram o livro como verdadeira dádiva para ajudá-los a estabelecer um programa organizado de ensino, para fazer os filhos compreender verdades e princípios bíblicos profundos de conduta cristã em linguagem clara e simples, e com ilustrações. Também os filhos presentes nas assembléias mostraram que estavam ansiosos de receber tal ensino bíblico, pois, foram vistos nos locais de assembléia, às centenas, segurando firmemente o livro que era ‘para eles’, ou estando profundamente absortos na leitura dele.

      Antes da publicação deste livro, havia aparecido uma série de artigos similares na Sentinela. Alguns haviam recortado os artigos e feito deles um livro. Certo pai observou: “Meus filhos verificam comigo cada semana para terem a certeza de que não perdi nenhum artigo. Fazemos da leitura destes artigos uma espécie de jogo. Os filhos respondem a cada pergunta feita no artigo. De fato, temos de insistir em que primeiro levantem a mão, para que não falem todos ao mesmo tempo. Estes artigos induzem os filhos a pensar e a participar mentalmente.” Outro disse: “Fiquei impressionado com a rapidez com que uma criança aprende até mesmo conceitos difíceis.”

      Tal cuidadoso ensino parental traz ricas recompensas. Neste mundo de desintegração familiar, a unidade familiar entre os verdadeiros cristãos é bem notável, conforme observou um jornalista no State Journal de Lansing, Michigan, E. U. A.: “O mar de rostos idosos e jovens no auditório, nos corredores e transbordando para o salão de feira, no andar térreo, é uma demonstração de solidariedade familiar — a pedra fundamental da prática da religião. Este vínculo se estende através de todo o grupo de aderentes.” (O grifo é nosso.)

      ‘O programa de ensino não pára com os jovens’, disse um orador nos congressos. ‘Todos nós freqüentamos uma escola em que não há formatura. Todos nós precisamos continuar a aprender do tesouro inesgotável de Deus. O Nome Divino tem brilho cada vez maior ao aprendermos mais sobre os modos de Jeová.’ Depois lançou para os reunidos o Manual da Escola do Ministério Teocrático, a ser usado na escola do ministério realizada semanalmente em cada congregação das testemunhas de Jeová, tanto para Jovens como para idosos.

      Para um conhecimento bíblico mais adiantado, lançou-se em inglês o livro de 1.700 páginas intitulado Ajuda ao Entendimento da Bíblia. Este livro, de estilo similar ao dum dicionário bíblico, representa sete anos de pesquisa.

      MORALIDADE

      Em todo o programa, deu-se muita atenção à moral. Jovens foram entrevistados no palco, considerando-se o problema dos tóxicos existente nas escolas. Certo pai e mãe palestraram sobre o assunto com seus filhos adolescentes, alertando-os aos perigos dos entorpecentes e dando-lhes conselho sobre o motivo e a maneira de evitar os tóxicos. Esta maneira raciocinante e compreensiva serviu de modelo para os pais, que precisam saber o que seus filhos estão fazendo e precisam prepará-los contra a ameaça dos tóxicos, se quiserem salvá-los.

      No palco, entrevistaram-se alguns que no passado haviam usado tóxicos, mas que em razão de aprenderem e aplicarem os princípios bíblicos se livraram deles. Em diversas cidades de congressos, estes jovens foram depois entrevistados extensamente no rádio e na TV. Depois de uma entrevista, o diretor de notícias duma rádio de Atlanta, E. U. A., concluiu: “Seus jovens não só têm respostas quanto à Bíblia, mas também têm respostas para o problema dos entorpecentes.”

      Muitos ficaram comovidos com o drama “Jeová Abençoa os Leais”, demonstrando o laço em que caíram os antigos israelitas por causa da sua associação com moabitas imorais e idólatras, quando Israel estava para entrar na Terra da Promessa. (Números, capítulos 22-25) Salientou-se claramente que a conduta desenfreada e sexualmente imunda, de qualquer espécie, é pecado, assim como também a fornicação e a idolatria. O drama fez todos os observadores compreender o grande perigo das más associações nos tempos atuais, quando já estão bem próximos a destruição do atual sistema de coisas e a entrada do povo de Deus na Sua nova ordem de justiça.

      O CORAÇÃO POR ALVO

      Houve muitas observações de apreço pela boa matéria apresentada no programa. Mas, tanto quanto a própria informação, muito apreciado foi o espírito que criou, devido ao destaque do coração no programa. Um congressista, que já anda neste “caminho” da verdade por dezenove anos, expressou tal sentimento. Ele disse: “O programa foi de natureza muito pessoal, motivando a pessoa a examinar a condição do próprio coração e o de sua família, e prover amorosa ajuda bíblica quando necessária. Fez com que eu me apercebesse mais da minha obrigação de dar maior ajuda à congregação.” Outro, quando interrogado sobre o que ele considerou ser o ponto principal do programa em geral, respondeu: “O amor a Deus e não as estatísticas. Queremos que o Nome Divino seja vindicado.”

      Um ponto do programa que atraiu a atenção de todos intitulava-se “O Que Tem no Coração?”. Os participantes deste drama passaram por situações esquadrinhadoras do coração, comuns aos cristãos. No palco, modelos gigantescos dum cérebro e dum coração se iluminavam ao passo que cada um “falava” dentro da pessoa que lidava com uma difícil decisão moral. O drama “Adote o Propósito de Jeová Como Seu Modo de Vida”, retratava a devoção de Rute, a moabita, ao Deus de Noemi, o que comoveu o coração de todos. As palavras de Rute: “Aonde quer que fores, irei eu, . . . Teu povo será o meu povo, e teu Deus, o meu Deus, induziam os ouvintes a esquadrinhar seu próprio coração quanto a se eles também se colocavam plenamente a disposição para servir na promoção da adoração do verdadeiro Deus, Jeová.

      O consenso da opinião quanto à eficácia do método da apresentação de “dramas” foi ressaltado por um congressista em Portland, Oregon, dizendo: “Os discursos e os dramas salientaram vigorosamente a necessidade de ‘resguardarmos o coração’, agindo prontamente para expulsar idéias erradas.” Outro, do estado de Washington, observou: “O que se salientou nesta assembléia foi o amor, ajudando a todos nós a esquadrinhar o coração para ver a profundeza de nossa lealdade e devoção a Jeová e a Cristo Jesus.”

      De fato: “Dele [do coração] procedem as fontes da vida.” É conforme concluiu um congressista de Poughkeepsie, Nova Iorque: “A questão da motivação correta — do motivo de fazermos as coisas, não apenas o que fazemos — parecia ser o fio da idéia da maioria dos oradores, visto que Jeová julga o coração, não apenas as obras da pessoa ou o que ela parece ser por fora.” — Pro. 4:23; 21:2.

      Portanto, as assembléias “Nome Divino” enalteceram realmente o Nome de Jeová diante do próprio povo de Deus. E sua ordem, limpeza, boas maneiras e espírito feliz glorificaram aos olhos de todos os expectadores o Nome do Deus a quem servem as testemunhas de Jeová. Um redator do Journal de Shreveport, E. U. A., intitulou um artigo de fundo sobre a assembléia: “Dão Testemunho de Uma Deidade Feliz.”

      A sinceridade de coração resultante da adoração do verdadeiro Deus Jeová foi observada por um redator do jornal Daily News de Greensboro, Carolina do Norte, E. U. A. Observando a “maior proporção de mistura étnica do que na maioria dos outros grupos religiosos”, ele disse: “Este negócio de ‘irmão e irmã’ não é mero fingimento.”

      As testemunhas de Jeová se sentem felizes de que suas atividades resultam no enaltecimento do Nome Divino. Mas sabem que precisam ‘persistir em buscar o reino e a justiça de Deus’ por melhorarem constantemente seu ministério a Deus. Este assunto amplo foi também considerado no programa da assembléia, e será considerado no artigo que segue.

      [Foto na página 212]

      Letreiro na Prefeitura de Milwaukee dá boas-vindas aos congressistas.

      [Foto na página 213]

      Em Los Angeles, 62.885 ouviram o discurso “Quando Todas as Nações Entrarem em Choque com Deus”.

      [Foto na página 214]

      Um orador em Milwaukee lança a edição completa de “Ajuda ao Entendimento da Bíblia”.

      [Foto na página 215]

      Meninos se deleitam em falar sobre o novo livro “Escute o Grande Instrutor”.

  • Fortalecimento do ministério para o trabalho futuro
    A Sentinela — 1972 | 1.° de abril
    • Fortalecimento do ministério para o trabalho futuro

      O QUE é que fortalece o servo de Deus para manter um modo de vida puro e honesto no mundo cotidiano, ao passo que enfrenta todas as pressões e dificuldades encontradas hoje em dia? Além disso, o que lhe dá a força para ir aos lares das pessoas na sua localidade para recomendar a sua fé aos outros e para ensiná-la?

      É o espírito de Deus, obtido pelo estudo de Sua Palavra, a Bíblia, e por se porem em prática os princípios dela. Tudo isso constitui o ministério do cristão. Este ministério precisa receber constante atenção. Este é o motivo pelo qual as testemunhas de Jeová são muito zelosas para se associarem em reuniões, a fim de considerar a Bíblia.

      Este é também o motivo pelo qual as testemunhas de Jeová providenciam três assembléias por ano, uma delas usualmente sendo uma assembléia “de distrito” ou então uma assembléia nacional ou internacional, que reúne milhares delas. Em meados de 1971, 678.359 pessoas assistiram às assembléias “Nome Divino” nos Estados Unidos e no Canadá. Também a Grã-Bretanha e a Europa tiveram suas assembléias, havendo mais tarde congressos em outros partes da terra, inclusive no Brasil.

      O MINISTÉRIO INTERNO

      O fortalecimento do ministério cristão foi um dos grandes objetivos das assembléias. Focalizou-se especialmente o “ministério interno”, e obteve-se um novo ponto de vista e uma nova atitude — um conceito mais bíblico do ministério, especialmente conforme descrito pelo apóstolo Paulo na Primeira aos Coríntios, capítulo doze, onde ele fala sobre “variedades de ministérios”.

      Num discurso sobre o ministério, mostrou-se que, embora a pregação aos “de fora” e o ensino deles por meio de estudos bíblicos domiciliares sejam importantes, este é apenas um dos muitos ministérios dos cristãos. O “ministério interno” — o treinamento da própria família, visitas a outros que estão doentes ou precisam de ajuda, participação nas reuniões cristãs e preparação de discursos — todos estes são ministérios. Também são ministérios cuidar das outras responsabilidades ligadas com a congregação e o Salão do Reino, até mesmo a conduta honesta e consciente em cuidar das necessidades da família. O cristão precisa ser circunspeto em tudo o que faz, para que não se ache falta no seu ministério.

      Alguns dos comentários ouvidos nos locais de congresso mostraram o espírito que este discurso gerou nos seus ouvintes. O superintendente de uma das congregações na cidade de Nova Iorque disse: ‘É possível que, no passado, alguns dos servos de Jeová se tenham preocupado demais com cifras e com deveres prescritos de modo preciso, ao passo que a coisa importante é a motivação do coração, o profundo amor a Jeová.’

      Um representante viajante da Sociedade Torre de Vigia, na Flórida, comentou: “Uma das coisas que se destacou foi a edificação espiritual da família. . . . Os irmãos ficam às vezes deprimidos por não poderem fazer muita coisa no ministério de campo. . . . Isto criará na congregação o espírito de que os que não podem sair tanto quanto gostariam no serviço de campo são fiéis por edificarem a espiritualidade de suas famílias. Não se sentirão excluídos.”

      Outro congressista de Nova Iorque declarou que se agradou especialmente em ver a ênfase dada ao encorajamento amoroso e ao pastoreio, em vez de a meros relatórios. “Muitos de nossos irmãos e de nossas irmãs”, disse ele, “são idosos ou têm outras limitações, mas ainda assim fazem uma enorme contribuição para a saúde geral, a espiritualidade e o bem-estar da congregação, em muitíssimas maneiras. É agradável ver que seu ministério, destas maneiras, recebeu o devido reconhecimento. Também foi excelente a ênfase a que não há classe ‘especial’, mas que todos são irmãos.”

      “Senti-me feliz”, disse um superintendente da Califórnia, “ao ouvir o orador salientar que não queremos dizer que nossos pioneiros [pregadores de tempo integral] valem mais do que os outros membros da congregação. Temos irmãos e irmãs excelentes que não podem passar todo o tempo pregando, assim como temos também pioneiros excelentes”.

      CONGREGAÇÕES APOSTÓLICAS

      Os discursos que trataram do arranjo governante da primitiva congregação cristã e que esboçaram a sua aplicação atual resultaram em aceitação entusiástica. As testemunhas de Jeová sempre se sentiram felizes de se harmonizarem com o método apostólico da organização e operação congregacional ao ponto que as entenderam, e sua prosperidade espiritual e seu aumento são evidência de que Deus as considera com favor.

      Em anos recentes, o arranjo era que um homem maduro era superintendente, sendo o principal responsável pelo pastoreio da congregação. Outros “servos” designados eram ajudantes dele.

      Entretanto, um estudo recente da estrutura bíblica e apostólica da congregação, feito pelo corpo governante das testemunhas de Jeová, revelou que, num sentido, as congregações precisavam fazer um ajuste, a fim de se harmonizarem de modo mais perfeito com as congregações do primeiro século.

      Em harmonia com este entendimento, foi trazido à atenção dos congressistas, à base da Bíblia, que o método apostólico de se governar cada congregação dava-se por meio de um corpo de anciãos, homens espiritualmente maduros designados dentre os varões, e que eles também eram superintendentes da congregação. Todos estes eram iguais em autoridade, não apenas ajudantes de um só homem. Aparentemente, cada um deles, por sua vez, agia como presidente, mas enquanto servia assim, não era o único superintendente. Este arranjo tinha o efeito de dividir as responsabilidades e prover um arranjo governante mais equilibrado para as congregações.

      Como foi acolhido pelas multidões reunidas este princípio bíblico notável de organização?

      Ora, as testemunhas de Jeová se dão conta de que Jeová guia e refina seu povo progressivamente. Já passaram antes por ajustes similares e reconhecem que o progresso é o resultado da liderança de Jeová. Apercebem-se também de que não seriam verdadeiros representantes de Deus e de seu reino se recusassem aceitar tais mudanças.

      Para se saber das atitudes individuais para com o novo arranjo, entrevistaram-se muitos homens de responsabilidades, os que servem como superintendentes de diversas congregações, bem como outros. O consenso da opinião, de que este ajuste estrutural era um passo para a frente, foi bem resumido pela expressão de três destes homens.

      Um deles, ministro viajante que serve diversas congregações na região de Chicago, disse: “Deve funcionar; é de Jeová.” Outro, que supervisiona uma grande região conhecida como “distrito”, na parte ocidental dos Estados Unidos, previu uma grande corrente do espírito de Deus, “por causa da sensação mais íntima de ‘um só Mediador entre Deus e os homens’”. Uma expressão excelente feita por um congressista de Oregon foi no sentido de que, dar-se menos ênfase ao indivíduo, sendo que nenhum possui a autoridade primária na congregação, “focalizará mais a verdadeira Cabeça da congregação, Jesus Cristo”.

      Outros falaram sobre o benefício resultante para o ministro individual na congregação. “Animará a todos os homens maduros a assumirem responsabilidades?’, disse uma Testemunha de longa experiência, de Chicago. Os congressistas reunidos em Cincinnati fizeram uma expressão pública, dizendo: “Somos muito gratos de fazer parte duma organização tão intensamente interessada no bem-estar espiritual do seu povo.”

      ORGANIZADOS PARA UM FUTURO MOMENTOSO

      Assim é evidente que se fortalece o ministério dos que pregam as boas novas do reino messiânico de Deus. Se vierem tempos provadores de perseguição, as congregações poderão continuar seu trabalho apesar da retirada de alguns dos homens responsáveis. Conforme disse seriamente um superintendente com vinte e nove anos de experiência: “Acho que esta informação nos foi dada neste tempo específico porque já avançamos muito no tempo do fim. Certamente, é necessário que nos acheguemos mais uns aos outros para enfrentar o inimigo de modo unificado.”

      Acontecimentos momentosos a ocorrer no futuro imediato são mencionados na profecia bíblica de Ezequiel. Esta profecia forma a base de um livro lançado em inglês nas assembléias, intitulado “As Nações Terão de Saber que Eu Sou Jeová” — Como?. Na profecia de Ezequiel representa-se figuradamente o trabalho atual do povo de Deus como ‘marcar’ para a preservação todos os que desejam um mundo de justiça e paz, e que querem transformar sua vida para o modo de Deus. (Eze. 9:4-6; Col. 3:10) Um total de 12.556 pessoas, que empreenderam recentemente este proceder na vida, foram batizadas nas assembléias no Canadá e nos Estados Unidos.

      Embora reste pouco tempo ao atual sistema de coisas, as testemunhas de Jeová têm muito que fazer. Há muitos homens de reflexão que vêem ‘a escrita na parede’ para este sistema de coisas e que precisam ouvir as boas novas do Reino. Os que fizeram preparativos antecipados para as assembléias “Nome Divino” ficaram impressionados de ver que, em geral, os homens de negócios com que trataram não eram “só de negócios”, como no passado. Alguns expressaram a opinião: “Não vemos nenhum futuro no mundo comercial.” Muitos se dão também conta de que as religiões da cristandade estão em decadência. Conforme mostra a profecia de Ezequiel, precisa-se levar a tais pessoas o aviso bíblico de abandonarem estas religiões, se quiserem sobreviver à queda da cristandade.

      Os sentimentos gerais dos congressistas, no fim das assembléias, foram expressos pelo superintendente de uma congregação de Cincinnati, que evidentemente estava bem lembrado da profecia de Ezequiel, ao dizer: ‘A cristandade cairá, negando-se obstinadamente a mudar segundo a verdade revelada, ao passo que a sociedade das testemunhas de Jeová aumentará e prosperará eternamente, por se reajustar em harmonia com os modos de Jeová. Acho que todos nós nos lembraremos por muito tempo das Assembléias “Nome Divino”.’

      [Foto na página 218]

      No Canadá e nos E. U. A. realizaram-se quarenta e cinco assembléias “Nome Divino” das testemunhas de Jeová; 36.335 pessoas assistiram aqui em Cincinnati.

      [Foto na página 219]

      O programa das assembléias incentivou a leitura da Bíblia em família.

      [Fotos na página 220]

      12.556 foram batizados nas assembléias no Canadá e nos Estados Unidos.

      Em Filadélfia, missionários da África Ocidental conversam sobre o novo “Manual da Escola do Ministério Teocrático”.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1972 | 1.° de abril
    • Perguntas dos Leitores

      ● Dirigindo-se aos “ricos”, o discípulo Tiago disse: “Assassinastes o justo.” (Tia. 5:1, 6) Visto que dirigia a carta a cristãos, o que queria ele dizer com isso? — E. U. A.

      A palavra “justo”, no singular, evidentemente se refere ao Senhor Jesus Cristo. Isto é confirmado pelas palavras do apóstolo Pedro dirigidas aos judeus: “Repudiastes aquele santo e justo, e pedistes que um homem, um assassino, vos fosse concedido liberalmente, ao passo que matastes o Agente Principal da vida.” (Atos 3:14, 15) De modo similar, o discípulo Estêvão disse aos que ouviam a sua defesa perante o Sinédrio: “A qual dos profetas foi que os vossos antepassados não perseguiram? Sim, mataram os que faziam anúncio antecipado a respeito da vinda do justo, cujos traidores e assassinos vós vos tornastes agora.” — Atos 7:52.

      É digno de nota que o Sinédrio, o supremo tribunal judaico, que sentenciou Jesus à morte, se compunha de homens ricos e proeminentes. (Veja Mateus 26:59, 66; 27:57; Marcos 15:43; João 3:1; 7:45-51.) Portanto, definitivamente havia “ricos” envolvidos no assassinato de Jesus Cristo.

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